Find You
6 Festa de Negocios - Part 2
Notas iniciais
Estou prestes a cometer suicídio, ALGUEM ME SALVA. Juro que se mais alguma loirinha de farmácia vir falar sobre como estou mudada e começar a falar das viagens que fez, eu juro que ela sai daqui direto para o hospital!
Não tive muitas escolhas quanto a vir a essa festa, e digamos que minha mãe sabe fazer muito bem suas ameaças.
Me desencosto da parede aonde estive nos últimos minutos tentando evitar as pessoas. Me irrito com o vestido que fica arrastando ao andar. Vou ate a mesa de bebidas preciso ver se tem algo forte o bastante para me me ajudar a aturar essa festa.
Quando chego a mesa, vejo meu pai guiando o Quatro ate seu escritório, só posso estar ficando louca, oque ele estaria fazendo aqui? E ainda mais com o meu pai.
Antes que eu os siga, pego uma taça com uma bebida que não sei e nome e viro de uma vez, ela desse queimando pela minha garganta. Começo a ir atrás deles, não respondo as pessoas quando elas me fazem perguntas pelo caminho. Pouco me importa oque iram achar de mim por eu estar ignorando eles.
Paro a pouco centímetros da porta, olho para todos os lados e me aproximo tentando fazer o mínimo de barulho possível. Abro um pouco a porta para que consiga ouvir melhor
– EU NÃO ACREDITO QUE ISSO ESTA ACONTECENDO -ouço meu pai gritar — Como isso foi acontecer?
– Eu não sei, mas eles estão vindo, foi esse o aviso que deixaram -diz Quatro calmamente
Mas quem diabos esta vindo
– Eles vão querer pega-la, eu sei disso — meu pai diz e pelo seu tom de voz sei que ele esta passando as mãos no cabelo — Por que eles tinham que querem logo ela?
– Você sabe muito bem o porque deles quererem ela. Pelo oque você me contou, quando você fez o acordo eles deixaram bem claro oque iriam fazer se você não paga-se a divida.
– Mas eles não podem pegar a Minha Beatrice — ouço um suspiro de frustação — Como acha que poderei contar para minha mulher que me envolvi com mafiosos e agora eles querem minha filha?
– Eles não vão pega-la, você me contratou por um motivo, cuidar dela, e é isso que irei fazer.
Muita informação! Mafiosos querendo me pegar porque meu pai se envolveu com eles, e o Quatro sendo contratado para me proteger? Mas , se meu pai queria me proteger, porque me tirou do colégio interno? Aquilo parecia uma fortaleza, seria difícil conseguirem me pegar lá.
Não sei o que fazer, parei de prestar a atenção na conversa a um tempo, meus pensamentos começam a se embaralharem a procura de resposta.
Argh, preciso de uma bebida!
Volto para a mesa de bebidas rapidamente, pouco me importando se irei ou não fazer barulho ou parecer uma louca. Viro três copos de uma bebida qualquer que esta lá.
Não consigo ficar aqui, não consigo mais. Preciso de um lugar para pensar. Saio a procura de Caleb, ele precisa me emprestar o carro.
Encontro ele falando com uma Barbie qualquer
– Caleb, preciso do seu carro — digo direta
– Acho que você não esta bem, quanto você já bebeu? — pergunta se virando para mim, ignorando a Barbie
– Você sabe muito bem que já dirigi em estados piores. E eu não estou bêbada, só preciso dar uma volta
– Sei que irei me arrepender disso — diz tirando as chaves do bolço e me entregando — Tome cuidado
– Certo — digo beijando seu rosto — te amo seu chato
– Ande, vá logo antes que eu mude de ideia
Saio me espremendo entre as pessoas ate o elevador, assim que consigo chegar ate o mesmo entro e aberto o botam da garagem. Parece que se passa uma eternidade ate que ele abra as portas.
Saio apresada atrás do lugar aonde Caleb estacionou o maldito carro. Assim que o encontro desativo o alarme e entro tirando os saltos e os jogando no banco de trás.
Manobro o carro e logo já estou saindo do prédio em direção ao desconhecido.
Minha cabeça ainda tenta formular motivos para que meu pai se envolve-se com mafiosos? Passei tantos anos fora e agora não sei de nada, de ninguém. Nem das coisas que me envolvem!
Argh! Acelero e saio cortando os poucos carros que estão na rua, preciso esquecer, preciso arranjar uma maneira de me desligar um pouco. Parar de pensar nisso!
Adrenalina, acelere mais, vamos eu sei que você deseja isso... - uma voz me diz isso, e é exatamente isso que irei fazer.
Acelero mais, o velocímetro não passou muito dos 100KM/H, preciso de mais, preciso sentir como se fosse morrer a qualquer descuido.
Chego aos 290KM/H a velocidade máxima é de 350KM/H.Em pouco tempo a alcanço e so diminuo nas curvas, não me preocupo com multas nem coisa do tipo, eu só preciso me sentir livre. E só consigo me sentir assim quanto estou dentro de um carro, ou com a adrenalina a flor da pele.
Não tenho destino certo, não quero voltar tão cedo para casa. pela primeira vez sinto que poderia viver a minha maneira.
Fale com o autor