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30 Capítulo 3 - Season 2
Notas iniciais
POV’S Hanna
Passei a maior parte da noite pesando os prós e contras de voltar a escola no dia seguinte. Tinha um lobisomem lá, e um lobisomem que obviamente sabia quem eu era, mas ele tinha estado cara a cara comigo no estacionamento e poderia ter me machucado seriamente se quisesse, mas ele não o fez o que me leva a crer que ele não quer me machucar.
Se eu contasse para alguém sobre ele minha família provavelmente me trancaria em casa e jamais me deixariam voltar a escola. Então resolvi guardar tudo que aconteceu para mim mesma e voltar a escola normalmente.
Me vesti bem cedo no dia seguinte, tomei café sem fazer contato visual com ninguém. Eu já não estava tão brava com eles e sabia que no fundo eles só queriam me proteger. Mas eu também não estava pronta para deixá-los saber disso ainda.
Fui de carro para escola e suspirei aliviada ao ver que nenhum deles questionou isso.
Fui para a sala de aula e sentei bem na frente. Decidida a não olhar para o fundo da sala depois que ele chegou. Ele não fez nenhum sinal de reconhecimento ou algo que me levasse a crer que queria falar comigo de qualquer jeito. Apenas ficou me encarando com a mesma raiva do dia anterior.
Decidida a ignorar sua aversão por mim conversei com meus novos amigos e deixei as coisas fluírem o mais rápido possível.
Surpreendentemente o resto da semana foi muito bom. Eu, Nathan, Kate e Kevin nós tornamos o quarteto de Nerds da escola. Mas eu não me importava. Aliás eu gostava demais deles para me chatear com as bobagens que os outros falavam. A única coisa me aborrecia extremamente era o babaca do Sean, o garoto pegava no nosso pé cada segundo que tinha a chance. Eu tentei muito não ter raiva disso, mas não dava, cada vez que eu olhava para sua cara idiota um fogo ardia dentro de mim e eu sentia vontade de socá-lo.
Mas até mesmo isso passava e tudo que eu queria parecia finalmente estar acontecendo. Uma vida semi-normal, amigos legais... Tudo estava indo bem.
― Eu não me canso de admirar seu carro sabia?
Comentou Nathan quando estávamos indo para o estacionamento na sexta. Meu carro era normal eu acho, não que eu soubesse muito sobre carros. Era um modelo Audi (descobri isso na internet depois de tantos comentários de Nathan sobre ele), e era vermelho sangue (meu pai achava engraçado).
― É só um carro.
Comentei e me virei para ele destravando o carro.
― Quer uma carona?
Perguntei timidamente, mas os olhos dele se iluminaram e num segundo já estava no banco do carona. Garotos e carros. Uma coisa que eu jamais poderia entender.
Ele foi me dando as coordenadas para sua casa e fomos conversando durante o caminho. Eu gostava muito de conversar com Nathan. Ele era educado, inteligente, engraçado... Além disso eu adorava seu sorriso, aparecia uma linda covinha em seu rosto quando ele o fazia.
Fui bem mais devagar do que era normal, mas eu queria prolongar aquele momento. Nós quase nunca ficávamos sozinhos, e hoje era uma rara exceção, então eu queria aproveitar o máximo.
Lamentei quando chegamos a sua casa ,mas ele não desceu imediatamente. Se virou para mim e esticou a mão para colocar um mexa de cabelo atrás da orelha. Senti um arrepio bom quando sua pele tocou a minha.
― Você vai a festa da fogueira amanhã?
― Festa da fogueira?
― É. Vai ser perto do lago, todo mundo vai.
Todo mundo iria e esse era só um dos motivos pelos quais não me deixariam ir.
― Eu não sei, tenho dever de casa para fazer.
Essa foi a desculpa mais esfarrapada do mundo. Ele estudava comigo e sabia que não tínhamos tanto dever de casa assim.
― Ah vamos lá! É a primeira semana de aula, não temos tanto dever assim. E vai ser divertido.
― Acho que não...
