Fim Dos Tempos

89 Capítulo 89 -- Crescendo


Notas iniciais
Mil desculpas pela demora, estava na correria aqui!
Mas eu espero que gostem esse é um Pov da Beth.
Atendendo a pedidos!!!

Pov – Beth

O inverno estava chegando ao fim felizmente, os dias cheios de neve tinham acabado, pelo menos era o que parecia, meu pai estava feliz que sua horta cada dia estava mais desenvolvida e os animais suportaram bem os dias frios, mais uma vez.

Sempre que vejo a neve me lembro do primeiro inverno, dos dias que passamos nas ruas, do medo, da fome e da mais completa falta de esperança.

Agora estamos bem, juntos e felizes, e isso me assusta quase tanto quanto os dias difíceis me assustavam, não sou nem a sombra daquela adolescente, cresci da maneira mais difícil, tendo que matar para não morrer, perdendo pessoas queridas que eu amava e queria ter por perto.

Mas no fim estamos aqui, não sei se foi sorte, se foi destino, mas os que ficaram são agora a minha família, gosto das pessoas que vieram de Woodbury, da maior parte deles, pelo menos, mas nunca vão se comparar a minha família, esses ganharam seu lugar às custas de muitas lágrimas e suor, vencemos inimigos que ninguém sequer imaginava que poderiam surgir, mortos e vivos, todo tipo de gente, mas estamos ainda aqui e me dá medo de que um dia essas pessoas se percam de mim.

Judith remexe no berço, cada dia mais linda e sorridente, meu pequeno anjinho, ela e Matt são como um recado de Deus, nos anunciando que ainda é possível e não posso deixar de ter esperanças, mesmo com nossas grades cada dia mais repletas de zumbis, não sei porque eles tem aumentado tanto, mas estão aqui e cada dia mais deles chegam.

−Oi! Carl entra na cela sorrindo, está um homem, tem se esforçado muito para se comportar como os outros meninos da prisão, mas não acho que possa, não com as coisas que assistiu, que teve que fazer – Meu pai está preparando a comida dos porcos e acho que precisa de você para alguma coisa! Ele me avisa.

−Fica com a sua irmã aqui?

−Pode ir, a Megan está na oficina, eles estão concertando o gerador, estou livre agora! Ele não parece animado, eu sorrio e o deixo.

Passo pelo pátio, Katie assistia Nick e Amy brincarem enquanto carregava Matt no colo, ela estava de volta, era de longe a mulher mais forte que já vi, nada derruba Katie, e eu a amava por isso, sem ela acho que ainda seria aquela adolescente tola e sonhadora.

−Onde estava? Ela me pergunta.

−Colocando a Judith para dormir, quase chamei seu marido! Brinco com ela, ninguém podia negar aquele talento que Daryl tinha com crianças, era uma coisa que superava mesmo sua força no grupo, seu lugar de comando, de matador de zumbi.

−Ele iria correndo, está começando a se achar o grande hipnotizador de crianças! Ela brinca, beijo a cabecinha de Matt ele sorri com aqueles enormes olhos azuis.

−Vou ver o que o Rick quer, nos falamos depois! Me afasto e caminho até Rick.

Gosto de ver esse novo homem, ele é mais tranquilo agora, leve, gosto quando sorri, quando ajuda meu pai e quando cuida dos animais, ele é mais esperançoso e traz isso para minha vida também.

−Que bom! Ele sorri quando me aproximo, me beija de leve e mesmo depois de tanto tempo ainda acho estranho beijar ele na frente de todos – O que posso fazer para aumentar a ração dos porcos? Ele pergunta – Tem restos de comida?

−Não, nesse lugar nada é realmente resto, mas podemos dar um jeito, vou verificar na dispensa ver se tem algo que podemos dispor, e amanhã a Katie e o Daryl vão sair, podem providenciar algo.

−Dispensa é? Ele me pergunta e fico meio tensa, adoro quando ele faz isso, não é comum, Rick é discreto e quando brinca sobre isso comigo fico tonta – Quer companhia?

Foi lá que Rick me beijou pela primeira vez e mesmo se pudesse esquecer isso, Maggie e Katie jamais poderiam, a palavra dispensa tinha para elas todo um significado e eu evitava até de usá-la na frente delas, mas quando Rick usava a palavra então as coisas eram diferentes.

−Sempre quero quando se trata de você! Ele me puxa para seus braços e me beija de leve, depois me olha sorrindo.

