Fim Dos Tempos
34 Capítulo 34 - Férias
Notas iniciais
Dias tranquilos que antecedem alguma turbulência?
Pov — Katie
Estava quase me sentindo de férias, três dias em casa, sem sair em busca de comida, sem ter de me despedir dos meus ratinhos, apenas as rondas, que sempre fazíamos pela manhã, agora na companhia de Carl, esse era modo que tínhamos encontrado de ensiná-lo a usar a besta e aprender um pouco sobre a floresta.
Megan e Nick ficavam sempre de braços cruzados, e cara feia, por que Carl podia nos acompanhar enquanto eles tinham de ficar em casa, eu adoraria leva-los, mostrar para eles como era a floresta, quem sabe caçar um pouco, mas não podia arriscar, Nick era muito pequeno, e três crianças era um número considerável num momento crítico.
Eu e Daryl estávamos caminhando com Carl pela floresta, ele carregava a besta atencioso, nos ouvindo explicar sobre pegadas, e como sentir um animal próximo.
−Se eu estivesse com vocês dois quando tentei caçar aquele cervo não teria tomado aquele tiro! Ele conta baixinho sem tirar os olhos da floresta – Conhecem os sons, teriam percebido que não estávamos sozinhos.
−Pode ser! Daryl responde – Mas seu pai por outro lado entende muito de armas, estratégia, você tem muito a aprender com ele também.
−Sei o que está tentando fazer! Ele diz – Quer me convencer a conviver mais com ele.
−Quero que aprenda tudo que puder Carl, que reúna todo conhecimento que qualquer um do grupo possa passar para você, seu pai, nós, Hershel, só assim vai estar preparado.
−Carl está ouvindo? Eu os interrompo, ele fica silencioso por um tempo.
−Água? Pergunta.
−Sim, o rio, animais precisam de água, é bom para caçar, além de nossas próprias necessidades.
Continuamos caminhando, ele nos guiando até o rio, Carl sorri vitorioso quando encontra o rio sozinho e depois de uns minutos notamos um esquilo subindo numa árvore, vejo Carl mirar a besta, torço internamente para que ele conseguisse, a flecha segue firme e pega a presa, ele tinha os olhos brilhantes e confiantes, caminha até o animal e depois de retirar a flecha o prende em sua cintura.
−Parabéns Carl! Eu rio – Agora vamos voltar!
Caminhamos juntos pela floresta, um ao lado do outro, silenciosos, fico pensando sobre ele, sobre o medo que alguns tinham de que ele passasse para o lado negro da força como Glenn costumava dizer, só o que via era um menino arrancado de sua infância e confuso sobre como fazer o certo, não acho que ele faria nada que pudesse magoar alguém, e quem podia dizer que ele realmente tinha cometido algum erro, e se aquele menino tivesse realmente atirado, quase entregamos Michonne para ser torturada pelo governador, era difícil entender os limites do certo e errado, se nós não sabíamos bem até onde podíamos ir como ele saberia?
Chegamos a prisão e ele segue orgulhoso ao encontro do pai, levando o esquilo caçado por ele mesmo, Rick o parabeniza, depois nos olha agradecido e seguimos para nossos ratinhos.
Eles correm ao nosso encontro felizes, depois de uma conversa curta saem puxando Daryl para fora, ele os ensinava a usar a pistola, na verdade apenas Megan.
Me sento com Beth que parecia triste, ela me sorri docemente e depois olha para meus ratinhos treinando com Daryl.
−Amanhã vou começar a treinar com você e com a Maggie, quero aprender tudo, nem ligo para o que vão dizer, nem meu pai nem o Rick! Penso que Beth estava quase se comportando como uma adolescente rebelde, sorrio.
−Tem certeza? Eu pergunto – Por que acho que pode ter problemas com seu pai.
−Chega de zumbis no celeiro! Ela responde determinada.
