Fim dos tempos 2

50 Capítulo 50 - Pedidos, despedidas e estrada


Notas iniciais
Oi gente, mais um capítulo, espero que gostem.

Pov – Nick

O trabalho na horta continua afinal, e agora eu não tenho mesmo muita escolha, afinal Jeff não está mais aqui, quando chego com Amy para o trabalho Rick está lá, sorri quando nos aproximamos.

─Bom dia doutor! – Cumprimenta.

─OI Rick, estava lá na sua casa ajudando a Beth com os curativos, três dias e ela está muito melhor, já está até andando de um lado para outro.

─Beth é muito forte e teve um bom médico!

─Mas não deixa ela se esforçar, disse para ela não fazer nada, mas ela está com medo da minha mãe resolver cozinhar.

─Quem não está Nick? – Rick ri eu e Amy o acompanhamos na risada – Vim te dar uma ajuda, acho que se lembra que já brinquei de fazendeiro no passado.

─Me lembro, isso é bom, Mary disse que virá no futuro, agora o Danny mama toda hora, mas até lá eu e a Amy damos um jeito.

─Virei todas as manhãs, quando não puder o Carl vem e vou arrumar mais alguém, acho que você precisa estudar e treinar, estou confiante que vai ser um grande médico.

─Obrigado, sabe, quando comecei achava um castigo, mas agora acho bom, relaxa, e se não tivesse vindo não conheceria as plantas certas.

─Sim, sua mãe sempre faz a coisa certa, até quando não sabe disso.

─Pois é!

Trabalhamos na horta, duas horas de trabalho, falo um pouco para Rick e Amy sobre as plantas e as coisas que Bob e Jeff acreditavam, depois ele vai embora e me sento com Amy no meio da horta, dividimos uma garrafa de agua, o sol já não estava mais tão forte o logo viria o inverno.

─Ratinho, sentiu medo dos seus pais gostarem mais do Matt quando ele nasceu?

─Sei lá, acho que não, eu não me lembro muito, acho que nas primeiras horas, sim, mas depois não... Está com ciúme do Danny?

─Um pouco, quer dizer já viu como ele é a coisa mais linda que existe no mundo? Acho que é normal eles ficarem loucos por ele, eu mesma fico.

─Amy o Jimmy ama você, nunca te deixaria de lado.

─Eu sei disso, é só me acostumar com isso, eles não mudaram nada, mas nunca se sabe.

─Tolice! Acha boa ideia essa coisa de ir para Horizonte?

─Acho, sabe eu andei lendo um livro bem interessante sobre a antiguidade, tinha essa coisa de sistema de troca, acho que a gente está andando de volta agora.

─Devia mostrar esse livro para o conselho, você sempre lê muito sobre história, aposto que sabe um monte de coisas.

─Acha ratinho, mas será que me ouviriam?

─Claro Amy, porque não? Um dia a gente que vai cuidar de tudo isso.

─Pode ser, sabe a Katana da Mick? Li nesse mesmo livro como os japoneses forjavam esse tipo de arma, acho que dava para fazer aqui, a dela é feita do mesmo modo, o punho foi costurado a mão com pele de animal e o ferro forjado como os antigos faziam eu perguntei a ela, quer dizer, podíamos fazer mais delas, seria muito útil.

─Acho que não devia esperar o conselho, devia conversar com o Rick.

─Tenho vergonha.

─Você é muito tímida, mas eu te ajudo, depois vamos procurar o Rick, dar a ele suas ideias, ainda hoje, o Tommy vai partir amanhã cedo, melhor falar antes, assim a Mich dá umas dicas e começamos o trabalho.

─Nick, ainda me acha sua melhor amiga?

─Você está cheia de bobagens na cabeça hoje! ─ Ela nunca pergunta esse tipo de coisa – Claro que é, porque mudaria?

─Sei lá, agora cuida dos doentes, é o responsável da horta, parece que entrou para o time dos adultos e pulou a adolescência.

─Olha quem fala? Acho você muito mais adulta que eu, e só fiz o que sei fazer, ou estou aprendendo, mas ainda sou eu e você ainda é a Amy.

Passo meu braço por seu ombro, somos amigos da vida toda, e agora acho que somos mais do que isso, Amy tira meu braço, fica meio corada, olho para ela confuso, a gente nunca teve esses problemas.

