Fim Dos Tempos
81 Capítulo 81 - Nova visita
Notas iniciais
Fiquei quase sem entrar o fim de semana todo, mil perdões, foi uma correria, mas aqui está, mais um capítulo.
Obrigada pelo carinho.
Pov – Beth
Termino de calçar os sapatos e me sinto péssima, não gosto de mentir para meu pai, de me encontrar com Rick escondida no quarto de Maggie como se estivesse fazendo alguma coisa errada.
Olho para ele que fechava o último botão da blusa, ele tem tanto com que se preocupar e isso só me faz me sentir ainda pior, descobrimos que existe um grupo por ai, que esse grupo pode nos trazer problemas, quem sabe uma nova guerra e minha preocupação fica pequena e sem importância.
Rick caminha para mim, sorri e me envolve num abraço carinhoso, agora vamos nos despedir e cada um segue para sua cela como se nada tivesse acontecido.
−O que foi? Ele me pergunta, eu desvio o olhar por que sou péssima mentirosa, não respondo de imediato, não sei mesmo o que dizer, não acho que ele deva fazer um pedido oficial, nem a mim, nem ao meu pai, mas acho que deve partir dele o desejo de dividir um canto comigo.
−Não gosto de mentir para o meu pai, de agir as escondidas como se estivesse fazendo algo errado.
Eu cuido de Judith, ela me olha e me chama, vê em mim a mãe dela e é assim que me sinto, e todas as noites tenho de me despedir dela e dormir sozinha, quando tudo que queria era viver minha história com essa família, nunca sabemos quando acaba, como acaba, não quero uma vida de arrependimentos.
−Acha mesmo que depois de meses seu pai não sabe o que se passa, moramos em celas Beth, todos juntos, seu pai está aqui, em baixo de nós agora, lendo um livro em sua cela, ele sabe que estamos aqui.
Aquilo era ainda pior, se ele queria me animar escolheu o discurso errado, gemo angustiada.
−Talvez esteja certo, principalmente porque Maggie não tem ideia do que a palavra descrição significa.
−Exato! Ele me beija – Mas isso não muda nada, amo você, de verdade, e cada dia amo ainda mais, é claro que queria dormir e acordar com você todos os dias, mas entendo sua posição.
Minha posição? Do que raios ele está falando, qual é minha posição, alguma vez ele me perguntou isso, quando foi que fiz parecer que quero manter essa situação assim?
−De que posição estamos falando? Pergunto e ele me olha com a sobrancelha erguida.
−De ser discreta, não foi assim desde o começo? Ele diz meio na dúvida – Eu entendo você, sou mais velho, tenho dois filhos, um adolescente e um bebê, acho que os dois momentos mais difíceis de uma criança, entendo que não se sinta pronta para assumir uma relação assim, se abrirmos de verdade, se dividirmos uma cela... – Ele me encara tenso – Bom você fica na posição de mãe e é ainda jovem...
−Está se ouvindo? Fico fora de mim, nem acredito no que estou ouvindo – Me diga, que outra mãe a Judith conhece? Ele me olha confuso, sem esperar meu pequeno ataque, ninguém nunca espera que Beth erga a voz, que se irrite – Desde que sua filha nasceu eu cuido dela como se fosse minha, como pode achar que tenho medo disso? E o Carl, você é cego? Eu me afasto dele, andava de um lado para outro com os olhos marejados de tanta raiva – É para mim que ele corre, nunca viu, nunca percebeu?
−Beth...
−Um homem mais velho, responsabilidades? Eu não o deixo falar – Assumi seus filhos muito antes de ter sequer alguma esperança sobre nós, eu nem sabia que te amava e já era tudo que seus filhos tinham, essa porcaria de mundo está acabando e vem com essa droga de clichê de homem mais velho?
−Beth querida...
−Querida coisa nenhuma, você é um idiota, não enxerga um palmo a frente do seu nariz, tudo que queria era ser sua, dormir e acordar com você, mas agora diante dessa sua opinião sobre mim, bom eu já não tenho tanta certeza, porque acho que nunca me viu de verdade.
