Finally found you
24 Capítulo 24
Notas iniciais
Descemos as escadas de braços dados. A maioria dos convidados já tinha chegado, mas o ambiente parecia carregado de tensão e desconfiança. Olhei em volta franzindo a testa. A música estava ótima e o ambiente lindo, mas ninguém dançava, olhavam desconfiados uns para os outros.
Klaus grudou em meu braço como se estivesse pronto para me defender a qualquer momento. Arrastei ele para perto dos meus amigos. Eles também olhavam em volta, sem saber direito o que fazer.
― Acho que você está perdendo o jeito com festas Caroline...
Damon murmurou com ironia e aquilo me irritou muito.
― Trazer inimigos mortais para uma festa é uma grande ideia...
Virei-me para Klaus e tentei afrouxar seu braço.
― Vamos dançar.
Falei para ele sorrindo, mas sua expressão era séria e fria.
― Não vamos dançar.
Bufei e puxei o braço com força do dele.
― Ótimo. O Stefan vai dançar comigo.
Puxei Stefan para a pista antes que ele pudesse recusar.
Pus as mãos em seus ombros e começamos a dançar. Ele parecia rígido e nervoso.
― Qual é Stefan! Parece que tem pregos nos seus sapatos! É uma festa, pelo menos finja que esta se divertindo!
Ele deu uma risada e se descontraiu um pouco.
― Acho que você é a única pessoa na face da terra capaz de dar uma festa entre bruxos, lobisomens e vampiros...
― O que posso dizer? É um dom...
Demos risada juntos e vi Elena e Damon começaram a dançar. Sorri para eles e notei que logo algumas pessoas começaram a vir para a pista. Stefan parecia muito mais seguro agora, e me fazia rodopiar pela pista. Nossa amizade sempre tinha sido fácil e leve, Stefan era o tipo de pessoa que entendia a gente mesmo antes de nós mesmo.
― Obrigada por estar aqui Stefan.
― E perder uma festa dada por Caroline Forbes? Nunca.
Dei um beijo em sua bochecha, ao mesmo tempo que senti alguém tocar meu braço. Paramos de dançar e me afastei um pouco de Stefan.
― Pode me devolver minha namorada agora?
Stefan sorriu para ele e pude ver um clima bom entre eles. E num minuto eu já estava nos braços de Klaus. Ele era um exímio dançarino. Mesmo eu podendo ver sua testa contraída, ele conseguia dançar com leveza e graciosidade.
― Porque você e o Stefan não são mais amigos?
― Porque nós mudamos muito, e ele era namorado da duplicata então tivemos um ou outro desentendimento, para ser sincero.
― A Elena é minha melhor amiga e eu consegui perdoar você, talvez você só devesse pedir desculpas.
― Eu não sei se você já notou querida, mas eu não costumo me desculpar.
― Pois deveria aprender!
Ele franziu a testa para mim, e quando ia dizer alguma coisa alguém trombou em seu braço. Num piscas de olhos ele me puxou para trás e se virou para a suposta ameaça quase rosnando.
Um rapaz baixinho e meio desajeitado que estava tentando dançar com uma garota nos encarava chocado e com medo. A tensão se espalhou pela sala como fogo em palha seca e todos pararam de dançar quase simultaneamente e se afastaram.
Saí de trás de Klaus e pus a mão em seu peito puxando um pouco para trás, depois me virei sorrindo para o garoto.
― Foi só um esbarrão, tudo bem!
Olhei em volta tentando tranquilizar os outros, mas notei as expressões se dividirem entre raiva e medo. Os originais se juntaram no pequeno circulo que se abriu no meio da sala, fazendo a atmosfera que já estava tensa piorar bastante.
Olhei para seus rostos tensos e para o modo como estavam ombro a ombro como se quisessem se defender. Eles se odiavam e se amavam quase na mesma medida, e isso os tornava instáveis perto uns dos outros, porém mortais para seus inimigos. Mas eles eram minha família também, e se tinha uma coisa que vampiros originais tinham que aprender era como relaxar e se divertir.
Olhei em volta tentando ver a quem eu podia recorrer e vi Davina que estava com o maxilar travado e parecia pronta para qualquer coisa. Fui até ela e a puxei para o meio do circulo junto com os outros, depois me virei para nossa plateia tensa e pronta para a briga.
― Boa noite pessoal, estamos aqui hoje para dançar, celebrar e nos divertir muito.
Klaus me puxou pela mão e lançou aquele olhar que parecia dizer “Mas que droga você está fazendo?”
Ignorei seu olhar de aviso e continuei falando.