−Está cada dia mais linda! Adoro esse Rick carinhoso e apaixonado – mas onde está nosso bebê! Adoro mais ainda quando ele diz nosso bebê.

−Dormindo! Aviso e ele ergue uma sobrancelha – Carl está lá também! Detesto desanimá-lo ele suspira.

−Nesse caso só nos resta esperar à noite! Eu o beijo e me afasto, queria era ter coragem para fazer como os outros casais, Maggie e Glenn subiam lá ás vezes, não era sempre porque tinham uma cela que realmente não dividiam com crianças, Mary e Jimmy eram frequentadores da torre também, claro que nada se comparava a Katie e Daryl, os donos do lugar, mas eu nunca tinha me atrevido, fico pensando em meu pai me vendo descer da torre, seria um constrangimento e Rick acho que entendia, nunca me convidou, na verdade se um dia me convidasse eu não diria não, mas como ele nunca fez isso, vamos levando nossa vida, esperando Judith dormir, ou mandando nosso bebê para as tias cuidarem, Katie e Maggie sempre fazem isso.

São as melhores irmãs que podia ter, cuidamos muito umas das outras, nossos homens, como Maggie diz, acham um exagero, costumam dizer que cuidamos demais das vidas umas das outras, mas somos assim, basta um olhar triste e estamos todas prontas, armadas com toda coragem para resolver o que quer que seja.

Saio da dispensa e vejo Maggie sentada no refeitório, está sozinha e pensativa, me aproximo dela.

−Algo errado? Eu pergunto, Maggie não é o tipo que fica assim contemplativa, Maggie é uma pessoa de ação.

−Um filho! Ela me diz e quase caio da cadeira.

−Está gravida? Pergunto sem me decidir sobre o que sinto.

−Não, estou pensando sobre isso! Ela me diz – Amo o Glenn, esse lugar parece agora tão seguro, eu às vezes penso que seria possível.

−Acha mesmo? Era estranho isso, eu sentia como se quanto mais segurança e tranquilidade mais perto estávamos de problemas.

−Não, na verdade nunca é seguro o bastante, mas Katie cuida de Três crianças, é feliz eles estão bem e crescendo, você tem a Judith e o Carl caramba ele venceu, é um homem!

−Maggie e o Glenn o que ele acha disso?

−É só uma ideia, não falamos muito sobre o tema, mas fico pensando nisso, eu não sei se estou sendo uma tola, mas queria um filho dele.

−Eu também queria um filho do Rick, mas não acho uma boa ideia levar isso muito à sério, foram meses difíceis não e quando a Katie estava gravida, não dizíamos, mas estávamos todos completamente apavorados, e além disso, um bebê, Maggie sabe como é, dá um medo, se algo der errado, se um dia tivermos que sair daqui, imagine a estrada agora com todas essas crianças?

Amo minha irmã, e não gosto da ideia de impedi-la de sonhar, mas não seria sua amiga se não mostrasse tudo, ela precisa ver os dois lados.

−Olha, não fica preocupada, foi só uma coisa que passou pela minha cabeça, não é um plano ou algo assim, se me decidir vamos conversar mais então não se preocupa.

−Mas eu te amo e te apoio no que decidir, sabe disso!

−Sei! Ela me abraça e Katie se aproxima.

−Abraço de irmãs sem mim? Achei traição! Ela se senta conosco e a abraçamos rindo.

−Olha a parte feminina do casal ciúme! Maggie brinca.

−Família ciúme! Eu continuo me lembrando do ciúme que Nick estava de Amy.

−Do que estavam falando, já estão me deixando por fora dos assuntos.

−Filhos! Maggie diz e depois conta a ela nossa conversa.

−Acho que concordo um pouco com a Beth, não que fosse fazer qualquer coisa diferente do que fiz, mas sem dúvida o medo é algo que me acompanha dia e noite, por que é um tipo de amor que eu nem sabia que existia.

−E talvez eu nunca descubra! Maggie nos diz e isso faz todo sentido para nós, voltamos a nos abraçar, por mais que tentássemos nunca entraríamos numa vida sequer perto do que era antes, não tem nada comum e normal, tudo é grande e assustador.

−Vai sair amanhã? Maggie pergunta a Katie.

−Vou! Ela diz sem esconder a tensão – Estou com muito medo de como as coisas estão lá fora e realmente acho que posso ajudar.

−Certo, nesse caso vou também!

