Finchel e outras histórias
1 Rachel
Acordei naquela manhã de sexta preguiçoso e olhei para o relógio. 6 da manhã: que droga. Escovei os dentes, troquei de roupa, arrumei as coisas e parti para o trabalho correndo. Era automático, fazia aquilo todos as manhãs. Acenei para o táxi, entrei e rapidamente falei o endereço para o motorista. Chequei a minha agenda. Dia cheio. O motorista sempre para a cada 5 minutos nos semáforos demorados, o que me irritava como ninguém. Finalmente, ele parou na frente do edifício que eu trabalhava. Era o edifício do The New York Times, eu era jornalista há 7 anos, dos quais 4 passei ali. Escrevia sobre a bolsa de valores, economia etc. Dei 25 pratas ao motorista, era o preço da corrida sempre. Desci sonolento e cruzei a porta giratória. Logo encontrei meu melhor amigo Puck, que veio gritando do outro lado do salão.
–Finn!
–Ah, oi Puck
–Você vai a festa hoje né? Terá cerveja para dar e vender!
–Ah a festa- tinha esquecido completamente-Vou, vou sim. E estou atrasado, tchau.
Falei afastando Puck do caminho. Entrei no elevador e apertei o botão do 15º. Levou longos 4 minutos para subir até o meu andar. Cheguei a sala cheia de computadores e pessoas e me de debrucei sobrei a cadeira do computador 9. Fiquei olhando para o teto por 5 segundos e abri a gaveta puxando uma barra de cereais. A devorei e comecei a escrever. Alguns aumentos de preço e mudanças no preço do dólar. Nada anormal. O resto do dia seria de pesquisas e reuniões. Sempre escrevi muitíssimo bem e, quando me mudei para Nova Iorque, me adicionei ao ramo da economia. Fui sortudo em ser aceito no TNYT, pois estava no meio do mestrado em economia. Mas só escrevia para o site, o que era bom, mas não era o suficiente. O tempo passou rápido em uma reunião com alguns economistas e Puck chegou para me chamar para o almoço. Almoçávamos todos os dias no restaurante da esquina, o Murphy’s, o dono de lá, Ryan, sempre fazia os pratos depressa e servia um café de cortesia. Chegamos lá rapidamente e comemos rapidamente também, enquanto falávamos com Ryan sobre o jogo de basquete da noite anterior.
Saí de lá praticamente correndo pois tinha uma reunião com o diretor do departamento, Brad Falchuk , ele era meu amigo, mas odiava atrasos. A reunião demorou muito e eu tinha que tirar uma xerox de um documento. Entrei no elevador e fui para o 2º andar. Cheguei à sala de Xerox.
Lá só havia uma garota, provavelmente novata, tentando acertar a máquina.
–Eu posso ajudar.
–Não precisa.
–Precisa sim.
Ela olhou para mim.
–Desculpa, essa máquina está me deixando estressada.
–Ah, sem problemas,eu ajeito. Você é nova aqui não é?
–Sou sim. Estou aqui desde segunda. Na verdade também sou nova aqui na cidade.
–Ah, então não conhece o Colfer não é?
–Colfer?
–Sim, o melhor restaurante da cidade.
Notei que a garota sentiu uma cantada.
–Vamos fazer um seguinte, te levarei lá hoje a noite.
–Tem certeza?
–Absoluta. É o lugar mais bonito da cidade. Fica no Central Park. Anote seu endereço aqui. Comerá a melhor comida da sua vida. E o melhor: por minha conta.
–Acho melhor não.
–Vai recusar o convite ? Como bons amigos, vai ser ótimo.
–Certo, como amigos.
E ela anotou o endereço no papel que eu dei. Logo ia saindo da sala com meu documento e me lembrei.
–Ah, e como a senhorita se chama?
–Rachel,Rachel Berry. E você?
–Eu me chamo Finn, Hudson. Te pego ás 20:00.
Falei me balançando como um idiota. Saí da sala, com o maior sorriso no rosto, e uma certeza: Rachel Berry era a minha futura namorada.
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