Finais Felizes Na Ecomoda.
47 Capítulo 47: Beijinho no ombro- Parte 2/ Demonstrando os sentimentos
Notas iniciais
Dona Eugênia havia terminado de arrumar a mesa, esperando o seu tesouro para o almoço, ansiosa também por conhecer a nova namorada do filho que deveria vir a noite com ele. Já havia conjecturado mil e uma maneiras de passar a futura nora executiva de sucesso na cara da loira oxigenada que tentou se dar bem em cima do seu filho amado.
Qual não foi a sua surpresa quando o filho disse que tinha uma surpresa ao entrar me casa trazendo consigo uma mulher seminua com um sorriso cínico estampado no rosto. Dona Eugênia mais chocada ficou quando o filho a apresentou como sua nova namorada, primeiro a senhora ficou em choque, não esboçou reação alguma depois respirou fundo e contou até 20. Como sua mãe simplesmente ficou estática Nicolas convidou a Jenny para sentar-se a mesa com ele e dando um beijo na mãe pediu que ela servisse o almoço.
Dona Eugênia estava tão atônita com a aparição da nova namorada do filho que serviu a refeição automaticamente, como se ela não estivesse ali e somente um corpo inerte permanecesse na casa.
– Eu gostaria de dizer Dona Eugênia que a sua casa é linda! Jenny sorriu seu sorriso costumeiro.
Como Dona Eugênia nada dissesse ela continuou.
– Seu almoço está uma delícia, será muito difícil competir com a senhora em relação a comida quando eu casar com o Nic. Aposto que ele vai querer almoçar e jantar aqui todos os dias. Jenny deu um sorriso simpático.
– Então você não cozinha bem? Dona Eugênia perguntou se recuperando do choque inicial.
– Na verdade não, eu sou modelo e como a senhora sabe nós modelos somos muito delicadas e trabalhamos demais, não dá tempo para cozinhar. Jenny respondeu bebendo um pouco do suco de amora.
– E se não sabe cozinhar tão pouco sabe arrumar uma casa ou lavar uma roupa? Dona Eugênia questionou.
– Pra ser sincera não sei, nós modelos não....
– Não tem tempo para aprender! Dona Eugênia interrompeu Jenny.
– Na verdade não, nós viajamos muito, estamos sempre trabalhando!
– E fazendo orgias nessas viajens! Dona Eugênia gritou.
– Mamãe! Nicolas falou tentando fazer a mãe reconhecer o grande insulto que lançou sobre a sua nova namorada.
– Meu nome é Jenny, não Salomé! Comentou Jenny tentando sanar o engano nos nomes.
– É uma Salomé sim, que vai atrair o meu filho para a desgraça e humilhar o nome do seu bom pai Nicolas.
– Mamãe por favor a Jenny é uma boa moça, bem diferente da Patricia. Ela até já se separou do esposo da Sofia. Nicolas falou e recebeu um duro olhar de Jenny.
– Então ela ainda é adultera, roubou o marido de outra mulher? Dona Eugênia se levantou abruptamente. Já chega Nicolas, o que está acontecendo com você? Primeiro a fútil e preguiçosa da Patricia agora essa Messalina que se veste pior do que uma mulher de vida fácil! Não Nicolas já chega, está na hora de você colocar a cabeça no lugar! Dona Eugênia esbravejava ferozmente.
– Dona Eugênia eu amo o seu filho! Jenny falou num tom de lamento.
– Acredito que também amava o marido dessa Sofia também, não é? E vejam só seu amor já acabou, como é forte o amor que uma modelo sente não é? Dona Eugênia brigou.
– Mamãe a senhora está brigando com a sua futura nora! Nicolas falou irritado.
– Nora? Só se for por cima do meu cadáver! Essa mulher nunca terá o sobrenome dos Mora, nunca! Dona Eugênia gritou enfurecida.
– Vamos Jenny, vamos almoçar em outro lugar. Nicolas chamou Jenny!
– Pode sair da minha casa Messalina, mas tenha a certeza de que você nunca será a senhora De Mora! Dona Eugênia falou enquanto Jenny saia aos prantos junto com Nicolas.
– Eu sinto muito Jenny pelo comportamento da minha mãe! Eu até achei que seria estranho você conhecê-la com essa roupa que pra mim está perfeita, mas pra ela...
– Sua mãe detesta pessoas como eu não é? Jenny questionou começando a entender a intenção de Patricia ao insistir para que ela fosse almoçar com dona Eugênia.
– Sim, ela não gosta de modelos. E para ela as mulheres devem se vestir mais cobertas! Nicolas falou.
– Aquela cobra traiçoeira, fingida! Ah! Eu mato ela! Jenny gritou e correu até a casa de Betty.
Sofia estava se deliciando com o café servido por dona Júlia e dizendo como gostaria de ser uma mosquinha para saber o que estava acontecendo na casa da mamãe do Nicolas quando batidas estrondozas se ouviram na porta.
– Mas quem será que está batendo assim na porta? Betty estranhou e foi abrir a porta.
– Ai amiga não abra pelo jeito pode ser um ladrão! Aura Maria falou com medo.
