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97 Capítulo 97 – Is a moment of treasure
Notas iniciais
Quinn deu alguns passos indo de encontro a Rachel e a abraçou forte envolvendo os braços ao redor da pequena cintura e sentindo as mãos da namorada lhe acariciarem a nuca discretamente. Ela aproveitou o momento para sussurrar baixinho em seu ouvido.
– Eu pensei que não existisse uma maneira de me apaixonar mais por você meu amor – sorriu sentindo o beijo leve que a morena deixou em seu ombro – Mas depois dessa noite, eu acredito que não exista como definir todo o amor que eu sinto por você. As palavras, os gestos, tudo parece pequeno perto da grandiosidade do meu amor por você
– Não me faça chorar novamente e borrar toda a minha maquiagem – a morena respondeu com a voz embargada apertando mais os braços ao redor da namorada
– Você está maravilhosa – a loira se afastou passando os olhos novamente por todo o corpo de Rachel e parando em seus olhos
– Você por acaso tem alguma noção do quão linda você está princesa? Esse vestido – passou os olhos pelo corpo da namorada – Seu rosto, seus olhos. Você nunca esteve tão linda meu amor
– Eu te amo
Quinn apenas moveu os lábios e Rachel entendeu perfeitamente piscando e abrindo um enorme sorriso em resposta a namorada.
Alguns outros convidados transitavam pelo espaço da festa, e assim que Quinn apontou a mesa que seria delas Rachel deu um grito animado e apertou seus passos em direção aos pais, jogando um braço ao redor de cada um deles que a abraçavam empolgados rasgando elogios e palavras de amor no ouvido da filha. A morena não sabia da presença deles, havia sido mais um presente de Quinn, já que eles haviam negado tantas vezes por telefone que não poderiam comparecer por compromissos profissionais. Logo a pequena estava abraçando todos os amigos, demorando-se mais em Amanda que dava pulinhos com os braços ao redor da morena e dava gritinhos empolgados junto com Rachel.
Após mais um discurso sobre o palco que ela teve que dar ao lado de Kurt e dos outros atores, Rachel finalmente se sentou na mesa entre os pais para se alimentar e beber um pouco de champagne. A festa seguia perfeita, a banda tocava sucessos atuais misturados com alguns clássicos antigos, os fotógrafos estavam incansavelmente posicionados próximos a pista de dança e em alguns momentos abordavam alguns convidados para uma rápida entrevista.
Quando as musicas mais lentas começaram, Quinn olhou nostálgica para a pista de dança, um turbilhão de vontades e contradições em sua cabeça, Kurt dançava abraçado com Blaine da mesma maneira que Santana abraçava Brittany e se moviam no ritmo. Ao lado deles Noah e sua garota dançavam próximos a Kitty e Ryder, que alem de dançarem trocavam alguns beijos leves e sorriam apaixonados sem quebrar o contato de seus olhares, até Amanda e o namorado pareciam se deixar envolver pela balada romântica muito bem escolhida pela banda que envolvia o momento. A loira então suspirou e se surpreendeu ao ver uma mão estendida em sua frente, e ao erguer os olhos encontrou Leroy com um sorriso brilhante entre os lábios lhe pedindo a dança. Ela prontamente se levantou aceitando e trocou um rápido olhar com Rachel que estava debruçada sobre o ombro de Hiram conversando algo com o pai que concordava e sorriu carinhosa ao ver Leroy se afastando para a pista com a loira.
Ele colocou sua mão na cintura da loira e começou a conduzi-la com maestria.
– Sabe, uma das vantagens de se ter uma nora é poder dançar sem concorrência – o homem sorriu falando próximo ao ouvido da loira
– Que tipo de concorrência? – perguntou em tom de riso
– Hiram é claro – os dois riram – Ele sempre consegue dançar mais tempo com a estrelinha, Mas agora eu tenho uma nova parceira de dança
– Me sinto honrada – sorriu abertamente sentindo seu peito aquecer com todo o carinho que recebia
– Você é graciosa ao dançar – ele a rodou e puxou de volta – Não comente com eles apenas para não criar indisposições, mas sem duvidas somos uma dupla melhor
Quinn e Leroy olharam para o lado ao mesmo tempo e puderam ver Rachel e Hiram dançando próximos, conversando e sorrindo um para o outro, porem Leroy voltou seu olhar para a nora e piscou indicando que suas palavras eram verdadeiras e arrancando um longo riso da loira. Pouco tempo depois a musica acabou e a loira percebeu sua garota e seu outro sogro se aproximando deles, Hiram sorriu animado segurando sua mão e a tirando do lado do marido.
