Fim Dos Tempos

21 Capítulo 21 - Minha pequena adora ratinhos


Notas iniciais
Mais um, espero que gostem,
passei o dia em casa por isso dois capítulos num dia!

Pov – Katie

Meu coração se parte quando vejo Nick chorando, me levanto e sigo até ele, acaricio seu rosto para ter certeza de que não tinha febre e o ajudo a se sentar.

−Está sentindo dor? Eu pergunto achando minha pergunta meio estúpida, mas afinal eu não sabia muito o que fazer.

−Sim, eu não quero virar um bicho! Ele soluça e Megan se senta assustada os olhos já cheios de lágrimas.

−Não vai virar zumbi, já sarou, agora precisa se acalmar, vou pedir ao Hershel um remédio para dor, depois vai se sentir melhor.

Daryl já estava de pé, caminhando para a porta.

−Vou buscar! Ele diz – Fique com ele – Ei ratinha não quer me ajudar? Ela se levanta e eu sabia que ele só queria afastá-la um pouco daquele momento doloroso.

Nick ainda chorava e eu percebo que evitava olhar para a própria mão, fico com medo de como seria quando pudesse tirar o curativo.

Hershel entra trazendo remédio e volta a examinar Nick, ele tinha aquele olhar gentil e tranquilo que sempre me fazia pensar que tudo daria certo.

−Daryl vai trazer seu café e depois de comer vamos fazer um curativo novo e então vai poder descer e caminhar um pouco, quem sabe pegar um sol.

−Obrigada Hershel, acha que ele pode tomar um banho antes de trocar o curativo?

−Ótima ideia, vou descer e encontro vocês lá no refeitório onde a luz é melhor! Ele nos deixa sozinhos e fico pensando em como seria até o ratinho melhorar, não queria deixa-lo e não podíamos simplesmente esperar, precisávamos de suprimentos, iria pedir a Beth que ficasse com ele, ela não se negaria.

Daryl entra trazendo o café da manhã de Nick, seguindo as ordens de Hershel, ele toma leite, e depois eu o ajudo a se levantar, separo uma muda de roupa para o banho e pego toalhas limpas, Megan ainda estava silenciosa e estranho seu comportamento.

−Vamos? Eu o chamo – Consegue andar? Ele faz que sim com a cabeça e Megan pega sua mão protetora.

−Não pode me dar banho, é menina! Ele lembra.

−E aquela história de que quando se está doente tudo bem? Daryl pergunta e eu sabia que ele estava assustado com a ideia de cuidar das crianças, essa era sua nova luta interna, se sentir bom o bastante para cuidar de crianças.

−Eu já estou de pé, então sarei! Eu rio e não resisto a um beijo em Daryl e sua cara amarrada.

−Nesse caso vocês duas podem ficar, eu vou com ele! Daryl pega as coisas da minha mão e deixa nossa cela, pisco para Megan que finge um sorriso, sinto pena.

−Vamos arrumar essa bagunça e esperá-los lá em baixo? Ela concorda e começamos a arrumação, desço em seguida com ela, curiosa para saber como aqueles dois estavam se virando lá em baixo.

Beth estava no nosso refeitório e Heshel também, além deles uns poucos moradores novos, achava que nunca olharia para eles como membros do nosso grupo.

Daryl entra com Nick no colo, e o coloca na cadeira. Nos olhamos, prevendo o que viria a seguir, queria dizer a ele para sair que eu cuidaria de tudo, mas a verdade é que precisava senti-lo por perto, Hershel pega novas bandagens e antisséptico.

−Vai ficar no colo da Katie e fechar os olhos está bem? Hershel diz a ele que concorda.

−Vai doer? Ele pergunta e todos esperamos a resposta.

−Vamos ver! Hershel diz e eu acho uma péssima resposta, então o aperto em meus braços, Daryl para do meu lado para o caso de ter se segurá-lo.

Hershel abre o curativo e prendo a respiração, segundo ele tudo parecia caminhar bem, ele limpa o local e Nick recomeça a chorar e tentar puxar a mão, por que algo assim acontecia com uma criança, preferia mil vezes estar no lugar dele, mas não estava, então precisava fazer o melhor que podia e o aperto em meus braços.

