Fim Dos Tempos

41 Capítulo 41 - Volumosa


Notas iniciais
Mais um capitulo!

Pov – Daryl

Eu sabia, agora que as coisas começavam a se acalmar meu passado vinha bater na minha porta, Bruce e Lola eram tudo que eu mais odiava na vida, a prova viva de quem eu era e de onde tinha vindo, e agora estavam ali, e tinha muito mais naquela história, e seria eu a ter que tentar descobrir.

–O que afinal aconteceu Tyresse? Maggie pergunta.

–Chegamos e tudo parecia como de costume, calmo e vazio, entramos num pequeno mercado, pegamos o que tinha! Ele diz e olha em direção ao carro – Está tudo lá, depois andamos um pouco mais, Bob viu uma loja de ferramentas e entramos ele ficou lá fora, quando saímos ele não estava!

–Deixou vocês sem proteção! Glenn fica indignado.

–Peguei o carro e começamos a dirigir, dar uma volta para tentar acha-lo, eu estava bem devagar e do nada ficamos cercados, foi quando o carro apareceu e atraiu o grupo de zumbis, foi um susto, depois eles deram uma volta no quarteirão e vieram a nosso encontro, estavam como Bob, o encontraram sozinho bebendo num bar na rua de trás!

–E ai do nada resolveram trazê-los? Michonne questiona irritada.

–Olha eu sei que parece estranho, mas o casal que nos ajudou não tinha nada a ver com esses dois que desceram do carro, eles agiram muito diferente.

–Claro, um truque e talvez tivessem mantido se não me vissem aqui! Daryl reclama.

–Pareciam assustados e perdidos, disseram que estavam na estrada a muito tempo, sozinhos, quase sem munição e no limite!

–Tyresse eu sei que é difícil, mas não pode trazer pessoas aqui, isso é perigoso! Rick avisa – E então Daryl com que tipo de gente estamos lidando?

–Com o pior tipo! Aviso – Mas não acho boa ideia mandá-los embora agora!

–Se são perigosos, como vamos mantê-los aqui? Maggie reclama.

–Estivemos na estrada, todos nós, sabemos como é, acham mesmo que esses dois estavam assim sozinhos, é evidente que estavam num bom lugar e muito bem! Eu conto, ninguém mais do que eu os queria longe, mas eles podiam estar armando, e era melhor tê-los por perto até ter certeza de como as coisas estavam.

–E vamos ter de ficar de babá? Glenn reclama – E não é melhor prende-los de uma vez? Ele resmunga.

–Se prendermos eles, não vamos poder soltar mais Glenn, sabe disso, se os prendermos temos de matar!

–O Rick está certo! Hershel avisa – Vamos observar, Daryl pode tentar tirar algo deles!

Katie se incomoda eu sinto, Lola a provocara e agora eu estava numa bela encrenca, precisava ficar por perto para descobrir algo e Katie ficaria no mínimo muito brava!

–Vamos manter nosso bloco fechado, não podem ver as armas e depois decidimos! Rick conclui e sem muito ânimo todos concordamos – Daryl que tal tentar descobrir algo?

Faço que sim com a cabeça e Katie revira os olhos, finjo não notar, depois enquanto caminho para o bloco D ela vai ver as crianças, eu sabia que estava brava comigo, devia brigar com Tyresse, ele é que decidiu salvar os malditos.

Entro no bloco de celas, Lola estava sentada no beliche, e Bruce de pé eles falavam baixo, e disfarçam quando me aproximo.

–Daryl, quando vão me devolver minhas armas? Bruce me encara, me fazendo lembrar minha infância, ele e meu irmão bebendo feito dois otários, arrumando encrenca e me fazendo de bobo, eu os conhecia da vida toda, desde que era só um menino solitário, ele e Merle tinham sido presos juntos uma vez, onde estava Merle estava Bruce e Lola era a vagabunda que os acompanhava, tão drogada e encrenqueira quanto eles.

–Dê um tempo aos caras Bruce, estão com medo, é assim com todos que chegam! Finjo estar do lado deles.

–Tem muita gente aqui, não tem? Lola pergunta.

–Sim, somos muitos e estamos juntos a muito tempo, todos aqui são muito treinados! Era um aviso, rezava para eles acreditarem.

–Vocês tem muitas armas? Bruce pergunta.

Estão indo com muita cede ao pote, eu penso decidindo qual era a resposta certa.

–Não, nem muita munição, mas estamos seguros aqui, quase não tem perigo de zumbis, e caçamos ou andamos por ai, atrás de comida.

