Fim Dos Tempos

59 Capítulo 59 - Tentando ser um homem


Notas iniciais
Oi pessoas lindas, estou na maior correria, passei só para postar, espero que gostem e comentem.

Pov – Katie

Os tiros me apavoram, penso em Daryl, no que ele pode fazer para me manter viva, nas pessoas que amo do lado de fora, nos meus filhos, saímos devagar, Daryl na frente, ele olha pela porta entre aberta e depois sai às pressas, eu o sigo.

Lá fora a primeira coisa que vejo é Carl caído, sinto fraqueza só de pensar, Bob estava sobre ele, e Rick a seu lado chorando.

Olho em volta tentando entender, e vejo um homem e uma mulher caídos, estavam mortos, talvez um casal, podia ser eu e Daryl a ideia me passa pela cabeça me causando uma onda de pânico.

–Ele atirou primeiro! Rick dizia angustiado – Não pensou, nunca pensa!

–Ele vai ficar bem? Minha voz falha, Bob mexia no corpo de Carl, me lembro de que ele era paramédico, sinto um certo alivio, mas Carl estava pálido e vejo uma pequena poça de sangue começar a se formar sob seu corpo.

–Carl! Rick segurava sua mão, quero fazer algo, Daryl andava de um lado para outro, as mãos na cabeça – Filho! Faça algo Bob! Ele pede.

Eu mal conseguia me manter de pé, Michonne estava posicionada fazendo a proteção, mas era possível perceber sua angustia.

–A bala atravessou, não parece ter estilhaço, mas fez muito estrago, Katie pegue as coisas que encontramos na farmácia! Bob finalmente assume o comando da situação.

Corro para o carro feliz por ser útil, pego os dois saco e jogo tudo no chão, Bob faz uma vistoria rápida, as mãos tremulas, sinto medo, ele é tudo que temos — Abra as ataduras, vamos estancar o sangue.

–Meu Deus! Rick geme – Meu filho! Quero consolá-lo, mas não existe nada para se dizer.

Eu abria os pacotes de ataduras e entregava a Bob, ele tentava estancar o sangue, a bala tinha atingido Carl na clavícula, não sei o quanto isso pode ser grave.

–Katie aperte aqui! Bob me manda e obedeço seguro o local firme, tentando impedir o sangue de continuar saindo. Bob remexia em tudo, os medicamentos espalhados pelo chão.

–Bob ele vai ficar bem não é? Eu pergunto deixando minhas lágrimas rolarem.

–Vamos fechar isso, mas primeiro preciso... – Ele ignora minha pergunta – Não diminua a pressão, ele está respirando, mas está em choque, isso é comum, preciso encontrar epinefrina, sei que pegamos, eu mesmo coloquei no saco! Ele grita enquanto remexia no chão, Daryl se junta a ele e encontra a caixa, abre e entrega nas mãos tremulas de Bob que aplica a injeção em Carl, ele se move no instante seguinte.

Então Bob volta para perto de mim, e avalia o ferimento, eu tinha uma mão no peito de Carl e outra nas costas, a bala tinha atravessado, mas o sangramento tinha diminuído.

Ele começa a fechar o ferimento com mais ataduras e esparadrapo, então sinto aquele cheiro, olho em volta, ainda mais assustada.

–Temos de ir! Aviso e olho para Daryl ele se levanta se posiciona, Michonne puxa a espada – Bob! Eu peço – Temos de sair daqui, acho que foram os tiros, Rick! Eu o chamo, ele parecia esquecido de tudo – Rick! Eu chamo mais uma vez, ele se ergue sua dor nos atingindo como um tapa.

–Precisamos ter cuidado, ele precisa ficar deitado! O carro estava lotado não caberíamos todos.

Daryl caminha apressado, detesto vê-lo se afastar de mim, mas não podia deixar Bob sozinho, um carro na esquina era seu objetivo, ele arrebenta o vidro e abre a porta, vejo os zumbis começarem a surgir, não era nada apavorante, pouco mais de uma dúzia e estávamos bem armados.

O problema é que os malditos caminhavam em direção ao carro onde Daryl estava, ele estava abaixado fazendo alguma ligação direta, Michonne guarda a espada e pega o fuzil, quero sair dali e correr até ele, Bob tremia e isso dificultava seu trabalho.

–Michonne! Eu grito e ela começa a atirar protegendo Daryl, Rick também e finalmente o carro da sinal de vida e Daryl se aproxima com ele de ré até onde estávamos.