─Que foi Amy? Não quer que te abrace?

─Não, acho melhor não.

─Porque? – Fico triste – sempre andamos de mãos dadas, abraçados, o que mudou?

─Isso foi antes, antes da gente se beijar, agora acho melhor sermos amigos mais de longe, até você estar pronto para um relacionamento!

─O que? Isso é coisa da Megan né? Ficam lá no quarto fazendo aquelas coisas no cabelo, que eu acho que fica muito bonito – Digo logo antes que ela reclame – E ela fica falando essas bobagens, é típico da Megan, relacionamento, coisa da Megan.

─Porque está bravo? Não é coisa da Megan, apenas acho que se a gente não é namorado não precisamos ficar abraçados e de mãos dadas, crescemos ratinho.

─E você, está pronta para um relacionamento? – Pergunto bravo.

─Sou madura Nick, como você mesmo disse.

─Madura! Eu não disse madura, isso é coisa de garota, disse mais adulta que eu, o que nem é muito, papai e mamãe acham que até o Matt é mais adulto que eu.

─Vê, se não está pronto não vamos mais andar por ai de mãos dadas e abraçados.

─Eu vou falar com o Jimmy, dizer que a gente vai... você sabe.

─O que?

─Namorar.

─Devia pedir para mim primeiro.

─Se disser sim eu posso te beijar de novo?

─Não até pedir para o meu pai.

─Então vou pedir primeiro para ele, assim depois que te pedir e você aceitar a gente pode se beijar de novo e ter certeza que é bom.

─Nick! – Ela diz brava, me lembro da conversa com meu pai, de tudo que ele me disse sobre ser a Amy, que é alguém que gosto muito e filha de alguém que também gosto muito.

─Desculpe, e não me chama assim que não gosto! – Parece que ela está brava, bom ela está.

─Porque quer namorar comigo?

─Que pergunta.

Ela devia saber, só fico pensando naquele beijo que ela me deu e agora me pergunta isso?

─Acho que é porque a gente se gosta muito, desde sempre e porque não sei ficar sem andar por ai com você, segurar sua mão e te abraçar, então é melhor a gente namorar logo, não vou namorar mais ninguém mesmo.

─Porque não tem mais ninguém?

─Amy você está parecendo uma garota! – De onde ela tirou todas essas perguntas bobas?

─Eu sou uma, e você não é romântico Ratinho.

─Você me ensina, depois que eu pedir ao Jimmy é claro, ou meu pai, ele sabe ser todo meloso com a minha mãe.

─Porque o amor deles é verdadeiro.

─O nosso também é, quer dizer, vai ser quando a gente crescer e se gostar como adultos.

─Se meu pai deixar a gente vai com calma, nada de ficar se agarrando.

─Que coisa, claro que não Amy, sou eu, você é muito importante para mim e o Jimmy é meu irmão, não vou deixar ele triste e vou hoje a noite resolver isso.

─Hoje? Ai meu Deus Ratinho, e se ele não deixar? Se brigar com a gente?

─Vou levar meu pai comigo, acha que vou fazer isso sozinho?

─Nem quero ver, vou morrer de vergonha.

─Vem, vamos cuidar da nossa vida.

Passo no posto para ajudar Liv, ela está arrumando uns curativos para levar na viagem, depois vou ver Beth mais uma vez, aproveito para comer, Maggie está cozinhando, e isso é melhor que a comida da minha mãe, depois vou para casa, passo umas horas lendo um pouco, arrumando meus livros e quando anoitece me arrumo, quero parecer bem para falar com o Jimmy.

─Está o maior tempão arrumando esse cabelo, onde vai?

─Na casa do Jimmy! – Matt me olha confuso – Tenho que ter uma conversa com ele.

─Vai pedir a Amy para namorar?

─Vou.

─Acha que um dia vou ter que pedir para namorar com a Judy? Ela disse que sim e eu disse que de jeito nenhum, esse negócio de ficar beijando a pessoa é nojento, ela achou bom, também acha nojento.

─Também achava isso.

─Vou lá na Beth, depois me conta se ficou com cara de bobo.

─Chato!