Eu saio da cela as pressas, cheia de fúria e sigo para o pátio, fiz uma cena, toda prisão ouviu e não tem nada que possa fazer sobre isso, queria correr para torre e me esconder lá, mas acontece que para ter meus encontros secretos com Rick Grimes minha irmã tem que dormir na torre e é lá que ela está agora, podia procurar Katie para conversar, mas ela está com aquela multidão que é sua família, além de Judith, sim porque eu a única mãe que Judith conhece pedi a ela que cuidasse dela para mim.
Carl e Megan caminhavam para dentro, era hora de levar a namorada para casa, eu penso, até aquelas duas crianças tinham uma vida mais aberta que a minha.
−Precisa de algo Beth? Carl me pergunta preocupado, eu seco minhas lágrimas.
−Não Carl estou bem.
−Se ajuda, meu pai ama você, mas acho que tem medo de você deixar ele se forçar muito as coisas!
−Não acha que ele deveria me dizer isso? Não vou deixar que Rick saia dessa assim tão fácil.
−Eu acho! Megan me diz e Carl aperta sua mão – Vocês meninos estão sempre se ajudando! Ela o crítica e ele revira os olhos.
−Vamos entrar que seu pai daqui a pouco vem te buscar! Ele a puxa pela mão e se não estivesse tão furiosa teria sorrido.
Eles somem então vejo Rick caminhar para mim com passos decididos, pega minha mão sem aviso e começa a me puxar para dentro.
−O que está fazendo? Eu pergunto brava.
−Vamos falar com seu pai! Ele diz e fico assustada empaco, bem feito Beth Grenne, não fez uma cena? Agora aguente as consequências – Ou podemos simplesmente seguir para nossa cela e dormirmos juntos como se isso fosse comum, Hershel vai ter que aceitar, não vou mais dormir sem você! Eu fico olhando para ele, sem saber o que dizer, pisco, abro e fecho a boca.
−Rick...
−Não você está certa sobre tudo! Ele me diz recomeçando a caminhar – Carl vai ter uma cela só para ele e vamos ficar eu, você e a bravinha – Ele bufa detestava chamar a filha assim – Sinto vontade de matar o Daryl quando a chamo assim! Reclama e então estávamos na porta da cela do meu pai e eu queimava, ele não me dá chance me arrasta para dentro e meu pai nos olha tranquilo.
−Parece tarde! Ele diz – Achei que estivessem todos dormindo, algum problema?
−Amo sua filha! Rick começa, acho um bom jeito de começar e terminar tento puxa-lo ele parece uma pedra – Estamos juntos a algum tempo e a vida agora é diferente e realmente não quero me despedir dela na porta da cela com um beijo no rosto e um boa noite como meu filho faz com a namorada por que não tenho mais doze anos e nem ela.
−Também acho isso meio infantil! Papai nos diz ainda tranquilo.
−Acha? Eu pergunto confusa.
−No começo eu era contra, sabem disso, depois me acostumei e agora até gosto da ideia de estarem juntos, mas decidi não me intrometer mais na vida de minhas filhas então...
−E pretendia me contar algum dia que não quer mais se intrometer na minha vida? Fico brava com meu pai também.
−Achei que tinha percebido.
−Isso resolvem depois! Rick diz a ele, ainda segurava minha mão com firmeza – Vim comunicar que a partir de hoje eu e Beth vamos dividir uma cela! Ele encara meu pai com olhos firmes e meu pai balança a cabeça concordando.
−Até que enfim resolveu assumir realmente minha filha, que bom, desejo toda sorte do mundo aos dois.
Meu pai estica a mão e aperta a do Rick que sorri, depois nos abraçamos, ele me beija o rosto carinhoso.
−Amo você filha, seja feliz!
Concordo com um sorriso e muitas lágrimas não posso evitar pensar em Maggie e Katie e nas mil vezes que me obrigariam a repetir esse momento.
−Boa noite Hershel.
Deixamos a cela do meu pai e quando caminhávamos para cela dele Rick me para, me envolve num abraço.
−Amo você e a partir de agora é minha mulher! Nos beijamos longamente, ele me deixava sempre tonta, depois quando chegamos a sua cela Carl saia com algumas roupas.