–Temos de colocá-lo deitado! Bob avisa e Daryl desce rapidamente, me junto a Michonne atirando apenas nos que se aproximavam enquanto Daryl e Rick colocam Carl no banco de traz do carro em que viemos.

Bob recolhia os medicamentos que eu espalhara na calçada e depois entra no carro ao lado de Carl.

–Michonne vá com eles, você dirige! Daryl pede e ela entra no carro – Não espere por nós! Ele avisa ela nos olha preocupada eu ainda atirava quando Rick entra no carro com ela.

–Daryl! Ela diz tensa.

–Não sei quanto tem de combustível, mas chegamos! Ele avisa e ela dá partida então entramos no carro que Daryl acabara de pegar e seguimos viagem.

Eu tremia um pouco suja de sangue e assustada, Daryl dirigia mudo, o carro deles some na estrada em pouco tempo.

–Prometi a ela! Ele diz pouco depois – Disse que ele voltaria!

–Ele está voltando! Eu digo sem muita convicção.

–Eles vão chegar primeiro! Ele lembra – Detesto pensar nisso! Daryl me diz como o pé no acelerador – Pensar no minuto de desespero dos ratinhos quando eles estacionarem o carro e não estivermos com eles.

Meu coração falha só de pensar nisso, meus pequenos, eu sei que logo alguém diria que estávamos chegando e que se tudo desse certo estaríamos mesmo, mas ainda assim era arrasador pensar no pânico que sentiriam.

A estrada estava do mesmo jeito fico tentando me lembrar se passamos por carros parados, se teriam combustível, em como chegaríamos em casa, depois de uma hora de viagem vemos o Walmart e me lembro de carros abandonados no estacionamento.

–Combustível! Eu digo e ele faz que sim com a cabeça.

–Pequena, por favor, vamos nos concentrar! Ele pede e faço que sim diminuímos e ele para diante dos carros batidos numa das saídas, tudo parecia tranquilo, descemos, nem penso nas minhas facas pego o fuzil enquanto Daryl arrumava um jeito de retirar o combustível dos carros.

Não havia nada útil, nem no nosso carro nem nos dois e seguimos juntos até mais uns carros dez metros de distância.

–Enfim! Ele diz aliviado ao abrir um porta-malas e encontrar uma mangueira e um galão, desde que o apocalipse começara, andar com coisas assim não chegava a ser um milagre.

Daryl começa a recolher combustível dos carros, enche o galão e seguimos para o nosso, um zumbi sai de dentro da grande loja, depois outro.

–Vamos! Eu o chamo e ele começa o processo de transferir o combustível, eu olhava em volta atenta, os zumbis caminhavam, mas naquele passo lento e torto não chegaria muito perto.

Penso em Einstein e na sua teoria da relatividade, nunca foi tão fácil entende-la, aqueles estavam sendo minutos intermináveis, finalmente Daryl retira a mangueira e entramos no carro, meu coração aos pulos.

Pegamos de novo a estrada, teríamos ainda mais de duas horas de viagem. Falamos pouco, tensos e concentrados, eu rezava para tudo estar bem, para Carl ter conseguido, Bob tinha feito o possível depois de tudo, ele tinha se mostrado de alguma maneira confiável e começo a duvidar que tivesse algo a ver com o último atentado.

–Carl é... – Daryl balança a cabeça – Depois de tudo que passamos ele nunca dá qualquer chance! Ele continua.

–Eu sei! Respondo – Sei que ele faria tudo por nós, mas quando vi aquelas pessoas, pensei... Não gostei de estar do outro lado, somos os mocinhos! Eu digo – Não os bandidos, mas hoje...

–Hoje foi diferente! Ele concorda – De todo modo ele ainda é o Carl, ainda é nosso, e vai sair dessa, vai viver e tenho certeza que mais do que isso vai sair de uma vez da escuridão! Era quase como se fosse uma promessa eu penso e fico feliz, tinha medo que ele quisesse afastar Megan de Carl.

–Só funciona bem quando somos eu, você, Glenn, Maggie e Michonne! Eu o lembro – Parece que dá azar quando tem gente diferente!

–Azar minha pequena! Ele me olha e sorri.

–É amor! Eu falo.

–Pequena, estamos num apocalipse, com os mortos nos cercando, azar é no mínimo gentileza da sua parte.

–Eu sei! Sorrio com alguma tristeza – Queria tanto ver a carinha do Nick quando chegássemos com a gaiola, e Megan quando visse o presente do Carl.

