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38 Capítulo 37 - Sangue? Só Isso?
Notas iniciais
Desculpem a demora , movida a reviwes pessoal !
POV Bonnie
Tinha que confessar que tem sido difícil viver longe dos meus amigos, das pessoas que eu cresci e aprendi a amar, sentia falta da Elena e da Caroline, mas, eu tinha errado e sabia que nunca teria o perdão deles, pelo menos não da Caroline.
Havia ficado feliz pelo fato de eles terem me chamado para fazer feitiço, assim poderia saber de algumas coisas e ficar perto deles por algum momento.
Mas, mesmo assim eu e Tyler estava nos dando muito bem, eu o amava como nunca havia amado ninguém antes.
-Elena? – disse assim que atendeu.
-Oi Bonnie – disse.
-Eu descobri como curar os dois, vá para o hospital com a Alyson precisamos do seu sangue.
POV Alyson
A janela aberta do quarto do Damon fazia com que um vento frio uivasse para dentro do quarto, estava frio me encolhi na cama agarrando o edredom, Damon acordou e como estava virada para o lado oposto ao que ele estava me agarrou por trás beijando minha bochecha.
-Está com frio? – sussurrou.
-Você me abraçando não está ajudando – sorri.
-Ah, não me importo – disse.
-Tudo bem me mate de hipotermia então – disse.
-Quanto drama – disse sínico.
-Ridículo – disse.
-Elena ligou do hospital e eles precisam de você lá – disse Damon.
-Aconteceu alguma coisa com a minha irmã? – perguntei desesperada.
-Elena não explicou direito, apenas disse que você te que ir até lá parece que a Bonnie encontrou um jeito de reverter tudo.
[…]
Nós fomos para o hospital todos estavam lá, assim que cheguei eles trancaram a porta e sabia que ninguém entraria ali e apenas uma enfermeira se encontrava no canto do quarto.
-Em que eu posso ser útil? – questionei.
-Eu descobri como eu posso reverter isso.
-Graças aos céus – disse Elena esperançosa.
-O que é preciso Bonnie? – questionou.
-Eu preciso do seu sangue já que o da Elena não funciona como deveria e criar uma espécie de poção, eu tenho tudo que preciso menos seu sangue, eles vão tomar e vão melhor gradativamente e poderão ir para casa.
-Quanto do meu sangue?
-Não vou mentir Ally é uma grande quantidade, praticamente drena lá.
-É certeza que isso funciona? – questionou Damon preocupado.
-Não certeza eu não tenho – disse Bonnie – Mas, estou disposta a tentar é a única chance deles.
-Isso é perigoso – disse Damon.
-Não tem problema eu tento – disse convicta.
-Vai funcionar como uma transfusão Ally – disse Elena, por isso a enfermeira hipnotizada no canto do quarto.
-Está bem – disse.
Sentei-me em uma poltrona típica de hospital, a enfermeira teve o sinal da Caroline e começou com os procedimentos padrões, amarrou meu braço em um elástico e depois que achou uma veia resistente introduziu uma agulha grossa e longa que era possível sentir por cima da pele, finalizou desamarrando meu braço e colocando vários esparadrapos para segurar a agulha no lugar.
Doía um pouco, mas, eu ofereci o meu melhor sorriso para que todos não se preocupassem afinal isso não me mataria.
[…]
Fazia três horas que meu sangue estava sendo retirado do meu corpo, estava fraca e mal conseguia mover meu corpo, não falava muito porque naquela condição parecia ser um grande esforço, estava com a cabeça encostada na poltrona e sabia que pela feição do Damon eu deveria estar pálida.
-Bruxinha você vai mata lá – disse Damon.
-Ele tem razão Bonnie – disse Elena.
-Eu… Estou bem – disse quase fechando os olhos.
-Fica Quietinha tá linda – pediu Damon.
-Ainda não encheu a terceira bolsa – disse Bonnie – Está quase terminando.
Aos poucos eu entrava em estado vegetativo, quem diria que o sangue realmente era incrivelmente importante para uma mocinha não ir dar uma volta no céu?
-Tá tudo bem?- questionou Damon.
-Fala comigo não, tá? – resmunguei, falar me deixava mais cansada, tudo que eu conseguia pensar era que eu queria dormir.
-Vou ficar quietinho – disse fazendo sinal de silêncio.
