Fim dos tempos 2
41 Capítulo 41 - Vingança
Notas iniciais
Pov – Tommy
─Eles já foram Tommy, eu fiquei caso...
Michonne me encara parado diante de Tom que me olha fixamente ainda atordoado, não olho para ela, mas no fim é bom que fique, assim vai conhecer quem eu sou, depois disso nunca mais será capaz de abrir a maldita porta no meio da noite quando voltar a ser fraco.
─Como quiser, o que acha Tom, quer uma espectadora? Acho que vai ser bom ter alguém para assistir sua vergonha quando melar as calças.
─Me mata logo imbecil! – O cara fingia uma coragem que não sentia, mas vou gostar de fazê-lo implorar.
─E perder o melhor da festa? Agora me diga, são quantos com Carol?
─Vai para o inferno! – Ele grita, puxo minha faca do coldre, a mais afiada que possuo.
─Já ouviu falar em escalpelamento? Eu te explico, sabe eu andei pelo mundo a fora, fui a muitos lugares, estive com índios sabia? – Me aproximo dele – Não sei se tampo sua boca ou deixo assim para ouvir os gritos? – Penso um segundo — Melhor ouvir, mas como ia dizendo, aprendi uma ótima técnica em uma tribo indígena, já viu alguém tirar o couro cabeludo de uma pessoa?
Não dou tempo que me responda, que se mova, as mãos estão presas e puxo seus cabelos com força, então começo a passar a faca sem qualquer sentimento, não sou mais o Tommy, sou eu de volta, o monstro adormecido acordou.
─Me responda quantos e eu paro! – Aviso antes de começar a separar a pele, ele grita alucinado com a dor.
─Uns trinta! – Grita – Pare pelo amor de Deus, pare! – Obedeço, gosto das minhas regras, sempre as respeito.
─Bom menino! – Me afasto, seu rosto está coberto pelo sangue que escorre de sua cabeça e a pele que separei pende para o lado – Isso não tem nada a ver com Liv, espero que saiba, ainda não chegamos nela.
─Desgraçado, me mata logo!
─Já? Achei que seria mais forte! Mas que merda, de novo um covarde, apenas mais um covarde, detesto os covardes!
Olho para Michonne, ela está parada na porta, a mão firme na espada, me olha séria, não diz nada, não demonstra nada, não sei o que está sentindo, se já me odeia.
─Trinta homens, podemos lidar com isso. Qual o plano? – Passo a faca suja de sangue em sua camisa já molhada de suor e sangue, limpo com cuidado – Vou enfiar a faca no seu joelho, ela vai atravessar, a dor vai ser intensa, mas não desmaie, eu estou sem paciência para esperar você voltar, então enquanto faço isso você me conta os planos, conhece as regras, você fala eu paro.
Tom me olha aterrorizado, me agacho diante dele, sorrio despreocupado, seguro sua perna firme no chão com a mão esquerda, com a direita pego a faca firme e começo a atravessar sua perna.
─Não! Socorro! Me ajuda! Não! – Ele gritava apavorado, urrava de dor, mas nem isso diminuía minha raiva – Chega! – A faca atravessa o joelho, sou lento, deixo ela ali um segundo enquanto ele sangrava – Cercar tudo, atear fogo e matar quem tentar sair, entrar com os homens, ai meu Deus, chega, deixar o cara da besta! – Tiro a faca obedeço mais uma vez minhas regras – Ele precisa ficar vivo para ela, a mulher dele não sei porque, ela tem que assistir!
─Ótimo! – Me ergo ─ Acho que me disse tudo que sabe sobre a Carol o resto Jay pode contar.
Ele pende para o lado, fraco pela dor, mas o nome Jay o faz se erguer, me encara fraco, tosse, o sangue escorre e ele cospe, tenta me encarar.
─Sequestraram o garoto?
─Não idiota! Ele fugiu!
Olho para Michonne de novo, nada mudou em sua expressão, eu caminho pela sala, encaro Tom de longe, ele está bem fraco, não vai aguentar muito.
─Sabe que agora chegamos na parte mais difícil não é? Liv, agora vamos falar sobre ela.
─Não tenho nada para dizer.
─Estou aqui pensando, sabe que deve ter uns zumbis lá fora não é? Acho que vou buscar uma daquelas cabeças, jogar no seu colo e esperar que me conte. O que acha?
─Posso buscar a cabeça se quiser! – Michonne diz balançando a katana, fico surpreso, achei que a essa altura já estaria com náuseas.
