Notas iniciais
Hey guys, desculpa a demora, mas estava revisando para fazer o melhor possível para vocês, mas vamos parar de enrolação.... kkkk. Boa leitura!

Toda essa suspeita sumiu da minha cabeça quando chegamos ao museu. Os quadros e esculturas que estavam espostas eram lindas, algumas mais selvagens e expressivas e outras mais suaves, mas todas incrivelmente belas e especiais a sua maneira.

Klaus era uma ótima companhia e me explicava pacientemente sobre os quadros, ele dava um pequeno sorriso quando via um que gostava, e franzia os lábios quando não gostava. Ele estava mais descontraído do que eu jamais virá, parecia quase outra pessoa, seu jeito educado e amistoso era tão caloroso que me fazia querer ficar cada vez mais perto.

Eu queria ir devagar com as coisas, e não me deixar envolver demais, mas vê-lo assim era tão diferente e surpreendentemente tão bom, que eu queria ficar cada vez mais perto e sentir de novo a suavidade da sua pele por entre meus dedos.

Afastei esses pensamentos antes que eu fizesse algo mesmo sem querer e parei diante de um quadro abstrato com cores quentes e curvas agressivas, como se tivesse sido pintada durante um ataque de raiva, só que ao mesmo tempo era meio melancólico.

― Lindo, não é?

Seus lábios estavam curvados em um pequeno sorriso, eu sorri com ele.

― Assustador, mas bonito.

Respondi me virando para o quadro

― Não gosta de arte selvagem?

Olhei para ele com a sobrancelha erguida.

― Prefiro coisas mais rom...

Fui interrompida por alguém me chamando e me virei.

― Oh meu Deus Caroline, como você está? Fiquei pensando que...

Camille veio caminhando nervosa até nós, mas parou no meio da frase quando se deu conta de que Klaus estava comigo, seus olhos mostraram confusão, depois recompôs um pouco a expressão e o cumprimentou formalmente.

― Klaus.

― Ola Cami.

Respondeu ele no mesmo tom. Ela se virou para mim.

― Fiquei preocupada com você, depois que saiu do bar aquele dia.

Eu sentia simpatia por Camille desde que ela tinha me defendido no bar naquele dia, mesmo sem me conhecer, ele tentou enfrentar vampiros por mim, e por mais eu estivesse meio desconfortável pelo clima pesado entre ela e Klaus, não conseguia me sentir aborrecida com ela.

― Eu estou bem, não se preocupe, e obrigado por ter tentado me proteger.

Ela sorriu para mim.

― Você parece ser uma boa pessoa, devíamos sair juntas um dia desses.

Ofereceu ela sorrindo, eu não sabia se queria ser amiga dela, mas talvez não fosse ruim, minhas amigas estavam longe e eu ia ficar hospedada em uma coisa em que as pessoas não eram exatamente receptivas a mim.

― Claro seria ótimo.

― Você... encontrou o amigo que estava procurando?

― Na verdade, meio que ele me achou.

Olhei para Klaus ao mesmo tempo que ela.

― A exposição está linda não?

Ela olhou para o relógio.

― Está sim, estou esperando alguém, que está bem atrasado aliás...

― Marcel não é conhecido por ser pontual Camille, você já deveria ter percebido.

Ela olhou para ele com hostilidade depois se virou para mim.

― Bom te ver Caroline, me procure. E cuidado com as pessoas com quem você anda.

Ela se virou e saiu, eu fiquei olhando para as costas dela por um segundo depois me virei para Klaus com os braços cruzados sobre o peito.

― Tudo bem, você vai me explicar o que foi isso?

― Tem uma ou outra pessoa por aí que não gosta muito de mim amor, não percebeu ainda?

― E porque exatamente ela não gosta de você? O que você fez?

― E porque você supõe que eu fiz algo?

― Sério?

E aí estava o Klaus do mal de volta (nem eu mesma sei quando passei a dividir ele entre O Klaus bom e o Klaus mal). Seu olhar estava meio irônico, e isso aguçou minha irritação, que estava entrelaçada irracionalmente com o ciúme. E além disso ela não iria hostilizar ele dessa maneira sem algum motivo. Primeiro porque isso não faz sentindo, segundo que se ela sabe sobre tudo deve saber que ele poderia matar ela em um segundo.

― Vamos lá Caroline, esqueça isso, não é importante.

