Finding Each Other

10 Getting under your skin


Notas iniciais
Perdão pela demora! Espero que gostem do novo capítulo.
Boa leitura =)

– Eu não venho buscá-lo. – a morena enrugou a testa numa confusão genuína. Emma inspirou uma vez, e ganhando coragem, disse – Eu vou ficar aqui com vocês.



– Perdão? – a cara de Regina era um misto de descrença e desprezo. Emma tinha de admitir que a situação em que se encontravam era no mínimo inusitadamente engraçada. Apressou-se a esclarecer a morena que não parecia estar a gostar nem um pouco daquela conversa.

– Henry quer que eu fique também. – Regina fez tenção de discutir, mas Emma foi mais rápida. – Ele só está pensando na sua segurança. Cora pode procurá-la. – a ex-Rainha endireitou-se majestosamente, antes de responder.

– Miss Swan. – cuspiu o sobrenome insípida. – Eu não preciso de babá, muito obrigada. – a loira cruzou os braços e ergueu o sobrolho sem paciência. — E muito menos de uma Salvadora. Sei muito bem me cuidar. – começou a fechar a porta bem na cara de Emma, mas foi impedida quando esta empurrou a porta abrindo-a completamente, irritada.

– Você é que sabe. Mas Henry é meu filho também e eu não vou deixá-lo a mercê de uma louca que arranca corações sem o mínimo sentimento de culpa. – por breves segundos, Regina paralisou, pensando que a loira estava a referir-se a ela. Não, a louca que arrancava corações não era mais ela, não desta vez, e sim sua odiosa mãe, a Rainha de Copas. Tentou recompor-se rapidamente, não podia deixar que Emma Swan a visse enfraquecida. Inspirou fundo e finalmente respondeu.

– Se é isso que Henry quer, pois bem. – a morena fez sinal à loira para entrar, contrariada. – Entre. – Emma deu um pequeno sorriso em vitória e passou perigosamente perto da Mayor ao entrar pela porta da mansão. – Mas nem ouse em chegar demasiado perto de mim. – a morena avisou de forma ameaçadora. Emma deu de ombros e com um sorriso trocista respondeu à outra mulher.

– Como quiser, Vossa Majestade. – Regina bufou com raiva, mas seguiu para dentro da casa, após fechar a porta. Ia ser um longo fim-de-semana.

*** *** *** ***

Mary Margaret e David cochichavam em um canto do balcão, como se estivessem numa reunião secreta, no Granny’s. A mulher tinha a sua mão sobre a do marido enquanto tentava achar uma solução para o problema “Cora e Companhia”.

– Sinceramente Snow, o problema Cora nem sequer é diretamente nosso. Archie mesmo disse que ela tinha vindo por Regina. Mãe e filha que se entendam! – David estava farto daquela discussão, e notava-se bem pelo tom elevado que a sua voz sofrera. Olhou em volta e tornou a baixar o tom. – E quanto a Rumpelstiltskin, ele que se vire com o pirata! – Snow ouvia chocada aquelas palavras que saiam da boca do marido.

– David por favor, vamos recomeçar de novo? – Snow apertava a mão do marido em forma de reprimenda. – Claro que o problema também é nosso! Ou você acha que uma vez que Cora chegue em Regina não vai sobrar para todo mundo? – as palavras da mulher não estavam a ter o efeito desejado em Charming, pois ele só abanava a cabeça e suspirava.

– Snow, ouve-me, não estás a seguir o meu raciocínio. — ele tentava, em vão, convencer a mulher do seu plano. – Todos aqui querem regressar à Terra Encantada, ninguém é feliz aqui! – Snow cortou-o bruscamente.

