Finally found you
8 Capítulo 8
A semana passou tão rápido que quando me dei conta o sábado já tinha chegado. Fomos a tantos lugares que eu mal piscava os olhos e o dia já tinha voado, Klaus era um excelente guia pois conhecia detalhes sobre a história que só alguém que tinha vivido aquilo poderia conhecer. Nosso relação estava fluindo tão bem que parecíamos outras pessoas, ou até mesmo velhos amigos que estavam passando um tempo juntos, nossos dedos se encontravam cada vez com mais freqüência, e quando acontecia ele os entrelaçava nos meus sem dizer nada. Só que não passava disso, ele era gentil e um perfeito cavalheiro, imagino que estava me dando tempo para pensar e não queria me assustar indo rápido demais, e eu até gostava disso, mas estava louca para sentir seus lábios sobre os meus de novo.
A única coisa que me tirava deste estado de alegria total, era a desconfiança de que eles estavam me escondendo alguma coisa. Uma dinâmica estranha tinha se estabelecido na casa: sempre que Rebekah estava lá, Elijah não estava e vice-versa. Quando eu perguntei ao Klaus sobre isso ele só disse que eles tinham os próprios assuntos para cuidar e deu de ombros, e quando eu insistia no assunto ele tirava minha atenção com palavras mágicas como “espetáculos de dança ao ar livre” e “o melhor salmão que você já experimentou”, era exasperante mas eu conclui que não podia ser nada de tão grave assim, afinal ele mesmo disse que estava tudo bem agora e ali era sua casa.
Dei os últimos retoques na maquiagem e me olhei no espelho, hoje eu e Klaus sairíamos para dançar e eu caprichei no visual. Estava com um vestido creme com o colo bordado que descia até meus pés, o cabelo preso em um coque e um colar de pérolas. Sorri para meu reflexo no espelho e peguei a bolsa, depois apaguei a luz e fui em direção as escadas.
Assim que cheguei lá embaixo quase perdi o fôlego com a imagem de Klaus de Smoking, ele estava lindo de morrer, e quando ele abriu seu sorriso perfeito para mim eu senti meu coração disparar, mas que droga, como ele podia ter um efeito tão forte sobre mim.
─ Você está linda Caroline!
Exclamou oferecendo o braço, eu peguei e fomos em direção a porta. Uma limusine preta nos aguardava na frente da mansão, pelo visto ele tinha planejado uma noite impecável para nós, ele abriu a porta para mim e eu entrei, sendo seguida por ele.
─ Champanhe?
Perguntou ele já abrindo uma garrafa.
─ Aceito obrigada, desde que você não esteja querendo me embebedar, para depois se aproveitar de mim.
Peguei a taça da suas mão e uma insinuação de sorriso brincava em seus lábios.
─ Pensa tão mal de mim assim?
─ Penso.
Ele tomou um pouco do champanhe.
─ Você é forte demais para ser abusada por alguém Caroline, eu é que deveria temer minha segurança.
─ Está com medo de uma garotinha indefesa Niklaus?
Ele me olhou dos pés a cabeça com um olhar de cobiça.
─ Você pode ser muitas coisas amor, menos indefesa.
A limusine estacionou e ele abriu a porta para mim novamente. O salão er lindo, decorado em tons pasteis, e tão rico em detalhes que era uma festa para os olhos, as mesas estavam afastadas deixando o centro livre para a dança, lustres de cristal pendiam por todo o todo, a luz era suave e alguns músicos já começavam a tocar.
Klaus me arrastou para a pista assim que chegamos, pegou minha mão e pousou a outra na minha cintura. A vocalista começou a cantar nesta hora e eu imaginei que aquele timing tinha sido perfeito demais para ser coincidência.
***
─ Você quer falar agora sobre eu saber ou não dançar amor?
Senti seu hálito quente bater em minhas costas. Estávamos tão próximos que eu podia sentir o batimento de seu coração. O salão já estava quase completamente vazio, mas ele não parava de dançar, a não na hora que o jantar foi servido. Por sorte eu era uma vampira e não sentia cansaço, mas ficar duas horas abraçada a ele dançando tinha outros efeitos no meu corpo.
─ Tudo bem, você venceu! Está satisfeito agora?
─ Nem de longe...
