Notas iniciais
Gibbs, Tony e McGee tentam proteger Abby enquanto ela está no hospital. Os sentimentos de McGee e Tony por Abby ameaçam a amizade dos dois.

Se passaram dois dias desde que Abby foi baleada pelo falso agente federal. Gibbs e a equipe ainda estavam apreensivas por Abby afinal ela ainda estava hospitalizada. Gibbs não saia do hospital, assim como Tony e McGee que ficavam se revezando nos cuidados com Abby.

Tony ficava assistindo à televisão que pediu para instalar no quarto. Ainda não compreendia quem estava por trás de tudo aquilo e o falso agente não estava cooperando. Tudo o que eles tinham para seguir era o falso agente e contas cheias de dinheiro nas ilhas Cayman. Um beco sem saída. Ainda mais com uma agente no hospital e outro protegendo a agente hospitalizada.

Gibbs estava farto do falso agente nem sequer falar seu próprio nome. Pedia insistentemente por um advogado ou um acordo, mas ambos lhe foram negados. Gibbs resolveu confronta-lo sem áudio pois já estava sem paciência do agente.

— Diga pelo menos o seu nome. – Disse Gibbs. – Te chamar de “falso agente” não é legal.

— Vou ganhar um advogado? – Questionou o homem. – Que tal assim. Dou meu nome e ganho no mínimo um acordo. Ou uma comida. Estou com fome.

— Dois dias. Dois dias que a minha agente está no hospital, lutando para viver.

O homem viu no olhar de Gibbs que ele faria qualquer coisa para tirar uma informação e entendeu que isso significava um acordo para ele.

— Eu fui contratado para matá-la. – Falou o homem. – Mas não queria. Não sou assassino. É por isso que eu atirei na perna e no ombro.

— Eu posso te ajudar. – Disse Gibbs. – Mas não ajudo gente que não me ajuda. Eu posso te dar uma prisão confortável, 3 refeições por dia e mais lanche. Posso até disponibilizar um computador para escrever artigos na cadeia. É só você me falar quem foi que te contratou para matar a Abby.

— Foi Terry Spooner. O homem do caso em que ela iria depor contra. Ele me contratou para sequestra-la e matá-la.

— Qual é seu nome? – Perguntou Gibbs.

— Frank. Frank Caine. – Frank respirou aliviado. – Vou ganhar um acordo?

— Nenhum promotor iria aceitar um acordo desse tipo. – Falou Gibbs levantando da cadeira.

— Eu posso negar. – Disse Frank nervoso. – E eu vou negar.

Gibbs então abriu a jaqueta e tirou um gravador que estava escondido.

— Não se eu mostrar isso no julgamento. Espero que o corredor da morte seja um bom lugar para pensar.

Gibbs saiu da sala sob os gritos de Frank.

— Eu deveria ter matado ela! Ser legal não adiantou nada. Você vai me pagar Agente Gibbs.

Gibbs voltou a sala dos agentes.

— Tony. Hora de prender um bandido. Mas antes vamos ver como Abby está.

Gibbs e Tony saíram e chegaram ao hospital.

— McGeek. O que está fazendo aqui?

— O médico me pediu para ficar aqui. Abby teve uma recuperação maravilhosa.

— Que ótimo. Vamos vê-la.

Gibbs, Tony e McGee chegaram a tempo de ver o médico sair.

— Então doutor? Como está a Abby?

— A recuperação dela está muito boa. Ela vai para o quarto em pouco tempo.

— Maravilha. E quando ela vai acordar?

— Bem.... Ainda estamos avaliando e estudando para retirar a sedação dela. As próximas 12 horas serão decisivas. E se ela continuar a melhorar, a sedação vai ser retirada.

— Podemos ficar com ela? Todos nós? – Perguntou Gibbs ao médico.

— Não vejo nenhum problema. – Disse o médico – Vou providenciar algumas cadeiras para vocês.

— Obrigado doutor. – Disse Tony já indo para o quarto. – Eu vou na frente.

— Ei Tony. Por que está com pressa? – McGee estava intrigado. – Por que você tem que ir na frente?

— Porque eu sou como irmão da Abby e devo cuidar dela.

Claro que por trás daquela frase havia mais do que realmente queria dizer. McGee estranhou o fato de Tony querer ficar perto de Abby o tempo todo como se a amasse mais do que como uma irmã.

— Ei garotinha. – Disse Tony, entrando no quarto de Abby e sentando do seu lado. – Vou ficar aqui com você. Eu, Gibbs e McGee vamos ficar aqui. Ainda não pegamos o mandante disso, mas eu te prometo Abby, você não vai ficar sozinha.