−Beth eu sei que não gosta quando bagunço minhas coisas, mas amanhã ajudo a arrumar, é que estou de mudança, meu pai se casou! Ele abre um largo sorriso e eu o abraço, Carl e eu sempre fomos amigos, muito amigos, ele me conhece bem e torcemos um pelo outro.
−Certo! Eu digo emocionada quando nos afastamos – Amanhã arrumamos tudo.
Fico sozinha com Rick, ele me olha.
−É você que cuida das coisas do Carl?
−Sim Rick, sou eu, a muito tempo! Ele me beija, e fechamos nossa cortina, Judith estava com Katie, Carl tinha se mudado e aquela noite seria só nossa.
Pov – Katie
Assim que acordo vejo Beth e seu lindo sorriso aparecer na porta.
−Bom dia! Ela diz, Matt já tinha mamado e papai trocava sua fralda com a ajuda preciosa de Nick, Megan fazia uma trança no cabelo e a Bravinha estava sentada olhando meu bebê e batendo palmas animada.
−Bom dia! Dizemos todos – Olhe Beth como a bravinha olha para o mini ratinho, está claramente rolando um clima! Daryl brinca, ele adorava provocar Rick com isso, e pior é que conseguia, quase sempre Rick pegava a filha e tirava de perto.
−Estou morando com o Rick! Ela nos diz do nada, eu pisco e olho para Daryl que dá de ombros.
−Bem Beth sinto muito em informar mas eu também! Daryl diz rindo, ele hoje estava mais feliz que... não ele agora estava sempre feliz.
−Vem Judith! Ela pega a menina que a abraça saudosa – Estou falando sério, estamos desde essa noite dividindo uma cela.
−Depois do café quero saber tudo! Eu a abraço muito feliz beijo Beth e desejo sorte, ela ria.
Fico de novo sozinha com minha família e decidimos descer para o café, aquilo exigia toda uma logística, eu levava Matt, Daryl levava Nick e a gaiola de nosso fofíssimo coelho branco.
Megan seguia ao nosso lado de mãos dadas com Carl que nunca falhava, ele estava especialmente feliz e descia contando a Megan o que tinha acontecido depois de se despedirem.
−Agora minha cela é a do lado e vou dormir sozinho! Ele diz e Daryl faz uma careta para ele.
−O que minha ratinha tem a ver com isso?
−Nada Daryl! Carl responde de má vontade.
Chegamos no refeitório e Sasha ria largamente caminhamos até ela e nos sentamos.
−O que foi? Eu pergunto.
−Vocês! Ela diz – Ontem quando chegaram daquela pequena saída, é como eu digo, me lembravam heróis de quadrinhos, no modo bélico como costumam dizer e então quando os vi descendo agora, bom vocês tem ideia de como os vemos, são duas crianças, um bebê e desculpe, mas uma gaiola com um coelhinho branco? Ela ria – É como se isso fosse uma terceira dimensão, uma realidade paralela.
−É Sasha é isso, essa é nossa identidade secreta, um casal de classe média numa vida simples, mas se alguém grita por socorro então o modo bélico entra em ação.
Daryl toma Matt do meu colo, e eu sigo para pegar o café da manhã da família Dixon, nessas horas me sinto mesmo uma mulher comum numa vida de classe média e adoro isso, pelo menos até chegar ao pátio e ver que não são bem animais de estimação que rosnam do lado de lá.
Depois do café seguimos para o pátio, ainda tínhamos um restinho de sol e quero aproveitar isso antes de o inverno nos engolir, Rick se aproxima sorridente, Maggie corre para mim, sei o que quer comemorar.
Nos abraçamos e puxamos Beth para um canto queremos detalhes e deixamos Rick e Daryl com as crianças, olho para eles que conversavam e não acredito no quanto aquela cena é sul real.
Beth repete a história uma meia dúzia de vezes aplaudimos comentamos e damos parabéns depois ela vai buscar Judith e se retira, começamos uma reunião, desde que meu bebê nasceu eu voltei a participar das reuniões, ainda fico tensa de não poder ir, mas sempre prefiro saber o que se passa.
−Acho uma boa ideia irmos até aquela cidade, saber o que se passa, podemos ir em dois, é mais seguro, olhar e voltar! Daryl sugere.
