Finally Found You
1 Hanyou
Notas iniciais
– Qual é garoto, você sabe que eu vou pegar você!.. — Eu escutei sua voz juvenil, gritar para mim no meio de um riso, como eu queria correr em sua direção, só eu sei como, eu queria que ela me 'pegasse', mas não no sentido em que ela falou.. Afinal estávamos brincando de esconde-esconde.. — Garoto?! — Podia sentir seu inebriante cheiro vindo mais perto de mim, e por alguns segundos eu quis sair do meu esconderijo e perder o jogo, só por alguns segundos claro, afinal sou muito competitivo...
– AHA!.. — Foi o grito que ouvi antes de vê-la saindo correndo em direção a arvore onde ela bateria o meu nome, sai de meu esconderijo atrás de uma planta qualquer e corri em sua direção, seu vestido rodado saltava enquanto ela corria, e seus longos cabelos negros voavam livremente, seguia o som de sua risada, no meio das arvores desviando das plantas, usando minha velocidade youkai a alcancei sem esforço segurando fortemente em sua cintura nos jogando no chão, 'sem querer' claro!
– Sem chance de você ganhar.. — Sussurrei perto de seu rosto, olhando firmemente seus fartos e rosados lábios, sorri com malícia ao notar o ar inocente que ela me lançou, para logo depois apertar aqueles olhos azuis em minha direção..
– Não vale garoto!.. Eu sou humana.. — Tive o prazer de sentir seu hálito quente bater em meu rosto enquanto ela falava, estava ofegante e com um beicinho de criança contrariada dançando em sua boquinha..
– Eu disse que era competitivo humana!.. — Disse me aproximando mais de sua boca que se mantinha entre aberta, como se esperasse que eu a beijasse, e ela continuava me olhando sem entender, será que era tão difícil assim perceber que eu a quero?! Desde que senti seu cheiro eu a quero para mim, ela vai ser minha! Só não sabe ainda..
– Vai garoto! A brincadeira não acabou.. — Ela disse rindo, se movimentando abaixo de meu corpo tentando se libertar do meu abraço de urso, mas a brincadeira não acabou mesmo!, hoje eu tinha que provar seus lábios, ou eu sabia que morreria, sabe-se lá quando eu teria a chance novamente.. Vamos Inuyasha é só se aproximar um pouco mais, ela está calma abaixo de você, é só provar seus lábios.. É agora garoto!
– KAGOME! — Nós dois olhamos na direção do grito, a velhota Kaede nos procurando no meio do 'quintal' do orfanato, que realmente era enorme, já que a grande casa ficava no campo sem muros, apenas a casa, e um enorme 'matagal' como costumo dizer..
– QUE FOI VELHOTA!.. — Gritei depois de me sentar em cima de Kagome uma perna em cada lado de seu pequenino corpo, ela me encarava triste, já sabia o que vinha a seguir..
– TRAGA A KAGOME INUYASHA! A FAMILIA DELA CHEGOU!.. — Eu a encarei por alguns segundos observando os grandes olhos azuis ficarem avermelhados por conta do choro, como poderia vê-la chorando e não ficar despedaçado?! Sai de cima de seu corpo e a embalei em um protetor abraço, acho que é assim que os heróis fazem naquelas histórias que ela gosta tanto de ler.. Se eu for seu herói ganho um beijo certo?!..
– Estou com medo de ir garoto.. — Ela disse junto a mim, com a cabeça em meu peito, eu apenas aproveitei o momento para acariciar seu belo cabelo, e tirar algumas folhas que ficaram presas ali.. Ela se soltou do abraço se levantando, com as costas da mão limpou os olhos e me encarou novamente, daquele jeito que me deixava sem graça, e acho que corado, feh, isso era coisa de menina, não de um herói, prestes a ganhar um beijo..
– É Inuyasha, Kagome.. Meu nome é Inuyasha.. — Murmurei revirando os olhos, arrancando u/m singelo sorriso de minha protegida..
– Eu sei garoto.. — Ela falou, alisando o vestido azul que a deixava uma graça, uma graça linda, que será minha!.. — Quando tempo acha que eu ficarei dessa vez? — Ela me fez a pergunta que sempre fazia ao ser adotada, adorava brincar de adivinhar..