— Ei Tony. O que está rolando entre você e a Abby? – McGee estava curioso com todo aquele amor de Tony por Abby. Um amor que ele nunca havia visto em Tony por ninguém.

— Eu a tenho como uma irmãzinha McGee. Eu não sei te explicar. Eu não tive irmãos então a Abby apareceu e se tornou uma irmã mais nova para mim. Quando eu a conheci há alguns anos atrás eu tive uma conexão com ela, mas uma conexão de irmão. – Disse Tony.

McGee estava espantado com tudo o que Tony disse. Sabia que ele e Abby eram próximos, mas não fazia idéia do carinho de Tony por Abby. E ele sabia que Abby sentia a mesma coisa para com Tony.

— Posso me juntar a vocês? – Disse Gibbs com duas cadeiras nos braços. – Não vai me ajudar aqui McGee? Essas coisas são pesadas para só usar uma mão.

McGee deu dois passos para trás e alcançou uma das cadeiras, fazendo com que Gibbs desse um suspiro de alivio.

— Bem melhor. – Falou Gibbs, colocando a cadeira do outro lado de Tony e sentando-se nela. – Vamos McGee, sente-se.

— Desculpa chefe. – Disse colocando a cadeira do outro lado da cama.

— Porque está aí Timothy? Está com medo de nós? – Brincou Tony.

— Bem.... Eu achei que.... Bem.... Eu queria ficar desse lado. Sabe. Segurar a outra mão da Abby. – Disse Timothy tentando se desculpar.

— Eu quero você desse lado McGee. – Disse Gibbs lançando um olhar fuzilante para McGee. – Aqui. E não me faça falar duas vezes.

— S-Sim chefe. Estou indo. – Disse McGee pegando a cadeira e indo para perto de Tony e Gibbs. – Aqui estou.

— Melhor McGee. Muito melhor.

— Com licença. – Disse uma enfermeira entrando no quarto. – Preciso verificar a pressão e o soro da Sra. Sciuto.

— Claro. Dinozzo! Levante-se e deixe a moça passar. – Gibbs disse.

— É para já chefe. – Dinozzo levantou da cadeira. – Posso ajudar em algo?

— Esteve o tempo todo aqui Agente Dinozzo? – Perguntou a enfermeira para Tony.

— Sim. Por que? – Perguntou Tony assustado.

— Queria saber se ela já acordou. – Falou a enfermeira.

— Ainda não. É um problema? – Perguntou Tony. Gibbs e McGee se preocuparam.

— Bem.... Ela já deveria ter acordado. A sedação foi retirada ontem. – Falou a enfermeira erguendo a pálpebra de Abby. – Acho que preciso do médico aqui. Tem algo errado.

A enfermeira ligou para o médico que veio imediatamente.

— Sim Gertrudes? O que foi? – Perguntou o médico.

— Essa menina. A sedação foi retirada ontem e ela não acordou ainda. Há algo errado.

— Exames de imagem? – Perguntou o médico para a enfermeira.

— Acho que só no dia em que ela foi baleada Doutor.

— Então a encaminhe para fazer uma ressonância do cérebro. Precisamos saber se tem algum problema.

— Sim doutor.

McGee, Tony e Gibbs ficaram preocupados e Gibbs resolveu chamar Ducky ao hospital para acompanhar os exames.

— Preciso de uma opinião Ducky. Uma opinião sincera. Sem rodeios ou enganações.

— Assim que os exames saírem será informado. – Disse Ducky.

— Obrigado. — Gibbs parecia um pouco menos tenso por Ducky estar aí.

— Doutor Winchester. Meu nome é Donald Mallard. Sou médico legista do NCIS. O Agente Gibbs me pediu para acompanhar os exames de Abigail para garantir que ele saberá de tudo. – Falou Ducky.

— Prazer Dr. Mallard. Claro. Por aqui. A Srta. Sciuto está fazendo os exames agora. – Falou o médico. – Por aqui.

Os dois médicos caminharam pelo corredor até a sala de exames onde Abby estava fazendo os exames.

— Ali está ela, Dr. Mallard. – Disse o médico apontando para a máquina de Ressonância. – Ela parece estar bem. Demos um sedativo para fazer o exame. – O médico disse com um pouco de receio. – Mas não sei se vai fazer bem a ela. O corpo ainda está se curando. Precisará de mais tempo. Mas ela uma garota forte.

Gibbs estava nervoso. Ele respirou fundo e falou para Tony:

— Matem esse desgraçado se for preciso. Façam o pagar por isso.

E saiu. Tony ligou para Ziva que estava na sede e pediu ajuda para Jenny para tentar prender. Mas não obtiveram sucesso.

Notas finais
Abby se recuperando e Tony e McGee cuidando e até disputando Abby. Algo diz que não acabará bem.