Finais Felizes Na Ecomoda.
45 Capítulo 45: O retorno à Ecomoda
Notas iniciais
– Então já sabe o que vai fazer Patricia? Betty perguntou deitada na cama de Patricia.
– Sei sim, primeiro vou terminar meu curso de finanças e depois vou reconquistar o Nicolas, e no meio de tudo isso vou trabalhar! Patricia falou sentada na poltrona do quarto.
– Fico feliz que você vai voltar a fazer finanças, mas você sabe que se não tiver aptidão para economia pode fazer outro curso! O Céu é o limite, você pode ser tudo o quizer. Betty sorriu com cumplicidade.
– Até mesmo uma popstar? Patricia perguntou gargalhando.
– Até mesmo uma popstar! Betty respondeu também gargalhando.
– Betty preciso te dizer que por um momento eu considerei a ideia da Marci, ter toda aquela vida boa de volta era todo o meu sonho. Patricia falou com certa amargura na voz.
– Se o seu desejo de ter aquela vida de volta é tão grande porque você não liga para a dona Marcela e diz que reconsiderou a oferta, tenho certeza que ela ainda espera por você. Betty falou seriamente.
– É eu sei que ela me espera, só que ela espera a Patricia do passado e não a Patricia do presente. Não tem mais graça zombar de você como tinha antigamente, antes eu falava de uma inimiga que eu desprezava, hoje eu falo de uma amiga que esteve me apoiando todo este tempo. O Nicolas pode não acreditar Betty, mas eu mudei, eu sei que mudei. Não tanto quanto ele espera e quer. Patricia falou com sinceridade.
– A maior prova da sua mudança é essa sinceridade que eu ouço na sua voz. Betty falou sorrindo. E eu estou aqui para te apoiar em tudo o que precisar, amanhã mesmo podemos telefonar para a San Marino o que acha?
– Acho ótimo, mas eu quero trabalhar também Betty! E preciso que você me arrume um cargo na Ecomoda.
– Bom tem algum cargo que você esteja desejando? Betty perguntou.
– Não tenho nenhum em especial, mas preciso ficar próximo a presidência!
– Próximo a presidência? Mas por que Patricia?
– Assuntos pessoais.
– Você não vai me contar o que está planejando com o quartel, não é? Betty perguntou risonha.
– É para o seu próprio bem Betty, você é a presidente não pode mais se meter em fofocas com o quartel, além do mais nem mais feia você é! Patricia riu.
– Ai Patricia não é porque eu melhorei um pouco o visual que eu deixei de fazer parte do quartel! Betty riu.
Dona Júlia entra no quarto pedindo licença as meninas.
– Trouxe um chocolate quente para vocês, meninas! Já está tarde, o domingo passou voando e você e Patricia precisam descansar pois terão que acordar cedo amanhã para irem trabalhar. Dona Júlia falou entregando as canecas de chocolate as duas.
– A senhora está certa dona Júlia, assim que terminarmos esse delicioso chocolate quente iremos dormir. Patricia falou tomando um gole do chocolate quente.
– Então meninas sobre o que conversavam? Dona Júlia perguntou sentando também na cama de Patricia ao lado de Betty.
– Sobre o que a Patricia está tramando com o quartel! Betty falou sorrindo.
– Imagine dona Júlia que a presidente da Ecomoda se interessa por fofocas! Patricia falou gracejando.
– Patricia tem razão filha, a você não cabe mais estes assuntos com as meninas do quartel.
– Está bem, já que é um voto unânime não perguntarei mais! Betty riu e tomou seu chocolate quente.
Na segunda-feira de manhã Nicolas sentava-se a mesa ao lado sua mãe para tomar o café antes de ir para a Ecomoda.
– Meu filho estou tão feliz por você! Não sabe como a mamãe está orgulhosa pelo fim da sua obsessão pela aquela loira de farmácia. Dona Eugênia falava com grande alegria.
– É mamãe, recuperei o juízo sim! Nicolas falou tristemente.