Ele some e fico sozinho, agora tenho que falar com meu pai e minha mãe vai fazer cara de amor e se emocionar toda e isso é uma chatice, e vai querer ir junto e não quero porque ela vai ficar toda chorosa e me deixar com vergonha.

─Papai! – Apareço na sala e todos me olham – Pode ir comigo até a casa do Jimmy?

─Eu? – Ele se espanta – Para fazer o pedido?

─É, eu que não vou sozinho!

─Ai meu bebê está tão grande, que lindo, eu vou!

─Mamãe, você não, vai ficar falando se intrometendo que eu sei, e fazendo essa cara de amor.

─Que ingratidão, tudo o papai, eu fico na cozinha com a Mary, juro!

─Deixa ratinho, sua mãe merece, ela vai ficar triste, é um momento...

─Está bem! – Ela me abraça e meu pai fica de pé.

─Acho isso muito estranho, mas vamos lá, eu queria mesmo era dar o troco no Rick, mas o Jimmy é um bom começo, se bem que eu e ele já sofremos com a Megan e agora é a Amy, vai respeitar ela não é, acho que a gente devia pensar numas regras...

─Papai, vai ajudar ou atrapalhar?

─Ficar de boca fechada! – Ele responde e isso já ajuda, chegamos e minha mãe coloca a mão na maçaneta eu a impeço.

─Que foi?

─Acho que hoje devíamos bater! – lá vem ela com cara de amor, reviro os olhos e bato na porta, demora uns minutos e Jimmy abre com a pistola na mão, meu pai ri enquanto ele olha confuso.

─O que foi? – Pergunta enquanto entramos – Ninguém nunca bate, achei que só podia ser uma confusão qualquer, sei lá, zumbis ou assassinos.

Meu pai ri com gosto, minha mãe some para cozinha depois do meu olhar.

─Um zumbi muito educado por sinal, ele bate e pergunta educadamente se pode comer seus rins.

─Sei lá Daryl o que faria se alguém batesse na sua porta?

─Gritaria, entra, vamos ao que interessa cadê o bebê, eu seguro ele enquanto... – Meu pai me olha e depois se cala.

─Danny está no berço, Amy está lá de olho nele.

─Jimmy eu vim falar com você.

─Já? – Ele me pergunta entendendo do que se tratava – Tem certeza, não quer pensar melhor? Quem sabe daqui a dois ou três...

─Meses? – Pergunto.

─Anos! – Jimmy responde e faço careta, ele se senta e meu pai e eu fazemos o mesmo, Jimmy faz um movimento com a mão me mandando seguir em frente, respiro fundo.

─E então Jimmy acha que tudo bem?

─O que? – ele pergunta como se não soubesse do que estou falando, não acredito que meu irmão vai me deixar na mão justo agora.

─Você sabe, eu e a Amy.

─Nick, acho que já foi mais corajoso, o que quer? – Jimmy pergunta e meu pai está todo orgulhoso da dura que está me dando, fui deixado na mão pelos dois bem na hora mais difícil.

─Jimmy, vim aqui hoje, para pedir a você, com toda consideração, se eu posso com sua autorização e é claro muito respeito namorar sua filha Amy – Uso um tom formal, acho que só para irritar um pouco os dois e ele parar de me provocar.

─Por que? – Isso é muito irritante.

─Que pergunta é essa? Bom porque eu gosto da Amy, sempre gostei e depois que ela me beijou, você estava lá viu que foi ela quem começou com isso, então depois disso comecei a achar boa ideia.

─Ela aceitou?

─Claro que não, só depois que você deixar, elas, as mulheres da vila, elas treinam as mais novas, são como as máfias de antigamente, eu li sobre isso.

─Bom Nick, posso concordar com isso, mas vamos ter regras! – Olho para meu pai que mostras as mãos como se não tivesse nada com isso.

─Tudo bem Jimmy, quais são as regras vamos negociar! – Eu não sou o Carl, não vou aceitar todas as regras sem debater um pouco.

─Nada de ficarem sozinhos nem na sua casa, nem na minha.

─Essa é fácil, ninguém fica sozinho em nenhum dos dois lugares.

─Mãos dadas tudo bem, mas com calma com essa coisa de beijo.

─Mas vou beijar ela, não vim aqui passar esse ridículo para nada.

─Certo, mas sem agarração.

