Fim dos tempos 2

34 Capítulo 34 - Viagem de volta


Notas iniciais
Oi gente perdão pela demora, eu sei que estou atrasando um pouco aqui, mas não queria escrever de qualquer jeito e estava com pouco tempo livre, mas aqui está, espero que gostem.

Pov – Daryl

Pegamos a estrado com o garoto no carro sentado ao meu lado, na primeira hora de viagem ninguém diz nada, muito menos ele, o menino que deve ter no máximo a idade de Carl e Megan fica olhando pelo vidro do carro, sua expressão demonstra preocupação.

Paramos uma hora depois, precisávamos refazer nossa rota, aquela horda gigante estaria bem no nosso caminho se continuaram em frente e nenhum de nós queria encontrar com eles. Descemos todos do carro, mas o garoto continua lá dentro, sentado olhando para o nada, ninguém o incomoda, deixamos isso para mais tarde quando ele tivesse que tomar uma decisão, se queria seguir conosco ou sozinho.

Tommy abre o mapa sobre o capô do carro, traçamos uma nova rota discutindo aqui e ali que caminho era mais rápido ou seguro. Minha pequena se afasta da discussão, ela caminha uns metros pela estrada, olhando aqui e ali, vez por outra, olho para ela, pensando se estava bem, ela então para de caminhar, coloca a mão sobre os olhos para afastar o reflexo como se quisesse enxergar melhor.

─Que merda! – Nos preparamos assim que ouvimos seu desabafo – Vamos! – Ela diz apressando o passo – Seja o que decidiram sigam o caminho contrário àquele, tem uma horda a caminho pela estrada, muito mais abaixo, deve ter uns cem deles.

─Porra! – Tommy reclama – Acabamos de decidir seguir por lá!

Rick dá a partida faz a volta e pega a estrada em sentido contrário, o rapaz ainda em silêncio no carro, um silencio que agora começava a me irritar, depois de mais uma hora, Rick pega uma estrada menor, ladeada por arvores frondosas e repletas de folhas verdes e flores, uma bela paisagem, não fosse o resto estar morto seria bom passear por um lugar como aquele, caçar cervos e tomar banho no rio.

─Estou tão angustiada! – Minha pequena diz se encostando em mim, o rosto abatido.

─É porque estamos a muito tempo fora, isso é só saudade, não fique nervosa.

─Você deve estar certo amor, desacostumamos, foi isso, está tudo bem.

─Pega a esquerda Rick no fim da estrada, assim contornamos os mortos e voltamos para nosso caminho original.

Michonne pede com o mapa aberto no colo entre Katie e o menino, Rick obedece e uma hora depois estávamos de novo na nossa rota original, o objetivo era ir direto para casa, sem pernoite em lugar nenhum, mas já estávamos na estrada a um bom tempo, começava a escurecer e faróis eram sempre má ideia com o tal grupo por ai, além disso tinha o perigo de dar de cara com uma horda no meio da escuridão, e parar era mais seguro, chegamos a uma pequena cidade, uma vila com casas baixas e jardins destruídos, muito lixo na rua, carros batidos e janelas quebradas, paredes pichadas com avisos de “ fomos para Atlanta”, “ Seu pai está morto”, “Deixem o lugar” eram os mais comuns, Rick diminui, passamos devagar a procura de uma casa segura, precisamos comer alguma coisa, esticar as pernas, encher o tanque e depois quem sabe voltar para estrada ou esperar amanhecer.

─Vamos começar enchendo o tanque! – Eu peço, nunca se sabe quando vamos ter que sair às pressas, descemos e o menino faz o mesmo, eu e Rick enchemos o tanque, trocamos um olhar preocupado, sem saber o que pensar, um olhar que diz fique alerta, temos mais a perder do que a ganhar.

Michonne e Tommy davam a volta numa das casas procurando saber se era segura o bastante, voltam caminhando juntos, rindo os dois o que é bem estranho, nenhum dos dois é de rir muito.

─O que foi? – Katie pergunta.