−Ei ratinho, quando acabar vou te mostrar como se atira com a besta! Era como um anestésico, ao ouvir as palavras de Daryl ele para de chorar e olha para ele.

−Promete? Ele pergunta.

Daryl afirma com um movimento de cabeça e Nick apenas fecha os olhos e esconde o rosto em meu peito, Megan que eu tinha esquecido estava em pé do nosso lado com olhos arregalados e apavorados, ela não podia estar ali, eu olho para ela e depois para Daryl que assim como eu tinha se esquecido dela.

−E a ratinha também vai aprender? Ele pergunta e só então ela desvia o olhar e o encara boquiaberta.

−Eu também? Ela quase sorri, não fosse o gemido que Nick deixa escapar e que a faz estremecer.

−Pode tentar! Daryl responde.

Hershel termina e Beth se senta ao meu lado quando solto Nick ele olha de relance para mão, depois seca os olhos e desce do meu colo pega a mão de Daryl e o olha deixando meu amor mais assustado do que se estivesse diante de uma horda de zumbis.

−Vamos? Ele me faz sorrir, não queria, por que estava tentando ser solidário com Daryl e seu desespero, mas não resisto, assim como Beth e mesmo Daryl.

−Agora? Ele pergunta e Nick confirma – Vamos, mas espere! Daryl me olha escondo o riso – Não pense que está livre senhora Dixon! Ele diz isso sem aviso, só para meu coração saltar descompassado, eu me levanto e pisco para Beth acompanhando os três até nossa cela.

Ficamos alguns minutos mexendo nas bestas, mostrando como funcionava, depois eles se distraem com as flechas e eu olho para Daryl, meus olhos estavam cheios de dúvidas, e eu as via refletidas nos dele.

−Falei com Rick, decidimos ficar aqui hoje, arrumar os portões e as cercas, limpar um pouco lá fora, retirar os corpos! Ele desvia o olhar e eu sabia que estava falando da mãe das crianças – Temos comida para pelo menos uma semana com folga, então podemos apenas ficar hoje e amanhã saímos.

−Certo! Eu agradeço mentalmente por aquele dia de folga, precisava de um pouco de paz.

−Vou lá para fora agora, fique até que... – Ele não termina, olha para as crianças – Aviso quando estiver limpo, vou me cuidar, Michonne e Rick estarão comigo.

Ele me tranquiliza por que sabia que detestava quando ele se colocava em risco longe de mim, eu concordo por que estávamos em meio a uma pequena crise, que de alguma maneira parecia apenas nos atingir e isso só mostrava o quanto aquelas crianças eram nossa responsabilidade.

−Já disse que o amo? Eu pergunto tocando seu rosto e me perdendo em seus imensos olhos azuis.

−Vagamente! Ele brinca me beija e se levanta – Mas quando sonha demonstra! Eu fico corada muito mais por que estávamos com duas crianças ao nosso lado do que propriamente por suas palavras ele se afasta rindo.

−Isso não foi justo! Eu digo quando ele saia da cela e já sumia de minha visão – E me lembrei de coelhinhos brancos! Eu o provoco.

−Está muito encrencada senhora Dixon! Ele me grita e eu rio, olho para as crianças que me olhavam e fico sem graça.

−Querem brincar de alguma coisa? Pergunto sem saber se era capaz de distrai-los por algum tempo, Daryl não queria admitir mas era muito melhor nisso.

Carl entra na cela tímido como eu nunca o vira antes.

−Vim saber se ele melhorou! Ele me avisa.

−Sim, muito! Eu aviso – Carl conhece algum jogo, para nos distrair? Carl me olha como se eu tivesse feito alguma pergunta indiscreta, sorrio sabendo que ele não gostava de ser tratado como criança – Se lembra de algum do tempo que era criança? Tento concertar.

−Não! Ele responde simplesmente – Maggie trouxe uns jogos, quer que pegue com ela? Se oferece e eu aceito, ele deixa a cela, Megan continuava silenciosa.

Carl volta com um baralho infantil demais e se recusa a jogar conosco, mas fica na cela sentado me olhando de longe, duas horas depois Daryl entra na cela e para quando nos vê reunidos.

−Pronto? Eu pergunto vendo sua roupa suja de sangue.

−Querem ir lá para fora? Ele convida e olha para Megan.

