Notas iniciais
Hey gente, cap novo. =D. Então a fic está chegando na reta final :( Eu queria passar mais tempo com eles, mas enfim... É isso, teremos alguns caps ainda e Boa leitura.

Me espreguicei e abri os olhos. A luz do sol iluminava todo o quarto, sentei na cama e notei que estava sozinha. Puxei o lençol para cobrir meu corpo nu e olhei para minha mão direita, onde brilhava confortavelmente meu anel de noivado.

Senti um rubor se espalhar por minhas faces e passei os dedos naquela pedra tão linda, mas o mais importante é o que ela significa. Eu nunca considerei realmente me casar, afinal de contas eu tinha dezoitos anos! Quem pensa essas coisas no colegial?

Mas eu era uma vampira agora, e não era mais o trabalho e os estudos que estariam em meu futuro, era a eternidade. E eu não podia considerar passa-la com ninguém além dele.

Levantei da cama e fui para o banheiro tomar uma ducha, enquanto a água quente escorria por meu corpo me permiti divagar por minha vida, e tudo que tinha acontecido e que me trouxeram até aqui.

Lembrei de quando estive apaixonada por Matt, e o quanto eu me sentia feliz com ele, pelo menos até ele descobrir sobre eu ser vampira e me odiar.

Depois teve o Tyler, que eu pensei ser o homem certo e definitivo para mim, mas hoje eu via que Tyler me queria pelo lado bom em mim, a garota boa amiga e que se sacrificava por todos. Klaus não, ele me queria por tudo que eu era, o lado bom e o obscuro, ele me convidava a visitar lugares em mim que eu jamais sonhei que existissem. Lembrei-me de uma frase que ele disse a tanto tempo, “Ele é seu primeiro amor, e eu serei o último”. Eu sentia aquelas palavras ecoarem em cada pedacinho de mim, pois sabia que depois dele jamais existiria outro, eu nunca poderia amar mais ninguém depois de tê-lo amado. E agora que ele me pediu para ser sua mulher, era a confirmação que ele me queria na sua vida tanto quanto eu o queria na minha.

Desliguei o chuveiro e me sequei. Depois vesti uma calça jeans e uma camiseta rosa, prendi os cabelos e saí do quarto.

Cheguei a sala de jantar e a encontrei vazia. Quando já ia me virar para procurar alguém, vi Elena descendo as escadas.

― Bom dia Care.

― Bom dia Elena, onde está todo mundo?

Ela me deu um abraço depois se afastou.

― Os originais eu não faço ideia, mas o resto de nós, está preparando as malas.

― Como assim malas? Vocês já estão indo?

― Sim, nós temos a faculdade esqueceu?

Senti meu bom hum diminuir na hora, eu sentia muito a falta dos meus amigos, e realmente não queria que eles fossem embora.

― Vocês não podem ficar um pouco mais?

Vi Damon e Stefan descendo as escadas já com as malas nas mãos, e Bonnie estava bem atrás deles.

― Infelizmente não.

Abracei cada um deles, menos Damon é claro, ele se limitou a dar um aceno para mim.

― Vamos logo, a cripta original é meio assustadora a essa hora da manhã.

Stefan revirou os olhos para ele e beijou meu rosto.

― Tchau Caroline, espero ver você logo, só que em circunstância menos dramáticas.

Depois saiu acompanhando o irmão, eu, Bonnie e Elena estávamos unidas em um abraço triplo, demorando o máximo possível.

― Prometam que vamos nos ver logo?

― Claro que vamos, afinal de contas quem vai te ajudar a preparar o casamento? ― Disse Bonnie.

Nos soltamos e rimos uma para outra.

― Claro que sim, afinal vai ser o casamento de Caroline Forbes, ou seja... Épico!

Elena sorriu para mim depois elas também saíram. Eu fiquei ali no corredor por alguns momentos, depois decidi subir para ver se achava alguém.

Hayley estava no quarto de Hanna, com um ursinho de pelúcia na mão e fazendo caras e bocas para a filha, quando me viu ela acenou e me convidou a entrar.

― Hey eu... queria mesmo falar com você. ― Hayley falou e eu cheguei mais perto dando um sorriso para Hanna.

― Está tudo bem?

― Está sim, é só que... eu queria te pedir uma coisa. Rebekah desapareceu com o Marcel e não sei quando volta, então...

Ela respirou fundo e me olhou nos olhos.

― Eu sei que nossa situação é complicada, com o Klaus e tudo mais, só que acho que você é a melhor pessoa para fazer isso.

― Fazer o quê?

― Hoje é lua cheia Caroline, a primeira desde que Hanna nasceu, e como eu não estou mais grávida...

― Você vai se transformar.

Terminei a frase para ela, que olhou para a filha com o semblante preocupado.