– Será que você poderia me emprestar minha nora nas próximas musicas?
Leroy encarou o marido incrédulo e voltou seus olhos para Rachel que ria abertamente ao lado do pai. Quinn apenas deu de ombros um pouco tímida.
– Sério Hiram? Na verdade não posso – retrucou
– Dance uma musica comigo antes que eu seja puxada por ai papai – Rachel exclamou incrédula colocando as mãos na cintura – Não me faça ter ciúme por você preferir Quinn
– Não é isso estrelinha – segurou a filha começando a conduzi-la no ritmo da musica que começava, já que seu marido fazia o mesmo com a loira – É que eu terei apenas uma dança com você e acabo de perder Quinn para seu pai
– Tenho certeza que ela saberá se dividir entre vocês – a morena falou em tom de riso piscando para a namorada que ria ao lado deles e acenou com a cabeça concordando
– Pare de ser turrão Leroy – Hiram reclamou se afastando e dançando teatralmente com Quinn que apenas ria seguindo os passos do sogro
Já havia passado um bom tempo da festa em que Quinn havia se dividido em dançar com os sogros, porém os dois já haviam sido vencidos pelo cansaço e agora estavam sentados na mesa mantendo uma conversa aparentemente empolgada com Noah, enquanto comiam alguns petiscos e bebiam o que de melhor era servido. A loira já havia sido puxada para dançar com Blaine e até com Santana, se divertiu com os amigos sem tirar os olhos de Rachel, sempre acompanhando os passos da morena não a perdendo de vista. E ela estava radiante, estonteante aos seus olhos, trocando sorrisos e esbanjando simpatia para todos. Porem o peito da loira pareceu apertar no momento em que ela viu uma figura alta loira se aproximar de sua garota.
Sue Sylvester se aproximou da pequena morena e estendeu a mão, a apertando por um tempo e falando algo que de longe Quinn não conseguia definir, porem o rosto de Rachel se mantinha neutro, até que um pequeno sorriso apareceu nos lábios da pequena e Sue se afastou com um aceno de cabeça. Quinn respirou aliviada e deu alguns passos em direção a Rachel, ela queria ficar perto da namorada e estar ao seu lado em qualquer situação incomoda que pudesse aparecer. Mas antes que completasse seu caminho viu outra figura loira segurando sua namorada pela cintura e a abraçando até ergue-la do chão. Sam. O loiro sorria abertamente, certamente rasgando elogios ao espetáculo, já que ele também fazia parte de toda a construção, o sucesso se devia aos seus esforços, Quinn na tinha com o que se preocupar. Mas ao ver o rapaz debruçar para sussurrar mais próximo ao ouvido da morena e suas expressões se manterem mais fechadas, preocupou-se novamente. Rachel pareceu gesticular dando de ombros e o tocou carinhosamente no braço, antes de dar-lhe um rápido abraço, deixando a cabeça de Quinn completamente confusa com a cena que via.
E como se não pudesse ficar pior, o loiro começou a caminhar em sua direção com um sorriso meio vacilante entre os lábios, e ela se viu encurralada com a situação, buscou rapidamente seus amigos pelo salão de festas, mas nenhum parecia perto ou disponível o suficiente para que ela inventasse uma desculpa ou corresse antes que ele a alcançasse. E assim que parou em sua frente ele sorriu um pouco maior e foi inevitável não retribuir, apesar de todo o nervosismo que tomava conta de si.