−Acho ótimo! Eu me levanto com medo de meu pobre homem ter um ataque cardíaco só porque Megan e Carl estavam na mesma cela.

Passamos o resto da manhã do lado de fora, eu deixo Megan e Nick sentados e sigo para o trabalho, ficava sempre de olho neles, vejo Carl se aproximar com a bravinha no colo, era hora de preparar o almoço então alguém precisava cuidar dela e normalmente esse era o trabalho dele.

Ele se senta com Megan e Nick, os dois se aproximam do bebê e logo depois a vejo no colo de Megan, procuro por Daryl sabendo que ele estava prestes a ter um ataque, ele observava a cena de longe, Glenn o chama e ele se afasta balançando a cabeça em desaprovação − Eu e essa minha maldita boca − penso voltando a me concentrar no trabalho com Maggie.

Comemos do lado de fora, depois do almoço voltamos ao trabalho, vejo Nick se recostar no ombro da irmã, ele tinha passado muito tempo de pé e decido que deveria parar um pouco e cuidar dele.

−Amor! Chamo Daryl que se aproxima de mim secando a testa – acho que vou colocá-lo na cama! Olho na direção de Nick.

−Ele! Daryl me puxa para seus braços – Que pena, pensei que era eu que queria colocar na cama.

−Isso eu sempre quero, mas vamos esperar, só não sei até quando! Faço bico me dando conta de que simplesmente não poderíamos deixar as crianças sozinhas.

−Pensei em contratar uma babá! Ele beija meu pescoço sem cerimônia – Quem sabe Beth aceite, pagamos com esquilos! Eu me aperto a ele, e concordo sorridente.

Sigo com os dois para o quarto e deito Nick, Megan se senta no colchão no chão e em minutos Nick dormia, ela fica me olhando.

−Casou com ele antes dos bichos? Ela me pergunta.

−Não, foi depois, ele me salvou! Eu digo orgulhosa.

−Vai demorar para meu irmão sarar?

−Não sei Megan, espero que não, mas acho que ele está melhor, não acha?

−Acho que não, acho que ele nunca vai ficar bom, sempre vai precisar de ajuda.

Fico olhando para ela pensando se ela acreditava nisso ou só queria me convencer de que o irmão precisava de ajuda, assim como eu costumava dizer a Daryl que nunca estaria pronta para lutar sozinha apenas para não ficar longe dele.

−Megan foi apenas um dedo, Hershel perdeu uma perna e está muito bem! Tento tranquiliza-la, ela se encolhe, e eu me aproximo, me sentando a seu lado, toco seus cabelos, eles eram claros como os de Daryl e longos como os meus – Tem lindos cabelos! Eu digo e ela esconde o rosto e se entrega as lágrimas no momento em que Daryl entrava na cela, ele quase dá meia volta, mas acho que desiste de me deixar sozinha e fica paralisado na porta.

−Quando meu irmão sarar vão deixar a gente, ninguém nos quer, não sabemos fazer nada e ele foi burro, agora vamos ficar sozinhos, Carl sabe atirar e cuida da irmã, eu nem sei cuidar do meu irmão, agora ele está doente e queriam matar ele! Ela soluçava com o rosto escondido, me deixando muda e com pena, olho para Daryl e ele continuava paralisado – Atrapalhamos vocês, as pessoas de Woodybury nem ligam para nós, se eu virar zumbi ele vai ficar sozinho e se ele virar eu vou ficar sem ninguém!

−Megan! Eu não sabia o que fazer e olho para Daryl, ele toma coragem e se aproxima se sentando ao lado dela.

−Não estão sozinhos! Daryl diz e ela ergue o rosto ao se dar conta de sua presença – Não vão embora quando seu irmão melhorar! Ele diz a ela, mas olhava para mim, analisando meu olhar – Eu e Katie... – Eu aceno autorizando ele, dizendo sem palavras que sim estava disposta a cuidar dos dois – Vamos cuidar dos dois, minha pequena adora ratinhos!

Ela começa a se acalmar, ainda soluçava, mas não chorava mais.

−Não precisa ter medo! Digo para acalma-la, entendendo o porquê de seu silêncio, nem podia imaginar como era para uma criança passar por aquilo.

−Se todo mundo de Woodybury for embora nós ficamos? Ela pergunta.