−Mas já que vou sair que tal alguém dar uma de babá, o Jimmy ajuda, mas esse gerador está dando tanto trabalho, se ele tiver problemas cuidam do Matt?

−Cuidamos! Dizemos em uníssono – E por falar em cuidar! Eu começo, quero mesmo ouvir o que ela acham disso – Acham que seria muito estranho se convidasse o Rick para conhecer a torre?

−Sabia que acho uma bobagem não ter ido até a torre ainda!

−Katie você é suspeita! Brinco – Falo do meu pai sabe, se ele me vir saindo de lá eu acho que tenho uma treco!

−Beth para de tentar ser a menininha do papai! Maggie reclama – É ou não uma mulher adulta e muito bem feliz com seu homem!

−Uma mulher adulta feliz com meu homem e a menininha do papai! Responde fazendo as duas rirem de mim.

−Certo deixa ela Maggie! Katie diz e sinto um olhar das duas – Se ela não quer ir tudo bem! Detesto aquele tom, essas malucas vão aprontar alguma e já posso até ver que vou acabar numa grande confusão como quando dormi pela primeira vez com o Rick, meu pai atrás de mim e a Katie distraindo ele e todos sabendo o que afinal estava acontecendo.

Seguimos cada uma para seus afazeres, elas não falam mais sobre isso pelo resto do dia.

Anoitece e Rick se aproxima de mim, tinha um sorriso bonito e trazia Judith nos braços, ela me pede colo, com aqueles bracinhos gordos eu a pego.

−Ela não pode ver você que já corre, ninguém ganha do seu colo! Ele brinca.

−Ao menos se Daryl estiver a um quilometro de distância! Eu o lembro.

−Ele não conta, tenho certeza que compra as crianças com alguma coisa que ainda vou descobrir!

Ficamos no pátio esperando a noite cair, Maggie e Katie passam por mim e sinto algo no ar, droga de boca grande que tenho, eu penso, é claro que vão aprontar.

Levo Judith para o banho depois de estarmos limpas e vestidas eu sigo para o refeitório todos estavam lá e jantamos em família, em seguida sigo com Judith para nossa cela, ela estava dormindo e eu a coloco na cama.

Beijo suas bochechas rosadas e ela ressona.

−Beth preciso de um favor! Maggie me pede – Deixei meu casaco favorito o mais quentinho lá na torre, pode buscar para mim?

−Eu te empresto um! Ofereço.

−Não obrigada, quero o meu!

−E por que quer que faça isso, a Judith está dormindo.

−Eu fico com ela, acabei de brigar com o Glenn se ele me vir indo para torre vai achar que quero fazer as pazes e não quero! Eu acho aquela história muito sem pé nem cabeça.

−Maggie isso não é obra sua e da Katie é?

−Certo! Ela suspira – Vou ser honesta, nós estamos sim planejando uma maneira de levar vocês dois para lá, mas ainda não ficou nada certo, passamos a tarde tendo ideias, mas nenhuma foi realmente boa, então é só o casaco mesmo.

−Eu vou, mas porque brigou com o Glenn?

−Ele me disse uma coisa que não gostei, nem me lembro o que! Ela me conta e isso era bem possível, aqueles dois viviam assim, Maggie era muito difícil até para o paciente Glenn.

−Me convenceu, eu vou, mas fica aqui, ela pode acordar, se o Rick chegar diga que já venho.

−Vou dizer! Ela sorri docemente, mas Maggie nunca sorri docemente e ergo uma sobrancelha, saio meio na dúvida, passo pela meia dúzia de pessoas reunidas no refeitório, todos da família Dixon, e tenho quase certeza que realmente tem alguma coisa errada nessa história, decido pagar para ver e caminho para torre.

Está bem escuro e apresso o passo, abro a porta um tanto assustada, vejo a luz bruxuleante das velas lá em cima e se não tivesse visto todos os frequentadores da torre lá embaixo acharia que estava interrompendo alguém, subo devagar, nenhum som é ouvido, nada além dos zumbis nas grades é claro.

Assim que chego lá em cima vejo Rick de pé olhando para o horizonte, sim aquelas duas traidoras me pegaram no fim.

−Rick? Eu estranho – O que faz aqui?

−Recebi seu recado achei estranho, mas...

−Que recado? Estranho, mas não muito, sei de quem partiu o recado.

−Katie me disse que era para te esperar aqui! Ele parece confuso – Achei estranho, mas gostei.

