Fim dos tempos 2
49 Capítulo 49 - Olhando para o futuro
Notas iniciais
Pov – Liv
─Como está Liv? – Megan me pergunta entrando em casa, dou um pulo de susto, ela ri e depois me abraça, ainda estranho um pouco o carinho de todos desse lugar – Te assustei?
─Estava tão pensativa, meu coração deu um pulo!
─Pensando em que, ou em quem? – Ela me puxa e sentamos na sala.
─Pensando em tudo, na vida, nas coisas que aconteceram aqui, no quanto vocês são fortes e eu covarde!
─Que absurdo, depois de tudo que passou? Não é covarde, não diz tolices, sabe o que acho? Acho que é forte, e muito corajosa, mais do que isso, não sei se eu teria suportado tudo que suportou sem me atirar na boca de um zumbi.
─Você Megan, é tão corajosa.
─É fácil sabe, eu tenho tanto, para mim é quase como se o mundo não tivesse acabado, tenho pai, mãe, irmãos, e o amor da minha vida, de toda a minha vida, mas você não, você ficou sozinha, sofreu muitas coisas e está aqui, não desistiu.
─Não! Está certa, eu não desisti! – sorrio, Jay me vem a mente, sempre fico meio balançada quando o vejo, quem sabe como seria se deixasse acontecer?
─Gosta dele?
─Como sabe?
─Liv, eu vejo como olha para ele, como fica toda boba com a atenção que ele te dá, acho que não devia dar as costas a algo assim, principalmente nesse mundo que vivemos.
─Tenho um pouco de medo, medo físico sabe, de sentir nojo, de me machucar, é que... Você sabe o me aconteceu, eu fico sempre insegura.
─Se te ajuda um pouco eu também tinha medo, mesmo assim foi incrível, acho que a questão é o sentimento Liv, devia realmente dar uma chance ao Jay e depois ele é um cara bem legal, não vai fazer nada para te machucar.
─Me sinto tão bem com ele, protegida, é bom, eu não achava que ele tinha algum interesse por mim até uma conversa que tivemos, ele me perguntou sobre o Tommy e me dei conta que pode ser que ele queira algo mais.
─Ótimo, então deixe acontecer, está decidido, não vai mais ficar pensando nisso, vai deixar as coisas acontecerem!
─E o Tommy, acha que ele se importa?
─Ei mocinha, está querendo roubar o meu lugar de filha de pai ciumento? – Megan brinca comigo – Não se preocupe, o único pai maluco aqui é o meu, Tommy só quer mesmo que seja feliz – Megan se levanta – Mas eu vim mesmo foi para te chamar para reunião, o Tommy estranhou que não foi, estão todos lá.
─Eu? – Fico surpresa.
─É agora eles querem a gente por perto, os futuros líderes! – Megan ri com isso, acho que assim como eu não se sente pronta.
─O Jay...
─Está lá, vamos de uma vez!
Ela me puxa pela mão e seguimos para casa de seus pais, lá o grupo estava todo reunido, espalhados pelos sofás e chão, Michonne tinha o rosto bem marcado, Rick estava sozinho porque Beth ainda não podia deixar a cama, meus olhos encontram os de Jay, ele pisca e me sento ao seu lado.
─Agora que estamos todos aqui, podemos começar! – Rick começa – Precisamos repensar a segurança, o portão está muito avariado e vamos organizar um grupo para encontrar outro e colocar no lugar, também pensei na possibilidade de expandir um pouco os muros, ter mais espaço para todos.
─Subir um pouco não seria má ideia! – Katie diz encostada em Daryl.
─Podemos fazer, tem aquela fábrica há uns quilômetros pelo sul, está repleta de blocos de cimento e tijolos, tudo fechado e em bom estado.
Tommy comenta e eu olho para ele, é um homem forte e solitário, queria que se desse bem com a Mich, ela está de pé, encostada na parede, sinto que odeia estar ali, acho que ela também precisa se acomodar um pouco, parar de procurar adrenalina como se isso fosse o único modo de seguir em frente.