Ele fez menção de ir para o próximo quadro mas eu não me movi do lugar, ele suspirou e voltou.

― Eu a hipnotizei quando cheguei aqui, Marcel gostava dela e eu podia usar essa proximidade.

― E como ela sabe se você a hipnotizou?

― Uma bruxa desfez a hipnose, ela se lembrou de tudo, depois nos desentendemos, e fim.

― Quantas pessoas mais você está hipnotizando para usar em nome de seus propósitos egoístas?

A irritação era palpável na minha voz. E esse era um dos motivos pelos quais eu tinha tentado manter o máximo de distância dele. Sempre que queria algo ele não media o quê ou quem ia usar para conseguir, e isso era totalmente errado.

― Ninguém, eu já consegui minha cidade de volta, tenho meu lar e minha família, a única coisa que faltava chegou recentemente.

Ele podia ser bem charmoso quando queria, e agora que estávamos mais próximos o muro sólido que eu ergui entre mim e ele já tinha ruído, e eu não conseguia ficar com raiva dele, a sensação era esquisita, já que antes acho que até se ele espirrasse, nós o odiávamos, agora era como um amigo que fez uma bobagem, você fica bravo, mas sempre perdoa no final.

―Ótimo.

Sai pisando duro, ele logo me acompanhou.

― Porque você está tão brava?

Parei e suspirei.

― Porque Klaus, eu estou aqui com você, e não quero pensar que quando eu viro as costas, você vai estar matando e hipnotizando pessoas inoscentes.

Sua expressão estava fechada e eu não pude ver nenhuma emoção.

― Talvez você não tenha notado Caroline, mas eu faço mais coisas com meu tempo do que matar e hipnotizar pessoas.

― Eu só... É errado Klaus, e eu não sou assim, e não posso simplesmente fechar os olhos e fingir que nada está acontecendo.

Minha voz soou meio cansada, do jeito que eu me sentia. Eu sentia como se duas Carolines brigassem dentro de mim, uma que queria estar com Klaus e a outra que odiava o que ele fez. Meu peito parecia inchar e a percepção do qual grande eram meus sentimentos por ele e meus conflitos internos, me fizeram sentir fraca e impotente, do jeito que eu me sentia quando era humana, quando era fútil, fácil de usar, e igualmente fácil de descartar.

― É diferente aqui, você não entende? Está tudo pacífico agora, é meu lar Caroline.

Sua voz estava calma e quase suplicante, eu podia ver o quanto aquilo era importante para ele, o quão importante era depois de mil anos, ter um lar e uma família.

― Eu estou aqui Klaus, para conhecer você, mas no segundo em que você mostrar que não merece ser amado, eu vou embora. É sua escolha.

Ele entrelaçou os dedos nos meus e apertou sem dizer nada, simplesmente acenou coma cabeça. Depois me puxou pela mão e continuamos o passeio pelo museu e quando eu percebi já era hora do almoço. Fomos a um pequeno restaurante que servia comida mexicana ali perto, e eu ri muito com ele, enquanto resmungava que o chefe não sabia quando era hora de parar de colocar pimenta.

Depois paramos em uma barraquinha de sorvete, e compramos casquinhas. Na verdade só eu tomei o sorvete, ele disse que se recusava a tomar aquilo. O sol estava quente e o sorvete começou a derreter, por isso tive que tomar bem rápido.

Uma garota meio emo passou por nós quando íamos para casa, vestida com um top preto e jeans rasgados, ela me entregou um panfleto em rosa berrante que anunciava uma boate hoje a noite, estendi o papel para ele.

― Acabei de fazer planos para hoje.

Falei sorrindo, ele pegou da minha mão e me olhou incrédulo

― Uma boate? Um lugar barulhento e cheio de gente, ouvindo uma coisa que eles acham que é música?

Sua voz estava tão chocada como se eu tivesse convidado ele para assistir uma briga de mulheres peruanas na gelatina

― Isso mesmo. E você vai comigo.

Concordei com a cabeça enquanto ele me devolvia o papel.

― Com certeza eu não vou com você.

― Você prometeu me acompanhar e mostrar a cidade não lembra?

― Não lembro de incluir na lista, música ruim, comida ruim e bebida ruim.

Juntei as mãos e fiz meu melhor olhar de pedinte.

― Por favor...

Pisquei os olhos para ele, ele balançou a cabeça.