–Que presente? Ele me pergunta.

–Sei lá, o que quer que ele tenha encontrado, por que acha que ele veio? Eu respondo.

Chegamos a prisão e Tyresse nos abre o portão Daryl estaciona de qualquer maneira e entramos às pressas, Nick e Megan vem correndo ao nosso encontro os rostinhos cobertos pelas lágrimas.

–Papai! Megan se abraça a ele e eu pego Nick no colo, ele segurava o coelhinho, quero perguntar de Carl, mas simplesmente não consigo.

–Daryl, Katie! Maggie suspira aliviada quando nos vê e me abraça – Ele vai viver! Ela nos tranquiliza e seguimos até onde Carl estava.

Paro na porta de cela, ele dormia com o pai segurando sua mão ainda sujo de sangue, Hershel estava com ele e o resto de nós estava na porta da cela.

Megan soluça Rick olha para ela e sorri, depois se levanta e caminha até onde estávamos.

–Obrigado! Ele diz cansado – Pode ficar com ele um pouquinho Megan? Ela faz que sim e caminha até a cama se senta do lado de Carl e segura sua mão.

Hershel deixa a cela e se reúne a nós na porta.

–O garoto é um chamariz de balas! Daryl reclama.

–Bob fez um ótimo trabalho, felizmente tinham entrado numa farmácia! Hershel comenta.

–Devemos isso a Katie! Rick diz me olhando – Hershel ele...

–Carl vai superar isso Rick! Ele o tranquiliza – No máximo vai ter os movimentos do braço um pouco mais lentos, nada que o impeça de viver, ele deve dormir um pouco e descansar, mas vai se recuperar plenamente!

Aquilo era muito bom de ouvir, suspiro aliviada e me encosto em Daryl, Nick já estava no colo do pai.

–Vou ficar com ele! Rick avisa – Nunca devia ter permitido que ele fosse conosco!

–Não é hora de sentir culpa! Hershel pede e depois nos olha – Que susto nos deram, quando chegaram sem vocês as crianças, nosso foi de dar pena, Megan então, sem vocês e com o Carl ferido.

–Sabíamos que seria um choque!

–Acho que temos um bom grupo, devíamos ter esperado eu melhorar e ido nós cinco! Maggie comenta – Qualquer coisa diferente disso, acaba numa merda qualquer! Ela resmunga e segue para longe.

–Tomem um banho descansem, ele vai demorar um pouco a acordar! Hershel nos avisa e eu realmente decido obedecer, quero ao menos retirar aquele sangue das roupas.

Depois de um banho seguimos para nossa cela, Nick com o bichinho no colo, Megan estava com Rick velando o sono de Carl.

–Corri para ver vocês quando o carro parou, Michonne falou, eles estão bem, já chegam! Ele conta – Mas não acreditei, comecei a chorar.

–Devia ter acreditado! Eu digo a ele e Nick me abraça – Agora vamos descer um pouco?

–Vamos! Ele caminha na frente o bichinho sempre no colo.

Assim que descemos as escadas assistimos Megan parada na porta da pequena cela onde Carl estava acomodado, ela tinha o rosto encostado na grade e o olhava dormir com os olhos marejados, nos aproximamos.

–O Rick foi ali no refeitório! Ela avisa.

–Não quer ficar lá dentro com ele? Daryl pergunta secando suas lágrimas.

–As regras papai, disse que não posso ficar sozinha com ele numa cela! Megan o lembra e ele sorri triste, faz um carinho em seu rosto.

–Vamos esquecer as regras por hoje! Ele avisa – Vá ficar com ele, tenho certeza que ele precisa de você agora, fique o tempo que quiser! Ela o abraça em gratidão.

–Obrigada papai! Depois de me olhar com tristeza entra na cela e se senta na cama segurando a mão de Carl.

Caminhamos para o refeitório, Nick se senta no chão com seu bichinho e Jimmy vai distraí-lo, nos sentamos com Rick que estava numa das mesas, a cabeça baixa os olhos perdidos.

–Ouvimos um barulho na loja de caça, achamos que eram zumbis e erguemos nossas armas, o casal saiu, se assustaram assim como nós e nos apontaram as armas também, era como devia ser, evidente que não sorririam e estenderiam a mão! Rick nos contava muito abatido, Beth se aproxima dele com uma xicara de chá, oferece a Rick e se senta, aperta a mão dele, Rick olha para ela sorri fracamente agradecendo o cuidado, continua nos contando mas não solta a mão de Beth e claro eu reparo nisso – Se afastem do carro! Eles disseram, claro que vi o olhar de cobiça deles para nosso carro cheio de suprimentos, eles estavam de mãos vazias, então Carl atirou no homem, não disse uma palavra, simplesmente atirou.