– Hum deixa eu ver?!.. — Cocei meu queixo e fiz caretas, brincando de adivinhar.. — Humm.. — E como eu esperava e desejava, ela me puxou para si pelos bolsos da frente de minha larga calça jeans..
– Não tenho tanto tempo garoto!.. — Ela me fuzilou com os olhos novamente, do jeito que eu adorava, ficava linda com raiva..
– Acho que dessa vez um mês.. Até eles se desiludirem com uma humana.. — Não resisti falar zombeiramente com ela, afinal os humanos estavam praticamente extintos Kagome era uma das poucas que restaram depois que os Youkais dominaram tudo, a curiosidade das famílias youkais ricas faziam com que Kagome fosse adotada muitas vezes, mas sempre devolvida, depois que eles descobriam como os humanos eram frágeis e sensíveis, porem ele tinham pensamentos, achavam o que? Que eles seriam como bichinhos de estimação de luxo?! Mas para mim não seria problema, eu a faria forte, só mais três anos e então eu poderia adota-la..
– A é?! — Ela apertou mais os olhos, mas mantinha um sorriso nos lábios.. — E você hanyou?! Já tem 15 anos e ninguém te adota!.. — Sabia que ela diria isso, tão previsível minha pequena..
– Eu escolho com quem vou morar pirralha.. — Nós hanyous somos praticamente idolatrados, youkais são tão bobos, acham que temos os melhor dos dois, veem os humanos como preciosidades frágeis, já eu um poderoso hanyou tenho a força dos youkais, sou perfeito.. É o que dizem claro! — Já disse a velhota, que se o casal não for podre de rico eu não vou! — E claro pirralha, eu quero ficar com você.. Mas você não precisa saber disso..
– Convencido.. — Ela disse revirando os olhos e logo depois mostrando a língua para mim.. O que eu poderia esperar de uma menina de 12 anos? Tão pirralha, tão inocente.. Tão minha.. — Acho que dessa vez eu vou ficar para sempre com aquela família.. — Ela disse me olhando de um jeito que eu não soube entender.. Senti meu coração apertar, claro que ela voltaria, ela sempre voltava..
– Kagome, você está aqui a dois anos, e voltou três vezes.. Vai voltar a quarta vez pirralha.. — Pisquei para ela e tirei o cabelo que caia sobre seu pequenino rosto.. — Vou guardar sua cama, nenhuma novata vai pegar seu lugar na janela..
– Valeu garoto!.. — Ela sorriu radiante, e lentamente tirou a correntinha de ouro que sempre estava em seu pescoço, era bem simples sem nenhum pingente apenas a pequenina corrente.. — Tó.. Fica com você, porque eu não vou voltar.. — Ela esticou a mão para mim, mas eu não podia aceitar, afinal sempre foi dela, acho que era de sua verdadeira mãe ou algo do tipo..
– Não Kagome, não preci..- Não terminei de falar ela passou os bracinhos em volta do meu pescoço para prender a correntinha em mim, fiquei vermelho da cor da minha camiseta, há mas ela ia ser minha..
– Acho que essa família realmente gostou de mim garoto!.. — Ela segurou uma de minhas mãos.. — Fica para você se lembrar de mim, já que é meu único amigo.. — Ela sorriu um pouco triste, as crianças no orfanato eram más com Kagome, já que era a única humana, e a mais invejada, por ser sempre escolhida no meio de tantos.. Mas eu não, eu sempre a protegi, sou seu herói e ainda vou ganhar um beijo..
– Quando você voltar eu te devolvo.. — Apertei sua mão na minha.. — Também vou querer algo de você..
– O que? — Ela perguntou desconfiada me olhando com toda a graça que só uma criança de 12 anos podia ter..
– Vai ter que voltar para descobrir.. — Eu vou esperar uns meses para beija-la vai valer mais a pena..
– KAGOME! — Escutamos a voz da velhota de novo como sempre, todas as vezes que uma família vem buscar Kagome nos perdemos no mato brincando de esconde-esconde, isso sempre a acalmou, e sempre que eu escuto Kaede a chamando fico calmo, porque ela sempre voltará.. para mim..