─O que diabos quer ouvir? – Tom se apressa – A garota chegou aqui, era bonita, estava sozinha, eu não tinha nada que me impedisse.
Dou um tapa em seu rosto, com as costas das mãos, aquilo era nojento, esse homem era.
─Você é nojento! Era só uma menina!
─Eu deixei que vivesse, Carol mandou matá-la e a deixei viva, ela tem que me agradecer!
Passo a faca ao longo do seu braço, do pulso amarrado até o ombro, vou abrindo um corte profundo enquanto ele grita alucinado mais uma vez.
─Esse é o agradecimento de Liv, ela não está mais sozinha, ninguém mais vai ferir a garota, nem você, nem os malucos com quem anda!
─Eu sinto muito, acaba logo com isso, quero morrer, me mata!
─Eu disse que pediria pela morte, que a acolheria com um sorriso quando chegasse, avisei você Tom, é pena que Liv não esteja aqui para ver como acabou.
─Quem é você? – Ele chora, o homem que não pensou duas vezes ao abusar de uma menina quando teve a chance, agora chora feito um carneirinho.
─Quer saber quem eu sou? Vou dizer Tom, eu sou o senhor da morte! Já matei mais do que pode pensar – Decido aproveitar que Michonne estava ali e dizer a ele, a ela e a quem quisesse saber, eu despertei o monstro e agora não tinha mais volta – Vinte e cinco milhões de dólares era o que tinha na minha conta no exterior quando a droga do mundo acabou, eu ganhava bem para mandar gente como você para o inferno, um serviço limpo e sem rastro.
Eu me afasto de Tom, caminho pela sala, sob sua cadeira se forma uma poça de sangue e urina, os excrementos de um maldito covarde.
Michonne continua no mesmo lugar, a espada na mão e o rosto impassível que me encara firme, ainda não cortou a cabeça de Tom para acabar com seu sofrimento, ainda não cortou a minha cabeça para acabar com aquilo, não sei o que significa, se está perplexa demais para qualquer movimento.
─Eu era um rapaz ainda, não era rico, pelo contrário, vivia em Nova York, numa porcaria de bairro violento e cheio de gangues ─ Tom fica esquecido, é para ela que conto ─ Estava prestes a me casar, minha garota estava esperando um filho meu quando uns malucos acabaram com tudo, uma porcaria de gangue, abusaram dela, matar minha garota e meu bebê, é isso mesmo que está ouvindo! – Desvio meus olhos dos dela e volto a minha juventude de garoto sonhador que achava que se podia construir algo mesmo no meio de tudo aquilo – A policia deu o caso por encerrado num piscar de olhos, briga de gangues, ninguém foi preso, nenhum culpado, nada, quem liga para uma garota pobre que foi abusada e morta?
Volto para Tom que me olhava com a visão desfocada, o rosto pendendo para um lado, o sangue ainda escorrendo tingindo sua palidez de vermelho vivo. Acerto outro tapa em seu rosto, ele desperta um pouco, não responde mais, mas me escuto, entende porque está ali, sabe que está pagando por seus crimes.
─Eu me importo Tom! – Ergo sua cabeço, olho fixo para ele – Vê, eu me importo, cacei um por um, matei todos e acredite, sofreram bem mais do que isso, me tornei um monstro, nunca encontraram provas de que fui eu, todos sabiam, ninguém podia provar, então eu virei um assassino, dinheiro era meu nome do meio, porque eu não tinha dinheiro ela morreu, por isso foi tratada como lixo, então eu aceitei cada contrato, matei gente pelo mundo a fora, nunca quis saber por que, recebia, matava e depois seguia em frente, só tinha um código, nunca mulheres, nunca crianças. O monstro nunca parava, estava sempre em busca de mais e mais, eu estava aqui para mais um trabalho quando a merda do apocalipse começou.
─Me mata! – Tom diz num fio de voz, a respiração cansada e falha – Eu imploro!
─Parou quando Liv implorou? Não seu canalha, você não parou! – Passo a faca pelo tórax, faço mais um corte, de um lado a outro, quero retalhar Tom e quero fazer o mesmo com o monstro dentro de mim.
Ele apenas geme, não grita mais, perdeu as forças, a cabeça tomba para frente de uma vez e me afasto, fico ali, parado diante daquele corpo quase sem vida.
─Tommy! – Michonne me chama, finalmente ela vai tomar alguma atitude, talvez acabar com os dois – Quer que termine por você? Ele está morrendo.