–Claro eu me lembro, era um ótimo caçador, ficava dias por ai, Merle sempre dizia isso! Lola mais uma vez toca meu peito, eu me afasto sem no entanto deixar transparecer minha irritação.

–Estão com fome? Pergunto – Tyresse disse que estavam meio no limite quando os encontraram.

–Se tiver comida é bom! Bruce comenta e depois se senta com Lola.

–Estavam sozinhos? Tento parecer indiferente.

–A muito tempo! Eles se olham, e tenho certeza de que aquilo era uma mentira – E você, quando chegou aqui?

–Estou com essas pessoas desde o começo, achamos esse lugar e limpamos, é claro que ainda tem muitos zumbis lá em baixo, mas aqui é seguro.

–E o que fazem para se divertir? Lola me olha com aquele olhar oferecido que ela dirigia a qualquer um que usasse calças e eu desvio meu olhar, aquilo acabaria mal, não tinha dúvidas, Katie vai me matar ela tem ciúme da Carol. Que dirá Lola!

–Sobreviver tem sido bastante divertido! Eu respondo – Acho que podemos ir até o carro de vocês pegar suas coisas, depois comemos! Eu queria muito saber o que carregavam no carro.

–É uma belezinha não achou, um mustang todo original, eu nem acreditei quando o achei, as vantagens do fim do mundo! Bruce ri, ele e Merle eram apaixonados por carros e motos, mas não achei que isso durasse depois que os mortos dominaram tudo.

–Sim, meio inadequado para a estrada, não acha? Finjo um ar brincalhão, mas era difícil, nunca fomos próximos e Lola era aquela coisa pegajosa e irritante desde sempre, eu sempre fiz de tudo para me manter longe deles e de encrencas.

–Esse é novo estamos sempre trocando, eu já dirigi todo tipo de carro, desde que essa merda começou.

–Encontrou muita gente por ai? Pergunto me dirigindo a saída enquanto eles me acompanhavam.

–Não! Lola responde depois de um olhar para o irmão.

–Não precisa nos ajudar! Bruce diz quando chego perto do carro.

–Qual é Bruce, não quero ser acusado de não recebê-los bem de novo! Eles se olham e depois me encaram.

–Daryl você sabe, guardamos umas coisinhas, Merle adoraria! Eles riem e eu forço o riso – Mas vamos deixar no porta-malas, não se preocupe, sabemos sua opinião, a menos que tenha mudado de ideia.

–Não mudei! Aviso, mas sabia que não eram drogas que guardavam no porta-malas do carro, isso era um problema que resolveria depois –Se vão deixar lá tudo bem! Eles trocam um novo olhar dessa vez comemorando estava na cara que ainda me achavam o irmãozinho caçula do Merle.

Ajudo com umas poucas malas, cobertores e roupas, levamos tudo para a cela que dividiriam, depois eu os levo até o refeitório, quase todos estavam lá, eles se sentam e Nick corre para mim assim que me vê.

–E você garotinho, quem é? Lola pergunta assim que ele para.

–Nick! Ele diz e me olha – Esse é meu pai! Nick segura minha mão e vejo o espanto dos dois, eu me sento lutando para não mandar Nick sair de perto, mas não podia então apenas o trago para perto, protetor.

–O que essa porcaria toda fez com você? Bruce pergunta – Virou um babaca? Ele ria – Queria muito ver o tio Merle!

Nick me olha um tanto confuso, estranhando aquele comportamento, então vejo Megan e Katie caminhando para mim.

–Estão bem acomodados? Katie pergunta – Se precisarem de alguma coisa é só falar.

Lola a olha fixamente, depois para mim, e então para as crianças, sabia que não podiam ser nossos filhos, eu os tinha encontrado pela última vez a três anos, quando Merle e eu decidimos largar aquela porcaria de cidade e sair por ai, me lembro que fiquei feliz de enfim afastar meu irmão daqueles dois, e de mais um ou dois idiotas da gangue deles.

–Estamos bem queridinha! Lola responde e Megan olha torto para ela.

Carol se aproxima e serve os dois ela tinha um sorriso largo no rosto, fico sem entender aquilo, mas de todo modo eu não entendia Carol a muito tempo.

–Vou deixá-los comer, depois falamos, descansem estão seguros aqui! Me levanto puxando minha família para longe, não os queria perto daqueles dois.

Rick se senta comigo preocupado, Carl se junta a nós sentando longe de Megan, não posso deixar de notar que mesmo sendo um menino ele sabia respeitar as pessoas, não me desafia, respeita o fato de que eu não gostava de vê-lo perto de minha ratinha, sinto saudade de como as coisas eram pela manhã suspiro.