― Elijah vai me levar ao Bayo para me transformar antes da lua cheia... Mas eu, queria que você cuidasse da Hanna.

― Eu?

― Você.

― Mais eu nunca cuidei de um bebê antes!

― É só por uma noite Caroline, você vai se sair bem.

Olhei para ela incrédula, e depois para o bebê em seus braços, e não podia dizer não, afinal ela era minha família também.

― Tudo bem, eu fico com ela.

― Obrigada, Caroline.

Dei de ombros e ela voltou a pegar o ursinho.

― Você não viu o Klaus por aí, viu?

― Depois de ontem, eles tem muita coisa para organizar Caroline, bruxas e lobos não são os seres mais fáceis da terra. É bom você se acostumar a não ver ele por aqui muito tempo.

Acenei para ela de qualquer jeito e desci as escadas de novo. Aquela casa parecia tão vazia e silenciosa sem eles...

Decidi sair um pouco, imaginei que com os ânimos apaziguados, era relativamente seguro sair de casa. Então fui procurar Davina, mal tivemos tempo de nos falar ontem na festa, e ela parecia meio tensa... O que era natural em meio a tantos seres hostis, mas eu realmente queria ver como ela estava.

Encontrei-a saindo da Igreja, onde ela e as outras garotas da colheita praticavam.

― Hey D.

― Caroline, oi! Onde você está indo?

― Na verdade nós estamos indo tomar café da manhã em algum lugar!

Pisquei para ela e peguei seu braço, já nos encaminhado para o restaurante mais próximo. Pedi panquecas, ovos mexidos, bacon e suco de laranja. Davina me olhava quase chocada, como se não acreditasse que eu conseguiria comer tudo aquilo.

― Então Davina, como você está? Você parecia meio chateada ontem.

― Não é nada... só. ― Ele respirou fundo ele olhou para os lados como se para se certificar de que ninguém estaria ouvindo ― É só o Kol... Ele me deixa meio... nervosa.

― Kol? Tipo o Kol irmão do Klaus?

― É, o irmão do Klaus.

― Espera um pouco D. Você gosta do Kol?

― Não! ― Ela negou tão rápido que eu tive certeza absoluta. ― Eu não gosto, só disse que ele me deixa nervosa.

― Não se preocupe D, eu entendo.

― Entende?

― Claro que entendo, o Klaus também me deixava um pouco nervosa quando eu o conheci.

― Caroline! Não tem nada a ver, eu não posso gostar de alguém como o Kol.

― E por que não Davina? Os dois são solteiros, ele é bonito, você também...

― Porque ele é um vampiro, está bem?

Olhei para ela entendendo o que ela realmente queria dizer. Não era que ela não gostasse do Kol, ela só achava que não podia gostar do Kol.

― E qual é o problema? Eu também sou uma vampira e somos amigas não somos?

― Claro que somos Caroline, o problemas é que ele... Ele é um cara do mal, e mata pessoas e eu sou uma bruxa, meu dever é salvar as pessoas.

Els olhou para os lados, vi seu lábio inferior tremer um pouco. Estiquei o braço por cima da mesa e peguei sua mãe.

― Seu dever é ser feliz Davina, e ninguém é completamente mal, ou completamente bom, todos temos ambos dentro de nós.

― Como você consegue Caroline? Esquecer tudo que o Klaus fez? Como você consegue amar alguém que é o vilão da história?

Ela parecia tão triste e sensível e eu vi que no fim, não era de mim que ela estava falando, era dela mesma, ela queria poder fazer isso.

― Ontem a noite nos dançamos, e ele foi tão... Legal e romântico e eu só conseguia pensar no quanto eu estava feliz por estar ali, mas depois ele tentou me beijar e então eu só... me lembrei de tudo que ele era e fez e eu fugi.

Uma lágrima solitária escorreu por seu rosto e ela limpou depressa.

― O amor pode transformar as pessoas Davina, é assim que eu esqueço tudo que o Klaus já fez e enxergo tudo de bom que ele pode ser e fazer ao meu lado. Não existem homens perfeitos, todos tem seu próprio lado negro e coisas das quais ninguém sabe, mas que estão lá o tempo inteiro. A diferença é que você já sabe o que eles fizeram, mas pode julgá-los ou pode acreditar. Eu escolhi acreditar, que o meu amor por ele pode tirá-lo da escuridão.

A comida chegou e ficamos em silencio por algum tempo.

― Obrigada Caroline, de verdade.

― Não precisa me agradecer, eu só estou dizendo o que eu sinto Davina, e é isso que você deve fazer, sentir, deixar seu coração te mostrar o que você deve fazer.

Sorrimos uma para outra e depois de devorar tudo que eu consegui, deixei Davina em casa e voltei para a mansão. Que além de Hayley e Hanna estava totalmente vazia.

Me joguei no sofá e peguei meu celular. Digitando uma mensagem para Klaus.