─E Nick precisa passar o que aprendeu com Jeff e Bob para mais alguém, aliás mais de um eu acho, devemos pensar em expandir a horta e pelo que vi as plantas medicinais parecem funcionar – Daryl comenta – Mary quer ajudar, disse que tem mão boa para planta o que quer que isso signifique!
─Podemos fazer isso, afastamos mais os muros e aumentamos a horta! – Glenn comenta – E além disso não acho bom que fique tão perto do cemitério, além disso ele vai ter que ocupar um espaço maior depois do que aconteceu! – Ficamos em silencio um instante, pelo que entendi foram dez moradores da vila mortos, a população diminuiu muito.
─Mas o que realmente nos trouxe a essa reunião é a questão Horizonte, quero a opinião de todos sobre isso – Rick olha direto para Jay.
─tenho pensado sobre isso, se não se importam gostaria de ir até lá, aquelas pessoas estão sozinhas agora, acho que nem mesmo entendem o que aconteceu, duvido que Carol deixou alguém em seu lugar para cuidar das coisas.
─Ela não tinha um segundo homem, alguém de confiança? – Maggie pergunta.
─Era arrogante demais para isso, se achava imortal, mas as coisas funcionam bem lá, cada um tem sua função e devem estar trabalhando, mas uma hora vão se preocupar, tenho medo que isso gere algum conflito.
─Acha que sabem de nós, que podem vir nos caçar? – Katie questiona e fico preocupada.
─Não, falo sobre conflitos internos, aquele é um bom lugar, com pessoas boas, quero que fiquem bem e posso ajudar, por conta do meu pai eu era muito querido, vão me ouvir e isso é importante, se conseguir manter o lugar pode ser bom para vocês também.
─Isso é verdade, não estamos longe e podemos manter alguma relação ao menos de respeito e cooperação, eles podem ensinar muitas coisas e vocês aqui também, só seria produtivo.
─Acha seguro Jay, quer dizer para você, voltar lá dizer que lutou contra Carol que matamos todos? – Tommy questiona – É bem vindo aqui, se achar que não é seguro podemos apenas seguir em frente e esquecer Horizonte, sempre vivemos sem eles.
─Não se preocupem comigo, Carol era temida, não amada e respeitada, apenas temida.
─Certo, e aquele posto de triagem, parece um bom lugar para se manter, é estratégico e bem protegido.
─Acho que ninguém que ficou em Horizonte conhece o Lugar, podemos manter o lugar como um posto para a Vila e se tudo der certo com Horizonte dividir o lugar.
─Vou com você – Michonne avisa e Tommy olha para ela confuso – Você também vai Tommy, acompanhamos o garoto, ele nos apoiou, foi importante para vencermos essa guerra, vamos com ele e garantimos sua segurança, depois decidimos que tipo de relação podemos ter com essas pessoas.
─Está certo! – Tommy concorda – Vamos para Horizonte por uns dias, na volta passamos no posto e damos uma olhada.
─Nesse caso também vou! – Tomo coragem, Tommy e Jay me olham.
─Ótimo! – Tommy diz para minha surpresa, achava que iria esbravejar e me mandar ficar em segurança, olho para ele espantada – Tem umas coisinhas que precisa aprender sobre proteção, você vem conosco, partimos amanhã.
─Perfeito! – Rick concorda – Cuidamos da segurança e começamos nossas melhorias enquanto estão fora.
A reunião chega ao fim, deixamos a casa, sigo de volta para minha e Jay segue comigo, Tommy fica conversando com Michonne e Daryl, Jay caminha silencioso ao meu lado.
─O que foi? Não quer que eu vá?
─Não, quer dizer, quero, mas me preocupo com você, é uma viagem afinal, coisas podem dar errado no caminho.
─Coisas podem dar errado aqui também!
Entramos e sigo para cozinha, ele vem comigo, me segura pela mão e me viro para olhar para ele.