– Ladrão a essa hora? Estranhou Bertha.
– É melhor mandar um homem abrir! Sugeriu Mariana.
– É mas quem o meu pai foi almoçar com o Gutierrez e o Armando ficou na Ecomoda. Betty falou e abriu a porta.
– Onde ela está está? Jenny entrou na casa de Betty sem ao menos pedir licença, cega de ódio.
– Olá Jenny querida! O almoço foi bom? Patricia se levantou da mesa e deu um largo sorriso cínico para a rival.
– Como você pode? Eu confiei em você! Jenny gritou.
– Mas o que eu fiz? Patricia perguntou com cara de inocência.
– Você me lançou na boca do leão! Me fez acreditar que a dona Eugênia amava modelos, mas ela detesta, ela me odeia por sua causa e disse que eu nunca vou me casar com o Nicolas! Jenny chorava desconsoladamente.
– Sinto muito Jenny! Patricia falou abraçando a rival e deixando boquiaberto todo o quartel.
– Sente mesmo? Jenny falou num tom mais consolado.
Quando Nicolas por fim entrou na casa de dona Júlia atrás de Jenny, Patricia sussurou no ouvido dela.
– Sinto ter perdido o grande espetáculo que foi a dona Eugênia humilhando você, sua sonsa! Patricia falou num tom mais alto as últimas palavras.
Quando Jenny viu Nicolas correu para ele e o abraçou.
– Está vendo Nic, foi tudo culpa dela, ela que armou para a sua mãe me odiar e aposto que com a ajuda desse quartel de horrorosas. Jenny falu enxugando as lágrimas.
– Não que eu não esperasse isso de você Patricia, pessoas como você só sabem manipular e trair. Nicolas falou entristecido.
– Manipular pode ser mas trair isso deixo com você, doutor Mora! Patricia falou encarando-o de frente.
– Lamento que você também esteja envolvida nisso Betty! Nicolas falou decepcionado.
– Não envolva a Betty nisso Nicolas, ela não sabia de nada. Patricia falou. Fui eu quem fez tudo sozinha! Você me traiu Nicolas, eu me dediquei a você e a sua mãe, eu lavei louça, eu cozinhei, eu varri casa, coisas que antes em minha vida eu teria feito pra alguém e como você me pagou? Desfilando com essa sonsa por aí, cancelando o nosso casamento com questões do passado! Sabe de uma coisa eu prometo a você não deixá-lo em paz nunca, pelo menos não até que pague com juros e correção a traição que me feriu. Patricia derramou algumas lágrimas.
– Não pense nem por um minuto que eu acredito nas suas lágrimas. Nicolas falou soltando Jenny e se aproximando de Patricia.
– Elas não foram pra você! Foram pra mim porque eu fui burra de acreditar que você era diferente de tantos homens que me usaram, me trairam e me abandonaram. Dentre todos eles você foi a minha maior decepção dr. Nicolas Mora! Patricia falou e enxugou as lágrimas que teimavam em cair de seus olhos.
Uma vontade de abraçá-la inundou Nicolas e o amor que ele sentia por ela estava tão presente que todos na sala, inclusive Jenny perceberam.
– Eu sinto ter sido uma decepção pra você! Nicolas falou ternamente enxugando os olhos dela.
– Eu amo mesmo você! Patricia falou entre lágrimas.
– E eu amo você! Apesar de todas as diferenças e de todos os erros. Nicolas falou tão próximo de Patricia que quase a estava beijando.
O quartel estava em êxtase, Betty sorridente, dona Júlia muito contente até que Jenny se pronunciou e quebrou o encanto daquele momento.
– Vamos meu amor! É hora de irmos! Jenny saiu puxando Nicolas pelo braço.
Quando eles saíram, Patricia desabou em um choro convulsivo, sendo consolada por todas as mulheres presentes na sala.
– Não fica assim oxigenada. Você ganhou essa batalha! Não vê como ele ama você! Sandra falou.
– Ganhei? Ele foi embora com ela. Patricia falou.
– Ganhou sim sua boba! Ela sabe que não é amada por ele, ele só está com ela por orgulho! Eu bem vi o modo carinhoso como ele enxugou as suas lágrimas, eu vi sim. Aura Maria falou.
– E o mais importante Patricia, agora sabemos que a dona Eugênia fará o que for preciso para terminar a relação do dr. Mora com a aquela rouba maridos. Sofia falou.
Todas aconselhavam, somente Betty e dona Júlia ficavam resignadas em seus lugares satisfeitas pois suas suspeitas de que Nicolas ainda mava Patricia, eram verdadeiras.
Michel havia acabado de sair do elevador quando o seu telefone tocou.
– Olá Pai! Michel atendeu.
– Então já encontrou a minha nora? Eu e sua mãe estamos com saudades da Marcela. O pai perguntou do outro lado da linha.
– Já sim, não foi como o esperado mas eu creio que a conquistarei.
Armando que estava saindo da sua sala estranhou o francês parado na porta do elevador, falando ao telefone e uma onde de raiva e ciúme o inundou quando ele escutou a conversa do francês.