-Melhor – murmurei.
-Ally, melhor você ficar acordadinha – disse Caroline.
-Tá bom – disse de olhos fechados.
-Ally você está me ouvindo? – questionou Elena.
[…]
Haviam se passado mais meia ou uma hora, pelo menos é isso que eu acho, havia conseguido terminar de encher a última bolsa de sangue Bonnie com isso havia pegado um livro grande e parecia velho, algumas velas e uma espécie de prato fundo.
Tinham tirado a agulha de dentro de mim, mas, eu continuava deitada, ou melhor, sentada naquela poltrona inda não tinha força para fazer nada que não fosse ficar quieta, estava com frio e por isso batia os dentes.
Damon havia me emprestado sua jaqueta que eu coloquei em mim mesmo ficando extremamente grande, ao menos o frio não era tanto, minha cabeça doía e por isso estava de olhos fechados.
Mas, abri os olhos de curiosidade assim que Bonnie começou a dizer algumas coisas que eu não entendia, mas, poderia arriscar dizer que era latim ou qualquer outra língua morta.
Conforme ela pronunciava as palavras meu corpo inteiro parecia estar pegando fogo e minha cabeça parecia que iria explodir, quase que naturalmente comecei a gritar pedindo que aquilo parasse.
As luzes começaram a falhar, as velas que estavam acessas tiveram suas chamas amplificadas e depois de quase dez minutos dizendo isso com o sangue derramado no “prato fundo” ele todo desapareceu e a dor parou.
E quase cinco litros de sangue haviam se transformado em apenas dois copinhos de café, em uma cor muito mais escura do que realmente era o meu sangue.
-Só isso? – questionou Elena.
-É o que minha avó aconselhou que eu fizesse, temos que dar isso a eles e então é só esperar.
Então Elena pegara os copinhos com o liquido escuro e confesso que na hora em que deu a eles que tomaram de bom grado, eu senti nojo de tomar sangue e meu estomago se embrulhou, mas, continuei quietinha ali na poltrona onde estava largada.
[…]
Meia hora depois que Bonnie havia dado a eles meu sangue ambos começavam a se recuperar e voltar às feições normais, quando o dia estava quase acabando eles acordaram com um suspiro fundo e eu apenas sorri aliviada, já que mesmo depois de me entupirem de comida ainda estava fraca.
-Ally? – chamou minha irmã ofegante.
-Está meio fora do planeta agora – disse Damon impedindo que eu falasse.
-Ela está bem?
-Bem morta – riu Damon.
-Damon – repreendeu Elena – Ela está bem sim Esthela, está sentada ali.
-Ela doou muito sangue pra salvar vocês dois e está meio fora do ar – disse Klaus.
-Vamos leva lós daqui – disse Stefan – Aqui não é seguro, ela pode aparecer de novo.
-O que realmente houve? – questionou Jeremy.
-Depois nós explicamos – disse Elena.
-Damon pode levar a Ally, nós vamos logo atrás – disse Caroline.
-Vem gatinha – disse Damon me pegando no colo e eu passei minhas mãos pelo seu pescoço.
-Não posso ir sozinha – murmurei.
-Não quero que morra atropelada por uma maca antes de chegarmos em casa – disse rindo.
-Ah claro – sorri.
[…]
Acho que havia dormido umas 12 horas seguidas, porque já era de noite novamente, mas, estava descansada e não estava fraca ou como dores como ontem, apenas estava morrendo de fome.
Depois de tomar um longo banho e colocar uma roupa mais confortável desci as escadas onde tudo mundo estava, sabe parecia até que aqueles filmes natalinos onde todos estavam reunidos, tinha que admitir que adorava isso.
-Finalmente acordou – disse Esthela bem melhor sentada do sofá.
-Ah, me drenaram sabe acho que o corpo humano não funciona tão bem sem sangue – disse irônica.
-Pelo menos eu estou viva – riu Esthela.
-Porque eu sou a melhor pessoa do mundo – disse.
-Vejamos quem acordou com o espírito do Damon – disse Stefan rindo.
-Só estou dizendo a verdade – disse me sentando ao lado do Damon.
-A gente sabe – riu Elena.
-Melhor que se divirtam antes que a Abigail, Katherine e companhia decidam dar as caras, logo vão descobrir que os dois estão vivos – disse Klaus mudando de assunto.