−Nesse caso, pode contar comigo! Eu aperto sua mão.
−E na próxima vez que saírem eu vou com vocês!
Eu a olho assustada, Beth nas ruas correndo riscos, fugindo de zumbis, carregando uma arma, eu não tinha certeza se concordava com aquilo.
−Beth...
−Eu vou Katie, ninguém vai me impedir, vou com o grupo ou vou sozinha, por isso é melhor que me deixem ir com vocês!
−Certo! Respondo achando que umas horas na rua e ela mudaria de ideia rapidamente, depois mudamos de assunto e eu começo a ajuda-la com o jantar, Judith estava com Rick e Carol devia estar fazendo alguma coisa nas celas por que normalmente era ela quem preparava as refeições com Beth e vez por outra alguma outra mulher ajudava.
Estávamos contentes e distraídas quando Carol nos encontra, me olha com aquele olhar de desdém e se senta.
−Quem diria a princesinha está trabalhando na cozinha! Ela me diz e eu apenas ignoro – Vi o papai Daryl ensinando a família feliz, está mesmo transformando ele num grande babaca!
−Que bom! Eu sorrio – Gosto de sermos uma família feliz!
−E de brincar de super herói, já notei, um dia esse mundo perfeito pode ruir, ele pode cansar de brincar de casinha.
−Tanta gente precisando de afeto, tantas crianças sem ninguém, por que não transforma toda essa magoa em algo útil?
−E deixa Katie em paz? Daryl diz parando ao meu lado eu nem tinha notado sua presença, olho para ele depois para Carol que me encara como se a culpa mais uma vez fosse minha – Já pedi isso antes, fique longe Carol, principalmente dos meus filhos! Ele me puxa e eu o acompanho sem voltar a olhar para ela.
Não tinha medo de Carol, nem mesmo chegava a considera-la uma inimiga, era apenas a angustia de uma mulher solitária e infeliz.
Entramos na nossa cela e Daryl me envolve num abraço, eu me aconchego em seus braços sem me lembrar mais de Carol, mas isso parecia afetá-lo muito mais.
−Carol durante algum tempo foi uma amiga, detesto quando ela trata você assim, tenho medo de que você de ouvidos a ela, que fuja de mim.
−Eu sei! Respondo – A culpa é minha, tive aquela crise de ciúme infantil, mesmo depois de todas as provas de amor que me deu, mas agora eu prometo que ela nunca mais vai me atingir.
−Espero que não, amo você, adoro nossa vida, é a vida que quero ter! Ele me diz e depois me beija – Lembra quando saímos em busca de leite para a bravinha, depois que a Lori... – Ele não termina – Estávamos naquela creche e você estava tão linda em meio a todas aquelas coisas infantis, eu tinha passado horas de pânico com medo de ter perdido você e então fiquei ali, olhando você e pensando em toda uma vida que nunca teríamos, casa, cachorro e crianças, filhos, os filhos que nunca teríamos.
−Foi um dia difícil! Eu me lembro e o abraço.
−Sempre que olho para nossos ratinhos, penso que alguém me ouviu aquele dia, que me mandou os dois e que somos uma família, não penso muito em como chegaram até nós, apenas que são nossos, quero que seja assim, quero essa família, mais do que qualquer coisa, nunca vou me cansar ou me arrepender.
−Eu as vezes acho até eles meio parecidos com você, olhos azuis, cabelos claros...
−Também acho, Nick é expansivo como você, não tem medo de demonstrar os sentimentos, Megan é mais parecida comigo, as coisas para ela são difíceis, acho que ela passou por coisas... não gosto de pensar sobre isso.
−O importante é que agora eles nos tem e vamos cuidar dos dois.
−E mamãe vai colocar os dois de castigo brincando com os porquinhos toda vez que fizerem algo estúpido! Ele ri de mim e eu faço bico, finjo que estou brava ele me beija, então nossos pequenos entram correndo e falando ao mesmo tempo.