−Sim! Respondo solene.

−Vão cuidar de mim também ou só do Nick que ainda é pequeno.

−Você também é pequena, bem pequena! Daryl avisa e eu sabia que ele estava mais uma vez pensando em Carl – Só vai ser grande quando fizer trinta anos! Ele diz e ela sorri.

−Katie ainda não tem trinta anos e já é grande! Ela diz.

−Quem disse? Ele esconde um sorriso – Por que acha que a chamo de pequena?

−Por que você ama a Katie e ficam toda hora se beijando! Ela diz e eu olho para ele que me rouba um beijo.

−Mas a ratinha tem que saber que precisa casar primeiro para depois beijar! Eu não consigo segurar o riso e ele finge não notar.

−Ela não tem aliança! Megan constata e eu sabia que aquilo o incomodava.

−Até você! Ele me olha – Nada de alianças de zumbi?

−Nem pensar! Digo firme − Agora vamos parar de chorar e rir, por que vamos acordar o Nick.

−Quando ele acordar posso dizer que não vão nos mandar embora, ele estava com muito medo.

−Pode! Daryl e eu nos levantamos e ela se deita no colchão, depois da crise de choro estava cansada e então fecha os olhos, olho para ele que me beija, não dizemos nada, não havia nada a dizer.

Depois do jantar saímos para o pátio, logo Hershel, Carl e Beth com a bravinha se aproximam e se sentam conosco, Maggie, Glenn e Carol chegam depois e Rick se afasta da guarda com Michonne e os dois caminham a nosso encontro, estávamos todos reunidos, essa era nossa família, e agora Megan e Nick fariam parte dela.

−Cante Beth! Hershel pede e ela começa uma canção antiga que me lembrava a minha infância, férias com meu pai, sempre cantávamos em volta da fogueira depois de caçarmos.

Nick estava sentado do meu lado e Megan ao lado de Daryl, que me abraçava enquanto ouvíamos a canção, trocávamos olhares esperançosos, mesmo Carol que me odiava, era de algum jeito, parte da minha família, como uma prima daquelas que a gente simplesmente não se entende.

Daryl beija meus cabelos sinto falta de T-dog e Lori, da nossa primeira noite naquele lugar, penso em Merle que um dia também já estivera lá e me aperto a Daryl com medo de que um dia mais alguém faltasse nesse círculo fechado que eu tanto amava e protegia.

Tudo estava perfeitamente bem, estávamos reunidos e quase felizes, vejo Tyresse e a irmã sentados a alguma distância nos observando e então antes do fim da canção gritos e correria vindos de dentro do bloco de celas, nos levantamos. Estávamos sempre prontos era fácil nos agruparmos e fazer o que era preciso, Carl pega a arma e se posiciona sem ninguém precisar mandar diante de Hershel, Beth atrás com a bravinha no colo, nós nos unimos armados.

−As crianças Carl! Eu peço e ele puxa Nick e Megan para seu lado, então corremos sem nos afastar para dentro, Tyresse e Sasha também vem, a maioria corria para fora, gritando em pânico, homens mulheres e crianças, seguimos em direção aos gritos, uma mulher paralisada de medo na porta da cela dos idosos nos mostra o motivo do pânico.

Uma das idosas estava devorando outra, em algum momento transformara-se e atacava outra, um homem estava preso entre as grades fazendo a porta da cela de proteção se preocupando apenas consigo já que deixava a cela aberta para zumbis atacarem os outros ele estava mordido e o outro idoso um senhor de uns oitenta anos estava caído no chão, também morto.

Tyresse ergue a arma e Glenn a abaixa, Rick e Daryl entram na cela Daryl acerta a mulher que já caminhava para ele enquanto, Rick acerta os que estavam caídos para que não se transformassem.

Quatro perdas contando com o homem mordido na altura do pescoço que sabíamos não poderia ser salvo, nos olhamos abatidos, uma mulher se transformara e pegara três deles, como aquilo era possível, e como todos corriam para fora ao em vez de ajudar?

Ainda podíamos ouvir crianças abandonadas gritando na cela ao lado e sigo com Maggie e Glenn até lá para tirá-los e acalmá-los.