─Demos de cara um com o outro, nos assustamos, só isso, tudo parece limpo, nada de pessoas, ao menos não por aqui.

─Vamos entrar um pouco? – Então dois zumbis surgem da pequena estrada lateral, reviro os olhos, essa raça nunca parava, mas no minuto seguinte meia dúzia deles vinha pelo outro lado e mais pelas ruas laterais.

Voltamos para o carro, Tommy agora dirigia e passa por cima de alguns para ganhar a estrada.

Passamos por um zumbi na estrada, metade do rosto sem pele, a pele do braço esquerdo pendurada batendo nos joelhos conforme ele andava, Tommy diminui por que sempre ficava de olho naquelas bizarrices.

─Vai Tommy! – Minha pequena ralha com ele que acelera – Que mania estranha essa sua.

─Não ficam impressionados? – Tommy comenta – Não se pergunta se eles tem afinal algum prazo de validade, quem sabe se um dia simplesmente param? Sempre penso nisso.

─Já vi esqueletos caminhando! – Michonne comenta – Ou eram quase isso, essa porcaria de fim de mundo é assim, não tem escolha, eles não tem fim, vão caminhar cem anos mesmo que só sobre mandíbulas eles vão continuar.

─Esse carro é muito bom! – O garoto diz meia hora depois.

─Minha filha é uma ótima mecânica! – Eu digo e ele me olha.

─Tem uma filha? – Parece surpreso – Viva e formada?

─Sim, tenho, ela não se formou, aprendeu com a vida, mas é muito boa.

─É jovem?

─É casada! – respondo de mal humor, era só o que me faltava, garoto cara de pau.

─Ela deve ter a sua idade. Quantos anos tem? – Katie pergunta.

─Isso não importa mais não é, nada mais importa.

─Se não importasse não teria questionado se minha filha é jovem.

─É sua também, são uma família, é difícil ver isso, famílias inteiras que sobreviveram.

─Começamos nossa família depois que começou, temos três filhos! – Katie conta orgulhosa.

─Ah! Esse tipo de família, família de apocalipse.

Os olhos de Katie cintilam de raiva, ela se dobra um pouco para poder olhar para ele, o menino até estremece.

─A última pessoa que chamou minha família assim acabou morta! – Ela o ameaça e rimos todos, ele relaxa quando nota o clima.

─Lola volumosa! – Michonne se lembra, nossa isso foi a muito tempo, um momento chocante e assustador, me lembro do meu ratinho grudado em mim sem soltar meu pescoço e sinto falta dele, de todos eles, até da desnaturada da minha ratinha recém casada que finalmente é mais dele do que minha.

─Desculpe! – Ele diz voltando sua atenção para a estrada, então zumbis surgem, Tommy desvia, pega uma pequena estrada, tenta voltar não consegue e seguimos por ruas de uma pequena vila, a cidade então vai crescendo, as ruas ganhando asfalto, prédios e mortos, vamos ficando tensos, olho para trás e os mortos-vivos começavam a nos seguir, o número aumentando.

─Acelera Tommy! – Rick pede e ele obedece, mas parece inútil zumbis surgem do outro lado e ficamos pegando ruas de um lado para outro ficando cercados a cada quarteirão.

─Porra, porra! – Tommy grita quando vê que estamos sem saída – Vou tentar passar por cima! – Vamos acabar atolados sobre eles eu sinto, já passei por isso, mas não temos alternativa, Tommy acelera e vamos nos aproximando, então os corpos começam a se chocar com os vidros, se prenderem sob o carro e partes de membros voam para todos os lados até que finalmente o carro simplesmente para de andar e estamos como achei que estaríamos atolados sobre os corpos.

─Vamos descer e entrar naquele prédio! – Rick aponta nossa direita, tem zumbis tentando nos alcançar pelos vidros, olho para minha pequena que não esconde a tensão.