– Isso não é verdade Charming, e sabes muito bem disso! – ela tentou acalmar-se para poder continuar. – Embora haja gente que sim, que queira voltar, nem todos são dessa opinião. Eu inclusive! – Charming olhava para a mulher, incrédulo. Ele não queria acreditar que Snow preferia continuar vivendo numa cidade que só trouxe sofrimento e separações indesejadas. – Tenta compreender. – Snow continuou calmamente. – Nós nem sabemos como reconstruir o nosso Reino da forma como ele era antes. A maldição não afetou só este mundo, mas também o nosso, eu estive lá Charming. – e a voz dela era carregada de dor desta vez. David baixou o olhar entristecido. – E mesmo que um dia possamos voltar, quem nos garante que isso aconteça antes de algo muito ruim acontecer aqui por causa de Cora? Temos de nos certificar que ela não consiga corromper Regina novamente. – David agarrou em ambas as mãos da mulher de forma gentil e sorriu desta vez, enternecido.

– Você, meu amor, sempre querendo ver o bem nos outros. – e remeteu-se ao silêncio, rendido, ponderando no que dizer a seguir.

Entretanto, Ruby aproximou-se do casal ao balcão, da forma mais discreta que conseguira.

– Vão pedir algo ou continuam em conspiração? – a garçonete brincou para ver se conseguia quebrar aquele clima pesado que se sentia à distância. O casal olhou para ela sorrindo, mas foi Snow a primeira a responder à melhor amiga.

– Estamos aqui tentando descobrir o que fazer. – Snow suspirou mentalmente cansada. – Emma foi levar Henry para passar um tempo com Regina, agora que sabemos que ela estava inocente, não temos como negar isso a ela. Mas agora temos a verdadeira Evil Queen em Storybrooke … — Ruby olhou confusa ao escutar a alcunha ultrapassada. Snow esclareceu. – Sim Ruby, porque Regina comparada com a mãe é uma princesa em apuros.

– Vocês acham que ela nos fará mal? – Ruby perguntou, temendo o pior. Sabia que Snow não era de exagerar quando havia perigo iminente.

– Snow acha que Cora vai levar Regina para o mau caminho de novo. – foi David quem respondeu à pergunta. – E que isso pode resultar no regresso da Era da Evil Queen.

A garçonete assentiu com a cabeça. Realmente não era seguro deixar que as duas se encontrassem e voltassem a sua maldade para os habitantes da cidade. O trio mantinha-se calado, cada um deles, perdido em pensamentos e em possíveis soluções que logo eram descartadas. Um som de uma melodia estandardizada e levemente irritante soou vinda de Snow. O trio foi retirado daquele transe pelo som que logo se percebeu pertencer ao celular da morena.

– Emma, então? – a morena atendera o celular enquanto os outros dois aguardavam tentando descodificar a conversa. – Ficar aí? E Regina concordou? – David olhava de forma confusa para a mulher enquanto esta demonstrava sinais de espanto com o celular no ouvido. – Precisa que eu vá aí levar uma muda de roupa para você? – Ruby e David entreolharam-se. – Tudo bem, mas Emma, tenha cuidado. Se algo acontecer, se Cora aparecer … — notou-se que Snow tinha sido interrompida e que escutava agora o que quer que fosse que a filha lhe dizia. – Sim. – pausou. – Ok, por aqui está tudo sossegado, mas se algo acontecer eu te aviso também. Talvez consigamos alguma informação do paradeiro dela através de Gold. – Ruby aguardava o fim da conversa, a sua audição apurada ajudava a ouvir a voz de Emma, embora distante, do outro lado da linha. – Dê um beijo nosso a Henry. Se cuidem, viu? – a morena desligou o celular e guardou-o de novo no bolso do casaco. Ruby foi a primeira a falar, já que tinha uma ideia do que fora falado.

– Emma vai ficar com Regina durante o fim-de-semana?! – a cara de Ruby ao falar era inestimável. – Essa eu pagava para ver! – a jovem mulher-loba não conseguiu evitar uma gargalhada. David que estava a leste da conversa teve de perguntar o que fora aquilo e logo Snow começou a explicar.