– Adeus garoto.. — A puxei para mim uma ultima vez, apertei seu pequenino corpo contra o meu cheirando seu cabelo o mais forte que eu consegui, para manter seu cheiro sempre em minha mente.. Ao escutar outro grito da velhota, eu a soltei e a observei correr em direção a casa, seus longos cabelos negros voando e se perdendo no meio das arvores..
OoOoOoOoO
"Se eu soubesse que seria a ultima vez que a veria, teria a beijado.."
– Inuyasha?!.. — Meus pensamentos são interrompidos pela voz da velhota..
– Que é?! — Abri meu olhos e a encarei..
– Vamos jantar Inuyasha.. — Soltei o meu famoso 'feh' e me virei de costas para a velhota, que soltou um riso de gente velha e se sentou ao meu lado na cama.. — Já fazem seis meses Inuyasha..
– O que fazem seis meses velhota?.. — Cento e sessenta e sete dias, mas ela não precisa saber que eu estou contando.. Sinto um carinho conhecido em minha orelha de cachorro, geralmente não gosto que coloquem a mão ai, mas a velhota vive insistindo..
– Sinto muito que Kagome não tenha voltado.. — Suspirei, a velhota me conhecia muito bem..
– Pelo menos ela tem uma família agora.. — Fechei os olhos e tentei sentir seu cheiro usando minha memória, devia ter beijado aquela boquinha quando pude..
– Ela foi para outro orfanato Inuyasha.. — Em um pulo me levantei da cama e encarei a velhota furioso..
– Porque você não a trouxe de volta?!.. Onde ela esta?!.. — Vi Kaede abaixar a cabeça e suspirar novamente..
– Não sei menino Inuyasha.. A família apenas me ligou para comunicar que iria adotar um Youkai, sabe como é difícil para um humano se acostumar aos costumes deles, e disseram que com Kagome não deu certo..
– E PORQUE ELA NÃO VOLTOU PARA MIM! — Gritei dando um soco no ar, Kagome devia estar assustada, e se as crianças estiverem sendo más com ela? Eu preciso protege-la!..
– A assistente social não permitiu Inuyasha, ela foi adotada quatro vezes aqui, precisa tentar outro orfanato, até Kagome sabia disso.. — Então ela sabia! Mesmo se fosse devolvida ela sabia que ia embora.. ELA SABIA!
– Dói velhota, dói aqui.. — Coloquei a mão no peito e virei o rosto para que ela não me visse ficar com os olhos molhados..
– Sabia que a humana era especial para você.. Kagome é um anjo.. — Ela sorriu e se levantou da cama.. — Mas você insiste em não aceitar nenhuma família Inuyasha, pelo menos se fosse adotado, poderia procura-la.. — Vejo a velhota deixar a ideia no ar e ir de fininho em direção a porta do quarto dos meninos..
– Velhota!
– Hum.. — Ela parou sorridente e me encarou..
– Aquele casal.. — Falei enquanto observava o quarto que vivi por muito tempo, cheio de beliches, todo feito de madeira, com uma grande varanda voltada para a floresta.. — Aquele do Youkai e a esposa humana.. Ainda me querem?.. — Eu a encarei sério..
– OH! Inuno e Izayoi?!.. Mas é claro menino Inuyasha!.. Izayoi perdeu seu filho hanyou e desde que colocou os olhos em você ela..
– Eles são ricos certo? — Cortei a excitação da velhota, a tempos esse casal me quer como filho, quem não quer um hanyou como filho?! Nós escolhemos e não o contrário.. Sempre simpatizei com eles mas, não podia deixar Kagome.. Agora é o único jeito de acha-la..
– São oh como são!.. — A velhota se aproximou de mim, com um sorriso de orelha a orelha, que foi retribuído..
– Eu os escolho..!
OoOo 10 ANOS DEPOIS oOoO
– Eu os escolho.. Eu os esco.. — Murmurava um certo hanyou rolando na luxuosa cama king size de seu quarto..
– Filhote!.. — Ele sente a cama balançar logo depois um forte aperto em sua cintura..
