Notas iniciais
Cap novo, bjinhos.

― Quer parar com isso!?

Berrei para Klaus puxando minha mão da dele e batendo a porta com força.

― De novo não...

Murmurou Rebekah do sofá. No último mês Klaus estava me levando a loucura, ele grudava em mim em cada passo que eu dava, no começo eu compreendi até, mas agora isso estava ficando ridículo e me levando a loucura.

Ele se virou para mim sem um pingo de constrangimento no rosto, se bem que no último mês, as únicas vezes que eu o vi sorrindo foi perto da filha, no mais, parecia aborrecido o tempo inteiro.

― Parar com o quê?

― De me seguir! Eu já disse que aquilo com o John foi um engano!

― Eu acredito em você.

― Então por que você gruda em mim feito chiclete em cada passo que eu dou, eu só queria comprar um presente para a Hannah!

― E qual é o problema de eu te acompanhar?

Passei a mão pelos cabelos exasperada, nós brigamos praticamente todos os dias nesse mês, e aquilo estava me esgotando totalmente.

― O problema é que você não está me acompanhando, esta me seguindo!

― Estou te protegendo.

― Me protegendo de quê?

― Você sabe que...

― Não! Eu não sei de droga nenhuma! E quer saber porque? Porque você não fala nada, não me diz o que está havendo, como se eu fosse uma criancinha incapaz de compreender mais que duas frases juntas.

Eu podia ver uma veia latejar em sua têmpora, ele estava no limite tanto quanto eu.

― Estava havendo uma guerra!

Ele falou aquilo baixo e friamente, mas foi bem pior do que se tivesse gritado, a realidade do que ele disse se infiltrou no meu cérebro aos poucos, e só agora eu relacionei aquilo ao humor estranho na cidade, a tensão quase palpável entre as pessoas.

― Lobisomens e vampiros se juntaram contra nós, algumas bruxas estão do lado deles, isso pode se tornar um banho de sangue bem rápido e tudo que eu estou tentando fazer é manter você segura.

Sua voz soava grave e irritada, seu maxilar contraído mostrava o quando ele estava zangando por me dizer aquilo.

― E porque eles iriam querer me matar? Só iria inflamar os ânimos Klaus, não precisa...

― Existem coisas bem piores que a morte Caroline, eles podem até não te matar, mas vão te usar para nos atingir. Eles querem que nós deixemos a cidade, só que eu não vou fugir daqui e abandonar minha cidade como um covarde. Lutaremos por ela até nossas últimas forças, somos originais, poderemos vencê-los em um instante, por isso vão usar qualquer coisa que possam para me chantagear, você e Hannah, são os principais alvos deles.

― Mas Hayley é uma lobisomem! Porque eles a atacariam?

― Uma lobisomem que teve uma filha com um vampiro não é a prioridade de proteção deles.

Sua voz estava carregada de escárnio, e mesmo sabendo que ele estava certo, não queria dar o braço a torcer.

― Bom, eu não vi ninguém me espreitando por aí, e quero ir a droga de uma loja comprar um presente, sem ninguém fungando no meu pescoço e resmungando que deveríamos ir para casa!

― Não seja infantil Caroline, já tenho preocupações o suficiente para ainda ter que lidar com futilidades, Hannah já têm mais roupas do que vai poder usar antes de crescer!

Se ele pretendia piorar meu humor, com certeza conseguiu.

― Bom, Senhor Preocupado por todos, não precisa se preocupar comigo, a criança aqui pode se cuidar sozinha por meia hora!

Sai de casa batendo a porta com força. Droga. Olhei para os lados desconfiada e caminhei devagar pelas ruas. Tudo estava muito mais silencioso que o normal, não havia tantos risos e alegria, imaginei que ter tantos vampiros pela cidade se banqueteando com o sangue dos cidadãos não era nada bom para o turismo.

Entrei na primeira loja infantil que vi que escolhi algumas peças. Hannah tinha realmente mais roupas do que conseguiria usar, os Mikaelsons nunca tiveram contanto com um bebê, e agora eles estavam completamente babões, chegavam em casa com um presente ou roupinha a cada cinco minutos.

Saí da loja com algumas sacolas tentando decidir para onde ir. No final das contas ir para casa era com certeza o mais sensato.

Comecei a caminhar pela calçada, distraidamente dessa vez.

― Caroline!

Me virei e vi Davina ao lado de uma ruiva alta, ela acenou para mim eu sorri e me aproximei.

― Hei! Como está?

Abracei-a cordialmente.

― Estou ótima.

A ruiva me olhava de cima em baixo como se me analisasse.

― Me apresente sua amiga Davina.

― Oh, sinto muito, Está é Caroline, Genevieve.

Ela arqueou uma sobrancelha e um brilho de reconhecimento surgiu em seus olhos. Eu também me lembrava dela, Hayley falou sobre ela, parece que Klaus teve um caso com ela. A analisei ceticamente, meu instinto feminino fez com que eu a detestasse quase que imediatamente.

Ela estendeu a mão para mim e eu a peguei, sua mão estava super quente na minha e formigou um pouco, soltei na mesma hora, devia ser coisa de bruxa.

