P. O. V. Jack

Voei o mais rápido que pude para casa do tio de Clara eu tinha que salva-la, ainda estava atormentado com o que o Homem da Lua havia dito como os guardiões não podiam me ajudar se não tudo estaria perdido, para que aquela poção que o Homem da Lua me deu servia como assim Clara era única que podia derrotar o Breu e principalmente porque seu ultimo suspiro significaria vitória.

Não aquilo estava errado, eu tinha que salva-la eu tinha acabado de encontra-la eu tinha prometido que ia protegê-la, não eu não podia perdê-la.

Cheguei e encontrei a casa na completa escuridão, tendo apenas uma única luz vinda da sala, quando me aproximei fiquei surpreso ao descobrir de onde vinha à luz, ela não surgia de ninguém menos do que de Clara ela estava entre Breu e sua família incluindo seu tio que estava jogado no chão totalmente paralisado. Ela estava berrando:

— Não dessa vez

Mal entrei e avancei diretamente para Breu mais fui impedido por Clara.

— Não Jack essa batalha é entre mim e ele, você esta com a poção do Homem da Lua, por favor, ajude meu tio.

Fui em direção ao tio de Clara, seria impossível discutir, ela estava irradiando poder, um poder que eu nunca havia presenciado, era como se anos e anos de medo e angustia fossem liberados em forma de determinação, como se tudo que ela havia guardado durante anos, explodisse em forma de luz, naquela situação eu não arriscaria contradizê-la.

— Ah queridinha acha que pode me deter, eu sou o mal eu sou o próprio terror, — ele disse com aquele sorriso hediondo — quem você acha que te impediu de ter amigos à infância inteira, quem que te fez ser a esquisita, quem destruiu seu aniversario de 15 anos, e principalmente quem provocou o acidente de carro que matou seus pais. – Clara agora estava espantada, porque ele faria tudo isso para prejudica-la – Sim minha linda foi tudo minha culpa, eu destruí sua vida, e agora esses últimos momentos de terror me deram poder suficiente para acabar com você completamente, mais antes quero que você apenas observe sua linda família morrer.

O tio de Clara já havia voltado ao normal, agora ela permanecia imóvel no chão, não eu não permitiria aquilo eu iria salvá-la, com o cajado em mãos fui em direção ao Breu, já o tinha derrotado antes agora seria moleza, triste ilusão acho que ele estava treinando nos últimos anos, algo me atingiu tirando toda minha força cai, completamente imóvel.

— Ah Jack os guardiões não te avisaram, quando um imortal esta prestes a destruir o seu rival ninguém pode interferir – olhei espantado – oh sim Jack, sua namoradinha nasceu com o destino de acabar com o medo, quando fosse a hora certa sua luz brilharia tão forte que acabaria com a escuridão, porem quando se tem medo não se tem luz, então apavorei essa garota desde criança, com um único objetivo que ela deixasse de acreditar assim ela nunca encontraria sua luz e não ofereceria risco algum, porem essa garota irritante nunca deixou de acreditar nem ao menos por um segundo, e quando ela estava tentando se deixar levar pelo medo você aparece Jack e lhe permite ter esperança. — sorri irônico – Mas não se preocupe existem outras maneiras de apagar uma luz.

Ele disse avançando em direção a Clara eu tentava me mover, mas meu corpo não obedecia, não eu não podia ficar só observando, eu tinha que fazer alguma coisa, tinha de salva-la, mas quando vi, ela já estava de pé e com um olhar que feroz que fiquei assustado, ela era pura energia, como se sua essência fossem flashes de luz.

— Você, me torturou a vida inteira com o único objetivo de me fazer deixar de acreditar, –ela berrava – porque não me matou logo que nasci seria mais fácil, ah já sei você gosta de ver a dor, tudo bem aceitei você poderia ter me destruído, ficasse a vontade, mas no momento em que tocou na minha família, AHH não você passou dos limites, você matou os meus pais, deixou meu tio louco, e quase enlouqueceu minha irmã!!! — ela estava brilhando cada vez mais, como se fosse explodir, ah não o ultimo suspiro, eu tinha que impedi-la, se não a perderia para sempre.

— Clara pare se você fizer isso você vai – travei não conseguia dizer.

— Tudo bem Jack eu sei o que vai acontecer – ela respondeu – eu sempre soube que morreria por algo que valesse a pena – ela sorriu, e olhou diretamente para Breu com um olhar desafiador – e sabe proteger aqueles que eu amo, e livrar o mundo do medo, bom vale a pena – e então um grito e um grande flash de luz.