─Você não desiste, eu não desisto! – Eu digo firme, pego uma faca e estendo ao menino – Sem tiros, fica entre nós! – Ele concorda com os olhos arregalados – No três! – Aviso e nos preparamos – Um, dois, três! – Chuto a porta junto com Rick no banco da frente, as portas se abrem e zumbis voam para todo lado, começamos a descer acertando tudo, corremos em formação até a entrada do prédio e Tommy já arrombava a porta quando chegamos lá, passamos para dentro, o menino até que se defendia bem, fecho com Rick a porta atrás de mim.

Michonne aparece com um pedaço de madeira que usamos para prender a porta e finalmente respiramos, respirar é uma péssima ideia, a coisa ali foi dramática, o chão está coberto por manchas pretas de sangue seco, uma camada sobre a outra, tem pedaços de corpos por todos os lados, façamos em alerta, mas era apenas os restos de uma antiga batalha, não havia mais nada ali, apenas os dedos podres arranhando a porta pelo lado de fora, nos afastamos até os fundos do lugar, devia ser um hotel e chegamos a cozinha, a porta dos fundos estava fechada e nos sentamos diante de uma mesa comprida com panelas e vidros espalhados por todo o lugar.

─Vamos esperar, quando amanhecer seguimos viagem.

A comida e água ficou no carro, então só nos restava ficar ali, silenciosos a espera de uma chance de ir para casa.

─Temos que estar de volta antes do meio dia! – Minha pequena nos lembra – Toda aquela rota que fizemos foi alterada, se decidirem vir a nosso encontro vão apenas se arriscar.

─Ótimo! – Rick reclama – Tem mais essa, já estou vendo Carl e Maggie se armando para vir nos resgatar e Glenn tentando colocar algum juízo naqueles dois cabeças durar!

─Estamos perto, saindo daqui e pegando o carro chegamos em duas horas, se mais nenhuma merda acontecer no caminho! – Eu digo puxando minha pequena para meus braços.

─Acham que a Lauren vai cuidar direito da Liv, quer dizer, não deixar ela sair com o resto em uma busca? – Olhamos para Tommy, ele desvia o olhar sem querer nos encarar, sei o que é isso, já me vi assim, foi há muito tempo, quando fugia do amor e da esperança, quando não tinha nem achava que podia ter nada – Que estão olhando? Ela é muito... muito delicada, é só... eu me preocupo e daí? A pobre menina já passou por coisa demais! – Ele nos desafia e estamos todos sorrindo.

─Que bom Tommy, o que aquele canalha fez com ela foi... nem gosto de pensar, que bom que se preocupa com ela.

─Eu sei Katie, sei que fica feliz por mim, não estou dizendo que quero ser o pai da menina nem nada, mas ela é meio frágil e acho que não custa nada dar uma olhada nela.

─Claro, só uma olhada despretensiosa, apenas um cuidado comum como tem pelos outros meninos e meninas da vila.

─Quer calar a boca Daryl, não sou como você, não quero ser o pai do ano!

─Esse prêmio nem existe mais, o Daryl ganhou todos os anos desde que o apocalipse começou, a premiação foi cortada! – Rick diz também rindo.

─Sou bom nisso! – Então nos calamos, a noite cai por completo e ficamos no escuro, os barulhos diminuem e acho que é um bom momento para conhecer o garoto e saber se ele pode ou não seguir conosco.

─Como se chama? – Pergunto a ele que me olha de onde está sentado ainda apertando a faca.

─Jay, meu nome é Jay Daneen, tenho dezessete anos e vivo em horizonte há pelo menos uns cinco anos.

─Quer seguir conosco? – Rick pergunta – Nos diga porque fugiu e quem sabe deixamos que siga para nossa vila.

─Eu não preciso de vocês, posso me virar sozinho! – Ele ergue o queixo, está furioso, dá para notar, não conosco, mas com a vida, eu já vi isso, já fui assim.

─Que bom, então boa sorte! – Rick responde – Acho que nunca esteve sozinho e nem imagina como é.