– Sim, eu prometo levá-la a Cartegena junto comigo e nos casaremos na praia, em frente ao mar. Michel falou para o seu pai.
Armando então se lembrou da profecia de Mariana de que a sua Betty reecontraia um grande amor do passado, ele havia se enganado no momento achará que era Miguel, mas claro era o francês. E quando Michel desligou o celular, se virou e viu um Armando com cara de poucos amigos atrás dele.
– Olá Armando! Como vai? Michel deu um sorriso.
– Estava bem há alguns segundos atrás! Armando respondeu sem sorrir.
– Eu procuro a Betty, ela está aqui? Michel perguntou fazendo o sangue de Armando ferver.
– Não ela não está aqui! Armando respondeu entre os dentes.
– Ela deve estar na casa dela não é, vou até lá, prazer revê-lo Armando!
– Espere aí, aonde você pensa que vai? O sangue latino de Armando finalmente esplodiu.
– Já disse eu vou ver a Betty. Michel respondeu sem entender a fúria de Armando.
– Não você não vai. Armando falou com firmeza.
– Como disse? Michel perguntou achando que o havia entendido mal.
– Você não vai na casa da minha noiva, ver a minha Betty! Armando respondeu furioso.
– Noiva? A Betty é sua noiva? Michel estranhou lembrando do quanto Betty havia sofrido em Cartagena e como ela havia ficado furiosa no dia em que estavam no Mirante e Armando chegou.
– Sim. N-O-I-V-O-S. Entendeu francês? Armando falou irritado.
– Mais um motivo para ir vê-la e dar-lhe os parabéns pelo noivado! Michel sorriu e entrou no elevador seguido por Armando.
– Eu ouvi a sua conversa francês, não pense que me engana! Armando falou novamente entre os dentes ao lado de Michel.
– E o que exatamente você ouviu Armando?
– Sei que você sonha e talvez até acredite que levará Betty de volta para Cartagena e se casará com ela na beira do mar. Esqueça! Betty vai casar comigo, ela me ama e eu a amo.
Michel estava tranquilo até aquele momento mas as acusações de Armando o fizeram recordar de Betty e sua querida Marcela, em como as duas sofriam por aquele homem. E lembrando de tudo, principalmente de como Marcela ainda era apaixonada por Armando Michel se irritou.
– Sabe Armando esse seu amor soa tão egoísta, você fala da Betty como se ela pertencesse a você. Se realmente a amasse não falaria sobre ela nesse tom de posse. Michel falou e em resposta levou um soco no rosto.
Wilson tomou um susto quando viu Armando Mendonça e o estrangeiro saindo aos socos do elevador.
– Você não vai ficar com ela! Gritava Armando furioso, o medo de perder Beatriz era o que o transtornava.
– Me solte Armando. Falava num tom mais alto Michel, mas sem gritar.
Quando Wilson conseguiu afastar Armando do francês, era tarde Armando já havia quebrado o nariz de Michel.
Apesar de Armando estar arrependido da briga, se sentiu aliviado quando Michel disse que estava tudo bem e que iria a um pronto socorro sozinho.
– Me desculpe eu perdi a cabeça, deixe que te levo no meu carro. Armando pediu mas Michel recusou o que foi um alívio para Armando já que ele tinha uma reunião com os brasileiros.
Quando Michel entrou no táxi Wilson comentou.
– Mas que rolo em doutor, quando a doutora Pinzón descobrir...
– Como assim descobrir? Você vai contar Wilson? Armando perguntou irritado.
– Não doutor, eu não! Mas será que ele não vai? Wilson questionou e Armando torceu para o francês ser mais discreto do que ele mesmo era.
Marcela estava deitada no sofá lembrando da conversa com Michel quando o telefone tocou e uma enfermeira perguntou se ela poderia vir buscar o paciente Michel Donell no pronto socorro. Marcela levou um susto achando que algo terrível havia acontecido e correu para ir buscar Michel.
Quando ela chegou ele segurava uma bolsa de gelo no nariz.
– Meu amor o que aconteceu? Eu fiquei tão preocupada quando a enfermeira telefonou.
– Me meti numa briga! Michel sorriu e a abraçou.
– Mas como assim foi um assalto? Marcela perguntou também abraçando Michel.
– Foi só um mal entendido! Desculpa ter te incomodado mas eu não pensei em mais ninguém além de você! Michel confessou olhando-a nos olhos.
– Eu achei que você estivesse almoçando com a Beatriz! Ela falou olhando nos olhos dele.
– Deus não permitiu! Michel sorriu.
– Aonde você quer que eu te leve? Ela perguntou.
– Na verdade eu não queria ir para o hotel, queria ficar um pouco com você.
Ela sorriu e o beijou ternamente.
– Ah! Marcela gemeu de dor e segurou o ventre.
– O que foi? Ele perguntou confuso.
– Uma dor, uma cólica muito forte. Ela falou segurando-se nele pois a dor era muito grande e ela não conseguia se manter em pé.
– Marcela, você está sangrando! Ele falou e gritou por uma enfermeira.

Fale com o autor