─Ótimo, que mais, eu trabalho no posto, ela é minha ajudante e as vezes ficamos sozinhos, lá, mas é meu local de trabalho, vamos nos comportar.

─Vou confiar em você o posto é a Suíça! – Jimmy diz e faço cara de não entendi.

─Certo, mais alguma coisa?

─É a Amy, vai cuidar dela e ser legal, sabe, Amy é a coisa mais importante que tenho Nick.

─Vou cuidar dela, Jimmy, sei mais da Amy e do que ela gosta que qualquer um, não vou ser mal com ela, nem pensar só em mim, eu e meu pai conversamos.

─Nesse caso é só pedir a ela.

─Vou lá então! – Me levanto.

─Não mesmo, não vão ficar sozinhos lá em cima.

─Quantas regras! Amy! – grito para ela descer já que não posso subir, Jimmy faz cara de bravo, mas eu sei que não está, ela aparece na escada com Danny no colo – Vamos dar uma volta e conversar?

─Vamos! – Ela aceita e desce.

─Será que posso dar uma volta lá fora com a Amy? – Jimmy concorda e saímos os dois.

─Ouvi toda conversa lá da ponta da escada, estava morrendo de vergonha.

─Foi bem estranho fazer aquilo! – Conto a ela.

Megan vem caminhando com Carl e paramos os quatro, ela sorri de mãos dadas com ele.

─Eu e a Amy estamos namorando! – Conto a minha irmã que apesar das brigas é muito minha amiga.

─Não estamos não, ainda não me pediu.

─Acho que vou reunir o conselho e pedir lodo autorização da vila toda! – Reclamo e Megan me cutuca, garotas são uma coisa bem difícil, respiro fundo – Eu vou pedir a Amy em namoro nos próximos minutos então depois eu te conto se estamos ou não namorando.

─Certo, a gente vai indo então! – Carl diz puxando Megan que como uma boa filha da minha mãe já quer ficar e ouvir o pedido.

─E então Amy, já pedi ao seu pai e ele concordou, você quer namorar comigo?

─Quero! – Se ela ia apenas dizer sim por que me fez fazer aquilo? Eu sorrio mesmo bravo, me aproximo dela, acho que agora posso beijar Amy e ter certeza que essa coisa de sair pedindo para todo mundo valeu mesmo a pena.

─A gente vai se beijar?

─Acho que sim! – Ela concorda e eu toco seus lábios com os meus como quando Danny nasceu, depois me afasto, acho que por enquanto está bom, vamos deixar os beijos longos para quando a gente se acostumar com esses – É bom, igual ao outro, gostou?

─Muito! – Ela diz e seguro sua mão, as coisas são diferentes agora, o modo como a gente se gosta mudou e isso é bom, me deixa feliz.

Pov – Tommy

─Estão com tudo pronto? – Pergunto a Liv depois de comermos uma salada e coelho assado.

─Sim, arrumei umas roupas para você também, e agora só falta armas e munição.

─Cuido disso amanhã, vamos sair bem cedo, não fiquei ai até tarde, vou dar uma volta.

Eles concordam, Jay é um bom garoto e Liv é responsável e eu não sou o Daryl, então não vou ficar empatando a vida da menina, ela sabe o que faz, ao menos sobre isso.

A vila está tranquila, já está tarde e todos estão em suas casas, o portão está seguro de novo e posso viajar tranquilo, não sei muito no que isso vai dar, mas se trouxer mais conforto e segurança para essa gente já fico feliz.

Saí com o único objetivo de respirar um pouco o ar da noite antes de dormir, mas minhas pernas mais uma vez sabem onde querem ir e me arrastam sem pressa, subo os degraus e paro na porta, não devia bater, o que devia fazer é dar meia volta e me enfiar na minha própria cama.

Fiquei bem preocupado com ela no meio daquela guerra, quase perdi o foco quando ela lutava com Katrina e acabei cercado, ainda precisei contar com a ajuda dela para me livrar dos zumbis, me envolver não é boa ideia.

Principalmente em se tratando de Michonne que não esconde que detesta isso, esse negócio de compromisso e romance não é com ela, bom não é comigo também, mas isso não muda meu desejo, nem diminui minha preocupação.