−Gostou? Eu pergunto sem ligar muito para quem afinal nos colocou lá em cima.

−Muito! Ele me abraça e meu coração dispara.

−Mas sabe que não fui eu, não é?

−Sabia antes, estava torcendo para cair no plano delas! Ele ri – Sempre quis saber como era estar aqui com você, sem medo de barulho ou invasões, só eu e você.

−Mas nunca me convidou! Eu o lembro.

−Achei que não viria e mesmo querendo ficar aqui com você se preferir podemos descer!

−Sabe que todos vão saber o que fizemos aqui, não é? Ele concorda – E não faz diferença se fizermos ou jogarmos cartas, nada vai mudar o que acham, então...

Ele ri antes de me beijar.

−Se estamos na chuva vamos nos molhar? Ele brinca quando nos afastamos.

−Sim! Eu respondo meio sem condições de prolongar muito o assunto.

Rick me beija longamente, sem me dar conta estávamos nos despindo, é tudo lento e diferente, não sei se pelo clima do lugar ou pela emoção de me sentir realmente livre tudo fica mais intenso, só penso nele e no que estar ali me provoca, seus lábios descem pelo meu pescoço e depois estavam nos meus seios, eu estou arfante, minhas mãos percorrem seu corpo e ele me pega no colo, me leva até o colchão sem parar de me beijar e depois fica me olhando, fico tímida, ainda fico um pouco quando ele me olha assim, mas acho que Rick gosta disso.

Ele se deita sobre mim, nos beijamos e acabo gemendo, nem acredito que não preciso controlar nada, que posso aproveitar aquele momento por completo e é exatamente o que faço, cada toque dele me soa diferente, me sinto mais livre ali e me entrego, nunca foi tão perfeito, posso dizer seu nome e pedir mais e ele pode fazer o mesmo, então é isso, esse lugar é mesmo magico.

Chegamos juntos ao clímax, comigo dizendo seu nome enquanto ele me dizia coisas doces, adoro estar em seus braços, me sentir inteira, mas nunca me senti tão mulher dele como naquele momento.

Depois ficamos nos olhando, ele não se afasta de mim e está sorrindo, feliz como nunca o vi.

−Sabe aquelas histórias que ouvimos lá embaixo sobre tomar a torre? Ele me pergunta e sorrio concordando – Acho que podemos entrar nessa pequena guerra interna!

Eu nem o reconheço, adoro ver como está tranquilo e despreocupado.

−Já viu Katie e Daryl lutando não é, acha que temos chance? Brinco com ele.

−Acho que esse lugar vale a tentativa.

−Nesse caso estou dentro! Ele me beija de novo e começamos tudo de novo e é ainda mais perfeito, estava amanhecendo quando no fim nos sentimos esgotados, de um jeito que nunca me senti, estou em seus braços, feliz e silenciosa, não precisamos dizer realmente nada.

Assistimos silenciosos o dia amanhecer, meus olhos se enchem de lágrimas pelas coisas que não vamos ter e pelas coisas que temos, sou feliz, mesmo depois de tudo que passamos.

−Eu te amo! Ele me diz e eu olho para ele, Rick já me disse isso algumas vezes, mas dessa vez é diferente, parece fazer mais sentido.

−Eu te amo também! Ele me beija – Amo a tanto tempo, e estou tão feliz aqui, mas isso é só um reflexo de como é maravilhoso comigo lá em baixo.

−Me conquistou Beth, demorei para entender isso, mas fico feliz que estamos juntos, você é a melhor coisa que tenho, me faz feliz, está do meu lado.

−Sempre vou estar! Ele suspira – Temos que ir! Aviso a ele.

−Eu sei, já está de manhã, sabe que seu pai a essa hora deve estar na horta, tudo bem para você?

−Sim, depois dessa noite tudo bem, eu não sou mais a menininha do papai, acho que até ele já entendeu isso, faltava eu entender.

−Que bom, agora não é mais a menininha do papai mesmo, é a mulher que amo, a minha mulher.

−Sim eu sou e estou feliz com isso, mas ainda quero matar a Maggie e a Katie! Ele me beija e nos preparamos para descer, foi perfeito e teremos muitas outras oportunidades de viver momentos como aquele, graças as minhas intrometidas irmãs.

−

Notas finais
Pessoas queridas, o que acham se continuar a quarta temporada como Fim dos tempos dois, essa parece que está ficando muito grande, quero continuar de onde parei sem alteração, me deem ideias.
comentem.