─Me preocupo com esse seu desejo de parecer mais corajosa, tenho medo que isso te faça fazer alguma bobagem.
─Não se preocupe, com o Tommy por perto eu fico bem protegida, ele não vai me deixar fazer tolices, e tem a Mich, ela é uma mulher incrível.
─E se as coisas não saírem como planejo?
─Então é bom que eu esteja com vocês, por que não tenho mais nada a perder e se algo acontecer a você ou o Tommy quero estar junto!
─Se algo me acontecer vai sentir? – Ele dá um passo em minha direção, me mantenho firme apesar da vontade de me afastar.
─Jay a gente precisa comer alguma coisa e...
─Não foge de mim, nunca vou te ferir, de nenhum modo!
As palavras dele me emocionam e como uma boba fico com os olhos marejados, seco as lágrimas e ele me faz um carinho leve com a ponta dos dedos, olho para ele, acredito em suas palavras, simplesmente acredito e sorrio mostrando a ele.
─Ficaria lá? – Ele me pergunta – Quer dizer, moraria em Horizonte se eu tivesse que ficar?
─Sem o Tommy?
─Quem sabe ele não fica também, se tudo der certo ele pode ser um líder para aquelas pessoas, seria importante e a vila estaria sempre aqui, podíamos fazer negócios, vir de visita, receber seus amigos lá.
─Vamos manter os pés no chão Jay, isso parece bom demais.
─Você me faz ter vontade de sonhar! – Ele não se cansa de me encantar? Cada coisa que diz faz meu coração palpitar – Eu sei que tem medo Liv, mas eu preciso dizer que estou apaixonado por você e vou lutar!
Abro e fecho a boca, pisco sem acreditar em suas palavras, Jay está apaixonado por mim? Ele disse mesmo isso? Meu coração palpita e agora o que quero é que ele me beije, realmente espero por isso.
─Eu... Eu não sabia, eu... Quer dizer está apaixonado por mim?
Ele sorri, dá mais um passo em minha direção, fico imóvel, esperando por alguma atitude dele.
─Sim Liv, estou apaixonado por você e vou te beijar, mas se não quiser que eu te beije é só dizer e juro que não faço.
─Aquilo é a coisa mais bonita que ele poderia dizer, me dar uma escolha, não avançar um passo até ser permitido fazer, me sinto importante para ele.
─Quero que me beije.
É uma decisão difícil, mas me lembro da conversa com Megan e me dou essa chance, ele me beija com cuidado, não me agarra, não me aperta, apenas repousa suas mãos na minha cintura e me beija, é suave, gentil de um modo que nem sabia que podia ser e correspondo, depois nos afastamos, sorrio contente por ter sido bom.
─Foi bom! – Conto a ele – Acho que não vai ter que pedir de novo para fazer isso.
─Isso é bom, porque vou te beijar muitas vezes!
─E Espero que fique só nisso! – Tommy diz entrando e dou um pulo para longe dele, mas Tommy ri, fico surpresa e confusa – Estou brincando!
─Tommy eu e o Jay, nós não... Não... Foi a primeira vez!
─Eu sei, que bom que ele pediu antes e eu não tenho nada com isso, mas não quero vocês dois se agarrando pela casa, isso é meio constrangedor e se cuidem, pelo visto você não é tão covarde como pensei! – Tommy diz a Jay.
─Não, e eu e Liv estamos namorando!
─Estamos? – Eu pergunto e ele me olha dá de ombros.
─Não estamos? Quer dizer isso não é uma brincadeira não é? Vamos tentar fazer dar certo então acho que temos que namorar.
─Pelo amor de Deus me poupem dessa coisa está bem? Não vai me pedir vai? Acho a família bem ridícula justamente por isso, então me deixem fora desse romance, vou até voltar ao trabalho!
Tommy some para longe muito incomodado e rimos os dois, Jay me beija de novo e queria muito contar a Megan, ela foi uma boa amiga e me ajudou muito.
