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87 Capítulo 87 – This time somebody's getting hurt
Notas iniciais
A casa era exatamente como Blaine havia descrito, Quinn pagou o taxi sem ao menos ver a nota que havia dado ao motorista, porém parecia suficiente já que o mesmo não reclamou, antes de chegar ao seu destino a loira havia pedido para que ele parasse em um bar e comprou outra garrafa de bebida alcoólica, menor que a outra, mas com o mesmo teor embriagante.
Ela então deu os primeiros passos vacilantes em direção a porta e bebeu de uma vez o conteúdo da garrafa, deixando o vidro jogado em algum lugar do jardim. Bateu na porta algumas vezes e respirou fundo ao ouvir o barulho de passos se aproximando.
– Quinn? – o rapaz estranhou olhando para os lados e se certificando que ela estava mesmo sozinha – O que houve?
– Eu e você – tentou falar firme – Conversar, agora!
– Você não parece bem – preocupou-se abrindo espaço para a loira – Me parece um pouco bêbada
– Isso não é da sua conta – ela entrou em passos vacilantes e parou em frente ao rapaz, apontando o dedo no meio de seu peitoral
– Quer que eu ligue para alguém Quinn? Como eu posso te ajudar? – estranhava as atitudes desconexas da loira – Talvez chamar a Rachel, ou Santana, Kurt, algum dos seus amigos
– Não fale da Rachel – esbravejou – Não fale o nome dela seu .. seu .. seu .. enorme – sua voz continuava embolada e extremamente irritada
– Não estou entendendo – a encarava completamente perdido
– Vou fazer com que você entenda – a loira soluçou e voltou a dar cutucadas no peitoral do homem
– Eu posso preparar um café até que você melhore Quinn – preocupou-se com o estado da garota
– Eu não quero café nenhum – elevou sua voz – Eu não quero nada seu, aliás, eu quero sim Finnnnnnnnnnnnnnnnnnnn – ela rodava seu dedo indicador no peito dele enquanto prolongava a ultima sílaba
– Por favor sente-se Quinn – segurou a mão que ela usava para cutucá-lo – Me deixe pelo menos te trazer uma água
– Depois – ela bufou apertando os olhos – Agora você vai me ouvir
– Claro – balançou a cabeça rendido ao perceber que não adiantaria insistir – Diga o que quiser
– A Rachel é minha – falou firme voltando a apontar o dedo na direção dele
– Como? – continuou confuso
– A R-a-c-h-e-l é m-i-n-h-a – falou pausadamente
– O-ok? – perguntou em duvida ainda sem saber do que ela falava
– Ok? Assim tão fácil? – ela riu o empurrando pelos ombros – Vamos homem, lute
– O que? – balançou a cabeça ainda mais confuso – Eu entendi Quinn, a Rachel é sua amiga, mora com você. E eu posso ligar agora para que ela venha te buscar
– Ah não, não não. Não senhor! – falou irritada – Não vai ligar para a minha Rachel
– Tudo bem – ergueu as mãos a encarando – Eu não ligo, não se preocupe
– Ótimo! – finalmente a loira cruzou os braços e se jogou pra trás caindo no sofá
– O que eu posso fazer pra te ajudar Quinn? Você está muito alterada – sentou-se ao lado dela a encarando com atenção – Posso te levar de volta pra casa ou para algum outro lugar
– Não, você não vai voltar a pisar na minha casa – ela se levantou rapidamente reassumindo a postura irritada – Acho que você não me entendeu Finnnnnnnnnnn
– Você poderia se expressar melhor Quinn? Parece que tem algo que você quer me dizer – ele continuou sentado a encarando
– A Rachel é minha ok? – falou irritada com as mãos na cintura – Minha namorada, minha mulher, minha, apenas minha, minha do jeito que ela quiser ser, mas ela é minha. Minha, não sua, minha!
– Espere .. – abaixou os olhos confuso e voltou a encara-la – O que quer dizer?
– Eu estou com a Rachel! Você não tem o direito de tocá-la, de se aproximar dela – rosnou – Nem ao menos de pensar nela. Ela é minha!
– Vocês estão juntas? – Finn encarou a parede desnorteado
– Estamos – cruzou os braços orgulhosa – É por isso que ela é minha
– Ok, eu já entendi – respondeu contrariado ainda sem acreditar – Desde quando?