― New Orleans é nosso lar. Tanto de vocês quanto nosso, eu sei que tivemos muitos problemas para ajustar isso, mas agora mais que nunca é o momento de unir nossas forças e perceber que lutar entre nós nunca vai trazer vitória a ninguém, todos vamos perder pessoas queridas e derramar sangue em nosso próprio lar.
O silêncio na sala agora era absoluto. Todos me olhavam e tentavam processar minhas palavras, pude ver entre aqueles rostos alguns tristes e outros chorando, pessoas que perderam alguém nessa luta sem sentido por poder.
― Os dois lados cometeram muitos erros, e muitas vidas foram perdidas, mas não é isso que queremos. Nunca foi, então eu convido vocês a se juntarem a nós, para trazer de volta os dias de glória dessa cidade, e só poderemos fazer isso juntos.
Algumas pessoas deram passos a frente, outras pareciam tentadas a concordar.
― E como homenagem a vocês e a seu apoio, a Família anfitriã irá fazer a valsa de boas vindas. De boas vindas a nosso novo lar, tanto nosso quanto de vocês.
Klaus me olhava com admiração e orgulho, e eu sorri de volta para ele. Nós posicionamos e a música começou. Eu já tinha dançado a mesma valsa com ele no baile que os originais deram em Mystic Falls, me lembro de ter passado cada segundo daquela noite me perguntado porque eu estava ali com aquelas pessoas que eu detestava, e pior ainda, porque eu estava gostando.
Mas agora isso só parecia o começo de tudo que eu sentia, tudo que houve foi só o início do amor que eu sentia pelo homem que estava em meus braços.
Rebekah e Elijah estavam dançando juntos e expressavam uma felicidade e cumplicidade que eu poucas vezes tinha visto em seu rosto.
Kol dançava com Davina que parecia desconfortável a seu lado, mas eu podia ver um pequeno sorriso surgir em seus lábios quando ela achava que ninguém estava olhando.
Klau me conduzia lentamente pela pista, mas não dizia sequer uma palavra. Eu não queria que ele se aborrecesse pelo que eu tinha dito, mas eu só estava apoiando sua família, queria mostrar que estava a seu lado.
Sua expressão variava entre dúvida e determinação, e até, por incrível que pareça, nervosismo.
― Tudo bem?
Perguntei a ele depois de algum tempo.
― Por quê?
― Por nada você está meio calado...
Ele levou um tempo para responder, ao mesmo tempo em que ouvíamos os acordes finais da música.
― Eu estou mais do que bem.
Ouvi sua resposta, e nos cumprimentos. Depois os outros saíram da pista e eu já os estava acompanhado quando ele me puxou para o meio, fiquei parada no lugar sem entender. Ele respirou fundo algumas vezes, depois começou a falar.
― New Orleans é minha casa, assim como Caroline disse. Já tinha sido a anos atrás, e agora mais do que nunca ela é de novo. Mas se tem algo que aprendi durante os séculos é que nada vale de verdade se você não tiver com quem compartilhar.
Ele olhou em volta e seu rosto expressava tanto poder que era quase hipnotizante.
― Eu falhei com minha família por várias vezes, mas recentemente me foi dada outra chance de ter um lar e pertencer a alguém. Vocês estão aqui hoje, e eu quero lhes dizer que quero recomeçar, refazer nossas alianças e respeitar a vida de cada um. Vida que hoje eu valorizo mais que nunca, com o nascimento da minha filha, que é um pequeno milagre e um ponto de luz na minha vida que por séculos pereceu negra e vazia.
Meus olhos se encheram de lágrimas, e eu senti a verdade profunda em suas palavras.
Ele me virou de frente para ele e colocou a mão em meu rosto, olhando fixamente me meus olhos.
― E eu devo a você Caroline, me fazer sentir de novo, me ensinar a amar de novo. Foi você, com seu jeito doce, seu sorriso... Você me tirou das trevas, e teve fé em mim, acreditou que eu podia ser melhor.
Eu não conseguia desviar os olhos dos deles, parecia que um imã invisível nos puxava um para o outro.
― E aqui na frente de todas essas pessoas, entre amigos, inimigos, e minha família. Quero te pedir para ser minha rainha, minha amante e minha mulher. Always and Forever, Caroline. Você quer se casar comigo?
Meu coração começou a bater tão forte no peito que acho que todos poderiam ouvir. Eu queria gritar que sim, dizer ao mundo inteiro que eu queria ser dele para sempre, mas pela primeira vez durante toda minha vida eu não conseguia dizer uma única palavra, tal era a intensidade do amor que sentia por ele nesse momento.
― Responde logo Caroline, antes que o coitado exploda?