Passamos com as crianças e ouço o homem se negar a sair, paraliso por que ele podia ter uma arma, Maggie e Glenn saem com as crianças e eu sabia que assim tranquilizariam o resto do grupo, decido que não iria a lugar nenhum sem Daryl.

−Não vão me matar! O homem dizia – Salvaram o menino e o velho, façam algo por mim! Ele tremia e eu chego a sentir pena.

Rick ergue arma e Tyresse entra na frente, tínhamos um empasse um maldito empasse por que Daryl segue para o lado de Rick e Michonne também, então Sasha para ao lado do irmão e eu vou para meu lugar atrás de Daryl ou ele me expulsaria dali.

−Só queremos esperar, não é certo fazer isso assim! Tyresse diz – Sabemos que tem de ser feito, eu faço quando chegar a hora!

Seria um pedido razoável se pudéssemos confiar neles.

−Eu não quero morrer! O homem tremia descontrolado e meu coração se aperta – Me salvem!

−Por favor, nos tranque em uma cela, fazemos quando chegar a hora! Sasha pede.

Como de costume Rick amolece e baixa a arma, Daryl resmunga e Michonne balança a cabeça irritada, essa era nossa família, eu os conhecia bem.

−Sem tiros! Rick avisa e saímos, ele tranca a cela e eu penso que de alguma maneira o pedido era razoável se fosse um dos nossos era assim que faríamos, então saímos do bloco e assim que chegamos do lado de fora, Megan e Nick correm para nos abraçar chorando como quase todas as crianças, menos a bravinha e Carl.

−Pai! Carl pretendia protestar, mas Rick não permite.

−É o certo Carl, eles estão trancados lá dentro, nada vai sair errado.

−O que mais afinal poderia dar errado? Maggie reclama – Chega disso Rick, eles precisam ser preparados! Rick afirma com cabeça e olhamos para as pessoas do outro grupo, desesperadas e aglomeradas.

Aquelas pessoas conheciam aquele homem mais do que Tyresse e Sasha, mas estavam preocupadas apenas em se salvar, era assustador e preocupante.

Nos acalmamos, voltamos a nos sentar e ficamos a espera, duas horas depois Nick dormia no colo de Daryl e Megan estava encostada em mim o homem agonizava e sinto pena de todos, Tyresse e Sasha eram sem dúvida pessoas descentes, então ouvimos um tiro, Glenn balança a cabeça ele era o que mais se incomodava com isso, Rick o olha.

−Eu sei, treinamento! Ele diz se levantando e seguindo para dentro para ter certeza que tudo estava bem, Maggie o segue e logo vem nos avisar que eles tinham feito, o homem estava morto.

Daryl e eu seguimos como as crianças para dentro ele coloca Nick na cama e me abraça Megan se deita com o irmão assustada.

−Vou ajudar a limpar aquele lugar, volto logo! Ele me diz e eu concordo.

Arrumo nossa cama e coloco Megan em seu canto, ela pega no sono em seguida e eu me deito esperando Daryl, ele entra pouco depois.

−Levamos os corpos, eles querem fazer um enterro, faremos isso amanhã.

−Daryl, eles não vão chegar nem ao fim do mês se continuarem assim!

−Eu sei! Ele se deita e eu o abraço, então Daryl puxa a besta para perto e coloca meu cinto pouco acima do meu travesseiro.

−Detesto isso! Reclamo abraçando meu amor e ele me beija – Vamos tentar dormir, amanhã à noite estaremos de guarda e ainda precisamos pensar o que fazer com eles.

−Acho que vou pedir a Michonne! Eu digo por que achava que ela era a mais forte de todo grupo e era com alguém assim que queria deixar os pequenos.

Daryl não diz nada e acabamos dormindo, no meio da noite Nick nos acorda com medo, não era para menos penso, depois de tudo era natural que estivesse assustado, eu o deito do nosso lado perto da irmã e seguro sua mão para que ele voltasse a dormir, Daryl fica me olhando acalmá-lo e quando me viro ele escondia um sorriso.

−Dois ratinhos assustados! Ele brinca.

−Que prometemos cuidar! Eu o lembro.

−Dois ratinhos assustados e persuasivos! Ele me abraça e beija meu pescoço, depois meus lábios – Quero férias, cansei de brincar de apocalipse!

Notas finais
Comentem!
Adoro quando me ajudando comentando,assim me dão uma direção.