Finally found you

35 Capítulo 8 – Season 2


Notas iniciais
Esse foi bem mais rápido viu só? kkkkkkkkk. To tentando me redimir com vocês =D Bjs.

POV’S Caroline

Eu não soube realmente o quanto eu detestava estar doente até voltar a me sentir assim depois de quase duas décadas. Enchi a boca de água tentando fazer aquele gosto terrível sair da boca, e enquanto a água escorria abafou um pouco as vozes dentro do quarto. E isso foi ótimo, pois eu não queria ouvir. Já estava apavorada o suficiente sem isso tudo.

Quer dizer. Eu sou uma vampira. E estava grávida. Era um milagre e algo que desejei demais, mesmo sabendo que nunca poderia ter. Mas também era algo que não deveria acontecer comigo, e se aconteceu só podia significar algo de muito errado.

Me arrependi no momento que pensei isso. Meu bebê. Um pedacinho de mim e de Klaus juntos, não podia ser algo errado, não deveria.

Voltei para o quarto e vi Elijah, Rebekah, Kol e Davina.

Seus olhares eram de preocupação e pena. Eu me sentei na cama, sentindo que iria fraquejar a qualquer momento. Davina veio até mim e sentou na cama segurando minhas mãos.

Klaus veio pelo outro lado e sentou também.

― Care, me diga o que você está sentindo. Ou se aconteceu algo estranho com você nos últimos meses.

Meus olhos arderam. Eu não sabia o que poderia estar acontecendo, mas estava com medo.

― Fora o enjoo eu não estou sentindo nada e não me lembro de nada de diferente estar...

Então meus olhos pousaram num vaso cheio de flores numa das cômodas e aquilo fez uma lembrança chacoalhar no fundo da minha mente. A mulher das flores.

Assim que pensei isso o quarto inteiro ficou escuro. Uma nevoa agourenta parecia ter nos engolido. Mas ninguém além de mim parecia ter notado isso. Me levantei da cama, mas nem Davina nem Klaus se moveram, eles continuavam a encarar o mesmo ponto como se eu ainda estivesse sentada na cama.

― Fiquei pensando quanto tempo demoraria para fazer a conexão.

Falou uma voz que ressoou por todo o quarto. E lá estava ela. Porém ela estava diferente, a escuridão parecia abraça-la. Seu rosto era frio e despido de qualquer emoção.

― O que você quer?

Falei colocando a mão sobre a barriga. Num reflexo natural de proteger meu filho.

― Não é nada com você querida. Eu só quero ele.

Falou ela apontando para Klaus que permanecia imóvel. Eu fui para seu lado, vendo a maldade e as trevas. Ela riu como se não adiantasse nada.

― Mas não se preocupe. Eu não vou destruí-lo agora. O último item para que tudo dê certo ainda está por nascer.

Ela apontou para minha barriga e eu senti uma vertigem me tomando, como se aquilo que ela dizia estivesse ecoando dentro de mim.

― Não foi muito fácil fazer isso, tenho que admitir. Um bebê bruxo não suportaria a uma gestação dentro de um corpo vampiro, mas ele precisava ter a magia no sangue para dar certo. Então, eu criei para você bebês híbridos. Eles serão bruxos, mas serão vampiros também.

― Bebês?

Perguntei com a voz fraca.

― Eu não tinha te contado essa parte? Bom, eu só preciso de um bebê. Mas eu me identifiquei um pouco com sua história, uma mulher jovem e tola que se perdeu em meio aos Mikaelson. Então eu, sendo benevolente do jeito que ele nunca foi comigo, consegui dois bebês. Eu vou levar um deles, e matar seu marido. Mas você ainda vai poderá ficar com o outro!

Ela deu uma piscadinha para mim e sorriu de um jeito quase cúmplice como se aquela loucura fizesse total sentido.

― Você não vai levar meus filhos! Nem machucar meu marido!

Berrei para ela.

― Desculpa querida, eu dei a impressão que você terá alguma escolha?

Minha respiração vinha em lufadas rápidas e eu senti minhas presas formigarem, então parti para cima dela tentando agarrar seu pescoço, mas ela simplesmente desapareceu e apareceu novamente em outro ponto do quarto.

Ela fez um sinal negativo com a cabeça.

― Deveria ter mais cuidado, afinal você está grávida.

― Eu não vou deixar você encostar em nenhum deles!

Ela riu, mas aquilo deixou sua aparência ainda mais assustadora.

― Ele é um monstro garota. Não precisa que você se preocupe com ele.

― Porque você está fazendo isso?

Ela se aproximou de mim.

― Você é tão inocente a ponto de achar que ninguém tem motivos para quere-lo morto? A única diferença é que eu vou conseguir, os outros só tentaram.

Ela começou a andar pelo quarto analisando todos que continuavam congelados no lugar.