― Genevieve, você ainda parece meio morta.

Falou Rebekah surgindo ao meu lado, e dei uma risadinha.

― Rebekah. Soube que seu irmão não te matou... ainda.

Rebekah avançou em direção a ela mas puxei seu braço.

― Vamos para casa Bekah, não vale a pena.

Ela me acompanhou e fomos caminhando.

― Então, você é a babá agora?

― Não que eu me importe que você vire mordedor de lobisomem, mas meu irmão fica um saco quando está com o humor ruim, então aqui estou.

Bati em seu ombro de brincadeira.

― A situação está tão grave assim?

― Bastante. A vadia da Genevieve está querendo se aliar a eles, e com o poder das bruxas, eles vão atacar com força total. Isso não nos preocupa, mas a quantidade de mortes nessa cidade, é algo que deve ser evitado.

O tom de Rebekah parecia despreocupado, mas pude sentir a tensão no fundo, e se até ela estava preocupada, com certeza a situação era grave.

Assim que chegamos em casa, subi as escadas e fui para o quarto de Hannah, Hayley a estava alimentando e eu me sentei ao seu lado.

― Como ela está?

― Ótima. Mas sinceramente não sei como uma coisinha tão pequena pode mamar tanto.

Sorrimos uma para outra. Hayley e eu nos aproximamos muito no último mês, ela sempre ouvia minhas queixas sobre o comportamento obsessivo de Klaus, e me apoiava. Parece que a maternidade modificou Hayley, ela estava muito mais madura e menos vadia agressiva.

Passei a mão por sua cabecinha loira, e seus olhos verdes se voltaram para mim. Era um bebê encantador, e olhando para ela percebia que uma família faria qualquer coisa para protegê-la de coisas das quais ela ainda nem entendia, mas que já queriam prejudicá-la.

― Quando você acha que ela vai se tornar uma... híbrida?

Perguntei sem graça, não falávamos muito sobre isso, mas era uma questão a ser considerada.

― Bom, achamos que como lobisomens só liberam a maldição quando matam seu primeiro humano, talvez seja preciso que ela...

― Mate alguém.

Completei sua fala, e vi a preocupação vincar sua testa.

― Mas ainda é muito cedo, vamos protegê-la, vai ficar tudo bem...

Concordei com ela por que era tudo que eu podia fazer, e entreguei os presentes. Passamos algum tempo olhando as roupinhas novas e brincando com Hannah, até ela bocejar um pouco e Hayley foi colocá-la para dormir.

Desci as escadas e sentei no sofá, Rebekah estava por lá e Klaus trancado no ateliê. Teria que conversar com ele mais tarde, e dizer que entendia (mais ou menos) seu comportamento, era tão irritante as vezes!

Senti um formigamento na mão direita e levantei instantaneamente, e analisei a palma que estava formigando. Definitivamente tinha algo de errado.

― O que foi?

Perguntou-me Rebekah.

Não pude responder, meus pensamentos estavam congelados na cabeça, ao encarar um pentagrama perfeito desenhando na palma, aquilo com certeza não estava ali.

A formigação aumentou, de forma tão intensa que começou a esquentar, sacudi a mão involuntariamente tentando diminuir.

― Caroline, o que houve?

Rebekah perguntou novamente e olhei para ela sem saber ainda o que responder.

O calor na minha mão estava aumentando muito e subindo por meu braço, levantei depressa e corri até a pia da cozinha, colocando a mão debaixo d’água, mas não adiantou nada, era como estar mergulhada em água fervendo.

Desliguei a pia, sacudi a mão com força. O calor aumentou drasticamente, gritei e segurei meu braço, era como se estivesse exposto ao sol, cada músculo do meu braço pegava fogo e subia lentamente.

Rebekah segurou meus ombros e me encarou.

― O que houve?

Klaus apareceu na entrada na cozinha seus olhos fizeram uma varredura pelo ambiente procurando uma ameaça, depois se aproximou de mim.

― O que está acontecendo?

Um grito irrompeu por meus lábios de novo, parecia que meu corpo inteiro estava em chamas agora, olhei para mim mesma esperando ver várias chamas por todo lugar, mas estava impecavelmente normal, como era possível?

― O que está havendo amor? Fala comigo!

Desabei em seus braços tentando conter a dor, gritos escapavam por meus lábios e perdi totalmente a noção de onde estávamos, tudo que eu podia sentir era dor.

Rebekah falava com ele, mas não consegui distinguir as palavras, senti uma movimentação em mim, e tentei abrir os olhos. Klaus me colocou na cama e me abraçou.

As chamas alcançaram minha cabeça e levei as mãos para cima, meu cérebro parecia estar cozinhando, cada terminação nervosa do meu corpo parecia gritar por ajudar. Meu corpo convulsionou violentamente, e a dor atingiu um nível tão alto que todo o resto do mundo desapareceu, eu só sentia meu corpo e a dor em cada célula, até que como uma luz apagando, tudo se apagou e eu afundei na escuridão.

Notas finais
E então gente, o que acharam? Nova fic Klaroline, deem uma olhadinha lá. Bjinhos. http://fanfiction.com.br/historia/526897/Sexy_Fire/