Finais Felizes Na Ecomoda.
48 Capítulo 48: A gravidez da Valencia
Notas iniciais
Depois de alguns exames as suspeitas do Dr. Solano se confirmaram e ele foi um pouco preocupado anunciar a notícia para a mulher que acabara de dar entrada no pronto socorro.
– Boa tarde! O médico cumprimentou ao jovem casal que se encontrava no quarto da enfermaria.
– Boa tarde doutor! Então Marcela está bem? Perguntou um homem loiro com sotaque francês.
– Em breve saberemos. Eu sou o Dr. Solano e estou cuidando de você, Marcela Valencia. Solicitei alguns exames e confirmei minhas suspeitas.
– É algo grave? Ela perguntou nervosa segurando firmemente a mão de Michel.
– Infelizmente no seu estado sim. O médico respondeu olhando para a mulher que começava a derramar lágrimas. Você está grávida!
– Grávida? Mas não é possível, eu uso DIU. Marcela respondeu atônita.
– Mas está grávida e o problema é justamente o DIU. É improvável, quase impossível uma gestação com o uso deste dispositivo mas nenhum método contraceptivo é 100% garantido. E no seu caso parte do óvulo ficou implantado no DIU, você precisará ficar de repouso absoluto até que a placenta se desenvolva e o feto esteja bem assegurado no útero para podermos retirar o DIU para que a gestação ocorra naturalmente. O Dr. Solano explicou.
– Mas então ela corre o risco de perder o bebê? Michel perguntou um tanto em choque.
– Sim e um grande risco. Por isso ficará internada aqui por algumas semanas até que o risco de aborto diminua. Dr. Solano falou e deixou o casal a sós.
Por alguns minutos nenhum dos dois disse absolutamente nada. Marcela chorava em silêncio, milhões de pensamentos atormentavam a sua mente. Seu sonho de ser mãe com a terrível possíbilidade de um aborto e ao seu lado um homem que a desejava somente como amiga. Michel percebendo o chor silêncioso de Marcela decidiu acalmá-la.
– Não fique triste, nem chore pode prejudicar o nosso bebê! Ele falava ternamente.
– Não foi assim que eu sonhei ser mãe. Desde que meus pais morreram eu sempre desejei ter uma família, eu fiz de tudo para ter um casamento dos meus sonhos ou pelo menos o marido que eu sonhei desde menina. E aconteceram tantas coisas tristes na minha vida e agora isso, estou grávida de um homem que quer ser meu amigo e que veio a Bogotá para poder finalmente ficar com a mulher que ele ama. E não bastasse ter perdido o Armando e perder você, eu ainda posso perder o meu filho. Eu não aguento Michel. Marcela desabou em choro.
– Não pense assim Marcela, eu confesso que também não havia planejado ser papai assim e nessas circunstâncias, mas Deus desejou assim e nós seremos ótimos pais. E a única mulher que eu amo, apesar da teimosia, é você Marcela Valencia. É com você que eu quero me casar e ter o nosso filho que será perfeito. Michel lhe falava ternamente enquanto enxugava as lágrimas dos olhos de Marcela.
– O que faremos? Marcela perguntou desolada.
– Ficaremos bem. Minha mãe irá ficar radiante ao saber que ela terá um netinho, já imagino o berço da família que ela trará da França. Michel riu, fazendo Marcela rir também ao imaginar a reação dos futuros sogros ao saberem da notícia.
E vendo o entusiasmo de Michel com a gravidez, ainda que de risco, Marcela se animou e se sentiu feliz como há muito tempo não se sentia.
Os brasileiros chegaram animados na Ecomoda, uma vez que iriam conhecer a empresa que geraria um enorme lucro para os dois países.
– Boa tarde Betty! Rebeca cumprimentou e abraçou a presidente da Ecomoda.
– Boa tarde Rebeca! Como está? Betty também cumprimentou.
– Bem! Rebeca sorriu e cumprimentou Armando, Nicolas e Daniel.
– Então podemos começar o tour? Perguntou ansioso Alberto.
– Agora mesmo! Respondeu Armando.
Depois de Armando mostrar toda a empresa para os executivos brasileiros, foram comemorar na sala de reuniões os investimentos que seriam feitos em ambas as partes.
– Só é uma pena que não possamos conhecer o famoso Hugo Lombardi. Rebeca comentou bebendo seu champanhe.
– Isso é verdade! Fernando complementou.
– Parece que ele volta essa semana, segundo a Inesita. Nicolas comentou.
– Será? Gostaria tanto de conhecê-lo! Rebeca falou.
– Se for verdade que ele chegará essa semana poderíamos ficar mais alguns dias só para conhecê-lo. Alberto sugeriu.
– Irei agora mesmo confirmar se ele virá essa semana. Armando falou e foi para a presidência ligar para Hugo.
Em instantes uma voz afetada atendeu o celular.
– Imagino o que terá acontecido para o ex-todo poderoso da Ecomoda me ligar! Hugo falou do outro lado da linha.
– Huguinho sem brincadeiras preciso saber o dia exato que você volta para a Ecomoda. Armando perguntou sem rodeios.
– Ai mais o que é isso? É saudade de mim! Hugo riu.
– Sim Hugo é saudade de você! Agora me diz quando é que você volta?