– Mãe.. — Murmura abrindo os olhos cansados, devia estar com olheiras enormes a noite anterior tinha sido muito agitada.. Sem contar aquele sonho sobre a época no orfanato, foi muito perturbador..
– Bom dia filhote!.. — Ela beija todo seu rosto, com um sorriso enorme.. — Parabéns!
– Parab..? Ah taah!.. — Seus pais faziam varias comemorações uma no dia de seu nascimento e outra no dia em que foi adotado, não que ele ligasse, ganhava muitas coisas caras nessas datas sem importância.. — Valeu mãe.. — Ele coçou os olhos e bocejou.. — O que vou ganhar esse ano?!..
– Ahh um presente que você queria muuiito!.. — Inuyasha sorriu de canto, seu carro novo, ele vinha babando naquela 4x4 a alguns dias.. — Mas só vai ganhar depois de duas coisas..
– O que mãe?!.. — Disse ele se levantando procurando sua cueca, os anos foram muito generosos com ele, como um hanyou tinha o corpo definido sem precisar se esforçar, mas não era tão duro quanto o de um Youkai, era macio e quente como um humano, seu queixo quadrado com a barba por fazer dava um belo contraste a seus olhos dourados e cabelos prateados, cortados milimetricamente para parecerem sempre bagunçados e despojado..
– Como é lindo meu filho.. — A mãe apertou sua bochecha ganhando aquele sorriso travesso que apenas seu filhote tinha..
– Sou um hanyou mãe.. — Ele revirou os olhos com graça.. — Mas e ai dona Izayoi.. — Ele levantou a mãe pela cintura para que ela pudesse ficar da sua altura.. — Como faço para ganhar meu presente..
– Primeiro tem que tomar café da manha conosco, Sesshoumaru veio com Rin para comemorar.. — Inuyasha a coloca no chão e passa a procurar sua bermuda..
– Que alegria Sesshy!.. — Ele falsamente vibrou, enquanto piscava deu um olho só para a mãe..
– Deixe de bobeira filhote, ele trouxe a humana dele, Rin é adoravel.. Sabe como é dificil humanos se apaixonarem por Youkais?!.. Sesshoumaru foi esperto, eles terão belos hanyous.. — Izayoi vibrou só de imaginar, tinha tanto orgulho de ser humana, os youkais ficavam loucos..
– De Rin eu gosto.. Mas ele.. — Interrompeu a fala para colocar a camiseta.. — Mas e ai qual a segunda coisa?!..
– Quem era aquela Youkai que estava aqui?! Hã?!.. Eu quase morri de susto quando entrei aqui e a vi, nua dormindo ao seu lado..
– Há.. Kikyou!.. Uma amiga minha.. — Ele sorriu para a mãe.. — Vamos comer?!
– Quando é que você vai tomar jeito Inuyasha?!.. Quando é que você vai namorar uma humana ou uma hanyou?! — Izayoi falou e se jogou na cama dramaticamente, a mulher se mantinha com aparência jovem já que era fêmea de um Youkai, ele tinha orgulho de ter pais tão bonitos, as vezes pareciam ser parentes de sangue, já que seu pai, tinha os cabelos prateados também..
– Kikyou não é minha namorada.. — Ele disse entrando no banheiro da suíte sem dar muita atenção a mãe jogada em sua cama.. — Ela é um sexo casual..
– Ai que nojo filhote.. Youkais tem a pele tão gelada, imagine uma mulher então.. Seu pai é homem, é diferente dá um contraste interessante a pele gelada dele na minha.. uiiii! — Ela se jogou novamente na cama..
– Eu sentiria nojo mesmo, já que Kikyou e eu estávamos nessa cama.. Usando.. — Ele escutou sua mãe caindo no chão e não pode evitar o riso.. — Nunca muda dona Izayoi..
– Menino!.. — Ela apareceu no banheiro descabelada, arrumando o longo robe no próprio corpo, com uma delicada careta demonstrando o que sentia, Inuyasha a olhou e deu uma gargalhada, abraçou sua mãe por trás e os observou no espelho, ela não parecia muito mais velha que ele, apesar de ter 70 anos, Inuno a marcou como sua por volta dos 35.. Se não sentisse vertigem só de imaginar, eles formariam um belo casal..