─Não toque nele, quero que se transforme, quero assistir, depois vamos deixa-lo aqui como um aviso para Carol, ela vai entender que não é mais com as mesmas pessoas que está lidando.
Michonne não me contradiz, fica onde está e assim como eu espera, Tom estremece, já vi isso antes, a vida deixando um corpo, os últimos segundos, não sei para onde vai, mas não tenho dúvida de que algo deixa o corpo quando se morre, espero que no caso daquele lixo esteja indo queimar no inferno, um dia quem sabe nos encontremos por lá, mais ainda não vai ser hoje, depois a respiração some, tudo se acaba, ou acabava antes, agora Deus se cansou de nos dar mais chances e então é só esperar, ele demora um pouco, dez minutos talvez, então escuto o som vindo de dentro dele, os pés se mexem, a cabeça começa a se erguer e lá está o monstro finalmente, é essa sua verdadeira identidade, ele sempre foi apenas isso.
─Vamos! – Eu chamo Michonne, dou as costas ao covarde e caminhamos em direção a um dos carros, afasto alguns corpos enquanto Michonne se senta no banco do motorista, acho bom que ela guie.
Quando saímos tomo o cuidado de fechar os portões, quero que seja um bom impacto quando chegarem aqui.
A princípio ficamos os dois em silencio, sem nada a dizer, apenas olhando a estrada passar, então ela começa e não esperava por sua compreensão.
─Eu não era nem de longe a mulher que sou hoje antes do mundo acabar, não teria compreendido nada disso naquela época, mas até encontrar essas pessoas, nossa família ou o grupo da prisão como nos chamávamos naquele tempo, eu passei por muitas coisas, vi acontecer com pessoas próximas e mesmo comigo, a mulher que sou hoje compreende.
─Não sei quem era antes, mas a mulher que é hoje é admirável.
Ela sorri com os olhos na estrada, volta a ficar calada, eu me recosto no banco, me perco mais uma vez em lembranças.
─Descobri sobre os zumbis no meu último trabalho, matei um cara, foi num apartamento de luxo em um hotel em Atlanta, me sentei diante do corpo, acendi um cigarro, quando estava apagando o cigarro, pronto para me mandar ele se ergueu, já tinha visto umas notícias, achei que era só para vender jornal, acertei a cabeça do cara e nunca mais consegui sair da Geórgia.
Ela não diz nada, nenhuma condenação, recriminação, não me pede para me arrepender, parar, só o silencio compreensivo e isso é estranho.
─Vi tanta coisa que acabei colocando o monstro para dormir, depois encontrei vocês e me esqueci quem eu era, mas esse canalha trouxe tudo de volta.
─Quando Carol e seus amiguinhos estiverem no inferno na companhia de Tom você o coloca para dormir de novo, agora deixe que ele reviva e mate as saudades.
─Não sei se posso ser de novo o cara pacato que vive em comunidade, mas quero tentar, acho que aquela garotinha de olhos assustados que me espera em casa merece isso.
─Tommy precisa entender uma coisa básica, ela não é uma garotinha e fica bem ridículo quando a trata assim, mais que o Daryl para ter uma noção e “amiguinhos” Aquilo foi de dar enjoo!
Michonne sorri, tem um sorriso vivo, não faz muito isso, mas quando faz é sincero, honesto e bonito de ver, me acalma, simplesmente me acalma.
Pov – Daryl
Chegar em casa é bom, principalmente quando estamos todos bem, estaciono e no segundo que salto do carro estou cercado, meus filhos me abraçam, eu sinto o cheiro comum que vem deles e os distingue, depois eles correm para a mãe, Megan minha ratinha está no pescoço do mini xerife, só depois ganho meu abraço, as coisas parecem ter corrido bem em casa e isso me tranquiliza.
Jimmy aperta minha mão, feliz eu posso notar, Mary está na porta da nossa casa com o bebê, sorrio para ela, eu os trouxe para perto e depois do bebê nascer eles apenas continuaram lá, mas tanto aconteceu que prefiro que continuem por perto.
Vejo Beth nos braços de Rick, Maggie ainda aperta a mão da garotinha e fico pensando se o coreano finalmente não vai descobrir como é ser pai, acho que eles mereciam, mesmo no meio de toda essa confusão uma criança, ou duas, ou três, o número é o de menos, eles sempre fazem bem.