−Porquinhos!
−Nasceram, são lindos, eu posso pegar um no colo, Hershel ajudou a nascer.
−Quero um para mim, por favor, tem que vir vamos! Nick puxava Daryl pela mão e nós os seguimos até o pequeno chiqueiro, as crianças estavam todas reunidas olhando os pequenos porquinhos.
Beth chega com Judith e Daryl logo tira a menina de seus braços, ficamos muito tempo ali com eles, assistindo os bichinhos mamando, depois entramos todos e jantamos juntos, um dia bom e tranquilo, tão tranquilo que quase me assustava, não estava acostumada com dias assim, esperançosos.
Depois de muito esforço conseguimos fazer as crianças dormirem, estavam ansiosos pelos novos animais e eu sabia que seriamos acordados assim que o dia amanhecesse.
−Dormiram! Digo me deitando ao lado de Daryl.
−Sabia que se apegariam, como vamos matar os bichinhos, nem quero ver como vai ser isso! Daryl comenta eu o abraço, já podia vê-lo armado com a besta impedindo qualquer um de se aproximar dos bichinhos só para seus ratinhos não ficarem tristes.
−Somos os pais mais moles do mundo! O lembro – Mas num mundo como esse, quem sabe o que pode acontecer, quero vê-los felizes!
−Também quero! Ele diz e suspira – falei com o Rick, depois de amanhã vamos sair mais uma vez, ele quer ir conosco, pedi a ele que Maggie e Glenn ficassem.
−Ótimo, por que não quero os pequenos aqui sem alguém da família, mesmo que seja a Maggie! Eu rio e me lembro de Beth – Beth está determinada a ir conosco, acho que vai ser um problema, ela não abre mão disso.
−Rick me disse que Hershel quer ela aqui, eu não sei o que é melhor, mas se ela for precisa saber que não é sua responsabilidade! Ele me avisa, sabia como eu gostava dela e que passaria o tempo todo querendo protege-la e estava certo.
−Se Rick vai ele pode... – Eu penso nos olhares que vira entre os dois, na verdade o olhar dela – Acha que os dois poderiam algum dia quem sabe se envolver?
−O Rick e a Beth? Ele franze a sobrancelha – Não sei, ele parece ainda tão perturbado, faz tão pouco tempo que perdeu a Lori, acho que ele não vê a Beth assim.
−E se ela estiver apaixonada? Eu pergunto – Ou confusa sobre isso, e se quiser que ele a admire, quando conheci você eu queria muito que se orgulhasse de mim, tinha medo que me achasse fraca ou inútil.
−Que tolice! Ele ri – Amo você e sempre senti orgulho, às vezes queria que fosse um pouquinho mais dependente de mim, isso eu queria!
−Queria que ficasse em casa lavando roupa enquanto você caçava é isso seu homem das cavernas?
−Um troglodita! Ele diz me puxando para um longo beijo e logo nos afastamos, sim, tínhamos ratinhos, mas por sorte também tínhamos tardes românticas na torre.
Saímos mais uma vez com Carl, e mais uma vez nossos pequenos fazem bico no portão, entramos na floresta depois de dar uma volta em torno da prisão, verificando as cercas e observando se haviam pegadas.
Tudo estava tranquilo e entramos mais na floresta, Daryl e eu sempre deixávamos Carl entre nós, ele levava minha besta, Daryl nunca se separaria da dele, depois de alguns minutos de caminhada paro atenta, pegando minhas facas, um errante se aproxima um minuto depois saindo de traz de uma árvore.
−Quero tentar! Carl pede e como o zumbi estava longe o suficiente deixamos que tentasse, ele mira e acerta a flecha o zumbi cai e Daryl e eu nos olhamos felizes, ele caminha até o zumbi e retira sua flecha, mas eu ainda estava atenta, não estávamos sozinhos, chamo os dois com um sinal e ficamos em formação.
