Fim Dos Tempos
67 Capítulo 67 - Visita à torre
Notas iniciais
Mais um capitulo, espero que gostem.
Comecei uma nova história, queria postar o Link mas não estou conseguindo.
Chamasse (Apocalipse - A era dos mortos) podem por favor dar uma olhadinha, estou curiosa para saber a opinião das minha amigas.
obrigada
Pov – Daryl
Nada poderia me deixar mais feliz do que avistar os muros da prisão, solto o ar pela boca, aliviado e assim que me aproximo, Tyresse abre os portões e entramos, paro o carro de qualquer maneira quando vejo minha pequena de pé perto do banco onde eu sei que passou muito tempo sentada à minha espera, desço e caminho até ela.
Katie me abraça, respira aliviada e eu a beijo longamente matando a saudade, não dizemos nada por um bom tempo, então nos separamos quando Nick puxa minha jaqueta pedindo atenção, me afasto dela e ela sorria, chorava também, mas o mais importante é que sorria.
−Oi papai! Ele me diz e eu o pego no colo, Megan corre até mim e a envolvo num meio abraço com Nick no colo, beijo seus cabelos e ela sorri – Cuidamos da mamãe, ela chorou e ficou triste, mas eu e o Jimmy e a Megan cuidamos dela.
Jimmy estava ao lado de Katie, estendo a mão em agradecimento, ele sorri apertando minha mão, depois olha para o carro, Maggie ajudava a garota a descer, ela parecia impressionada, Beth já estava por perto e Rick também.
−Quem é? Minha pequena pergunta.
−Encontramos ela no caminho de volta, está sozinha, veio para ficar, depois eu conto quero saber de você.
−Ela mal tocou na comida, está a horas aqui fora, nesse frio! Jimmy me avisa.
−Certo Jimmy vou cuidar de tudo agora, obrigado! Eu digo colocando Nick no chão que assim como Jimmy parecia muito interessado na garota nova – Vamos entrar pequena.
−Vou ver se a moça precisa de alguma coisa! Jimmy diz se afastando e eu puxo minha pequena para dentro, Megan nos segue e Nick vem junto, mas sua atenção estava voltada para fora.
Levo minha pequena para nossa cela e faço ela se deitar depois eu a cubro e ela ria de mim.
−Eu estou bem, não estou doente!
−Isso não faz diferença, vai ficar ai quietinha, estou faminto vou buscar algo para comermos juntos aqui.
−Podemos ficar lá fora? Nick pergunta e Megan se posiciona a seu lado.
−Vão! Eu digo rindo sabendo que queriam descobrir tudo sobre a garota nova.
−Amor é sério tem de demitir o Jimmy! Minha pequena diz quando ficamos sozinhos – Ele realmente tomou seu pedido como uma ordem e passou o dia inteirinho atrás de mim, como uma sombra, eu mal podia andar, e fez Megan e Nick ficarem colados nele também, vim me deitar um pouquinho e ele ficou sentado no beliche com as crianças.
−E ainda quer que o demita, eu vou dar um aumento a ele, quem sabe promove-lo! Eu brinco beijando seus lábios, me lembro do presente que ainda estava no carro – Vou buscar comida, fique quietinha que volto logo.
Passo no carro e pego o sapatinho, coloco no bolso da jaqueta e sigo para nossa cozinha externa, estou com fome e preciso fazer Katie comer também, a garota nova estava sentada e respondia ao provável interrogatório de Rick, Megan e Carl assistiam de longe, já Jimmy e Nick estavam quase sentados no colo dela, não posso evitar um sorriso.
Quando caminhava de volta encontro Carol, ela se aproxima de mim sorrindo, me obriga a parar quando não me deixa passagem.
−Se fosse você evitava essas saídas, sua princesinha passou o dia com o Jimmy, eu não a condeno é um garotão muito bonito e jovem, ela realmente não perde tempo!
−Carol Jimmy passou o dia exatamente onde mandei que ficasse ao lado da minha mulher, cuidando dela, se acha mesmo que vai me provocar com esse comentário está enganada, estou seguro sobre isso, aliás estou seguro sobre tudo.
Eu passo por ela irritado, Jimmy era um bom menino, Katie gostava dele e se tinha uma coisa da qual eu tinha certeza era de que minha pequena me amava e que ninguém nunca estaria entre nós, minha pequena era a ciumenta, não eu, ao menos não mais.