― A quase 100 anos atrás, quando seu amado marido estava tentando descobri um jeito de quebrar a maldição que prendia a fera dentro dele sem utilizar a duplicata, ele precisava da ajuda de muitas bruxas, e eu fui uma delas. Ele me disse meia dúzia de belas palavras e eu me apaixonei por ele e me entreguei de corpo e alma. Cada gota da minha magia era para ele. E então isso me esgotou. As coisas que ele me pedia para fazer exigia muito mais mágica do que eu possua. Então ele me abandonou a beira da morte como se não fosse nada.

Ele disse tudo isso de uma forma amarga, porém nem mesmo essa emoção transparecia em seu rosto.

― Você está com raiva de mim porque nos casamos é isso? Você ainda o ama?

Ela deu uma gargalhada tão maléfica que fez meus pelos se arrepiarem.

― Amor é coisa de criança. Eu quero vingança, e vou ter. Graças a dois bebês que estão convenientemente na sua barriga.

O medo ressoou em mim. Medo pelo que viria. Por Klaus. Por meus filhos.

― Não faça isso. Por favor.

Implorei com lágrimas escorrendo pelo rosto.

― Diga a ele que a Lucy enviou seus cumprimentos.

E então ela desapareceu. Tudo voltou a ficar claro e a sensação das mãos de Davina na minha foi o que me acordou, eu pisquei tentando focar nas pessoas. Mas então Davina largou minha mão como se tivesse levado um choque e levantou da cama. Kol veio rápido para perto dela e segurou seus braços de forma.

― O que houve? O que você sentiu?

Perguntou Klaus diretamente para ela.

― Magia negra.

Respondeu Davina com a voz entrecortada.

Todos olharam para ele e depois para mim. Minhas mãos estavam em volta do meu ventre, sem saber o que dizer, nem como contar tudo que eu acabei de descobrir.

― Caroline, fale comigo.

Klaus tocou meu rosto e aquilo me despertou e eu senti mais lágrimas, com o medo queimando em mim com tudo que ainda estava por vir.

― Lucy.

Falei para ele. Que franziu a testa sem entender, mas então o entendimento brilhou em seus olhos, e ele cerrou os dentes.

― Como ela pode ainda estar viva?

Klaus praticamente rosnou olhando para Elijah.

― O que isso significa irmão?

Perguntou Elijah tão sério quanto Klaus.

― Significa que nosso problemas só estão começando.

Klaus respondeu eu tive ainda mais medo. Nossos olhos se encontraram e eu vi refletido em seus olhos e a incerteza que também estavam nos meus.

― Eu vou proteger você. Custe o que custar.

― Não é comigo que eu estou preocupada.

Respondi a ele, que olhou para minha barriga, e então eu vi medo neles. Medo pelos nossos filhos, medo pelo que aquela bruxa poderia nos fazer.

Então Klaus me abraçou e eu solucei freneticamente enquanto gaguejava para eles o que ela tinha me dito.

Quando eu finalmente consegui me controlar parecia que todas aquelas revelações terríveis estavam fazendo todos ficarem com olhares sombrios.

― Você precisa voltar para a mansão, imediatamente.

Enxuguei o rosto me levantando de seu peito.

― O quê? Mas e a casa nova?

― Você precisa estar protegida agora, por todos nós.

Falou Klaus por entre os dentes.

― Ela não vai fazer nada comigo. Pelo menos até chegar a hora dos bebês nascerem Klaus. Ela esteve aqui hoje, poderia ter feito algo que se quisesse.

― Não vou discutir isso com você.

Então ele levantou da cama e eu fiz o mesmo.

― Também não vou discutir com você. Eu vou para nossa casa Klaus, você pode me proteger onde quer que estejamos.

Ele estava com muita raiva, dava para ver em sua postura. Mas no fundo ele também estava com medo. Eu também estava, mas sabia que ela não faria nada por enquanto. Ela sabia que os bebês estariam seguros conosco e que Klaus nos protegeria.

― Caroline, eu sei que nossa situação ficou complicada ultimamente. Mas você ainda é uma de nós, e nos cuidaremos de você custe o que custar.

Falou Elijah para mim, e eu me virei para ele.

― Eu sei Elijah. Vocês também são muito importantes para mim, mas eu preciso da minha casa. Agora mais do que nunca, preciso do meu espaço.

― Ela tem razão. ― Falou Davina que ainda parecia abalada com o que sentiu em mim. ― Ela estar na mansão não vai fazer diferença. Podemos cuidar dela em qualquer outro lugar. Mas não é o agora que me preocupa e sim o que vai acontecer quando os bebês nascerem.

― Ninguém vai tocar em meus filhos!

Berrou Klaus e todos nós nos assustamos.

― Calma irmão. Vamos cuidar de tudo. Ninguém derramara uma gota sequer do sangue da nossa família.

A ferocidade no tom de Elijah só reafirmou o que no fundo eu já sabia. Teríamos que lutar em algum momento. Teríamos que nos proteger. E noves meses passariam bem mais rápido do que qualquer um de nós poderia pensar.

Notas finais
e então o que acharam?