−Muitos? Carl pergunta.
−Não, nem sei se tem mesmo algo aqui, estão ouvindo? Pergunto e caminhamos alguns metros então entendo minha preocupação um zumbi quase em decomposição gemia e se arrastava.
Daryl o acerta, eu penso quanto tempo eles duravam, aquela coisa parecia estar ali desde o começo, estava assombrosamente de decompondo e mesmo assim ainda gemia e se arrastava e se tivesse oportunidade teria atacado.
−Eles nunca morrem não é? Carl comenta – Notei alguns na cerca quando aquela horda atacou, eram como esqueletos, não entendo!
−Vamos para casa Carl! Eu o chamo e caminhamos de volta – O importante é saber que precisa estar atento, podíamos ter pisado nele, tropeçado.
−Entendi! Ele diz, quando Michonne abria o portão e entramos eu relaxo, feliz por ter voltado, por ter trazido Carl de volta.
−Tudo bem aqui? Daryl pergunta e Michonne dá de ombros – Viu...
−Estão com a Beth! Ela avisa sabendo que perguntava das crianças – Rick quer uma reunião, parece que temos um problema, quem vai amanhã e para onde.
−Vamos ver as crianças primeiro! Aviso e seguimos até eles.
Megan estava com Judith no colo assim que chegamos ela sorri, Daryl pega a bravinha.
−E então se divertiram hoje?
−Um pouco, eu queria ir também papai! Ela faz aquela carinha triste – Fico com muita saudade!
−Eu sei que sim! Daryl responde – Mas precisa crescer só mais um pouquinho.
−Eu também preciso crescer? Nick pergunta.
−Sim senhor! Daryl bagunça seu cabelo, dessa vez ele não reclama – E você bravinha, também já quer sair? Ela ri para ele.
−Papai você queria que eu fosse um bebê? Megan pergunta e ele me olha eu pisco, assim como ele, Megan estava sempre se achando inadequada.
−E ter que trocar fraldas? Ele faz uma cara feia e ela sorri – Prefiro ter uma filha assim linda, mas isso não significa que já cresceu? Ele avisa.
−Eu sei, só com trinta anos! Ela parece mais confiante – Vamos ter aulas hoje?
−Vamos, mais tarde, agora vou falar com o Rick, pode cuidar da bravinha enquanto isso? Ele devolve o bebê e depois pega minha mão – Vamos saber o que afinal está acontecendo.
Encontramos o grupo reunido, nossa família, Sasha, Jimmy, Emma, Tyresse e Bob, estavam sentados no refeitório.
−Ótimo, podemos começar! Rick diz assim que nos vê, sentamos um ao lado do outro – Quero sair com vocês e acho que podemos fazer isso amanhã, não que seja necessário, mas durante o inverno acho que as saídas vão diminuir, então é melhor garantir.
−Para onde vamos, já deram uma olhada no mapa? Pergunto olhando para Beth que estava sentada de braços cruzados muito séria e atenta a conversa.
−Pensei em irmos para aquela cidade vizinha da última que estivemos, é uma cidade menor, e fica bem fácil de sair de lá caso algo dê errado! Tyresse comenta.
−Mas e se aquela horda rumou para lá? Glenn pergunta — Sei que podem estar em qualquer lugar, mas uma cidade assim tão próxima.
Todos voltam a atenção para o mapa, era uma cidade pequena, mas de algum modo distante da última, e zumbis existiam em todos os lugares, então isso não podia realmente ser levado em conta.
−Acho que vale a pena arriscar, depois podemos seguir mais adiante se ela estiver cheia e temos uma rota de fuga por aqui...
Eles ficavam olhando o mapa, falando nomes de rodovias e eu realmente não entendia nada daquilo, detestava mapas e sempre me distraia quando estavam discutindo isso.