-Odeio vilões instáveis – disse Damon revirando os olhos – Nada contra Klaus.
-Eu são sou instável apenas gosto de mudar as coisas de última hora – disse ele.
-Ah claro – disseram todos juntos e eu nem queria saber que diabos o Klaus tinha aprontado.
-cara como vocês são muito esquisitos – disse rindo.
-Já nos disseram isso uma vez – riu Elena
-Enquanto ela não aparece podíamos comemorar – disse Caroline.
-Vocês não iam para Miami? – questionei.
-Tenho uma idéia melhor – disse Damon.
-Que tipo de idéia? – questionou Stefan.
-Lembra nossa casa Stefan.
-A que morávamos quando humanos?
-Essa mesma, eu e a minha ilustre irmãzinha reformamos ela e está exatamente do jeito que era quando mais novos, a casa está linda poríamos ir passar uns tempos lá, desde que não destruam minha casa – disse ele.
-Porque nunca soube disso? – questionou Stefan.
-Porque eu gosto de fazer birra ué – disse Damon.
[…]
Estava deitada ao lado do Damon, era uma sensação engraçada ter sua mão enroscada nas minhas era como colocar gelo em uma coca cola quente sua mão era tão gelada que a minha formigava em contado com a sua.
Damon era uma pessoa fácil de decifrar, porém era tão fácil que plantava a dúvida na sua cabeça, fazendo você mesmo se questionar sobre quem ele era.
Havia conversado com Esthela antes de subir e eu ainda seria tia, Bonnie disse a ela que não tinha afetado em nada o feitiço da Abigail e que a garotinha deles continuava a crescer.
-Você fica com uma cara de maluca quando pensa – disse Damon me agarrando.
-Porque contou sobre a casa para todo mundo? – questionei.
-Todos gostariam de ir lá – disse sem dar ênfase.
-Estou falando sério
-Porque eu gosto do meu irmão embora eu vá negar isso se você dizer a alguém e é nostálgico ver aquela mega casa sempre vazia, todos vão gostar de ficar lá.
-Você gosta deles, só não consegue dizer isso sem ser irônico ou sarcástico.
-Eu digo o quanto gosto de você – sorriu.
-Mas, eu não sou da sua família.
-Porque você é tão desconfiada?
-Porque no momento em que eu baixo a guarda é a oportunidade de alguém quebrar meu coração.
-Acha que eu faria isso com você?
-Não sei – disse sendo sincera – Eu realmente espero que não, porque não curto brigar com você.
-Eu não te magoaria nunca Ally
-Eu gosto muito de você – sorri pegando em seu rosto – Mas, não faça promessas que você não sabe se vai cumprir.
-Você é sincera de mais – disse ele sorrindo – Eu gosto disso, mas, deveria confiar em mim.
-Eu confio só que do meu jeito – disse.
-Conversamos disso depois, agora eu vou te deixar sem ar – disse.
-Sem ar? Hoje eu já fiquei sem sangue sem ar eu vou morrer – disse sínica.
Damon pegou-me pela cintura e beijou minha boca docemente, mas, rude de uma forma excitante suas mãos andando pelo meu corpo apalpando cada parte dele me deixava arrepiada.
-Você não vai sair da minha vista nunca mais – disse ele.
Ele continuava a me beijar vorazmente como se fossemos apenas nós dois perante o mundo inteiro, Damon se afastou e me acomodou em seus braços beijando minha testa e afagando meu cabelo.
-Amanhã nós vamos ter um dia só nosso – disse.
-Quem disse que há nós? – perguntei sarcástica.
-Eu mesmo quem disse – sorriu – E nós vamos ficar sozinhos naquela casa grande e eu vou fazer o que eu tive vontade desde o primeiro dia que eu fui lá com você.
-Você é muito tarado Sr. Salvatore – disse mexendo em seu cabelo.
-Diz como se você fosse a pessoa mais correta do mundo, você se veste extremamente sexy Ally, quem se veste assim não tem nem cara de inocente.
-Eu nunca disse que era inocente – sorri maliciosa – Eu até de mostraria como eu não sou inocente, mas, tiraram muito sangue de mim hoje e eu preciso muito dormir.
-Quer mesmo me deixar louco?
-Nunca foi minha intenção – disse de olhos fechados.
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