– Logo, logo você vai conhecer uma outra mulher, uma mulher honrada, de família, bem educada, inteligente e que saiba preparar os quitutes que você adora. Dona Eugênia ia falando enquanto servia mais um pedaço de bolo para Nicolas.
– Sim, é verdade mamãe. Na verdade já conheço uma mulher muito legal, simpática, inteligente, bonita. Nicolas falou lembrando de Jenny.
– É mesmo, meu filho? Os olhos de Dona Eugênia brilharam de excitação.
– Sim, trabalha comigo na Ecomoda.
– Hum e ela é assim uma executiva?
– Quase.
– E o que está esperando, quando vai me apresentar a ela?
– Tem razão mamãe, hoje a noite depois do trabalho eu a trago aqui. Nicolas falou, beijou sua mãe e foi para a Ecomoda.
Dona Eugênia jamais poderia advinhar a surpresa que a esperava quando conhecesse a nova pretendente do seu tesouro.
Betty entrou correndo no quarto de Patricia já eram mais de sete horas da manhã, iriam chegar atrasadas na Ecomoda mesmo de carro.
– Patricia o que está fazendo? Betty perguntou assustada ao avistar Patricia sobre um monte de roupas.
– Betty não tenho roupa nenhuma pra usar. Patricia se lamentava.
– Mas como assim não tem roupa nenhuma e essa pilha de roupas aí? Betty perguntou.
– São todas feias!
– Patricia você vai trabalhar e não desfilar! Betty falou perdendo a paciência.
– Não Betty, não é a roupa que eu vou trabalhar, é a roupa que o Nicolas vai me ver enquanto eu estiver trabalhando! Patricia defendia.
– Está bem, porque não usa o seu terno bege? Ele é muito bonito!
– Porque o bege não realça a cor dos meus olhos, ora essa!
– Está bem, vamos ver, e que tal esse cor de rosa? Betty pegou o terno que estava jogado no chão perto da cama.
– Rosa Betty? Jura mesmo? Patricia perguntou indignada.
– Qual o problema com o rosa? Betty perguntou confusa.
– Rosa é cor de menininha!
– E?
– Quero que o Nicolas veja uma mulher e não uma menininha!
– Ai Patricia vista o que quizer, mas por favor se apresse que estamos atrasadas! Betty suplicou.
– O que houve meninas? O Hermes está irritado porque vão chegar atrasadas na empresa! Dona Júlia falou entrando no quarto.
– É a Patricia mamãe, diz que não tem nenhuma roupa aceitável para ir a Ecomoda! Betty respondeu.
– Para ir a Ecomoda não! Patricia corrigiu. Para que o Nicolas me veja na Ecomoda!
– É este o problema? Vejamos então... Dona Júlia começou a olhar as peças de roupa no guarda roupa, as que estavam pelo chão e até mesmo as amassadas na cama de Patricia. Esta daqui está perfeita! Vista-as!
Os olhos de Patricia brilharam ao ver a blusa preta com a saia jens, sim ela ficaria muito bonita.
– Dona Júlia a senhora tem um bom gosto incrível! Falou Patricia agradecida abraçando dona Júlia.
Meia hora depois as duas já haviam chegado a Ecomda para o primeiro dia de emprego da loira.
– Bom dia dona presidente! E bom dia dona Patricia! Falou Wilson surpreso avistando Patricia.
– Bom dia Wilson! Falaram em côro as duas.
– Bom dia Betty! Sorriu Mariana, mas ao avistar Patricia deu uma piscadinha sorrindo.
Betty não compreendeu nada, mas nada falou além do seu bom dia Mariana.
No segundo andar quando o quartel viu a figura loira chegando, correram até ela entusiasmadas.
– Mas é hoje, é hoje, finalmente! Sofia gritou eufórica.
– Está pronta? Bertha perguntou também eufórica.
– Mais do que pronta! Patricia falou triunfante.
– Oxigenada mas você caprichou heim, ele vai morrer! Sandra comentou rindo.