−Certo, e quem vai? Daryl pergunta depois que as rotas e a cidade estava decidida.
−Eu vou! Beth anuncia decidida e ficamos todos em silencio, Hershel olha para a filha contrariado – Vou e pronto! Ela responde – Chega de ser a menininha do papai, chega de zumbis no celeiro!
−Beth essas saídas...
−Rick não adianta tentar me impedir.
−Ok! Ele diz subitamente – Beth, eu, Daryl e Katie, Tyresse e Sasha, o restante fica para proteção.
−Acho que posso seguir com vocês também! Emma pede – Jimmy fica para ajudar!
Eu preferia que Beth e Emma não fossem, as duas eram inexperientes, mas estavam tão decididas que prefiro não me envolver, depois das decisões tomadas deixo a reunião e vejo que uma pequena discussão entre Hershel e as filhas começava, Maggie aprovava a saída da irmã e Hershel era contra.
Pego meus ratinhos e vamos para o banho, depois precisávamos fazer a primeira guarda e só então poderíamos dormir, os pequenos se rebelam contra babas e seguem conosco para o pátio, ficamos os quatro assistindo a noite cair.
Penso que os dias de descanso e paz tinham chegado ao fim, estávamos de volta a nossa rotina, mais uma vez teria de deixar meus ratinhos e enfrentar as ruas, eu sabia que fazia aquilo por eles, assim como Daryl, que queríamos que tivessem um mínimo de conforto, já era duro saber que nunca tomariam sorvete no shopping, que talvez algum dia sequer se lembrassem que isso um dia existiu.
−Está triste? Daryl me pergunta.
−Angustiada, mais do que de costume, com dó de deixá-los!
−Se quiser ficar...
−Sabe que não posso ficar se você for, gostaria de poder, seria melhor para eles se nos revezássemos, mas não consigo!
−Eu também não poderia ficar e ver você saindo para a rua, entendo como se sente! Ele me beija.
−Papai pode fazer a guarda comigo no colo? Nick pede.
−Não filho, isso é coisa séria, se precisar atirar não posso estar com você no colo!
Ele se encosta no ombro da irmã e ela o abraça, os dois eram muito unidos, eu gostava que fosse assim, que cuidassem um do outro.
Maggie e Glenn caminham em nossa direção, para nos render, Daryl entrega a arma e Glenn, eu e Maggie nos olhamos, ela suspira.
−Preferia mil vezes ir no lugar dela, mas Beth precisa saber como é lá fora! Maggie comenta.
−Vai cuidar dos meus bebês não é? Eu peço.
−Vou, e você cuida da Beth, sei que o Rick vai estar de olho, mas mesmo assim.
−Prometo, boa noite!
Sigo para cama com minha pequena família, a coisa mais importante que tinha, nos deitamos e em pouco tempo os dois dormiam.
−Megan já sabe atirar! Daryl me diz, eu não gostava muito de vê-lo ensiná-la, sempre me mantinha distante, para não atrapalhar com meu excesso de cuidado – Quando voltarmos vou deixar que fique com a pistola, acho que por enquanto apenas quando estivermos em casa, para garantir que não brinque com ela.
−Fico com tanto medo, mas eu acho que está certo.
−Mais calma? Ele me abraça e me recosto em seu peito – Ainda angustiada?
−Acho que é por que a Beth quer ir conosco, gosto de como as coisas são agora, não quero que ela vá, ao mesmo tempo não posso impedi-la, nunca achei que o Rick permitiria.
−Nem eu, de todo modo vamos ficar por perto e evitar o perigo, sem riscos qualquer sinal voltamos.
−Já disse que te amo hoje? Pergunto e ele faz aquele ar distante e pensativo.
−Definitivamente não!
Beijo Daryl, e depois me deixo apenas ficar ali, nos seus braços aproveitando o resto de paz antes de mais um dia longo de tensão e medo, nosso último dia de férias do apocalipse.
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