“Onde vc está?”

Ele demorou alguns minutos para responder, até que finalmente vi o celular dar o alerta de mensagem.

“Revendo alguns territórios dos lobos, espero não demorar muito. Queria estar aí com você. K.”

Respondi na mesma hora.

“E eu queria que você estivesse aqui, mas vá cuidar do seu reino King Klaus, nos vemos mais tarde. Xo xo. C.”

O resto do dia passou de forma quase enfadonho, ninguém mais apareceu. E eu fiquei atacando a geladeira de hora em hora. No fim da tarde, peguei o celular para ligar minha mãe. Ela atendeu no terceiro toque.

― Hey mãe!

― Caroline! Como você está filha? Não nos falamos a alguns dias...

― Eu estou bem mãe, desculpa não ter ligado, eu tive alguns contratempos... ― Será que ser quase morta por sua sogra/bruxa morta pode ser considerado um contratempo?

― Estou com saudades querida... E tenho novidades, daqui a dois meses estarei de férias, posso passar um tempo com você.

Me sentei no sofá sentindo o sorriso se espalhar por meu rosto.

― É sério? Isso é maravilhoso mãe! Você vai passar trinta dias inteiros de férias?

― Não exagere filha, no máximo duas semanas...

― Sabia que era bom demais para ser verdade...

Suspirei e passei a mão nos cabelos, a Xerife Forbes... sempre trabalhando. Acho que desde que eu consigo lembrar, minha mãe passava bem mais tempo no trabalho que em casa, e no começo eu ficava com raiva disso, achava que ela não me dava a atenção que eu merecia. Mas com o tempo eu percebi que ela tinha seus motivos, e por mais que me amasse e que cuidasse de mim, ela não queria voltar para casa, só para se lembrar que meu pai tinha nos deixado e se casado com um homem.

― Bom... Eu também tenho novidades para você.

― Que novidades?

― Eu vou me casar.

Ela ficou em silencio, e eu pude ouvir que ela respirava profundamente do outro lado da linha, como se estivesse pensando no que dizer.

― Casar Caroline? Mas você ainda é tão jovem...

― Eu sou uma vampira mãe, e o Klaus é um hibrido, será que existe alguma coisa menos convencional que isso?

― Eu sei filha, mas justamente por isso, você tem muito tempo pela frente para se conhecer melhor, e conhecer o Klaus melhor, porque fazer uma coisa dessa de forma tão precipitada?

― Não é precipitado mãe, eu o amo, nunca haverá duvidas.

― Filha vocês mal passaram alguns meses juntos, eu concordei em você ter partido porque pensei que você quisesse se encontrar, mas como você vai fazer isso se casando logo em seguida?

― Não é como se fossemos a uma igreja fazer uma cerimonia mãe, é só para simbolizar nosso amor, não vamos assinar contratos nem nada.

― É um compromisso filha, e se daqui a cinquenta anos você perceber que não é essa vida que você queria?

― Eu quero estar com o Klaus mãe, e tenho certeza disso.

― Ele tem uma filha Caroline, a mãe dela mora na mesma casa que vocês.

― Eles não tem mais nada!

Notei que minha voz se alterou, me levantei e comecei a andar de um lado para o outro.

― Eu sei que não querida, mas você é jovem e eles dividem um laço eterno Caroline, uma criança. Tem certeza que você pode lidar com isso?

Pensei nas palavras dela. E já tinha me feito essa mesma pergunta inúmeras vezes. Eu adorava Hanna, ela era uma criança única e linda, mas era uma coisa que eu jamais poderia dar. E eu estava bem com isso, nem todas as pessoas nascem para ser mães eu acho. Eu o amava, e ele a mim, mas será que eu iria conseguir lidar com isso, sem deixar que nos afetasse?

― Eu não sei mãe, mas no momento só o que quero é ficar com ele, e ser a mulher dele.

― Só... Pense bem querida. Casamento é uma coisa única e profunda demais, e não pode ser desfeita sem deixar marcas profundas.

― Eu sei, eu vou pensar bem.

― Eu amo você Caroline.

― Também amo você.

Desliguei o telefone e fiquei sentada no sofá, sem saber o que fazer ou pensar depois dessa conversa. Alguns minutos depois vi Elijah chegar, ele me cumprimentou com um aceno e subiu.

Meus sentimentos eram tão confusos, eu tinha certeza do que queria e de que o amava, mas ao mesmo tempo não sabia se isso era o suficiente para que ficássemos juntos. Afinal muitos casais mesmo se amando acabavam se separando, sem sempre o amor bastava.

Antes que minha mente conseguisse decolar de vez, vi Elijah e Hayley descer as escadas. Ela estava com Hanna nos braços e se aproximou de mim. Me levantei do sofá imediatamente.