– Eu e Kikyou terminamos, juro mãe.. — Ele a olhou pelo reflexo no espelho.. — Foi uma.. Despedida, e você sabe que não sentimos nada um pelo outro..
– Sei.. Ela é louca por esse Hanyou aqui.. — A mãe sorriu de lado, e se observou, seus curtos e lisos cabelos estavam desarrumados, deu de leve umas palmadinhas na mão do filho para se soltar e com as mãos colocava tudo no lugar apressadamente.. Enquanto isso Inuyasha se perdeu nos pensamentos, a quanto tempo não pensava em Kagome?! Estranho sonho, como se fosse ontem que a viu e a desejou pela ultima vez.. Era um adolescente meio safado.. Não pode evitar um riso ao lembrar..
OoOo 12 anos antes oOoO
– Venha querida não precisa ter vergonha.. — Ouvi a velhota chegando na sala, pulei das escadas e fiquei junto da porta esperando, com certeza mais um infeliz sem pais.. — Você vai gostar daqui venha.. — Estava realmente curioso, sentia um maravilhoso cheiro junto do da velhota, seja lá quem estiver com ela eu gostei..
– Que foi Inuyasha?.. — Me virei na direção da voz das crianças, todas youkais, esses pivetes me idolatram..
– Mais uma vai morar aqui.. — Me joguei na poltrona da espaçosa sala, sempre fiquei pensando em como casas velhas pareciam maiores, talvez pelo enorme tapete estranho no centro da sala, ou pelo sofá desfiado que era incrivelmente grande e suportava muitas crianças, só aquela porta me irritava, podia ver o tamanho do cadeado de longe, feh, como se eu não pudesse fugir se quisesse..
– Tomara que seja uma menina..
– Blaa! Tem que ser um menino..
– Se ele brincar de boneca não tem problema..
– Menino brinca de luta sua burra.. — Como se não bastasse meu tédio rotineiro aqueles pirralhos malditos começaram a brigar, eram muitos cansava só de pensar em conta-los.. Ah tédio, muito melhor ficar estirado no sofá, vamos lá tv não me decepcione.. Canal chato, chato, canal de menina, canal de comida.. Cadê meus desenhos?! Ahá, sabia que você não me decep..
– EII PIRRALHOS! Quero ouvir a tv! — Minha palavra era ordem ali, vi as cabecinhas correrem para o sofá a fim de assistir o que eu queria, eram tantos que alguns estavam no chão..
– Crianças! Que ótimo que estão todos aqui!.. — Kaede entrou segurando uma mala, logo a deixando do lado da porta.. Eu fingi não dar atenção, meu desenho favorito estava passando, quem liga para outro órfão sem teto?! Eu não.. Só via a hora daquele casal rico voltar e me levar com eles..
– Essa é Kagome e vai morar conosco!.. — Foi então que eu senti aquele cheiro de novo tentei não mostrar interesse, diferente daqueles pivetes estranhos que rodearam a criança para tentar ganhar um pouco de atenção, não conseguia vê-la direito, apenas um belo cabelo negro preso no alto de sua cabeça, ela não falava nada, se mantinha calada, no meio daquelas crianças que não calavam a boca.. Feh pivetes.. Ignorei e voltei a assistir a meu desenho muito mais legal..
– Ela é humana Inuyasha!.. — Uma criança praticamente berrou me encarando, agora sim ela tinha conseguido minha atenção, uma humanazinha, nunca tinha visto um em miniatura antes..
– Sim, e espero que todos se acostumem com Kagome.. — A velhota falou sorrindo daquele jeito de sempre, afastou as crianças da menina e apertou uma das bochechas dela.. — Mas não vai demorar, ja tenho duas famílias a querendo.. — Então a humana era rápida, aquelas crianças youkais estavam ali a muitos anos e dificilmente eram escolhidas.. — Cuidem de Kagome crianças.. — A velhota pegou a mala da garota e sem dificuldades levou para o segundo andar, eu observei a gordurosa subir as escadas, balançando todo o grande corpo, ela era uma youkai estranha.. Eu gostava..
– Você não vai roubar nossos pais menina.. — Voltei a encarar as crianças que faziam uma roda em volta da humana, aquela ruivinha das presas enormes seria encrenca..