– Henry pediu para Emma ficar lá. ‘Tadinho, está com medo que Cora faça algo. – a expressão de David assemelhou-se à de Ruby quando ouviu a mulher. – Parece que Regina já está nos privando da companhia do nosso neto. – acrescentou Snow, em conflito com ela mesma.

– E da vossa filha também! – Ruby riu divertida. Os dois Charmings olharam para ela com cara de puzzle desmontado. A garçonete com um aceno de mão, como se desfazendo do pensamento, aparentemente muito divertido que tivera, acrescentou. – Deixem para lá.

– Ao menos assim sabemos que Cora não encontrará Regina sozinha. E nós devíamos falar com Mr.Gold. – Snow falou sem dar importância ao comentário descabido de Ruby. – David? – virou-se para o marido à espera da aprovação dele.

– Tudo bem, não temos nada a perder mesmo. – levantou-se juntamente com a mulher, mas Ruby interrompeu o casal.

– Não vale a pena irem já para lá, me disseram aqui que Gold não estava com a loja aberta esta manhã. – o casal entreolhou-se e voltou a sentar. Ruby sorriu para eles antes de continuar. – Animem-se, me façam companhia! O que vão querer tomar? É por conta da casa! – a garçonete piscou o olho para eles, tentando animar os amigos. Eles sorriram de volta em forma de agradecimento.

*** *** *** ***

Emma, pela segunda vez naquele dia, tocava à campainha da porta da mansão Mills. Trazia uma mala grande o suficiente para carregar alguns pertences pessoais indispensáveis para o fim-de-semana.

– Emma, entra! Minha mãe está preparando o almoço. – o garoto puxou a loira pelo braço assim que abriu a porta – Venha, vou lhe mostrar o quarto aonde vai ficar. – Henry estava numa excitação tão grande que Emma se viu sorrindo, contente. Certo seria dizer que a alegria duraria pouco. A voz de Regina ecoando da cozinha soava pelo ambiente do Hall de entrada da casa.

– Por favor, eu não quero correrias pela casa! – Henry sorriu culpado para Emma e se desculpou com Regina gritando um “Desculpa mãe!” para o ar. Logo após fazer isso, em passo moderado, mãe e filho caminharam de mãos dadas para a escadas para irem até ao quarto reservado a Emma.

O quarto reservado aos hóspedes, neste caso a Emma, era grande, mas não tão grande como o da dona da casa, Emma recordara-se. No centro do quarto havia uma cama de casal com diversas almofadas, umas vermelhas e outras pretas, encostadas à cabeceira da cama. O edredão que cobria o colchão era preto como algumas das almofadas e a parede que servia de encosto à cabeceira da cama era do mesmo vermelho que as restantes almofadas. As demais paredes eram de um branco pérola cremoso que contrastava lindamente com a única parede vermelha do quarto. No chão, de ambos os lados da cama, repousavam dois luxuosos tapetes iguais, de forma rectangular pretos, com discretos contornos de losangos bordados a vermelho. Todos os móveis de mogno que compunham o quarto eram igualmente luxuosos com detalhes esculpidos na madeira. Era um quarto digno de um hóspede ilustre, pena que neste caso, apenas servia para albergar a contragosto a outra mãe do filho de Regina Mills. E isso, Emma pensou, não tinha nada de ilustre.

– Garoto, é melhor arranjar algo para se entreter enquanto vejo se sua mãe precisa de ajuda lá em baixo. — Henry preparava-se para contestar, queria mostrar todos os seus livros e desenhos a Emma, mas esta cortou-o ao mesmo tempo que colocava a mala que trouxera em um canto do quarto. – Nem vale a pena reclamares. Regina pode estar mudada, mas continua com o mesmo feitio de sempre, e sabes bem o que isso significa.

– Que continua sem gostar de ti? – o menino perguntou fazendo-se de engraçado.

– Bem, isso também. – Emma riu levando a mão à cabeça. – Mas não queremos pô-la nervosa com a bagunça. E sabes muito bem que era isso que aconteceria se eu me juntasse a ti e também agisse feito criança.