Ele me olhava com os olhos pedintes mais adoráveis que eu já vi, então para minha surpresa ele segurou minhas mãos junto as suas e se inclinou em minha direção. Minha respiração acelerou, e eu passei a língua nos lábios sentido-os ressecados. Ele olhou para minha boca, depois para meus olhos.
― Por favor?
Ah Meu Deus! Por favor o quê? Ele estava pedindo para me beijar! Ele ia me beijar!
― Sim...
Murmurei e comecei a fechar os olhos, então ele soltou minhas mãos.
― Aposto que você vai gostar!
Pisquei os olhos confusa.
― Gostar de quê?
― A festa. Você acabou de concordar em ir.
Por favor, que um buraco se abra no chão e me engula...
― A sim, a festa, vai ser legal.
― Ótimo. Até amanhã.
Ele desceu do carro e eu dirigi mortificada para casa. Eu pensei que ele fosse me beijar e queria isso, mas ele estava falando da droga da festa. Eu não tinha mesmo muita sorte. E além disso tinha a questão de como eu iria convencer meus pais a me deixarem ir.
Dirigi para casa e no caminho um plano foi se formando na minha cabeça.
Tomei um banho, comi um sanduíche e fui para o quarto da tia Care. A única pessoa que podia me ajudar com isso. Bati na porta e entrei. Ela sorriu quando me viu e eu a abracei.
Eu a amava como se fosse minha mãe. Tia Care sempre esteve presente para mim e era a única pessoa naquela casa que poderia falar com meu pai a respeito. Sentamos na cama.
― E então, como está a escola?
― Ótima. Eu adoro tudo por lá.
― E você não tem se metido em nenhuma briga não é?
― Claro que não! Aquilo foi uma bobagem, Tio Kol que gosta de exagerar.
Ela assentiu, mas pareceu não acreditar muito.
― E por falar em escola, eu preciso te pedir uma coisa.
Ela assentiu eu continuei.
― Queria que você fosse comigo a uma festa de fogueira amanhã.
― Eu? Sério? E numa festa de fogueira ainda por cima? Hanna você sabe que...
― Mas Tia você vai estar lá, e além disso é a única nessa casa que pode parecer uma prima adolescente que veio da Califórnia.
― Você já pensou bastante sobre isso hein?
― Por favor tia, todo mundo vai estar lá, vai ser divertido, e se você for comigo aposto que o papai vai deixar eu ir.
― Hanna...
― Por favor, Por favor, Por favor...
Ela pareceu pensar na situação e eu juntei as mãos e fiz a expressão mais adorável que eu consegui. Ela pareceu finalmente concordar pois soltou um suspiro.
― Tudo bem. Eu vou falar com o Klaus, mas não garanto nada.
― Eeeeeba! Você é a melhor!
Abracei-a de novo e sai do quarto. Fui em direção ao meu e encontrei minha mãe no corredor. Ela deu um beijo no meu rosto e sorriu.
― Você parece bem animada...
― E estou, tia Care vai falar com meu pai para me deixar e ir a uma festa de fogueira!
A expressão da minha mãe se fechou de repente.
― Festa de fogueira? Não é um pouco cedo para isso?
― Por favor mãe, você também não! Eu tenho dezessete anos e nunca fui a festa nenhum, nem no Hallowem as pessoas veem aqui! Que saco, vocês deveriam ter me trancando no porão se era para viver assim.
Disparei para meu quarto e bati a porta. Era tão injusto! Porque eu tinha que viver escondida por causa dos medos deles?
Meu pai não apareceu para jantar, e isso já estava virando rotina. Ele saia de casa de manhã e só voltava bem tarde. Não sabia o que ele estava fazendo e nem perguntava. Ninguém me diria mesmo. Comi pouco e logo pedi licença para ir dormir. Quase sem esperanças de que conseguiria ir a festa.
No dia seguinte acordei com tia Care arrancando as cobertas de mim.
― Vamos lá Hanna, levanta!
Grunhi e tentei puxar as cobertas de volta.
― É sábado! Eu não tenho aula hoje!
― Mas nos precisamos fazer compras! Ou você quer ir a fogueira com está roupa?
Aquilo me despertou imediatamente e eu sentei na cama.