As palavras estavam carregadas de duplo sentido e eu senti minha pele se arrepiar. Ele se afastou de mim e fez uma leve reverência, eu me inclinei para frente também sorrindo. Nunca um homem tinha feito isso para mim, era sempre eu que fazia as loucuras, era sempre eu que apaixonava rápido demais e fácil demais, e era sempre eu que acabava sozinha e sofrendo no final.
A música parou no instante que saímos da pista e eu estreitei os olhos para ele desconfiada, ele se limitou a dar de ombros como se não tivesse a menor idéia do que eu estava falando.
Voltamos para casa na mesma limusine, e a cada segundo que chegávamos eu sentia mais vontade de beijá-lo mas não sabia bem se devia, eu não queria estragar o clima bom entre nós, mas também não queria ficar tão longe dele.
Nós entramos em casa e eu fui logo tirando os sapatos, eu sei que isso não é nada sexy, mas meus pés estavam me matando. Klaus balançou a cabeça e pegou minha mão subindo as escadas.
Minha cabeça ficou a mil. O meu Deus! Ele vai me beijar, e eu quero tanto isso que chega a doer...
Só que quando paramos na porta do meu quarto ele simplesmente beijou minha testa e murmurou um “boa noite”. Eu entrei no quarto feito um robô e me olhei no espelho. Meus olhos brilhavam e eu estava ofegante. Que droga Klaus! Tinha que ser um cavalheiro justo agora?
Eu queria demais esse homem, e não podia esperar nem mais um segundo para sentir seus braços de novo. Então resolvi seguir meu próprio conselho, um que dei para Elena tanto tempo atrás, “Ele gosta dela, ela gosta dele, sexo!”
Sorri para mim mesmo.
─ Klaus!
Chamei seu nome no tom normal, pois sabia que onde quer que ele estivesse na casa ele me ouviria.
Ouvi seus passos pouco depois na escada, e em alguns segundos a porta se abriu.
─ Precisa de algo amor?
Ele estava só com a camisa branca e sem a gravata. Eu olhei para ele pelo espelho mas continuei de costas.
─ Preciso que você me ajude a abrir o vestido.
Seus olhos brilharam e ele sorriu de lado para mim, depois veio caminhando devagar como uma pantera cercando sua presa.
Assim que suas mãos tocaram o alto das minhas costas eu não contive um suspiro, ele ia abrindo o zíper lentamente como se quisesse fazer durar o maior tempo possível. Quando terminou ele deslizou as alças por meus ombros e o vestido caiu sobre meus pés. Eu podia ver o desejo em seus olhos e isso só fez minha coragem aumentar.
─ Abra o sutiã...
Ele abriu o fecho em um único movimento e deslizou as alças por meus ombros também, deixando cair no chão, eu estava agora só com uma pequena calcinha de renda branca e ele não tirava os olhos dos meus.
─ O que você quer Caroline?
─ Você.
Depois ele me virou de frente para ele e colocou as mãos dos lados do meu rosto. Seus olhos brilhavam de desejo e eu me aproximei mais colando meu corpo ao dele, ele me beijou violentamente ao mesmo tempo em que me abraçava pela cintura. Seus lábios estavam famintos nos meus, eu entreabri meus lábios e ele tomou posse da minha boca com sua língua quente e doce, eu gemi contra seus lábios. A intensidade do seu beijo me assustava e me excitava ao mesmo tempo, era como se ele ansiasse por mim, como se fosse ficar louco se não me beijasse.
Ele me levantou e me colocou sentada na penteadeira e eu entreabri as pernas para senti-lo mais perto, ele agarrou minhas coxas e passou a beijar meu pescoço e busto, eu estava arfante de desejo e sentia meu corpo vibrar de antecipação. Meus dedos lutaram contra os botões da camisa dele até que eu finalmente consegui tirar sua camisa e tocar seu peito nu, sua pele estava quente contra meus dedos e eu acariciei seu abdômen com voracidade, ele se afastou um pouco de mim e se ajoelhou na minha frente aos mesmo tempo que tirava minha calcinha, eu me encolhi e enterrei os dedos em seu cabelo quando seus lábios tocavam o ponto mais sensível do meu corpo.
― Klaus, eu preciso de você agora...
Falei com a voz rouca e entrecortada e ele se levantou na mesma hora desabotoando a calça, depois seus lábios tomaram posse dos meus de novo ao mesmo tempo em que ele me penetrava devagar. Eu me empurrei contra e ele e enterrei as unhas em suas costas, meu corpo estava em frenesi, eu não suportaria nem mas o minuto daquilo.