– Hey! – o garoto resmungou ofendido. Emma aproximou-se dele e o despenteou de propósito, completando:

– E isso não é o que as mães fazem. Portanto, nada de reclamações nem de bicos emburrados para mim – o garoto ia resmungar de novo, mas a loira não deixou – Nem para Regina. Ouviu mocinho? – derrotado, Henry assentiu. – Hey! – Emma acrescentou carinhosa — Teremos tempo de nos divertir à tarde, ok? – o garoto deu um leve sorriso acenando afirmativamente de novo, e retirou-se de seguida para o seu quarto, a poucos metros dali.

*** *** *** ***

Cora olhava aqueles figurinos, saudosa. Estes lhe traziam alegres e odiosas recordações dos tempos em que tinha tudo o que queria, ou quase tudo, na Terra Encantada. Vestes maravilhosas, repletas de detalhes encantadores, dignas de uma Rainha. Não eram só as roupas da Evil Queen, sua filha, que enchiam o local, mas também outras mais antigas, de um tempo ainda mais remoto e passado. As indumentárias de cavaleira que lhe causavam repulsa, caso fosse completamente sincera consigo mesma; os vestidos longos e exuberantes de jovem princesa, que lhe faziam sorrir e recordar-se do poder que exercera sobre a filha; o vestido de noiva branco que marcara a tão almejada conquista de um casamento por conveniência e do poder que isso representara; e novamente o mórbido traje negro, acompanhado da capa de gola subida e do adorno de forma espinhosa para a cabeça, igualmente negros. O traje que Regina usara no dia em que pensara que a sua mãe, a Rainha de Copas, estava morta na urna branca de pedra mármore, depositada ali por expressas e claras ordens dela. Cora sorriu tristemente, mas depressa abandonou aquele sentimento, tão comum dos fracos de espírito. Ela teria a sua filha de volta, tinha a certeza. E agora ali, na sala dos espelhos, no lugar secreto e depósito sujo de Regina, a mulher sem coração no peito acabara de fazer uma promessa a si própria.

– Você vai ser minha de novo, Regina. Eu prometo, minha querida.

*** *** *** ***

Emma entrava receosa na cozinha de Regina Mills. Sabia bem que a outra mulher não tinha vontade alguma de estar no mesmo espaço que ela; a morena tinha deixado isso bem claro, tanto por palavras mordazes como por olhares cortantes. Mesmo assim, a loira não ia ficar quieta no seu canto como uma menina obediente, que claramente, ela estava muito longe de o ser. Tudo bem que depois do que houvera acontecido entre as duas, poderia vir a se tornar estranho qualquer mínima interação entre ambas, mas estar na casa da Mayor e nem sequer lhe dirigir a palavra era ridículo. E desta vez, Regina teria de concordar com ela. Emma aproximou-se da mulher que estava virada de costas para ela, cortando algo sobre uma tábua em cima da mesa. Tentou passar-se por descontraída e fazer conversa casualmente.

– Precisa de ajuda? – Regina parecia que tinha acabado de ser neutralizada por algum feitiço. Assim que ouviu aquela voz demasiado perto, acompanhada de uma respiração quente, e “ofegante?”, pensou; ficou alienada do que estava fazendo momentos antes, perdendo a habilidade para reagir. A loira, com a ausência de resposta ou de alguma reação, ficou preocupada e aproximou-se mais do corpo da morena, tocando-lhe o braço ao de leve. – Regina, você está bem? – teve de perguntar, ainda assim acanhada.

– Miss Swan, eu não lhe disse que não a queria aqui?! – voltou-se de repente largando tudo que tinha na mão, como que libertando-se do feitiço invisível em que a loira a colocara. O rosto de Regina era o reflexo de uma fúria descomunal. A loira recuou dois passos, tinha de admitir que aquela mulher conseguia ser assustadora quando queria.