― Eles deixaram?
Perguntei quase sem acreditar.
― Deixaram. Com algumas condições, mas nós podemos falar sobre isso no caminho.
Levantei da cama num pulo e abracei. Depois corri para o banheiro.
Passamos quase o dia inteiro fazendo compras. E foi maravilhoso. Tia Care era super descolada e escolhia as roupas mais incríveis.
No caminho ela me contou que meu pai não queria deixar eu ir, mas depois de muita persuasão, que para o bem da minha sanidade mental eu não queria nem imaginar o que era, ele deixou com a condição que estivéssemos as dez em casa e a Tia Care não saísse do meu lado.
Saímos quase as sete de casa. E eu com certeza estava certa sobre tia Care. Ninguém jamais sonharia que ela na verdade era esposa do meu pai e tinha o dobro da minha idade, sua aparência era um pouco mais velha que a minha e ela era jovial e animada, não parecia sempre preocupada como a minha mãe.
Eu estava sentindo um frio gostoso na barriga. Era a primeira festa de verdade que eu iria e praticamente sem supervisão. Eu podia pular de alegria se não estivesse quase paralisada de medo.
Meu nervosismo diminuiu um pouco quando chegamos a festa. Todos os meus amigos adoraram tia Care. E além disso tinha Nathan. Algo parecia ter mudado entre nós desde ontem, aquele momento esquisito no carro tinha sido um desastre para mim, mas ele parecia diferente, o jeito de olhar, ou de sorrir sempre que me pegava olhando para ele...
Eu não sabia muito como era a sensação de gostar de um garoto, mas sabia que o que eu estava sentindo por Nathan definitivamente tinha alguma coisa a ver.
― Quer uma cerveja?
Ele se aproximou de mim com um copo vermelho nas mãos. Sorri e peguei, empolgada para descobrir qual era o gosto daquela bebida que as pessoas tanto gostavam. Mas quando aquilo passou por minha língua eu quase cuspi fora. Era amarga e estava quente. Me forcei a engolir e dei um sorriso sem graça para Nathan.
Tia Care conversava com Kate mais eu tinha certeza que ela estava ouvindo o que estávamos falando.
― Você quer dar uma volta?
Perguntou Nathan de repente tirando o copo das minhas mãos.
― Uma volta?
Falei a ele.
― É. A noite está linda e... podíamos dar uma volta por aí juntos.
Eu podia jurar que seu rosto estava ficando vermelho quando ele disse isso. Ele queria ficar a sós comigo! Ah meu Deus!
Olhei em voltei e peguei a mão que ele me estendeu, quando vi tia Care me olhando. Ela tinha ouvido. Droga. A última coisa que eu queria no meu primeiro beijo (se é que teria um primeiro beijo) era alguém bisbilhotando.
― Vou falar com minha t... Prima e já volto.
Puxei tinha Care para um canto.
― Por favor tia Care, só quinze minutos!
Fui logo dizendo sem me preocupar em me explicar.
― Eu não vou com você se é isso que você quer dizer.
― Não! Eu preciso de quinze minutos de privacidade, sem ninguém escutando, absolutamente ninguém.
― Hanna...
― Eu prometo que vou estar de volta em quinze minutos, ou você pode vir atrás de mim, por favor, por favor!
Ela pareceu pensar sobre o assunto.
― Tudo bem, 15 minutos e eu quero você de volta aqui.
Beijei seu rosto e sai o mais rápido que pude para junto de Nathan. Ele pegou minha mão e fomos caminhando pera beira do lago. A noite estava realmente linda e eu me sentia tão confortável ao lado dele, seus dedos quentes envolviam os meus e se eu pudesse jamais os tiraria dali.
― Você é linda sabia?
Nathan parou de caminhar, bem embaixo de uma arvore. Senti meu rosto corar e não soube o que responder.
Ele se virou para mim e tocou meu rosto. Meu coração acelerou no peito, eu não sabia o que dizer, mas também sabia que não haviam palavras para este momento. Ele aproximou o rosto do meu de forma receosa, quase pedindo permissão, então eu fechei a distancia entre nós e o beijei. Sua boca era macia e quente contra minha, a sensação era muito boa e ficou ainda melhor quando ele me puxou pela cintura e me abraçou.