–Preocupado? Rick pergunta.

–Muito! Respondo – Reforce a guarda, principalmente à noite, três nos portões e Tyresse e Sasha no bloco já que eles nos arrumaram o problema! Reclamo e mudamos de assunto depois de Rick movimentar a cabeça concordando, olho para Katie ela estava silenciosa.

–Papai, eles são seus amigos? Megan pergunta.

–Não! Eu respondo – E não quero nenhum dos dois perto deles, e dessa vez é bem sério! Eu uso o tom mais duro, pela primeira vez, eles se assustam um pouco, mas afirmam, depois olho para Carl – Você também, fique longe! Eu sabia que ele era curioso e que sempre queria proteger todos, mas aqueles dois eram perigosos de verdade, para eles só o que importava era a própria vida, atropelavam qualquer um que estivesse no caminho.

–Terminaram? Katie pergunta depois do jantar mais silencioso que já tivemos, os dois afirmam, ela se levanta e me olha – Você vem? Ela me pergunta, sim eu tinha um problema, era claro que tinha, quando eu não tinha?

Eu nem sabia como responder àquilo quando Lola se aproxima e para entre eu e Katie, olha para ela depois para meus pequenos e então me encara.

–Querido, vou repetir a pergunta, como se diverte por aqui? Ela nunca tinha me chamado assim, estava claramente procurando encrenca, fico mudo um segundo, aquelas dois me levavam para um lugar que não queria ir, para a dureza de um passado que tinha deixado no momento que deixei meu irmão caído depois de golpeá-lo.

–Querida tem uma boate ótima lá no fundo, nos andares mais baixos, se quiser posso abrir para você! Katie responde em meu lugar – Está lotada! Ela sorri – Os caras não falam muito, mas vão adorar te conhecer!

–Já foi mais divertido querido! Lola me diz e se afasta, Bruce a espera e os dois seguem para o outro bloco com Sasha e Tyresse os acompanhando, olho para minha pequena e me levanto ela estava séria.

–Papai quero colo! Nick me salva, amo meu ratinho, eu o pego e caminhamos para nossa cela.

Megan abraça o ursinho depois de nos desejar boa noite e Nick se deita sonolento, Katie se deita com ele ainda calada, ele pega seus cabelos, me deito sem dizer nada, ela não vem para meus braços como de costume e se pudesse devolveria o sangue de Tyresse só para poder matá-lo sem dever nada a ele.

As crianças adormecem, Katie mantinha os olhos fechados, mas eu sabia que não estava dormindo, detesto estar ali sem ela em meus braços, detesto não me sentir bem vindo, pensar que Katie não me queria ali, me sinto angustiado, me levanto e deixo a cela, precisava pensar, respirar, caminho para o pátio, o vento criava sons entre as arvores, zumbis caminhavam pelas cercas, o mesmo mundo de sempre.

Olho para noite em agonia, lutando contra as sombras que voltavam a me dominar, não quero aquelas pessoas ali, não quero meu passado de volta, mas a verdade é que ele estava na porta me mostrando como sou inadequado, como sou feito de um material diferente.

Ela está triste, e a culpa é minha, talvez ela tenha finalmente se dado conta de onde estava se metendo, quero lutar por ela, mas me sinto fraco, por que aqueles dois me fazem me sentir de novo no passado, tenho que lutar para não ser o pequeno Dixon, o solitário que foge das encrencas do irmão, que passa a vida pagando fiança, sendo apontado na rua como arruaceiro, o cara que ninguém quer por perto por que quando chega é sinal de encrenca.

–Então é isso? Ouço a voz de Katie e me viro, ela caminhava para mim com passos firmes, mas as lágrimas demonstravam sua dor – Acha que pode simplesmente me dar as costas e seguir em frente? Ela para diante de mim, fico mudo – O que foi, encantado com a... a... volumosa Lola? Volumosa, aquilo era um jeito estranho de descreve-la, mas não estava longe da verdade.

–Como pode ter dúvidas sobre isso? Pergunto cansado, sem saber como lidar com aquilo.

–Como pode deixar que ela fique tocando você o tempo todo, te chamando de querido? Ela soluça – Casamento de fim do mundo, foi isso que ela disse quando não viu nenhuma aliança e o que disse? Ela desvia o olhar buscando controle – Nada! Ela constata – Não disse nada, como se concordasse, como se fosse só isso, um casamento de fim de mundo!