― Mais rápido, agora!
Ele gemeu e aumentou o ritmo, eu me perdi na sensação de estar sendo totalmente preenchida, de uma forma única e perfeita, eu arquei as costas e afastei os lábios dos dele para respirar, ele enterrou a cabeça em meus seios e mordeu meu mamilo devagar, eu gritei seu nome e cheguei ao clímax com tanta força que parecia que eu tinha saído do chão. Ele me puxou pela cintura me penetrando fundo uma última vez e chegou ao clímax também.
Ficamos abraços por um tempo enquanto recuperávamos o fôlego, depois ele saiu de mim devagar e me beijou ternamente, eu toquei seu rosto e o beijei de volta me sentido completa e satisfeita em seus braços. Depois ele me pegou no colo e me colocou na cama gentilmente.
POVS Klaus
Caroline estava dormindo tranquilamente em meus braços. Eu me sentia completo e genuinamente feliz, e esse sentimento era muito bom, mas também muito estranho. Não me sentia assim a mais tempo do que eu poderia me lembrar, eu não queria que meus sentimentos por ela se intensificassem tanto, mas era como tentar parar de respirar, meu corpo pedia por ela, com tanta força que as vezes eu me sentia sufocado.
Eu nunca me importei com esses sentimentos, ignorava minha humanidade a tanto tempo que tinha quase se perdido ao longo dos anos. Sempre achei que se sentir assim em relação a uma mulher era uma fraqueza, mas ela tinha mudado tudo. Ela tinha batido de frente comigo e me enfrentado de um jeito que me enfureceu e me encantou na mesma proporção, além de entender coisas sobre mim que me assustavam. O ódio que ela sentia por mim no começo era uma espécie de desafio, mas depois que eu vi o quão forte e cheia de vida ela era, eu a queria cada vez mais de um jeito que fugiu do meu controle. Eu abri mão de muita coisa por ela, e também fiz coisas terríveis, coisas que não me importavam nada, mas passaram a importar a medida que importavam para ela.
Eu tinha tido muitas mulheres através dos séculos, muitos corpos que no segundo que satisfaziam meus desejos eram dispensadas ou mortas, dependendo do meu humor. Mas agora com ela, eu me vi observando seu rosto relaxado e feliz no sono, e desejei muito sempre poder estar assim, eu nunca dormi ao lado de uma mulher depois do sexo, mas agora eu só queria fechar meu olhos e dormir nos braços de Caroline.
Ouvi a porta da frente ser aberta, apurei meus ouvidos e percebi ser Elijah. Infelizmente eu teria que me levantar e falar com ele, levantei da cama devagar para não acordá-la e vesti minha calça.
Elijah estava tomando um drink quando cheguei, ele se virou para mim e dei um sorriso irônico quando viu que eu estava só de calça.
― A noite está sendo agradável, irmão?
Não pude conter o sorriso ao me lembrar do quão agradável minha noite tinha sido.
― Muito irmão, mas quero saber como andam as coisas, na casa.
― Tudo sobre controle, Rebekah está lá.
Me servi de um drink e saboreei devagar.
― Você percebe que... uma hora vai ter que contar para ela, não?
Me virei para ele sem esconder a irritação nos meus olhos.
― Sei Elijah, mas preciso de mais tempo, ela precisa... confiar em mim primeiro.
― Você quer que ela confie em você mentindo para ela?
― Eu sei o que estou fazendo, eu vou contar a ela no momento certo.
― Ótimo. Eu vou dormir.
Ele subiu as escadas e eu continuei no mesmo lugar. Quando eu finalmente tinha conseguido estar com Caroline, tinha uma coisa que poderia mudar tudo... Mas eu não podia deixar ela escapar por entre meus dedos.
Deixei o copo em cima da mesinha e voltei para o quarto dela. Quando subi na cama ela se mexeu e abriu os olhos.
― Klaus? Onde você estava?
― Desci para beber alguma coisa.
Eu a abracei e ela fechou os olhos de novo.
― Durma amor, eu vou estar aqui.
― Hum...
Ela resmungou mas imaginei que já estivesse dormindo de novo. Passei meus dedos por seus cabelos macios e fechei os olhos. Eu não podia perdê-la.
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