– No fim de semana eu chego aí com o meu amorzinho!
– Perfeito. Assim que chegar venha imediatamente a Ecomoda. Armando mandou.
– Escuta aqui ex-todo poderoso você não manda em mim, irei a Ecomoda quando eu quizer! Hugo respondeu irritado.
– Escuta bicha loca! Temos investidores brasileiros que estão fazendo altas compras em roupas para revender no Brasil e eles querem te conhecer! Armando respondeu rispidamente.
– Hum brasileiros, tem algum Heitor Martinez aí? Desde que assisti aquela novela vidas opostas sonho em ser trancafiado com ele numa cela. Hugo gargalhou.
– Olha Hugo porque você não vem aqui e descobre heim! Armando se impacientizou.
– Sabe Armando você me convenceu, na quinta-feira eu chego aí na Ecomoda! Hugo gargalhou e Armando desligou o telefone.
Voltando a sala de reuniões Armando confirmou que Hugo voltaria na quinta- feira, alegrando assim o grupo brasileiro.
Ao anoitecer os executivos combinavam jantar no mesmo restaurante da primeira noite, o que desesperou Betty.
– Porque não vamos a um outro restaurante? Rebeca sugeriu percebendo a tensão de Betty.
– Ah Rebeca, meu amor, eu adorei a comida daquele restaurante. Fernando argumentou.
– É mas poderíamos conhecer um novo restaurante. Que tal comida japonesa? Rebeca sugeriu.
– Desculpe dona Rebeca, mas peixe cru eu não como! Nicolas falou.
– Nem eu! Alberto comentou.
– Então voltemos ao restaurante! Betty falou e saiu da sala de reuniões.
No banheiro Betty lavava o rosto, tentando demonstrar indiferança a toda agitação que voltar ao restaurante onde Miguel trabalhava lhe trazia.
– Betty você está bem? Rebeca entrou no banheiro.
– Sim. Só um pouco cansada.
– Ah! Betty acho que já demonstrei que você pode confiar em mim! O que está acontecendo? Rebeca insitiu.
Betty sentou-se no sofá do banheiro e contou alguns detalhes do seu envolvimento com Miguel, mas não contou tudo.
– Então é um ex-amor?
– Sim! Betty respondeu.
– E ele não te reconheceu? Rebeca questionou.
– Não. Nem poderia eu estou muito diferente da mulher que um dia ele conheceu.
– O importante Betty é erguer a cabeça e se mostrar indiferente! Ex-amores ficam no passado! Rebeca sorriu e abraçou Betty.
Daniel estava feliz com o rumo dos contratos, já tinha mil e uma ideias para a aplicação de parte daquele dinheiro.
– Com licença doutor! Aqui estão a cópia dos contratos que me pediu. Jamille entrou na sala e os entregou a Daniel.
– Perfeito! Obrigado senhorita. Daniel estava de tão bom humor que esbanjava sorrisos.
E alguns sorrisos bastaram para reacender uma chama que estava quase apagada.
– De nada doutor! Jamille sorriu e se retirou.
Na presidência Patricia, sentada em sua mesinha, estranhou o ar de felicidade de Jamille mas como ela conhecia bem Daniel Valencia, acreditou que a secretária só estava feliz por não ter ouvido gritos.
O grupo de executivos se reuniu no elevador para irem jantar somente Daniel declinou o jantar.
– Poxa que triste! Sentiremos tanto a sua falta! Armando ironizou.
– Também sentirei sua falta Armando! Daniel respondeu e voltou a sua salinha.
Quando por fim os executivos saíram e as secretárias começaram a arrumar-se para sair o telefone da recepção toca.
– Recepção Ecomoda! Mariana fala.
– Hoje vamos comemorar Mariana! Daniel falou do outro lado da linha.
– Doutor combinamos...
– Eu sei o que combinamos e sei com quem eu desejo estar agora, num dia tão feliz pra mim. Daniel falou convicto. Te encontro na esquina da Ecomoda quando todas do quartel, em especial a fofoqueira da Fernandez estiverem a quilômetros daqui.
– Doutor...
– Um beijo Mariana! Daniel desligou o telefone.
Por mais que Mariana não quisesse admitir seu coração explodia de alegria, a alegria que somente um coração apaixonado sente ao ser correspondido pelo ser amado. E se o amor era um inferno para algumas para outras era o paraíso.
Em um restaurante simples mas belo, Daniel comemorava com Mariana o fechamento dos contratos com a empresa brasileira. E após um agradável jantar uma música tocava no quarto do hotel fazendo o casal se amar mais uma vez.
O meu amor é teu
O meu desejo é meu
O teu silêncio é um véu
O meu inferno é o céu,
pra quem nao sente culpa de nada
E se nao for, valeu
E se ja for, adeus
O dia amanheceu,
levante as mãos para o céu
E agradeça se um dia encontrar
Um amor, um lugar, pra sonhar
pra que a dor possa sempre mostrar
algo de bom
– É tanto para perder, o senhor não sente medo de tudo isso? Mariana perguntou abraçada a Daniel.
– Sempre teremos medo de perder algo, ou perder tudo mas pior do que o medo de perder é o medo de não viver! Daniel respondeu e beijou a linda mulher que estava ao seu lado.
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