–Detesto isso! Ela me olha – Detesto que o passado esteja batendo na minha porta, depois de tudo, quando achei que estava livre, está tudo de volta! Respondo abatido – Não quero abrir a porta, quero que eles sumam, não quero me lembrar de quem eu era e de como vivia, se eles ficarem... logo todos aqui... não aguento que me olhem como se eu fosse um transtorno, um peso, depois que chegou nunca mais me senti assim e hoje...

Katie fecha os olhos e fico sem saber o que se passava dentro dela, as lágrimas ainda desciam intensas, quero abraça-la e dizer que a amo que sempre vou amar, mas não suporto a ideia de ser rejeitado, então fico imóvel.

–Katie eu... – Ela me abraça e com os dedos não me deixa continuar.

–Não se desculpe! Ela diz entre seus soluços – Não quando não tem culpa, eu é que tenho que me desculpar, está sempre comigo e quando precisa de mim... me desculpe, fiquei cega de ciúme, eu não podia ter feito isso.

–Amo você pequena, sabe disso! Ela se recosta em meu peito.

–Vai voltar não é, está muito bravo comigo? Quando os papéis haviam se invertido? Me pergunto chocado – Não consigo dormir se não for nos seus braços.

–Achei que não me queria lá, por isso saí, quero você minha pequena, sempre quero! Eu a beijo, um beijo longo e cheio de confissões – Está tremendo!

–Tive medo, tanto medo! Ela me abraça me puxa de volta para luz – Odeio aquela mulher! Ela diz quando seco suas lágrimas – E ela vai ver só o que vou fazer se...

–Esqueça isso meu amor, eu te amo!

–Carol não para de rir de mim! Ela me abraça, então era por isso que Carol tinha aquele sorriso largo, uma vingança tola contra Katie.

–Vamos dormir, minha pequena nossos ratinhos estão sozinhos.

Ela caminha em silencio, entramos e me deito com ela nos braços, como tinha de ser como sempre foi, ela se aconchega, suspira se enrosca a mim, mas ainda tinha algo entre nós, algo a incomodava e tirava seu sono.

–O que quer saber pequena? Eu pergunto preocupado.

–Você e ela... a Lola, vocês...

–Nunca! Aviso, então era isso, ela achava que eu tinha dormido com aquela mulher – Lola era caso do meu irmão Merle, muitas vezes eu acordava e ela estava pela casa depois de uma farra deles, nunca sequer fomos amigos ou algo assim, ela e Bruce estavam sempre metidos em encrencas com o meu irmão.

Sinto o alivio de Katie e sorrio, podia me colocar no seu lugar, se tivesse alguém a chamando de querida, tocando nela, se um cara se colocasse entre nós, duvidando de nossa relação eu já teria enfiado uma flecha na testa dele.

Ela se abraça a mim, esconde o rosto na curva do meu pescoço, sinto o peso dela sobre mim e seus dedos me fazendo um carinho leve no peito, como todas as noites, suas pernas enroscadas as minhas, nunca poderia viver de outro jeito, nunca soube como vivi tanto tempo sem isso.

–Não vou ser boazinha com ela! Ela avisa – Aquela volumosa que me aguarde! Eu rio do modo como ela a chama – Não é engraçado! Eu escondo o riso – Não é um casamento de fim do mundo! Ela diz como se quisesse me convencer disso.

–Não, não é! Penso na caixinha que Carl mantinha guardada para mim, talvez eu devesse mostrar a ela, quem sabe se usasse a aliança ela se sentiria mais segura.

–Vai continuar próximo deles não é, para descobrir algo? Ela me pergunta não muito contente.

–Sim minha pequena ciumenta! Ela me belisca – É por nossa família, tem muito nessa história, eles não estavam por ai como querem fazer parecer, se forem embora e voltarem com um novo governador, querendo o que é nosso?

–Eu entendo! Ela me olha séria – É mentira, não entendo e não gosto disso, e vou ficar de olho, ouviu?

–Ouvi! Rio, gostava que ela me quisesse assim, que tivesse medo de me perder, me fazia me sentir importante, amado e eu precisava disso.

Beijo minha pequena longamente, por um instante esquecido dos meus pequenos ali tão próximos, mas depois me afasto e ela se aconchega, era hora de dormir.

–Aqui ninguém nunca compararia você a eles, tem seu lugar no grupo e todos respeitam muito você, nunca seria um peso ou um problema.

Queria acreditar, mas isso era difícil, eu beijo minha linda e ciumenta mulher que era minha e não tinha nada a ver com o fim do mundo, depois fecho os olhos cansado, precisava me preparar para o dia seguinte eo que a chegada daqueles dois traria de problemas.

Notas finais
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