Fechei os olhos e mergulhei na sensação de sua boca, seu gosto doce e seu carinho, parecia quase ter medo de me tocar, e foi uma das melhores sensações que eu já tive até hoje.
Uma gargalhada nos interrompeu e nos afastamos bruscamente. Eu não gostei daquilo, queria ter ficado mais tempo em seus braços.
― Olha só para vocês! O casal de Nerds se pegando no escuro!
Ele gargalhou de novo e deu alguns passos trôpegos em nossa direção. Era Sean. O grande babaca da escola. A raiva subiu por meu peito de forma feroz. O que ele estava fazendo aqui?
― Dá o fora Sean.
Falou Nathan segurando minha mão.
― Há Há Há... Aposto que todo mundo vai adorar saber que os Nerds estavam se agarrando aqui!!
― Cala a boca Idiota!
Berrou Nathan para ele e logo ele estava bem perto de nós, eu podia sentir o álcool exalando dele, e isso inflamou ainda mais minha raiva. Um idiota bêbado estragando um dos melhores momentos da minha vida!
― Vem me fazer calar Nerd.
E com isso ele socou Nathan tão forte que ele caiu no chão e soltou minha mão. Eu vi vermelho, senti a raiva borbulhar de dentro de mim como algo desconhecido, mas forte demais para que eu pudesse evitar.
Me joguei em cima de Sean, ele caiu para trás com o impacto, minhas dedos se fecharam em sua garganta com tanta força que senti minhas unhas perfurarem a pele. Mas eu não ligava, eu só sabia que tinha que dar o troco nesse imbecil.
Apertei seu pescoço com tanta força que minhas juntas ficaram doloridas.
― Fala alguma coisa agora seu babaca!
Berrei para Sean, suas mãos agarram meus braços tentando folgar o aperto mas eu não cedi, me agarrei a ele com ainda mais força e raiva. Uma fúria cega me dominava, eu mal conseguia raciocinar.
― Hanna!
Gritou Nathan, eu pisquei várias vezes e então olhei para ele. Senti as mãos de Sean soltarem meus braços, então uma nova onda de alerta queimou em meu corpo, apertei seu pescoço com mais força com medo que ele tentasse fazer alguma coisa comigo.
― Hanna! O que você fez?
Olhei para Nathan de novo, e depois me voltei para Sean. Ele tinha parado de lutar. Seu corpo estava imóvel, os olhos abertos e vidrados.
Sai de cima dele num pulo e me encolhi no chão. A raiva me abandonada sendo substituída por um medo congelante.
― El.. ele está bem?
Gaguejei. Nathan se aproximou dele e tocou seu pesco, o medo estava estampando em seus olhos.
― Ele está morto.
Uma voz atrás de mim nos assustou e eu levantei num pulo. Era Zac.
Morto? Ele não podia estar morto...
Segurei minha cabeça com as mãos e olhei desesperada para ele. Eu não podia ter feito isso, eu não tinha feito isso.
― Não... Não...
De repente um dor escaldante correu por todo meu corpo, eu me curvei no chão e um grito escapou por meus lábios, meus olhos queimaram e uma lufada de ar fria e rápida entrou em meus pulmões. Ofeguei e olhei para Zac. Ele estava todo de preto e era quase imperceptível no escuro. Mas eu podia ver seus olhos me encarando na escuridão. Perfeitamente até.
Ele veio até mim e me segurou pelos ombros me colocando de pé. Nathan estava encolhido no chão, parecia estar paralisado de medo. Mas Zac não parecia assustado, ele parecia saber de algum jeito o qeu tinha acontecido comigo.
― Quem está aqui com você?
Zac me perguntou.
― Tia Care, ela veio comigo.
Ele acenou uma vez e olhou para Nathan.
― Fique aqui com ela, eu volto já.
Depois desapareceu, senti um frio repentino me abracei. Depois dei um passo incerto na direção de Nathan, mas ele se encolheu ainda mais. Estava com medo de mim. Até eu estava com medo de mim. Eu tinha matado uma pessoa.