Katie olhava para o teto quando entro, ela me sorri, descido não contar a ela minha conversa com Carol, nada de deixa-la tensa, comemos juntos, conto a ela cada detalhe da saída, conto de como foi que encontramos Mary e ela fica mais tranquila por tudo ter sido fácil.
Depois me aproximo dela e pego no bolso o presente sabendo que ficaria feliz.
−Passei por uma loja de bebês e trouxe isso! Eu entrego e ela sorri emocionada, pega o par de sapatinhos que fica perfeito em suas mãos delicadas, ela fica uns segundos olhando para ele, me dando a real dimensão do que estávamos construindo, me apavora e me orgulha pensar nisso.
Quero tanto ter minha mulher em meus braços, ainda mais agora que parece tão delicada, feminina, antes da nossa primeira vez era muito mais fácil resistir, mas agora que experimentei o paraíso quero me mudar para lá, e resistir tem sido um tormento.
−É perfeito! Ela me olha sorrindo por entre as lágrimas – Queria ter estado lá, ter visto seus olhos brilhando no meio de todas aquelas coisas de bebê!
−Vai fazer muitas compras para ele pequena, não vai ficar de férias para sempre! Eu tento confortá-la, só mesmo minha pequena atiradora de facas para ficar triste por que não pode sair para caçar zumbis.
−Não sei amor, não sei se posso deixá-lo aqui, pequeno e indefeso aos cuidados de quem quer que seja para ganhar as ruas com você! Eu adoro ouvir aquilo, também não acho que mais ninguém seja capaz de proteger nossa cria, mães são fortes, poderosas em qualquer espécie, minha pequena então seria como uma leoa.
−Só quando estiver pronta, e nosso bebê tem muita sorte, tem a melhor mãe.
−E o melhor pai! Ela me diz e duvido.
−Estou tentando! E ela nem imaginava o quanto.
−Amor! Ela me diz um tanto abatida – Acha que... é estranho falar nisso, mas preciso! Eu me arrumo mais para poder olhar para ela, não sei do que se trata e decido prestar atenção – Eu sei que estou pálida, chorona, meio chata e que... meu corpo está mudando, que vai mudar ainda mais, mas acha que depois que o bebê nascer, quando essa coisa de mãe diminuir um pouco, acha que vai voltar a gostar de mim como antes? Ela seca uma lágrima e me encara, fico processando suas palavras, não sei se entendi o que ela disse.
−Pequena, eu gosto de você como antes, acho que na verdade amo ainda mais, sempre amo mais, não tem nada errado com você.
−Eu sei que me ama, estou falando de... é que nunca mais fomos na torre, e o banho... é só um banho, está carinhoso, cuidadoso, mas acho que não me deseja mais.
De onde ela podia ter tirado algo assim, me aproximo dela porque estávamos sentados de frente um para o outro como dois coleguinhas, eu olho para ela que nesse minuto é a mulher mais linda que já vi.
−Pequena, acha que não desejo você? Pergunto surpreso – Está mais linda que nunca, sensível e delicada, eu desejo você, tanto quanto antes, como pode pensar o contrário?
−Então porque não fazemos mais amor? Ela me pergunta com os olhos brilhantes – Eu sinto sua falta! Ela toca meu rosto.
−O nosso mini ratinho está ai dentro, eu acho que temos que esperar, está difícil, mas posso suportar, ficar assim pertinho complica as coisas – Eu digo puxando minha pequena para meus braços, não quero que ela duvide do que me provoca – Mas podemos resistir.
−É isso? Ela abre um sorriso largo – Você acha que não podemos porque estou gravida?
−Está dizendo que tudo bem? Eu pergunto esperançoso.
−Não tem nada errado nisso amor, não vamos machucar nosso bebê, podemos fazer amor até o último dia.
−E só me diz isso agora? Eu pergunto entre surpreso e feliz, então a tomo nos braços, nem acredito que me controlei todo esse tempo, quero minha pequena e não vou esperar mais, nos beijamos longamente – Acho que está liberada para fazer a vigia na torre e devemos providenciar isso agora mesmo!
−Estou sempre pronta para o trabalho! Eu a beijo mais uma vez e depois a ajudo a ficar de pé, saímos de mãos dadas e quando atravessávamos o pátio Nick corre até nós.
−Onde vão? Pergunta curioso.
−Vamos fazer a vigia na torre! Aviso.
−A mamãe pode fazer isso, disse que ela não pode fazer nada?