─Jay, eu também estou apaixonada! – Conto a ele, a imagem de Tom me vem a mente, sinto um calafrio, ele me abraça, me encosto em seu ombro – Sabe das coisas que me aconteceram...
─Eu sei e não vou ferir você, vamos ser cuidadosos com tudo e ter bastante tempo para ter certeza.
─Obrigada! – Suspiro feliz, Jay vai ser paciente, Tommy do jeito dele deixou e ficou feliz e me sinto bem, finalmente me sinto apenas bem.
Pov – Jimmy
─O que foi? – Megan pergunta quando entra arrastada por Matt, Carl vem com ela – O que é isso, todas as crianças reunidas, perdi alguma coisa?
─Isto é um conselho, um conselho emergencial com todas as crianças!
─E o que faço aqui se é um conselho infantil? – Megan pergunta ofendida.
─Não é criança, mas é tia então precisa estar aqui porque temos que decidir o nome do meu filho, todos prontos?
As crianças afirmam.
─Isso vai ser decidido hoje ou eu que sou a mãe decido! – Mary me diz brava, Amy segurava o irmão sentada ao lado de Nick, Matt e Judy de pé olhavam o bebê e Megan puxa Carl que ria para se sentar com ela numa poltrona.
─Acha graça por que não é com você.
─Eu não daria ouvidos para esses pirralhos, minha linda é que escolheria o nome! – Carl beija Megan, faço careta.
─Acho que devia chamar Paul – Matt diz.
─Não, devia ser John – Judy pede.
─É nome de velho, devia ser Phillip ─ Jane comenta e todos olhamos para ela, a pobre acabou de chegar e não tem ideia do que esse nome representa, seguimos em frente, sabendo que ela está fora da escolha.
─Acho que como é meu irmão eu devia escolher, tinha que ser Jimmy como você pai!
─Obrigado filha! – Nick permanece calado, vai logo, logo fazer seu discurso de convencimento.
─Bom eu voto em deixar a Mary escolher! – Carl diz entrando no jogo.
─Concordo! – Megan apoia o marido, Mary sorri em gratidão.
─Bom eu não, primeiro acho John, Paul e Philip péssimas escolhas! – Nick começa ─ Acho que ele tinha que ter um nome bonito e simples e acho que eu devia escolher, afinal fui eu que fiz o parto, eu o trouxe ao mundo, fui a primeira pessoa que ele viu, temos uma ligação.
─E o que sugere seu grande falador? – Megan pergunta.
─Eu acho Mary que ele devia se chamar Daniel, e enquanto ele é pequenininho podemos chama-lo de Danny.
─Ai eu gostei, é bem bonito! – Megan diz se aproximando do bebê – Mandou bem Nick! – Os dois batem as mãos, Megan reclama, mas é sempre a primeira a apoiar Nick.
─O que acha Amy, sei escolher nomes não sei? – Nick sorri para ela que sorri de volta.
─Está certo ratinho, é bonito mesmo, eu concordo!
─Nick você já escolheu meu nome, eu que devia escolher agora! – Matt reclama – Jimmy fala para ele.
─Matt, que acha de escolher o nome do próximo bebê que chegar na vila!
─Está bem, pode ser, quando vai ter outro bebê Mary?
─Eu! – Ela olha espantada – Para mim chega de bebês!
─Então vou pedir para minha mãe!
─Bom acho que a reunião está encerrada e o conselho extinto até uma próxima atividade extra! – Megan se levanta, Carl passa o braço pela sua cintura – Nós já vamos, quero ver convencerem meu pai a chamar o pequeno de Danny.
─Isso também quero e tem mais uma coisa, eu e Mary vamos voltar para nossa casa!
─Ah! – Os meninos reclamam – Agora que ficou legal com um bebê em casa vocês vão embora? – Matt cruza os braços.
─Vai ser melhor para as crianças e depois fica tudo como era antes, vocês ficam o tempo todo com ele mesmo!