– Eu acredito que se eu pedir uma dança serei recusado – o loiro sorriu de leve colocando as mãos nos bolsos da calça social
– Sam – ela forçou um sorriso e balançou a cabeça atordoada sem saber como responder
– Eu preciso te perguntar uma coisa e eu gostaria que você fosse completamente honesta comigo – falou sério
– O que quiser – respondeu com a voz trêmula demonstrando seu pânico
– Acredito que se estivermos dançando fica mais fácil tornar essa conversa particular
– Escute Sam – a loira passou os olhos pelo salão cheio buscando por Rachel e suspirou ao não encontra-la – Acho que podemos falar qualquer coisa – forçou um sorriso – Ninguém está prestando muita atenção em nós de qualquer forma
Ele suspirou pesadamente e segurou cuidadosamente o braço de Quinn, a puxando para perto de uma mesa que percebeu estar vazia
– É sobre Rachel
– Sim? – era impossível conter o tremor em suas mãos
– Eu não sei como perguntar – ele suspirou
– Desculpe, assim eu não posso ajudar com a resposta
– É por causa dela não é? Que nós não tivemos chance? – a voz grossa do rapaz continha um pouco de dor e confusão – Ela sempre teve vantagem não é?
Quinn não respondeu, os tremores em seu corpo denunciavam seu estado mental. Seus olhos mantinham-se congelados encarando os olhos claros do homem em sua frente. Ao ver que ela não esboçava nenhuma reação, Sam se aproximou um pouco mais e tentou abrir um leve sorriso de incentivo.
– Eu só quero saber – ele deu de ombros
– Foi isso que ela te disse? – a loira perguntou mantendo a voz neutra
– Na verdade não – o rapaz voltou a colocar as mãos nos bolsos – Ela me disse que o que eu quisesse saber sobre nós dois deveria perguntar a você, seria o mais certo e justo pra nós dois
– Eu não pensei que as coisas tivessem ficado mal resolvidas entre nós Sam – suspirou com pesar – Me perdoe
– E não ficaram – se adiantou em dizer – Eu apenas estive reparando sabe? O jeito que você olha pra ela, é como se estivesse olhando para o tesouro mais precioso que existe, e bem, comecei a juntar algumas peças na minha cabeça que parando pra pensar fazem sentido. Eu não tenho ressentimentos Quinn, sinceramente não tenho. É só que .. você a olha de um jeito que eu já te olhei, e quis que me olhasse
– Me perdoe Sam, eu apenas não sabia – havia um fio de desespero em sua voz e seus olhos começaram a encher de lagrimas
– Não há um motivo sequer pelo qual você precise pedir perdão Quinn – ele sorriu de leve segurando uma das mãos da loira – Na verdade fica mais fácil aceitar te perder pra alguém incrível como a Rach – deu de ombros descontraído arrancando um leve sorriso dela
– Eu não brinquei com você Sam – suspirou colocando a outra mão por cima da dele que já segurava a sua – Você é o cara mais incrível que eu conheci
– Então não haverá problemas em me apresentar alguma amiga bonita disponível? – Sam sorriu brincalhão
– Posso pensar em alguém
Os dois sorriram abertamente e Quinn foi tomada por uma vontade incontrolável de abraça-lo, e o fez. Apertou seus braços ao redor da cintura do rapaz e encostou o rosto em seu ombro, enquanto sentia as mãos receosas dele envolverem seu corpo com carinho.
– Obrigada por entender – ela suspirou – E desculpe não ter sido capaz de falar. Ainda não é tão fácil admitir sabe?
Sam respondeu com um aceno de cabeça e apertou seus braços um pouco mais forte ao redor do corpo dela em um gesto de compreensão.
– Não foi desejo. Nem vontade, nem curiosidade, nem nada disso. Foi um choque elétrico meio que de surpresa, desses que te deixa com o corpo arrepiado, coração batendo acelerado e cabelo em pé. Foi sentimento. Não foi planejado, nem premeditado. Foi só um querer estar perto e cuidar. Não foi um lance de corpo, foi um lance de alma. Não foram os olhos, nem os sorrisos, nem o jeito de andar ou de se vestir, foram as palavras. Uma saudade e uma urgência daquilo que nunca se teve, mas era como se já tivesse tido antes. Foi amor..
– É amor! – Sam completou a soltando do abraço para enxugar algumas lagrimas teimosas que escapavam dos olhos verdes – Ei, está tudo bem!
Quinn suspirou e sorriu novamente, respirando fundo e se recompondo. Sam foi chamado mais de uma vez pelos rapazes que trabalhavam com ele na manutenção do som, ele insistiu em ficar, porém a loira o liberou para que fosse com seus amigos. Trocaram um rápido abraço e logo ele se afastou a deixando com uma sensação leve e esmagadora ao mesmo tempo.
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