─Quando ele começar a falar sozinho só para ouvir algo que não sejam os gemidos dos mortos ele vai descobrir, quando caminhar feito um zumbi com tanto sono que mal será capaz de se lembrar o próprio sem poder apenas dar um cochilo por que se fizer vai acordar sendo devorado então ele vai ter uma ideia do que é ficar sozinho! – Katie diz e ele olha fixo para ela – Sim Jay, eu já estive lá fora sozinha por quase um ano, sei como é, mas ninguém aqui vai te obrigar a nada, pelas nossas conversar já viu que somos apenas uma família, com preocupações de uma, filhos, comida, segurança, nada muito diferente de como era quando o mundo ainda era mundo!

Jay fica calado um momento, pensa a respeito, pondera, analisa nossos rostos, depois suspira longamente, passa a mão pelo cabelo escuro, olha em volta, engole em seco, estamos todos com sede, mas não tem agua, penso quando ele finalmente decide falar.

─Acho que eu tinha uns dez anos quando tudo começou, não sei bem, tinha uma família inteira, pai, mãe e irmã, tinha meu avô também, ele veio nos encontrar e deixamos a cidade juntos, umas semanas depois éramos apenas eu e meu pai – Ele começa a encarar a mesa, fazer desenhos imaginários com o dedo, como se isso lhe desse força.

─Ficamos apenas os dois um bom tempo, meu pai era um engenheiro, um homem inteligente, não era muito bom com armas, mas era tão inteligente que sabia como nos proteger, então chegamos aquela vila, ele colocou o nome de Horizonte, nessa época éramos em seis pessoas, seis desconhecidos que se encontraram na estrada, meu pai tinha um monte de planos, mais gente foi chegando, dois meses depois, talvez mais, éramos vinte, foi quando ela chegou sozinha, em uma semana já era nossa líder, era uma mulher forte, decidida que não tinha medo de nada.

─Seu pai não se importou? – Mich pergunta.

─Meu pai era o homem das ideias, mas ela era quem conseguia coloca-las em prática, além disso uma doença um pouco antes estava disseminando tudo, passaram por isso, os olhos sangravam?

─Sim Jay, perdemos muito nessa época, na verdade foi quando perdemos tudo! – Eu comento e ele concorda com a cabeça.

─Então Katrina chegou, estava ferida e cuidaram dela, depois quando ela se recuperou viram seu potencial, a mulher é como uma máquina, Horizonte começou a prosperar, sempre vivemos muito bem.

Muita gente morreu para construir aquele forte, tivemos muitos ataques e ás vezes chegávamos a terminar a semana com metade do grupo, uma vez ficamos em apenas dez, mas então tudo retornava.

─Ele não ligava para os métodos? – Eu questiono.

─Meu pai não sabia o quanto custava para os sobreviventes colocar suas ideias em prática, há dois anos eles decidiram montar o posto de triagem, um lugar para receber as pessoas e ter certeza que tudo estava bem, meu pai achou a ideia boa Katrina passou a viver lá para cuidar de tudo, e foi quando ele começou a desconfiar que algo estava errado, meu pai era acima de tudo um homem bom, justo.

─E cego! – Tommy resmunga.

─Sim, ele foi cego por muito tempo, mas eu não, sabia que toda aquela fartura não era à toa, também sabia que não estavam trazendo todos, nunca chegavam velhos, nunca chegavam crianças, só tínhamos gente forte e saudável entre nós.

─Acha que matavam o resto?

─Acho que apenas não se interessavam pelo resto, não ofereciam abrigo para esse tipo de gente, e logo meu pai se deu conta que estavam pilhando outras comunidades, matando gente, fomos uma vez no centro de triagem como ele gostava de chamar e tinha muitos zumbis presos aos muros, acorrentados, meu pai ficou mortificado com aquilo, depois disso teve pouco tempo.

─O que aconteceu com ele? – Rick pergunta.

─Foi numa busca por suprimentos, não precisávamos de suprimentos, nem meu pai precisava sair, ele sempre foi muito protegido por todos, era como uma joia para eles e então do nada precisaram dele para sair e quando voltaram traziam apenas a notícia de que meu pai estava morto.

─Por isso fugiu?

─Eu ia ser o próximo, acho que se não fizeram ainda foi apenas porque andam atarefados com a busca por um grupo em especial, eu andei me arriscando, ouvi conversas.