Jay está a alguns metros de nós, carrega um rifle nas mãos e observa tudo com olhos curiosos, pode ser que não tenhamos prosperado como ele acredita, mas duvido que ele tenha vivido algo perto do que temos aqui.
Liv surge entre nós procura por Tommy eu percebo, olha com olhos ávidos, mas quando se dá conta que ele não está seus olhos se enchem de lágrimas.
─Tommy! – Ela começa a chorar, Jay se aproxima dela, passa um braço por seu ombro.
─Calma! – Ele diz e eu me aproximo, Tommy é meu amigo, a garota agora é muito importante para ele o rapazinho ali não pode chegar abraçando assim, que se dane se vão me chamar de papai ciumento, sou mesmo.
─Pode deixar! – Eu os afasto, nem olho para minha pequena por que sei que ela está rindo de mim – Vem Liv, o Tommy está muito bem, pediu para te dizer isso, ele está vindo, fizemos o que tínhamos que fazer, ele e Mich ficaram acertando umas coisas, vai ficar conosco até ele chegar – Olho para Jay, o garoto está meio confuso, fico com pena, detesto esse cara de coração mole que mora dentro de mim – Vem Jay, vamos para minha casa.
Seguimos todos para lá, Jeff diz que tudo ficou bem, que as pessoas repensaram suas posições, que se arrependeram e que estão conosco, depois minha ratinha conta como deram conta de tudo e que Nick se comportou muito bem.
Matt está no meu colo e aproveito a saudade porque sei que quando a saudade passar ele vai fugir agoniado.
As coisas se acalma, Liv fica triste, mas confiante, as garotas agora estão frenéticas em busca de roupas que sirvam em Jane, já vi que a menina vai ser muito paparicada, ela não larga a mão de Maggie um segundo, Glenn fica o tempo todo olhando para aquilo confuso.
─Acho que vamos ter que arrumar uns charutos para comemorar mais um papai no grupo! – eu digo e Rick concorda, Glenn nos olha assustado, mas depois sorri.
─Se é o que a Maggie quer, por mim tudo bem, mas se não for, então Daryl pode desocupar o quarto da Megan por que vai ganhar outra filha ─ Fico sério, chega de mãos dadas, então me lembro de meu ratinho da conversa que quer ter comigo, será que é de novo aquela história de namoro e beijos, será que isso nunca acaba?
As pessoas começam a se retirar, temos muito o que fazer, porque a guerra está mais a caminho do que antes, mas por mais umas horas podemos ser de novo só a velha vila em seus dias tranquilos, fico sozinho na sala com minha pequena é um bom momento para pedir socorro, antes que meu filho me puxe para uma conversa.
─Que foi amor? – ela sempre sabe o que se passa dentro de mim.
─Mãos dadas, beijos! Essas coisas.
─A conversa com Nick, está com medo?
─Sei lá, não sei lidar com isso.
─Devia estar feliz, é finalmente sua vingança a todos os pais de meninas do mundo, é sua conversa sobre garotas, se lembra que vivia dizendo que um dia conversaria com eles sobre garotas como fazíamos com Megan?
─Acontece que é a Amy, ela é quase nossa também, não podia ser uma garotinha desconhecida?
─Daryl Dixon, você quer todas as crianças do mundo para você? É isso? Vi você já todo preocupado com a Liv! – ela ri de mim, é uma pequena sem coração.
─Tá eu sei! Vou falar com ele, mandar ele resolver essas coisas com o Jimmy, são irmãos que se virem, ele só precisa respeitar garotas acho que isso eu o ensinei.
─Viu! É o melhor pai do mundo, o melhor marido, eu dei muita sorte mesmo, era disso que falava com a Mich, e por falar em Mich...
─Amor, não se mete.
─Não posso evitar, sou uma mulher que luta para encher esse mundo de amor, é minha sina, minha e da Maggie, o que podemos fazer? Mich merece e o Tommy também e a Liv, é isso vamos ter uma nova família na vila, vamos resolver essa guerra com a bruxa e formar uma nova família, estou até pensando em encaixar o Jay nessa, achei um casalzinho bem bonito.
─Vai é deixar o Tommy bravo isso sim!
─Papai! – Nick surge, me ergo na mesma hora, vamos lá ter nossa conversa – Podemos...
─Vamos lá fora um pouco.
Nos sentamos nos degraus da minha casa e a vaca da Carol não vai me tirar isso, eu penso quando Nick me olha meio sem graça.
─É uma conversa de garotos?
─É uma conversa de pai e filho, como as que tem com a Megan às vezes, ela diz que é bom nisso.