–Rick, ele tem muito medo das perdas! Daryl comenta.

–A mulher revidou, tudo em um segundo, não tive escolha, eu a matei, nunca sequer imaginei que ele pudesse atirar sem uma ordem minha, talvez as coisas acabacem daquele mesmo jeito, mas precisávamos tentar, quem sabe negociar, eu não sei, ele não podia...

–Rick você não pode se culpar! Beth tenta consolá-lo – Depois de todas as coisas horríveis que ele viu sobreviventes fazerem, Daryl, Katie, Emma, eu, Laureen, a Lori e o T, Merle, Carl é muito protetor.

–Ele é um menino Beth, meu filho se não posso me culpar a quem se atribui essa culpa, eu deixei que ele se transformasse nisso, fiz vista grossa.

Os dois continuavam de mãos dadas, ela o olhava com aquele olhar doce e ele abaixa a cabeça cansado.

–O que aconteceu não pode ser mudado, mas podemos impedir que volte a acontecer! Eu tento convencê-lo – Ele estava melhorando, ainda está, isso pode ser um alerta para ele.

–Esse é meu desejo! Rick passa a mão pelo rosto cansado, ainda estava sujo de sangue – Acho que vou dar uma olhada na Judith, depois quero ficar com ele.

–Ele acordou! Megan surge na porta do refeitório com o rosto iluminado, depois sem esperar resposta corre de volta para Carl, sorrimos e seguimos para sua cela, Hershel chega primeiro, ficamos na porta de longe enquanto ele o examina e faz perguntas, Carl responde com a voz baixa, cansado e com dor é o que percebo, Hershel deixa a cela feliz.

–Está ótimo, vou ver o que temos de remédio para dor e antibióticos para evitar uma possível infecção.

–Desculpe pai! Ele diz quando Rick se senta a seu lado, Megan ainda estava ali e os dois estavam de mãos dadas.

–Falamos depois! Rick diz com os olhos marejados.

–Obrigado! Carl nos olha, apenas sorrimos e ele fecha os olhos de novo – Vai ficar aqui mais um pouco? Ele abre os olhos para perguntar a Megan, ela faz que sim e ele adormece.

Deixamos a cela e Nick ainda brincava no chão com seu coelho, me sinto aliviada, estávamos de novo em casa e todos estávamos bem, mas sou traída pela imagem do casal na calçada e penso se alguém estaria agora chorando por eles, quem eles tinha deixado para trás, estremeço e Daryl me abraça.

–Se ficarmos pensando nisso vamos enlouquecer! Ele avisa sabendo onde estavam meus pensamentos – Temos de seguir em frente pequena!

Faço que sim com a cabeça, nos sentamos de novo no refeitório.

–Deram trabalho Jimmy? Pergunto para esquecer um pouco os problemas.

–Não, jogamos, conversamos e esperamos! Ele diz tranquilo – Só quando o carro chegou é que as coisas ficaram difíceis e eu não soube muito o que fazer, mas a Maggie e a Beth cuidaram de tudo.

Eu sabia que sempre poderia contar com elas, mas o fato é que meu coração doía do mesmo jeito, porque não quero que meus filhos sintam medo e não tem nada que possa fazer quanto a isso, não tem nada que eu possa fazer sobre a maioria das coisas, esse sentimento de impotência nos fere, atinge todos nós em cheio, sem escapatória, viver naquele mundo era aceitar que tudo pode ruir a qualquer momento e não tem nada que possa fazer sobre isso.

Pov – Daryl

Fico olhando Nick no chão brincando com o bichinho, completamente inconsciente do mundo a sua volta, dos perigos, esquecido do pânico que ele mesmo enfrentara a poucas horas, abraço Katie, tive medo de algo dar errado, no caminho de volta, de todas as coisas meu maior medo era não poder leva-la de volta, nunca me perdoaria se meus filhos ficassem sem ela.

–Ninguém vai sair amanhã vai? Nick pergunta, o bichinho salta de seus braços, e começa a roer uma folha, ele sorri distraído, esquecido da pergunta, Katie me sorri.

–Perdemos para um coelhinho! Ela diz relaxando um pouco, eles tinham esse poder, apagar todas as dores, nos fazer sorrir sem no entanto sequer tentar fazer isso.