Ergo o braço com o punho fechado para bater na porta quando ela abre, fico com o braço erguido, olhando para ela que não se move, apenas me observa um segundo, depois me dá passagem, a mulher não ajuda, devia bater a porta na minha cara, mas não faz isso e entro.

─Dá última vez que parti para encontrar com aquela gente voltei sem Gina.

─E não a esquece.

─Não, mas não desse jeito que está pensando.

─Eu sei, mas vou do mesmo jeito e não quero você cuidando de mim como se fosse a Liv.

─Sei disso, prefiro que seja assim, mas não sei o que vamos encontrar por lá.

─Encrenca eu espero! – Ela diz me encarando parada no meio da sala, é mesmo a cara dela, acho que depois de mim, Michonne é a pessoas que mais gosta de aventura.

─Está melhor? – Pergunto ao notar o curativo no nariz e o pequeno corte no canto da boca, um arranhão no braço esquerdo e marcas na mão dos socos que deu em katrina.

─Em perfeito estado! – Ela diz me puxando pela gola e me beijando com ardor.

Esquecemos do resto, vamos nos beijando pela casa, ardendo um pelo outro, até encontrarmos a cama a nossa espera, e então cheios de pressa e desejo vamos arrancando a roupa e caímos na cama, aquilo é sensacional, o modo como nos entendemos no sexo, sem pudores e isso é o que me deixa maluco por ela.

É tão intenso que quando por fim nos sentimos saciados estou exausto, apago pela primeira vez na cama de uma mulher e quando acordo é de manhã.

─Merda! – Escuto ela dizer e abro os olhos, a luz do sol entrava pelas frestas da janela, ela se senta sem se preocupar em esconder o corpo, não acho boa ideia, olhar para ela reacende as coisas – Dormiu aqui!

─Foi, nossa fazia tempo que não dormia tanto! – Digo passando a mão pelo cabelo.

─Sabe o que significa?

─Calma Mich, não vou te pedir em casamento!

─Porra eu sei, mas quando sair daqui as garotas, eu não tenho saco para esses momentos que elas adoram.

─Bom é só dizer que ela não tem nada com sua vida.

Começo a me vestir, ela se atira de volta na cama.

─Quantas vezes disse isso e elas continuaram fazendo?

─Isso é verdade, aqueles maridos frouxos que elas arrumaram deixam que façam tudo que querem.

─Sabia que é um babaca machista?

─Sabia, tem sempre alguém me dizendo isso! – visto a blusa e me aproximo para pegar minha pistola que está caída ao lado da cama, Michonne me puxa pela blusa e caio sobre ela.

─Babaca, machista e muito gostoso, já pegaram a gente mesmo, melhor aproveitar!

Nisso ela está absolutamente certa.

Quando deixamos sua casa estão todos reunidos perto dos carros, Katie abre a boca, Mich olha torto e ela fecha de novo, Rick e Daryl trocam um olhar, Glenn se aproxima de mãos dadas com Jane, esse povo adora uma criancinha.

─Liv foi se despedir de Megan e já está vindo, talvez um grupo devesse acompanhar vocês.

─Não Daryl, vamos apenas nós, não vou chegar dizendo que matamos Carol, vamos ver como são as coisas o que sabem e se podemos confiar, depois decidimos.

─Jay é um bom menino, confiável, dá para ver, e se está levando Liv é porque não pretende nada de ruim.

─Também acho Rick.

Liv volta abraçada com Megan e de olhos vermelhos, não entendo a mente de garotas, definitivamente.

─quanto tempo? – Rick pergunta.

─O tempo que for preciso, vamos ficar bem.

─Boa sorte, cuidado Mich! – Maggie a abraça – Cuida dela Tommy, das duas!

Depois de toda aquela despedida pegamos a estrada, Mich vai na frente comigo, o novo casal vai sentado atrás, abraçados, olhando a vista.

─Ele ainda está ai? Quer dizer, continua acordado? – Michonne me pergunta, sei o que quer dizer.

─Depois de Tom ele se recusa a dormir.

─É bom, talvez a gente precise dele.

─Talvez precise! – Responde e ficamos em silencio enquanto dirijo para o desconhecido, mais uma vez.

Notas finais
Gostaram? No próximo vamos ter mais momentos romanticos e alguma tensão com essa viagem do grupo. Beijos