−Isso ela pode, junto com o papai é claro! Ela sorri abraçada a mim – Agora vá brincar, voltamos logo! Ele afirma e corre de volta para Jimmy – Talvez não tão rápido! Digo a ela quando voltamos a caminhar.
Ajudo minha pequena a subir as escadas cuidadoso, era um lance considerável, ela parece com ótima disposição quando chegamos lá em cima.
Katie segue para o nosso colchão, eu tiro seus sapatos e a ajudo mais uma vez, nos deitamos e volto a beija-la.
−Tem certeza? Pergunto ainda meio incrédulo, ela só confirma com a cabeça, estava sorrindo e beijo minha pequena como quis fazer desde que soube que teríamos um bebê, com todo meu coração.
Nos despimos com cuidado, mesmo sabendo que tudo bem quero ser gentil e cuidadoso, estávamos sob as cobertas, meu coração batia alucinado, meu sangue pulsava de saudade e desejo, mas ainda assim eu precisava me controlar.
−Se sentir qualquer coisa vai me dizer? Eu pergunto preocupado.
−Não vou sentir nada, quer dizer nenhum desconforto, pode apostar! Ela diz me puxando para ela, me beija.
−Posso parar quando quiser, eu...
−Você fala demais! Ela me interrompe voltando a me beijar, eu, Daryl Dixon, sendo acusado de falar demais, as coisas tinham mesmo mudado.
Toco cada parte de seu corpo, ainda não havia grandes mudanças, talvez os seios um pouco maiores, acaricio seu ventre, sinto vontade de falar com meu bebê e mais uma vez fico com medo de parecer ridículo, afasto a ideia, ela geme quando nossos corpos se unem, como senti sua falta, nove meses seria uma eternidade, me movimento lentamente, ela me envolve me beija.
−Amo você! Sussurra e queimo ainda mais.
−Você é minha! Eu digo em seu ouvido.
−Sua! O paraíso nunca foi tão perfeito, eu a envolvo em meus braços, e ficamos em silencio, saboreando aquele momento onde sempre estamos completos.
−Está bem? Pergunto para ter certeza – Não machuquei você, machuquei?
−Não amor, nunca, estou feliz, senti tanto sua falta, achei que nunca mais iria me querer desse jeito.
−Devia ter dito antes! Eu a beijo – Falamos sobre tudo.
−Mas eu estou diferente agora, as coisas me emocionam de um jeito diferente, acho que, bom pensei que pareceria uma boba.
−Eu também podia ter confirmado, mas sempre achei que era assim.
−Temos de aproveitar muito, porque quando o bebê nascer sim, temos de esperar um pouco, vou perguntar ao Hershel quanto tempo.
−Eu espero o tempo que precisar pequena, amo você.
−Para quem estava disposto a esperar nove meses! Ela ri de mim – Obrigada por ser tão perfeito com a gente! Ela toca a barriga – Viu bebê, como papai nos ama? Quero tanto fazer o mesmo, todo mundo faz, Maggie fala mais com a barriga do que com Katie, meus ratinhos conversam com o bebê como se ele estivesse fora da barriga, mas eu continuo achando que vai parecer ridículo.
Fazemos amor mais uma vez, dessa vez estou mais relaxado e me entrego mais, não sinto tanto medo, depois decidimos descer porque já estava anoitecendo e nossos pequenos estavam lá em baixo a nossa espera.
Ficamos no refeitório esperando a hora do jantar, assistindo a troca de olhares de Rick e Beth, minha pequena sorria abraçada a mim.
A garota nova se aproxima com Jimmy e Nick.
−Mamãe deixa eu te apresentar a garota nova! Nick diz puxando a moça pela mão, ela sorria tímida, ainda um pouco deslocada – Essa é Mary, ela vai morar aqui no nosso bloco, o Jimmy acha melhor porque somos mais legais! Ele diz e Jimmy fica sem graça.
−Oi Mary, sente-se! Katie convida e ela se senta.
−Oi, sua famiia é linda! Ela diz – Conheci a Megan o namorado o Nick e o Jimmy, só faltava você! Ela diz e acabo rindo de Jimmy ser incluído na família, ela me olha – Obrigada, faltava agradecer você, eu teria morrido e salvaram minha vida, sou grata e podem contar comigo para o que for preciso.
−Sabe matar zumbi? Nick pergunta.
−Se não tiver outro jeito! Ela diz.
−Mamãe é boa, mata muitos, papai também, mas a mamãe é a melhor! Nick avisa e tenho que concordar aquelas facas fazem um bom estrago e não tem jeito de minha pequena errar um tiro.