― Tudo bem, mas eu vou sob protesto.

― Isso!

Dei uns pulinhos no lugar e ele sorriu para mim.

***

Enquanto eu dava os últimos retoques na maquiagem, coloquei o telefone no viva voz e liguei para Elena.

― Hey Care, até que enfim, já estávamos preocupadas. Como você está?

― Nossa! Que exagero, estou ótima, e vocês como estão?

― Não muito feliz por você estar nos interrompendo Barbie, então fala logo!

Ouvi a voz de Damon do outro lado da linha.

― Não ligue para ele Care, me conta tudo, encontrou o Klaus? Como está tudo entre vocês?

― Sim eu o encontrei, e as coisas entre nós, estão indo devagar, mas é melhor assim, acho que agente tem que se conhecer primeiro.

― Ele é um híbrido original, psicopata e homicida, o que tem mais para saber além disso?

Revirei os olhos, Damon conseguia irritar qualquer um.

― Depois nos falamos Elena, não estou a fim de platéia.

― Desculpa Care, amanhã te ligo. Beijos.

― Tchau.

Peguei o celular e olhei no espelho. Eu tinha colocado um short jeans e uma camiseta preta com alguns detalhes bordados. A maquiagem era escura ressaltando meus olhos azuis. Peguei a bolsa e desci as escadas. Encontrando Klaus a minha espera sentado no sofá. Ele vestia jeans e uma camisa de mangas compridas e gola V de azul tão escuro que era quase preto. Ele estava muito bonito e não pude evitar de olhar da cabeça aos pés, esperando muito que ele não visse o desejo neles.

Ele se levantou quando me viu e me deu o braço.

― Você está linda.

Sorri para ele e saímos de casa.

A boate já estava lotada quando chegamos. Música eletrônica tinha lá seu charme. Sentamos numa mesa e ele pediu as bebidas. Ficamos ali conversando bobagens e bebendo, ele parecia super desconfortável com o ambiente, mas eu gostava de festa, e queria muito estar na pista dançando.

♫ Uh uh uh ohh yeah

I never needed you to be strong

I never needed you for pointing out my wrongs… ♫

― O meu Deus! Eu amo essa música!

Levantei da cadeira num pulo já começando a dançar e puxei Klaus pela mão. Quando chegamos no meio da pista ele puxou a mão da minha e me olhou sem graça.

― Eu não sei dançar esse tipo de música Caroline.

― É fácil, deixa a música tomar conta de você.

Peguei seus braços e tentei guiá-lo. E foi uma das coisas mais engraçadas que eu já vi em toda minha vida, o poderoso Niklaus Mikaelson tentando dançar música eletrônica. Eu tentei disfarçar a risada mas não consegui, ele estava meio descoordenado e sem jeito. Depois de um tempo ele parou de tentar e voltou para mesa sozinho. Fui atrás dele ainda rindo muito.

― Vamos lá Klaus, não seja assim, não é minha culpa que você não sabe dançar.

― Não sei dançar? Então vamos a uma festa com música de verdade e vou te mostrar como é dançar...

Seus olhos brilhavam e eu sorri com ele. Ficamos só mais um pouco depois disso e voltamos para casa.

Quando chegamos ele me guiou até a varanda e se sentou ao meu lado. Ele olhava o céu estrelado com a expressão contemplativa, me virei na cadeira para poder ficar de frente para ele.

― Posso perguntar uma coisa?

― Pode.

Ele se virou para mim também e estendeu a mão para tocar a minha.

― Como você era, antes disso tudo sabe, quando você era humano...

Ele deu um sorriso fraco.

― Você está subestimando minha capacidade de memória Caroline, eu não sou humano a mais de mil anos...

― Você sabe que se lembra, todos nós lembramos de antes, de como era ser normal...

― Você é nova demais amor, com o tempo essas memórias sem importância vão desaparecer.

― Sem importância? Como pode dizer isso? São essas memórias que fazem de nós o que somos, é o que trazemos da nossa vida humana que define como vamos ser.

― Eu não devo ter trazido coisas muito boas então...

Apertei sua mão e ele olhou para nossos dedos entrelaçados.

― Por favor, eu quero saber.

Ele olhou de novo para as estrelas e começou a falar.

Notas finais
E então gente, deixem seus comentários, a opinião de vocês é muito importante para mim. Bjinhos.