– Realmente está muito bonita, quero só ver a cara dela quando souber que você vai estar trabalhando aqui ao lado dele! Riu Aura Maria.
– O que vocês estão tramando meninas? Betty perguntou preocupada.
– Não se preocupe Betty! Deixe conosco que nós sabemos o que vamos fazer! Sofia respondeu.
– Meninas não quero confusão no escritório! Betty falou decidida. Venha Patricia que eu verei onde encaixo você.
–Bom dia doutora Pinzón, achei que não vinhesse trabalhar hoje! Daniel comentou sarcásticamente quando viu Beatriz chegar mas sua surpresa foi ver a loira, alta e bela ao lado de Beatriz.
– Como vai Daniel? Patricia perguntou mais por educação do que por vontade própria.
– Melhor do que você! Ele respondeu com um risinho irônico.
– Disso eu duvido muito, já que eu não perdi uma empresa de bilhões e bilhões de dólares! Patricia alfinetou desafiadamente.
Daniel não respondeu e voltou para a sua sala, fechando a porta com força atrás de si.
– Ai Patricia por favor não me arrume problemas com os executivos! Betty pediu sentando-se na sua cadeira.
– O que o Daniel está fazendo na sua antiga e detestável sala? Patricia perguntou sentando-se na frente de Betty.
– É a sala dele. Betty respondeu baixinho.
– Como não consegui te ouvir? Patricia falou.
– É a sala dele. Betty falou um pouco mais alto mas ainda assim baixo.
– O quê? Quer dizer que o Daniel Presunçoso Valencia está nessa sala? Patricia gargalhou tão alto que foi impossivel para Daniel não ouví-la e se indignar.
– Patricia por favor, fale baixo! Betty implorou.
– Ah mas é muito bem feito para ele, essa sala sem dúvida tem a cara dele, pois só assim o ego dele vai ter que diminuir para caber nessa salinha! Patricia comentou mais alto.
– Patricia! Gritou Betty.
– Sabe diferente de você duas, alguém nesta empresa quer realmente trabalhar nem que seja numa salinha! Daniel falou chegando até a porta da sua sala, mas voltando em seguida.
Betty ficou extremamente constrangida ao passo que Patricia já formulava mil e uma maneiras de atormentar Daniel por todas as vezes que ele a atormentou quando ela estava pobre, a oferecendo como se ela fosse uma mulher a venda para os amigos dele.
– Por enquanto Patricia você fica aqui comigo na minha sala, me ajudando com as novas compras de materiais, pois temos um grande pedido de roupas para o Brasil. Vou pedir que coloquem uma mesa para você aqui na sala junto comigo, está bem? Betty perguntou.
– Melhor impossivel Betty. Patricia sorriu.
Depois que a mesa de Patricia foi instalada, Betty foi conferir a produção deixando Patricia sozinha ajeitando alguns papéis de compra de tecido. Quando Armando entrou na sala para dar um beijo de bom dia na sua amada e viu a loira muito compenetrada, sentada na mesa soltou um grito de susto. Assustando Daniel e Patricia.
– Ai o que foi Armando? Patricia perguntou começando a se controlar do susto.
– O que houve? Daniel perguntou preocupado depois de ouvir o grito pavoroso de Armando.
– O que essa oxigenada está fazendo aqui? Armando perguntou para Daniel.
– É a nova aquisição da Beatriz. Ela encontrou na rua abandonada e resolveu trazer para casa. Sabe como a Beatriz tem um bom coração! Daniel falou cinicamente.
– Olha aqui Daniel Valencia, eu não admito que você me chame de cachorro abandonado! Patricia falou enfurecida.
– Você vai mesmo trabalhar aqui? Armando perguntou incrédulo.
– Sim Armando, você gostando ou não é aqui que eu vou ficar! Patricia respondeu.
– Ah mais não vai mesmo, eu vou falar com a Betty! Armando falou indignado.
– Muito bem Armando, coloque um pouco de juízo na cabeça da doutora Pinzón! Daniel apoiou.
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