−Pode me ensinar? Ela pergunta a Katie.
−Claro! Ela sorri e aperta a mão da garota – Seja bem vinda e conte conosco.
Jantamos e depois continuamos no refeitório, Glenn e Maggie se sentam conosco, as duas tagarelavam sobre a vida de Beth sem qualquer constrangimento como se Beth estivesse presente, decidem que se Beth não enfrentasse o pai elas fariam isso por ela.
−O melhor é você falar, está gravida e papai vai ter cuidado, temos de tirar proveito dessa sua gravidez! Maggie comenta.
−E se ela nos odiar depois? Katie pergunta.
−Vamos dar um prazo, um mês! Ela ria despreocupada.
−Está certo! Katie se enrosca em mim e Nick pede colo, era hora de dormir, Jimmy e a nova garota tinham sumido, Megan e Carl jogavam cartas com outras crianças.
−Acho que é hora de dormir, estou cansada! Minha pequena anuncia.
−Claro que está, foi uma longa vigia a que fizeram na torre hoje! Maggie ria despreocupada e acho que só não é mais clara em respeito a Nick no meu colo.
−Ao menos isso, seria uma tortura se não pudesse... vigiar a torre! Ela ri e Maggie pisca para ela.
Deixamos o refeitório e seguimos para o quarto.
−Não demora ratinha! Digo quando passo por minha pequena, só para deixar claro meu poder de pai já que ela sempre obedecia e nunca demorava.
Entramos no nosso bloco de celas e Katie para sorrindo.
−Nosso poleiro amor! Ela diz e vejo um colchão no lugar em que vivemos por algum tempo quando tomamos a prisão – Quem está dormindo aqui? Ela me pergunta e vejo Jimmy saindo de sua cela que não por acaso ficava ao lado da nossa.
−Oi! Ele sorri tímido – Deixei minha cela para Mary, ela é confortável, está mais preparada, e vou ficar aqui mesmo no corredor, é só para dormir mesmo.
−Jimmy eu e o Daryl dormimos exatamente ai um bom tempo, é razoável!
−Tem mais celas Jimmy, acho que uma ou duas, lá em baixo! Aviso o garoto e sinto Katie me cutucar, não entendo e dou de ombros.
−As celas vão ser ocupadas com... com coisas, fique ai mesmo Jimmy! Ela conclui e entramos em nossa cela, coloco Nick dormindo na cama e me deito cansado, tinha sido um longo dia que começou difícil e terminou perfeito.
−Não entendi, por que o Jimmy se mudou para o corredor!
−Amor, ele não pretende morar no corredor muito tempo, acho que seu objetivo é voltar para a própria cela o mais rápido possível! Ela sorri e só então entendo.
−AH! Eu rio da ideia – Ele quer a garota!
−Sim, é evidente, e o Nick parece muito disposto a ajudar! Ela me abraça.
−Com sono? Pergunto.
−Quando é que não estou com sono? Ela brinca – E você também, deve estar cansado, vamos dormir!
−Dorme pequena, eu tenho de esperar a Megan voltar.
−Vai me fazer pensar em coelhinhos brancos mais uma vez! Ela me diz e depois me beija – Papai Daryl é sempre perfeito! Ela toca a barriga – Viu bebê se for uma menina o que vai ter de aguentar!
−Não quero nem ouvir falar de mãos dadas e beijos, ainda não superei esse trauma, minha ratinha, e ainda quer que durma sabendo que ela ainda não entrou, nem pensar dorme você eu espero!
−Te amo, foi uma tarde perfeita depois de uma manhã infernal! Ela me beija e fecha os olhos, em um minuto dormia e fico olhando para o teto por mais meia hora, então Megan chega com Carl, eles trocam um olhar e ela entra.
Se desarma e depois se deita.
−Papai porque o Jimmy está no corredor? Ela pergunta baixinho.
−Porque as pessoas nessa prisão adoram namorar e ele está interessado na garota nova.
−Entendi! Ela me sorri – Papai, vai sair de novo?
−Não tão cedo, mas sim ratinha eu vou.
−Gosto muito que a mamãe fica, é bom ter pelo menos um de vocês, mas ela sofre muito, fico triste.
−Eu também ratinha, mas não tem outro jeito, é só até seu irmão nascer.
−Certo, boa noite!
Eu sorrio para ela assistindo minha ratinha esquecer que era uma mocinha e se abraçar ao ursinho como o bebê que quero que seja, depois ela adormece e cansado eu faço o mesmo.
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