−Posso ir! Glenn se voluntaria.
−Você não Glenn! Eu reclamo e todos me olham – Gente se alguém pode ser sequestrado as chances de ser o Glenn triplicam.
−Isso é verdade! Daryl diz e Glenn olha para ele sério.
−Gostava mais de você mal humorado e caladão! Ele reclama.
−Eu vou! Michonne anuncia e sei que nesse caso é Daryl quem vai com ela, uma espada e uma besta o resto não tinha desenvolvido um talento silencioso, além de mim é claro, sinto falta de minhas aventuras com minhas facas.
−Então é isso, vamos os dois, olhamos e voltamos, nada de aventuras, nem nada do gênero.
Daryl me olha sei que é uma promessa e então escutamos uma gritaria de gente nos chamando do lado de fora e Megan e Nick aparecem correndo.
−Tem um homem lá fora! Megan avisa e todos correm para fora, entrego meu mini ratinho para a irmã.
−Para nossa cela os três, só saiam quando mandar.
Ela afirma e saio em busca de Daryl, um homem caminhava matando zumbis aqui e ali não o conheço.
−Paul! Jimmy diz forçando a vista – Eu o conheço! Avisa e pede para abrir o portão, Maggie abre, mas o homem fica preso entre os dois portões a pedido de Jimmy.
−Deixe as armas se quiser passar! Ele pede e então outros moradores de Woodbury surgem do lado de fora e cumprimentam o homem que concorda em se desarmar e entrar.
Daryl é de novo o homem focado e armado, nem de longe lembra o pai dedicado quando faz o homem se ajoelhar e colocar as mãos na cabeça enquanto o revista, depois o põe de pé sem delicadeza alguma.
−Quem é você, como nos achou? Rick pergunta.
−Meu nome é Paul, vivia em Woodbury, estava fora da cidade quando tudo aconteceu, quando cheguei de volta a Woodbury não tinha mais nada, a cidade está tomada por zumbis! Ele avisa.
−Continue! Todos nós atentos e armados, sem acreditar em uma só palavra dele.
−Demorei para entender que Phillip tinha perdido e que estavam todos aqui, eu tinha trazido um grupo de pessoas comigo, venho formando ua pequena comunidade.
−Certo, é só nos dizer onde é e ficamos longe! Daryl avisa dando um passo em sua direção – E você pode fazer o mesmo.
−Calma! Ele diz olhando agora para as pessoas de Woodbury – Sabem como as coisas são difíceis e que um grupo grande é muito mais seguro, eu tenho uma boa cidade, não vou dizer onde, mas cuidamos do lugar e está seguro, vim em missão de paz, convidar quem viveu em Woodbury a voltar se quiser.
−Não vai nos dizer onde é, mas sabe onde estamos, quem garante que está mesmo buscando paz? Glenn pergunta.
−Vocês vão ter que confiar em minha palavra! Ele diz e olha em volta – Alguém quer vir ou são prisioneiros aqui? Eu sinto o tom de provocação, meia dúzia de idiotas se propõe a ir, nos olhamos sem acreditar.
−Eu não quero problemas com o grupo da prisão! Ele garante e olho para ele cheia de dúvida.
−E o governador, foi ele que te mandou? Pergunto e ele me olha.
−Achei que vocês tinham matado ele, não foi assim? Pergunta e sei que está mentindo.
−Sabe que não! Eu o encaro.
As pessoas decididas a seguir com ele somem para suas celas, ficamos ali olhando aquele homem, ele tinha no máximo cinquenta anos, era forte e parecia em ótimas condições, mas não tinha ideia de que sabíamos onde ficava sua cidade, isso era bom.
−Sabe Paul, eu vou com você! Jimmy anuncia e todos ficam surpresos.
−Isso é muito bom Jimmy você é muito talentoso! Seus olhos brilham.
−Jimmy não! Daryl pede, não parece um pedido, é aquele jeito Dixon de ser.
−O garoto decide! Paul intervém.
−Quero ir Paul, acho mesmo que aqui eu nunca fui muito reconhecido! Jimmy olha para o chão, sei o que está fazendo, e tenho medo por ele, mas se o entregasse estaria colocando sua vida em risco.