– Faz tempo – afirmou
– Isso não faz o menor sentido
– Eu posso te dar milhares de razões para fazer sentido – resmungou – Eu a amo, quero me esforçar todos os dias para que ela seja a mulher mais feliz do universo, e eu vou conseguir
– Eu acho – o rapaz continuava perdido – Acho que posso pegar sua água agora
– É uma boa ideia
A loira voltou a se sentar no sofá assim que ele se afastou em direção a cozinha. As ideias estavam a um milhão dentro da cabeça de Finn, Rachel era sua noiva até um ano atrás, e agora uma garota bêbada chega em sua casa, completamente irada, reclamando a posse da morena. Era a novidade mais absurda que ele já havia ouvido em anos. O rapaz apoiou as mãos na pia e fechou os olhos revivendo os últimos momentos no apartamento da morena, com a chegada de Quinn ela havia ficado transtornada, e botá-lo pra fora daquela maneira definitivamente não era uma atitude que ele esperava que ela pudesse ter, então as palavras da loira começaram a fazer sentido. Sem conseguir calcular quanto tempo havia ficado entorpecido em seus pensamentos confusos, Finn voltou para a sala com um copo de água e um milhão de perguntas entaladas na garganta, porem se deparou com Quinn deitada em seu sofá e aparentemente entregue em um sono profundo, já que não respondeu nenhuma das vezes que ele chamou por seu nome. O rapaz suspirou profundamente e pegou seu celular, discou algumas vezes o número de Rachel e percebeu que assim que soava a primeira chamada a ligação era desligada.
A morena estava desesperada em seu apartamento, já faziam aproximadamente três horas que Quinn havia sumido, o celular da loira estava jogado em seu quarto, e Santana, Brittany e Puck haviam saído para procurá-la, enquanto Kurt e Blaine insistiram em ficar com Rachel no apartamento para o caso de Quinn voltar ou dar notícias. Quando o celular da morena começou a tocar e ela visualizou o nome de Finn no visor, desligou automaticamente sentindo sua raiva pelo ex aumentar a cada chamada que ele insistia, e já irritada com toda a insistência, ela decidiu atender para pedir, nada gentil, que ele parasse de irritá-la.
– Finn você não entendeu que eu não quero falar com você? Pare de me ligar ou .. – ela esbravejou irritada segurando o celular com força
– Rachel me escute – ele a interrompeu com a voz séria – Quinn está aqui
– Ou eu vou ser obrigada a te .. – ela ia terminar a frase quando se deu conta do que havia ouvido – Espere, o que? Quinn está ai? – Kurt a encarou incrédulo – Quinn? Tem certeza?
– Sua .. amiga – ironizou a palavra – Quinn está aqui
– Como ela está ai? – Rachel se desesperava com as palavras vagas do rapaz
– Bêbada dormindo no meu sofá – soltou um riso sem humor – Você poderia vir buscá-la?
– E-eu – calou-se por um momento pensando na possível gravidade da situação – Estou a caminho!
– Como Quinn pode estar la? – Kurt perguntou esganiçado assim que viu a amiga encerrando a ligação
– Não faço a menor ideia – respondeu mecanicamente – Mas estou indo buscá-la
Sua expressão ia de surpresa até um certo assombro, Rachel sinceramente não sabia o que esperar quando chegasse para buscar a namorada, aparentemente bêbada, na casa de seu ex. Afinal o que ela poderia estar fazendo la? Como ela sabia o endereço? E por que diabos bêbada? Por que Quinn tinha que agir dessa maneira toda vez? A morena entrou em seu carro e apertou o volante respirando fundo algumas vezes antes de dar a partida no carro, sua mente borbulhava em pensamentos e em nenhum deles conseguia encontrar uma explicação aceitável para aquela situação.
Assim que parou o carro na frente da garagem daquela conhecida casa, ela respirou fundo mais algumas vezes e desceu em direção a porta da frente em passos vacilantes, mexeu no cabelo demonstrando seu nervosismo enquanto aguardava a porta ser aberta após tocar a campainha. E assim que Finn a abriu e deu um passo para o lado abrindo espaço para que a morena entrasse em sua casa, ela viu Quinn deitada encolhida no sofá se mexendo um pouco desconfortável, e como se percebesse sua presença, abriu levemente os olhos por alguns segundos, voltando a fechá-los em seguida e se entregando novamente ao sono.
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