─Acho que não, nunca consegui convencer ela a deixar o mini xerife de lado.
─Nunca tentou! – ele ri.
─Tem razão, não tentei.
─Beijei a Amy, na verdade ela me beijou, quando fiz o parto, na frente de todo mundo, não no rosto, me beijou papai, na boca! – Ele me olha com os olhos brilhantes de orgulho, meu garotinho crescendo diante dos meus olhos.
─Não acredito que perdi essa!
─Foi bom, diferente, mas de um jeito legal, mas ela disse que era de agradecimento que não ia fazer de novo.
─Na frente do Jimmy? – Que pena que perdi isso.
─É! – Ele não consegue parar de sorrir – O Jimmy disse que ela devia esperar eu pedir a ele e por isso ela sorrio e disse que não ia acontecer de novo.
─Acho que quis dizer que não ia acontecer até você pedir.
─Acha que devo fazer isso?
─Quer beijar a Amy de novo? Porque são bem amigos e sabe que as coisas mudam um pouco depois disso.
─Já mudou, quando olho para ela agora me lembro do beijo e fico diferente, quero beijar sim a Amy, gosto dela, sabia que ficaria com ela um dia, mas estava esperando que demorasse mais um tempo.
─Meninas apressam as coisas filho, quando querem uma coisa elas vão lá e pegam!
─Bom eu acho que ela me pegou.
─Tudo bem, mamãe também me pegou há muito tempo.
─Eu sei, será que um dia vamos ser como vocês, porque acho que se começar a beijar a Amy vou ficar que nem você querendo beijar ela toda hora.
─Devagar garoto! – Digo preocupado – Tudo tem seu tempo, sabe precisa ser cuidadoso, é a Amy, amamos ela não é? É a filha do Jimmy e beijos levam a um caminho meio complicado sabe.
Droga porque eles crescem, sou um Dixon, Merle devia ter me salvo, me arrancado dos braços de Katie, olha onde estou agora, tendo uma conversa sobre sexo com um garotinho, o meu garotinho.
─Vamos falar de sexo papai? Porque eu meio que já sei as teorias sabe e se bem me lembro já fiz um parto, não acho que foi uma cegonha que trouxe o bebê, nem foi a tal sementinha.
─Isso é bobagem filho, sei que sabe como os bebês são feitos, não é disso que estou falando.
─Do que está falando?
─De como os beijos te deixam meio sem controle, você para de pensar, manda tudo isso que sabe para o inferno e então vai mais longe do que devia.
─Megan e Carl não foram.
─Não. E é isso que espero de você, mas é você né, de vez em quando você assim como eu, faz tolices, pode prometer que nunca vai se esquecer de que é Amy, a garota que você gosta, a filha do Jimmy, o cara que morreria por você?
─Eu sei que Dixons fazem tolices as vezes, mas nunca faria nada que a Amy não quisesse.
─Outro problema, eu sei disso, não estou falando que faria se ela não quisesse, mas quando digo que beijos fazem a gente perder o controle isso acontece com as garotas também, não pode jogar nela a responsabilidade de parar as coisas, tem que ser um homem e se controlar sozinho, se controlar pelos dois, começar com mãos dadas como a Megan e ir descobrindo as coisas sem pressa.
─Entendi, posso fazer isso, acha que o Jimmy está pronto para essa conversa? Posso esperar toda essa guerra passar, o bebê acaba de nascer, ainda nem tem nome.
─Vocês são ridículos, o Jimmy e a Mary então, nem se fala, já deviam ter entrado num acordo, se não eu arrumo, que tal mini lesma?
─Vai chamar meu... ele é o que meu? Achei que era primo, mas Megan disse que é sobrinho.
─É o que quiser ratinho essa família é mesmo uma grande bagunça.
─Não quero ser tio do irmão da minha namorada, futura quer dizer.
─Então seja primo!
─Megan estava certa papai, você sabe dizer a coisa certa, falei com ela sobre isso, Amy e pedidos, ela que me disse para procurar você.
─Amo você sabia, nem sei como seria se não tivesse vocês!
─Nem eu, vamos entrar, agora a mamãe vai ficar me olhando com aquela cara de romance, não é? Ela e a Maggie.
─Talvez não, elas andam com um outro romance em mente, mas deixe isso para lá.
─Mich e Tommy, eu sei, sei de tudo que acontece na vila, sou muito observador.
─E fofoqueiro né ratinho? Nisso puxou a mamãe.
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