– Ninguém vai te querer, você é feia.. — Feh, as crianças sabiam ser malvadas, tô nem ai, tô é perdendo meu desenho, se essa miniatura a humano não sabe se defender não é meu problema, deixa eu me acomodar.. Pronto!.. Essas crianças falam hein..
– Eu odeio você!.. — Escutei a voz exaltada da ruivinha feia, estavam pegando pesado eu acho.. Eu senti um cheiro diferente, além do cheiro maravilhoso da garota, eu senti outro.. Lágrimas.. Ótimo mais uma menina chorona.. Algo que eu não sei o nome tomou conta de mim, um instinto estranho, minhas orelhas ficaram alerta e minhas mãos se estralaram revelando minhas garras..
– EII PIRRALHOS! KAGOME ESTÁ COMIGO!.. — Gritei ao mesmo tempo que me levantei da poltrona, todos me encararam com certo medo, e a ruivinha fechou a cara.. — Isso mesmo! Circulando vai!.. — Sem eu precisar falar mais de uma vez a pequena multidão, saiu da sala rapidinho.. Como era bom mandar nesses pirral.. Mas que criaturazinha é essa?! Acho que são os olhos mais azuis que eu ja vi, e me olhavam sem desviar, feh.. Corajosa a humana, segurava uma boneca de pano com força, e batucava os pézinhos com sapatilha no chão.. Ela era.. Adorável, um vestido rosa cheio de laços e corações a deixava tão..
– Quem é você? — Escutei uma voz baixa e suave, acariciar minha orelhas..
– Adorável!.. — Murmurei a observando será que eu estava babando?! Não, claro que não.. Será que eu estou bonito?.. Nem me arrumei maldição, estou de moletom..
– Nome estranho.. — Ela sorriu me mostrando as covinhas na bochecha.. — Meu nome você pode escolher, meus antigos pais já me chamaram de Sayori, Hinata, Sakura, Keyko.. Só escolher!.. — Ela continuou me encarando..
– Inuyasha!.. — Falei colocando as mãos no bolso da blusa, e desviando meus olhos, ela me encarava muito..
– Não Inuyasha é nome de menino.. Nunca me chamaram assim, você pode escolher Kagome, Sayori, Hina..
– O meu nome é Inuyasha! Meu nome..
– Pensei que era Adorável..
– Não.. Você é..
– Não garoto!.. Meu nome é Kagome!.. — Ela apertou os olhos em minha direção mostrando estar brava, a humana era irritadinha.. Não pude evitar o riso..
– Mas e os outros nomes? Não valem mais?!.. — Agora eu tinha mais coragem, ia me aproximando aos poucos..
– Meus pais adotivos nem sempre gostam de Kagome.. — Ela apertou mais a boneca entre os dedos ao perceber que eu me aproximava.. — Você gosta?! — Me olhou abrindo bem aqueles enormes olhos..
– Muito.. — Sorri de lado e a encarei desta vez, eu estava bem pertinho, sentindo o cheiro que exalava da humana, acho que é a primeira vez que eu paquero alguém, nos filmes os caras ficam encarando a fêmea, quem sabe se..
– Bom saber garoto.. — Ela riu, e segurou minha mão como um comprimento eu acho, mas quem liga, ela estava segurando minha mão, era tão quente quase igual a minha, nunca tinha visto um humano ainda pequeno, só tinha visto a minha mãe humana, mas a ultima vez que eu toquei sua mão estava fria como a de um youkai..
– Você é quente.. -Ela riu
– Sim, também não tenho presas óh.. — Ela abriu a boca me mostrando seus dentes.. – Minhas orelhas não são pontudas.. – Balançou a cabeça fazendo seu cabelo preso quase bater em seu rosto.. – E eu não sou forte, nem rápida.. É estranho neh?!
– Eu gostei.. – Apertei sua mão mais na minha, ela é uma gatinha, com um cheiro muito bom, vou ficar com ela, já decidi.. Um hanyou e uma humana..
Notas finais
Entãoo meeuus amoreecoos é issoo! Espero que tenham gostado.. Contiinueem comiigo em Finally Found You.
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