– E você deve ser maluca, só pode! – a Sheriff elevou a voz irritada. – Se estou aqui é por causa de Henry e a única coisa que tentava fazer era tornar esta situação menos constrangedora do que ela já é! – a mulher loira jogou os braços para cima em frustração, afastando-se. Regina, vendo que a sua reação tinha sido demasiado descontextualizada da situação, recompôs-se no lugar.

– Me desculpe. – só Merlin sabia o quanto aquelas palavras lhe custaram a sair da boca. A morena aproximou-se da loira, contendo todas aquelas sensações que só a simples presença daquela mulher lhe causava. – Este mau humor ainda deve ser efeito da amnésia. Não devia ter reagido assim, me desculpe. – tentou sorrir de forma cordial sem muito sucesso. Emma, sentindo uma brecha na armadura de ferro que a morena usava, tentou tocar no assunto que provavelmente já deveria estar mais do que enterrado. Mas não estava, ele pairava sobre a cabeça de ambas, disfarçado num colmatar de raiva e dor.

– Eu entendo o porquê de estar assim. – a loira tentava, de forma cautelosa, aproximar-se de Regina, tanto fisicamente como emocionalmente. – Para mim também não tem sido fácil, depois do que aconteceu entre nós. – Emma viu o erro do que dissera espelhado no rosto da outra. A morena assim que percebeu ao que Emma se referia, anulou o espaço que havia segundos antes entre as duas, e agarrou no braço da loira com brusquidão, apertando-o.

– O que aconteceu foi nada! – falou quase como se estivesse cuspindo e ofegando de raiva. – Ouviu bem? Nada! – Agora Regina tinha passado dos limites, o que ela achava que a loira era? Um fantoche, uma idiota, que iria obedecer prontamente às suas ameaças encobertas de insegurança e medo? Desta vez foi a loira que aproximou-se ainda mais de Regina, invadindo o seu espaço pessoal, deixando apenas meros centímetros de distância entre as duas. Estava latejando de raiva daquela mulher insuportável e infernal.

– Se foi nada como diz, porque se importa? – deu um passo e levou a morena consigo, encostando-a à mesa. – Porque não consegue me olhar direito hein? Porque está fazendo um circo disto tudo? Responda! – Emma estava explodindo de tanta raiva, que se aquilo continuasse, ela iria assentar a mão na cara da outra mulher. Regina sentiu todas as suas veias latejarem sobra a sua pele, o sangue pulsando sobre a carne em brasa e a adrenalina rebentando com qualquer tipo de autocontrolo que possuía.

– Porque eu tenho nojo só de lembrar, é por isso! – Regina respondeu a meio palmo da cara da outra, queria acabar com aquela mulher que a deixou perder-se assim que fora encontrada, naquela maldita estrada. Naquela maldita cama, sobre a cabeça de ambas, no piso de cima. – Nojo! – a morena repetiu com os olhos negros repletos de ódio. Emma surtou ao ouvir aquelas palavras e se atracou com a mulher em plena cozinha. As duas se debateram uma contra a outra sem nem lembrar que havia mais um residente naquela casa que poderia escutar a discussão.

Emma jogou a morena contra a geladeira do outro lado e a prensou com o próprio corpo contra o eletrodoméstico. – Olha que não me pareceu nojo quando você gozou na minha boca! – Regina arregalou os olhos diante de tal afirmação, só fez o seu sangue ferver ainda mais.

– Você está louca Miss Swan, eu nem estava em mim. Foi você que se aproveitou do meu estado! – Emma sucumbiu à raiva com o que acabara de ouvir. Ela, se aproveitar? Só Deus sabia o quanto ela tinha resistido às investidas daquela mulher insana. Sem aguentar mais, a loira agarrou a Mayor pelo pescoço prendendo-a no lugar, e uma bofetada bem dada se avizinhava no horizonte.

Mas esta não veio.

Em vez disso, quando Emma se deu conta, já a sua boca estava pressionada contra os lábios vermelhos e carnudos de Regina, outra vez.