─Um grupo? – Ficamos todos atentos.

─Tom contou a senhora Peletier sobre umas pessoas que encontrou, ela ficou cega, Carol se tornou completamente maluca depois que descobriu sobre aquelas pessoas e que eles tinham partido.

Todos ficamos perplexos, olho para minha pequena, depois para Rick e Michonne, Tommy assim como o garoto nos olha sem entender porque a palidez de nossos rostos e a razão para aquele nome nos deixar daquele modo.

─O que foi? Conhecem ela?

─Somos nós, nós é que estamos sendo caçados por ela! – Aviso a ele e a Tommy.

─Ela pertenceu a nosso grupo, mas um dia passou por cima de tudo para manter o que tínhamos, esqueceu que as pessoas eram mais importantes que o lugar.

─Acho que ainda pensa assim, ela ficou transtornada, Carol é muito dura, mas ao mesmo tempo sabe como domar as pessoas, ninguém desafia sua autoridade, além disso ela tem Katrina, e ela faria qualquer coisa por Carol.

─Então ela está a nossa procura? ─ Rick diz e depois ficamos de novo em silêncio, sabemos o que ela quer, se está assim tão fora de si, se nos odeia a esse ponto aposto que tudo que quer é nos ver mortos.

─Quantos soldados existe no grupo?

─O número é inexato, todo dia alguém morre, muitas vezes mais de um, esse é o esquema, muitos para que as perdas não façam falta. Tom e Katrina nunca retrocedem, eles sempre avançam porque perdem gente não é importante, não mais.

─Vão caçar você? – Tommy se preocupa.

─Duvido, sou só mais um, mesmo depois de tudo, até meu pai morrer eu achava que tínhamos alguns privilégios, algum carinho especial, mas para a senhora Petelier ninguém é muito importante.

─Mas vão nos caçar e talvez nos encontrem, então acho que agora é com você decidir se quer seguir conosco ou tentar a sorte sozinho.

Rick diz ao garoto e ele nos olha, analisa um por um, depois da de ombros.

─Sigo com vocês, na verdade acho que possivelmente ela já os achou.

Ficamos de pé, as palavras do garoto me fazem tremer, meus filhos, todo nosso grupo, não definitivamente ela não pode ter nos encontrado.

─Do que está falando? – Katie pergunta atenta a sua resposta.

─Eu só aproveitei para fugir porque ela saiu com Katrina e Tom, levou mais meia dúzia de homens, ela nunca sai então não faz sentido ter saído se não foi por que o grupo de vocês foi encontrado.

Chega de esperar, não dá mais tempo, temos que ir para casa, sem ninguém dizer nada seguimos para a porta, minha pequena esteve tão angustiada desde que saímos que só podia significar uma coisa, ela nunca errava, estávamos de novo com um problema, um grande problema.

─A porta dos fundos, vamos por lá, se a rua estiver tranquila desatolamos e vamos embora, se não seguimos a pé, não vou ficar aqui nem mais um minuto, quero meus filhos! – Katie diz chorando – Aquela vaca pode se achar a rainha desse seu grupo, mas não vai brincar comigo, não de novo, não depois de tudo.

Saímos pelos fundos, damos a volta e a rua estava tranquila, corremos para o carro, alguns zumbis presos as rodas ainda se moviam famintos, Michonne usa a katana para pega-los e depois simplesmente empurramos enquanto Katie acelera, o carro desatola e partimos ainda no meio da noite, vamos chegar quando estiver amanhecendo.

─Estamos indo para casa pequena, eles vão estar bem, apenas não chore mais.

Katie não conseguia evitar, se encosta em mim enquanto Rick enfia o pé no acelerador tão desesperado quanto nós, tínhamos tudo que nos importava vivendo naquela vila e Carol não podia se levantar dos mortos e vir nos assombrar, não depois de tudo que vencemos.

Notas finais
E então, o que acharam? Tenham bom coraçõa e comentem! Será que a Carol encontrou mesmo eles? Posto mais na quarta. beijos