Klaus me olhava com tanta expectativa e amor, e foi a certeza disso que fez com que eu me acalmasse na mesma hora.
― Sim!
Uma salva de palmas irrompeu por toda sala e ele tirou um anel do bolso e colocou no meu dedo anelar direito depois deu um beijo nos meus dedos.
― Agora está tudo completo sweetheart.
Me atirei em seus braços e colei meus lábios nos seus apaixonadamente, ele me abraçou com força, e ouvimos sorrisinhos a nossa volta. Nos separamos olhando em volta.
― Divirtam-se pessoal, nos voltamos daqui a pouco.
Várias pessoas riram e arrestei Klaus pelas escadas. Eu precisava tê-lo só para mim por alguns minutos, o mais rápido possível.
Assim que entramos no quarto bati a porta e me atirei em seu colo, ele me pegou tirando meus pés do chão e beijando o canto da minha boca.
― Você tem ideia de que todo mundo lá embaixo vai estar ouvindo tudo que nos fizermos?
Dei um sorriso cumplice para ele já começando a desabotoar sua camisa.
― Eu não te contei?
Ele me colocou no chão descendo o zíper do meu vestido.
― Contou o quê?
― Pedi a Davina para lançar um feitiço no quarto, agora ninguém pode ouvir uma palavra do que acontece aqui.
Ele empurrou meu vestido pelo ombro e me levou para cama.
― Quer dizer que eu posso fazer você gritar o quanto quiser que ninguém vai ouvir?
― Entendeu direitinho.
Dei uma piscadinha para ele, enquanto ele se ajoelhava na cama e tirava meus sapatos. Depois parou por vários minutos e ficou só olhando meu corpo.
― Você é linda.
Ele tocou o colar que ainda brilhava em meu peito depois pegou minha mão e olhou o anel.
― Isso foi feito para estar aqui. Para que todo mundo que olhar saiba que você é minha.
Depois se inclinou sobre mim e beijou minha mandíbula e pescoço.
― Pensei que você não aprovasse coisas tão humanas quanto casamento...
― Nunca me importei com isso, até ter a mulher certa.
E com isso ele espalhou beijos carinhosos e cheios de amor por cada centímetro do meu corpo. Eu fechei meus olhos e fiquei só apreciando a sensação do toque quente contra minha pele sensível.
Quando ele finalmente pareceu ter terminado todas as superfícies desejadas, senti seu peso por cima de mim e abri os olhos, sua boca começou a praticamente devorar a minha boca. Abracei seus ombros e retribuí a seu beijo com toda paixão e amor que eu sentia.
Ele afastou minhas pernas com os joelhos e senti seu membro ereto contra minha pele nua. Ele começou a me penetrar lentamente e eu gemi entre os beijos. Cada centímetro que o sentia dentro de mim me fazia querer ainda mais. Comecei a me movimentar contra ele, querendo sentir cada vez mais.
O som de nossos quadris se chocando e nossos gemidos preenchiam o quarto. Eu me sentia cada vez mais perto de perder, o prazer se acumulava em minha barriga e nos músculos das pernas.
Separei nossos lábios e ele enterrou a cabeça em meu pescoço, senti meu corpo inteiro se arrepiar de antecipação. Mas ele apenas me beijou, e passava a língua em minha pele como se quisesse sentir meu gosto. Mas eu queria sentir seus dentes, queria sentir o prazer dele misturado ao meu quando ele o fazia.
― Klaus... Me morda.
Ele gemeu e se enterrou ainda mais fundo dentro de mim, fazendo minhas costas arquearem. Depois roçou os dentes de leve em meu pescoço. Cravei as unhas em suas costas, e então senti suas presas se enterrarem em minha pele. Um suspiro fundo saiu da minha garganta enquanto eu gozava loucamente.
Klaus sugou meu sangue algumas vezes e deu estocadas mais rápidas dentro de mim, até gozar também com um gemido rouco.
Ele saiu de dentro de mim devagar, mas não me largou, o peso de seu corpo contra mim era tão bom que eu nem me movia para não estragar esse momento.
Ele inclinou o pescoço para o lado e beijou meu ombro e eu sabia que estava dizendo para eu beber. Senti o familiar formigamento em meu rosto e o vermelho tingir meus olhos, e o mordi, deixando seu sangue fluir em mim.
Depois do que pareceram horas nos continuávamos abraçados, nos acariciando e curtindo um ao outro.
― Não deveríamos voltar para nossa festa?
― Estamos fazendo uma ótima festa aqui, e além do mais, aposto que os convidados podem se virar um pouco sem nós.
Ele riu e beijou meu rosto.
Eu não queria mais nada nesse momento além de estar em seus braços.
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