― Bom, ela já esta alimentada e de banho tomado, daqui algumas horas já vai estar dormindo, então...

Hayley estendeu Hanna para mim e eu a peguei, sentindo seu pequeno corpo nos meus braços. Ela se inclinou sobre a filha e beijou sua testa.

― Mamãe não vai demorar, Ok?

Depois eles acenaram para mim e foram embora. Eu voltei a sentar no sofá, segurando Hanna com todo cuidado como se ela pudesse partir ao meio. Seus olhos eram tão incrivelmente parecidos com o de Klaus que eu já podia imaginar daqui alguns anos, ela revirando os olhos como ele, ou seu olhar de quem acabou de fazer algo errado.

― Bom Hanna, somos só nos duas agora não é? Mas aposto que podemos nos divertir, você não acha?

Ela me encarou com seus lindos olhos verdes por alguns segundos, depois abriu um pequeno sorriso como se concordasse comigo. E aquele sorriso puro e inocente empurrou minhas dúvidas para longe e eu me concentrei apenas em estar ali e daquela garotinha, que transformou tanto a vida do homem que eu amava quanto a minha.

POV’S Kol

Tentar me lembrar de tudo que eu tinha feito naquele dia era uma tarefa quase impossível. Mas podia se resumir a: perseguir, me alimentar, ir embora.

Eu me sentia tão frustrado que a única coisa que conseguia amortecer essa sensação era sangue. Eu realmente não queria estar pensando numa bruxa adolescente, principalmente em uma que tinha me dado o fora na noite passado. Depois de dançar comigo e passarmos momentos únicos juntos. Ela parecia tão frágil, mas tão poderosa. Seu pequeno corpo era tão macio contra mim, e ao mesmo tempo escondia tanto poder...

E era uma loucura tão grande eu estar pensando nela... Quase tão grande quanto eu estar aqui, perambulo perto do apartamento dela só para vê-la. Era patético, e eu provavelmente mentiria se alguém me perguntasse, mas eu não conseguia parar de qualquer forma.

Depois de algum tempo ali parado, deixando as sombras da noite me ocultarem eu finalmente a vi. Ela apareceu no fim da rua apertando o casaco junto ao corpo, e andando rápido. Sai do escuro, e ela logo me viu, parou bruscamente.

― O que você está fazendo aqui?

Sua voz soava agressiva e incerta e eu senti uma vontade quase irresistível de chegar mais perto e toca-la.

― Estava passando aqui perto, vi você e...

Eu estava tentado sorrir para ela e parecer simpático, mas o nervosismo estava me deixando quase louco, e a sensação era tão estranha, eu já não a sentia a mais de mil anos.

― Queria saber o que aconteceu com você ontem, você simplesmente fugiu.

― Ontem foi um erro, eu sinto muito por deixar ter ido tão longe.

― Um erro? Porque um erro? Você estava feliz de estar comigo, e eu também estava, onde você vê algo errado nisso?

― Você é um vampiro Kol, e eu sou uma bruxa... Você percebe um conflito de interesse aqui?

Fiquei sem palavras para responder a isso, e o que eu poderia dizer? Ignore minha sede de sangue e seremos felizes?

Ela me deu as costas e começou a andar. Eu não queria que ela fosse, mas no final, ela tinha razão. O que poderia haver entre nós?

― Eu era um bruxo sabia?

Essas palavras saíram da minha boca antes que eu sequer pudesse pensar nelas. Davina parou e depois se virou para mim.

― Um bruxo?

― Sim, fui o único entre meus irmãos que herdou a magia da minha mãe. E eu adorava sabe, todo aquele poder, a natureza... Mas depois eu virei vampiro e tudo acabou.

Até eu notei o tom amargo na minha voz, mas foi a pior parte do que minha mãe tinha feito, tirar a magia de mim e me transformar numa criatura totalmente diferente do que eu era.

― Mesmo depois de transformado eu ainda podia sentir a magia, era como se ela estivesse perto e eu só não pudesse alcança-la... Mas cada vez que eu matava alguém, cada vez que eu me alimentava, eu a sentia mais longe até que desapareceu totalmente.

Ela me olhava quase entre a dúvida e o medo, depois deu alguns passos em minha direção.

― Eu sinto muito.

― Eu também... E sinto principalmente, porque você está certa, você é uma bruxa, e eu sou um assassino, um monstro. Você deve ficar longe de mim, e eu devo deixar você ir.

― Kol, não precisa ser...

― Espero que você encontre o que procura Davina Claire.

Depois me inclinei sobre ela e dei um beijo bem de leve em seu rosto. E antes que ela pudesse dizer mais alguma coisa, eu já estava bem longe. Onde eu ficaria de hoje em diante, mesmo que meu coração pedisse outra coisa.

Notas finais
E então? Gostaram de Kolvina no final? Comentem suas lindas. Bjinhos.