─Então tá! – As crianças saem e fico com Mary e meu bebê, eu o pego no colo.
─Oi Danny! – Digo beijando sua cabecinha – Ele é a minha cara não acha?
─É, ele é perfeito!
─Obrigada Mary, sei o quanto foi difícil para você, todos esses meses, esses últimos dias, é sempre tão forte.
─Porque tenho você Jimmy, e nossa família, que agora está completa!
─E vamos para nossa casa, Amy precisa do quartinho dela de volta e principalmente agora e ela e o Nick andam trocando olhares!
Mary sorri, me beija e se encosta em mim, nosso bebê resmunga e ela oferece o seio a ele, adoro vê-la amamentando, é estranho que aquela coisinha seja uma parte minha, nossa, não é a primeira vez que cuido de um bebê, ajudei a criar o Matt, mas ele ser meu é tão grandioso que me deixa tonto, e da muito medo do que pode acontecer, e essa guerra foi a prova disso, fiquei apavorado e ao mesmo tempo forte, porque faria qualquer coisa por ele.
─Jimmy, sabe que acho que o Nick vai bater em nossa porta a qualquer hora para pedir a Amy em namoro?
Começo a rir, espero esse dia a muito tempo, confio em Nick, sei que gosta de verdade de Amy e ela dele e que um dia isso aconteceria, mas é claro que vou tornar tudo bem difícil para aquele pequeno intrometido que sempre fez da minha vida uma grande confusão.
─Está rindo? – Mary se espanta.
─Claro! – Eu a puxo mais para meus braços – Se lembra o quanto ele já aprontou comigo, pediu você em namoro por mim, contou a Amy que eu seria seu pai, antes é claro foi pedir ao Daryl, me tirou o sono e o sossego muitas noites por conta daquelas mãozinhas curiosas, sim, o Nick vai ter que sofrer um pouquinho!
─Pensando bem está certo! – Ela me beija – Agora vamos arrumar nossas coisas, já falou com o Daryl e a Katie?
─Já, eles concordaram, o Daryl acha que não sei cuidar do Danny e que devia ficar aqui, porque posso cuidar dos filhos dele mas não do meu! – Rimos, no fundo gosto de ser o irmão mais novo de Daryl e Katie de como eles sempre se preocupam comigo e Mary, mas meu bebê me deixou mais forte e decidido e acho que deixar essa casa e voltar para minha vida é o primeiro passo.
Levamos nossas coisas para casa, Daryl e Katie me ajudam e Mary logo está cuidando de tudo enquanto eu Daryl quebramos a cabeça para arrumar o berço de volta.
─Danny? Esse é o nome então, já me acostumei com bebê.
─O Nick que escolheu, acho que a gente devia virar de lado!
─Daí não passa! A gente tirou isso, porque agora não volta?
─Sei lá, vamos deixar aqui no corredor mesmo? – Daryl me olha torto – Certo, foi só uma ideia.
─Empurra! – O berço finalmente passa pela a porta e colocamos de volta ao lado da cama de Amy.
─Finalmente! Vê se fica de olho nele de noite, melhor dormir com vocês, a Amy é muito pequena para olhar o irmão.
─Eu sei e devia ser muito pequena para namorar também!
─Ele vai te pedir – Daryl diz enquanto descíamos a escada.
─Sei disso, mas o Nick é um bom garoto.
─Bom e esperto, fica de olho! – Daryl diz e então ele e Katie vão embora.
─De volta em casa!
─As coisas parecem estar voltando ao normal, isso é bom, me deixa esperançosa, nunca vou poder agradecer a ele pelo que fizeram, às vezes me lembro de quando Daryl e o grupo me salvou, do dia que cheguei na prisão, de ver você.
─Meu presente, saíram para buscar suprimentos e trouxeram minha vida!
Ela me beija, somos mesmo felizes e é difícil acreditar nisso, agora precisamos confiar que o resto das pessoas que vivem em Horizonte são bons e que vamos seguir em paz, ao menos com os vivos!
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