–Acho que vou colocar uma regra para isso, não pode gostar mais do coelhinho do que do papai! Eu falo sério, Katie me olha brava.

–Só do papai? Quer dizer que gostar mais do que da mamãe tudo bem?

–Você não corre risco, nada pode vencer os cabelos mágicos da mamãe! Nick não conseguia ficar perto dela sem estar com uma mecha de seus cabelos na mão, era incapaz de dormir sem eles.

–Papai! Megan surge no refeitório – Carl quer falar com você, mas disse que é particular.

Olho para Katie, ela se afasta de mim e sorri, depois me beija.

–Seja gentil, o menino quase morreu! Ela me pede quando me levanto e sigo sozinho para cela dele.

–Oi! Eu cumprimento quando entro, Carl estava deitado, o rosto ainda estava pálido, mas ele parecia melhor – Com dor?

–Nada demais! Ele responde, depois fica em silencio, sondando o ambiente investigando minhas reações – Errei feio lá fora! Ele confessa, aquela era uma conversa que ele deveria tem com Rick, mas eu sabia que sua preocupação era se eu impediria Megan de ficar com ele depois de sua estupidez – Mas pensei em tudo que já passamos, achei que eles poderiam querer nos roubar, que meu pai acabaria entregando tudo, na verdade acho que não pensei muito, só...

–Atirou! Termino quando ele fica mudo.

–Queria voltar para casa! Ele desabafa – Estava tentando ser um homem, fiz o que achei que devia.

–Estava tentando ser um homem e só conseguiu mostrar que ainda é um menino! Eu respondo – Não tem nada errado com isso, não precisa assumir toda essa responsabilidade.

–Não vou mais agir sem pensar, queria que soubesse, não quero que fique pensando que vou colocar a Megan em risco e fazer uma bobagem.

–Eu sei disso Carl, é melhor descansar, tudo está como estava antes de sairmos se essa é sua preocupação.

–Obrigado! Ele se mexe e faz uma careta, depois sorri – Tem outra coisa que queria falar e acho que esse é um bom momento, estou ferido e não vai poder me jogar do outro lado da cerca.

Lá vem ele com assuntos indesejáveis, troco o peso do corpo para outra perna fixo meus olhos nele de má vontade e faço um movimento para incentivá-lo a falar de uma vez.

–Desembucha!

–Podemos falar sobre beijos?

–Mas que garoto infernal, você não estava morrendo a algumas horas?

–Vai me dizer que quando achou que ia morrer não pensou em beijar a Katie?

–Ela é minha mulher Carl!

–Megan é minha namorada, mas eu vou pedir antes para ela, estamos falando de daqui um tempo.

–Ótimo, então falamos daqui um tempo! Eu respondo sabendo que mais uma vez estou sendo irracional, mas esse é meu jeito demoro um pouco a me acostumar com mudanças.

–Sinto muito pela encrenca de hoje!

–Tudo bem! Respondo quando saia da cela, Rick passa por mim voltando e percebe meu humor, não me dou ao trabalho de me explicar deixo para Carl fazer isso.

Megan volta a ficar com ele, Katie se senta no meu colo percebendo meu humor alterado.

–Sobre o que falaram? Ela me pergunta.

–Ele queria se desculpar pela lambança, e falar sobre beijos! Ela esconde um sorriso.

–Conversa difícil! Ela comenta.

–Preciso mesmo saber de cada passo que pretendem dar?

–Parece que eles acham que sim! Ela me beija e se recosta em mim, eu a envolvo e Katie adormece enquanto olhamos Nick brincar, foi um dia longo e difícil.

Subo com ela no colo e a coloco na cama, busco Nick espero ele se despedir mil vezes do bichinho e se enrolar nos cabelos da mãe que continuava dormindo, depois desço mais uma vez Megan estava quase dormindo sentada ao lado de Carl que dormia e Rick que tinha o olhar distante.

–Vamos ratinha, ele está bem e amanhã assim que acordar você volta! Ela faz que sim e pega minha mão, faço um movimento de cabeça me despedindo de Rick e boto minha ratinha para dormir, só então me deito, mesmo dormindo minha pequena me procura se enrosca em mim e continua dormindo, eu respiro fundo não quero pensar em nada preciso de umas horas de sono, fecho os olhos aspirando seu cheiro de flores e adormeço.

Notas finais
Queria ter postado antes, mas estou escondida no quarto com a casa cheia, vê se tem cabimento!
OH vicio!