−Não acredito que está dizendo isso! Daryl dá um passo em sua direção eu o seguro.
−Deixe ele amor! Eu olho para Jimmy – É um ingrato!
Jimmy engole em seco e nos dá as costas seguindo para sua cela, grita um volto logo e some.
−Bom temos coisas a fazer, deixe que vão, venha amor, vamos cuidar de nossa família.
Entro apressada com Daryl atrás de mim me olhando preocupado, encontro Jimmy onde achei que o encontraria na minha cela abraçado as crianças, Daryl me olha sem entender a cena.
−Não Jimmy! Nick chorava – Não vai.
−É só uns dias, preciso que me faça um favor! Ele diz com Nick e Megan chorando em volta dele e meu mini ratinho no colo – Cuida da Mary para mim até eu voltar?
Nick concorda e volta a abraça-lo fico com pena das minhas crianças, e de Jimmy e quando olho para Daryl vejo que era difícil para ele também.
−Não acredito que está fazendo isso! Daryl reclama magoado.
−Ele não está realmente indo não é Jimmy? Eu pergunto e ele concorda comigo – Quer se infiltrar lá e saber como são as coisas.
−Jimmy! Daryl fica irritado, sei que gosta de Jimmy como um irmão mais novo, se sente responsável por ele.
−Eu preciso, não tem ninguém que seja confiável o bastante para fazer isso! Ele avisa – Se ele não quiser problemas ótimo, pego minhas coisas e volto para casa, mas se quiser, se forem muitos é bom que estejamos prontos.
−É muito arriscado! Daryl andava de um lado para outro.
−Sei que sim, mas olhe para eles, são mesmo meus irmãos, e tem vocês dois e a Mary, eu preciso fazer isso, só eu posso fazer.
−E como vamos saber que está bem, que não se meteu numa bela encrenca?
Ele fica pensativo, olho para meus filhos, soluçavam agarrados a Jimmy.
−Três dias! Ele diz é um bom prazo, sabem onde nos encontramos, quando fui com Katie te tirar do telhado, aquele motel?
−Certo! EU falo – Três dias ao meio dia lá, se não chegar vamos atrás de você.
−Nada disso, não estiver lá é melhor que voltem e se preparem para uma nova guerra.
Mary estava na porta da cela soluçando ele se despede dela com um longo beijo, enfia alguma peças de roupas na mochila e beija mais uma vez as crianças.
−Se cuida preguiçosa! Ele enfia o dedo no ouvido de Megan que dessa vez não reclama me abraça aperta a mão de Daryl e sei o quanto se orgulha de serem amigos, depois pega Nick no colo.
−Sabe o que tem que fazer?
−Cuidar da Mary e da nossa oficina também! Ele responde triste – Não demora!
−Não! Ele nos deixa, fico com as crianças por que não quero vê-lo partindo, Daryl também fica, me abraça carinhoso e pega Nick no colo, Mary segue para sua cela e posso ouvir seu choro.
−Quando ele voltar vou ajudá-lo a se mudar de volta para sua cela! Eu digo e Daryl sorri triste.
−O garoto é uma lesma! Brinca sem muito ânimo.
Depois nos reunimos mais uma vez, Tyresse e Sasha pareciam horrorizados que aquelas pessoas tenham partido, principalmente Jimmy.
Nos olhamos e sei que ali só temos pessoas de confiança.
−Jimmy não foi um traidor, ele vai tentar descobrir alguma coisa, em três dias vamos nos encontrar e então temos de decidir como vai ser.
Três dias, era isso que nos separava de uma nova guerra ou de novos vizinhos, não sei como vai ser, meu medo agora é ainda maior, tenho um bebê, ninguém vai machucar meu bebê.
Era impossível não lembrar do ataque do governador de tudo que passamos, de Merle, da mãe dos meus ratinhos e tantos outros inocentes, não quero mais isso, mas estou pronta, sempre vou estar de pé, em guarda, pronta para lutar.
−Você não desiste, eu não desisto! Daryl me diz no ouvido quando sente minha preocupação.
−Nunca! Respondo antes de beija-lo de leve, e essa era a nossa única verdade.
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