As lágrimas encheram meus olhos. Mas logo tia Care chegou. Ela correu até mim e me abraçou, eu me agarrei em seus braços, sem saber o que fazer ou pensar.
― Você está bem?
Ela me perguntou e eu neguei coma cabeça. Estava sentindo um zumbido estranho nos ouvidos e meus estomago embrulhava e apertava dolorosamente, como se eu estivesse com fome, ou... sede.
Ela olhou para o garoto no chão depois para Nathan. Depois se soltou do meu abraço e foi até ele.
― Você vai voltar para festa e não vai se lembrar de nada disso, Hanna e eu fomos embora e não nos despedimos de você.
Ela estava hipnotizando ele. Fazendo-o esquecer. Do nosso momento, nosso beijo.
― Não!
Falei para ela quando Nathan já estava indo embora.
― Ele não vai se lembrar de nada, nem de mim!
― É o melhor por enquanto Hanna.
Respondeu tia Care e tirou o celular do bolso.
― Klaus? Preciso que você venha buscar a gente. Agora.
Ela finalizou a ligação e olhou para mim, com pena e arrependimento nos olhos.
Em outro lugar de New Orleans...
A bruxa estava concentrada. Vários ingredientes estavam em cima da mesa, e ela recitava um feitiço antigo e poderoso. Era quase possível ver a magia tilintar no ar.
Ela abriu os olhos e um sorriso perverso o cruzou. Seus longos cabelos negros caiam como uma cortina ao seu redor. O rosto pálido e de expressão severa talvez um dia já tenha sido bonito, mas hoje era marcado pela maldade. Talvez tivesse mais que vinte anos, talvez não. Mas o poder a sua volta era palpável.
Ela colou a mão dentro de um cesto e de lá tirou uma víbora tão negra quanto seus olhos. Depois pegou uma faca da mesa e a enfiou na víbora fazendo se retorcer e o sangue pingar. Mas algo estava acontecendo, o sangue que escorria da cobra não caia na mesa ou no chão. A faca o absorvia, e enquanto o fazia a lamina brilhava.
Depois de sugar cada gota de sangue da cobra a bruxa atirou seu corpo inerte no chão e nesse momento a porta se abriu.
― Ele está chegando perto Charlotte. Temos que agir.
A bruxa olhou com raiva para o homem que ousava interromper seu momento.
― Acalme-se. Tudo está correndo como planejado. Só o sangue dele resta a minha lamina para que o feitiço se concretize.
― Podemos matá-lo agora, temos muitos lobos a nossa disposição, e ele não espera um ataque.
A bruxa se voltou irritada para o homem e franziu os lábios em desgosto.
― Morte? Você acha que isso é punição o suficiente para Niklaus Mikaelson? Eu vou fazê-lo queimar num purgatório eterno...
A ira brilhou em seus olhos e ela acariciou amorosamente a faca.
― Então como faremos para pegar o sangue dele?
― Não é o sangue dele mesmo que eu preciso. Seu sangue está impuro, marcado pela morte.
― Podemos pegar a filha dele e usar no feitiço.
― Você é muito impaciente meu caro e além disso as mãos da filha dele também já está manchadas de sangue.
― E que faremos então?
― Chega!
Um vento agourento rodopiou pela sala e atirou longe o homem.
― Não ouse me questionar, eu passei séculos buscando vingança e sei melhor que ninguém como fazê-lo.
O homem ergueu-se do chão com dificuldade e ajoelhou-se diante da bruxa.
― Perdoe-me, só queria ajudá-la a derrotá-lo.
― Sua sede de sangue me inspira, mas eu sei o que fazer.
A bruxa caminhou até a janela e contemplou o horizonte.
― Agora é o momento certo de agir, ele vai estar preocupado com a filha e vai deixa-la vulnerável.
― Quem minha Senhora?
Uma risada maligna ecoou pelo aposento e ela se virou para o homem.
― A mulher que tocou o coração de Niklaus Mikaelson também vai ser a pessoa destruí-lo.
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