Fim Dos Tempos
75 Capítulo 75 - Mini ratinho!
Notas iniciais
Pov- Daryl
Caminho apressado com minha pequena no colo, a cela estava pronta a dias, uma vazia ao lado da de Hershel, ele tinha levado tudo de que precisaria, estávamos à espera do mini ratinho a dias, mas é claro que ele tinha de escolher agora, no meio daquela confusão.
Minha pequena geme, e esconde o rosto no meu ombro, não quero que ela sinta dor.
−Fica calma pequena! Eu peço, meus ratinhos me seguiam, não acho que seja boa ideia assistirem a isso, mas não consigo organizar as ideias agora.
−Ai! Ela diz segurando a barriga – Isso dói! Avisa, eu a coloco no colchão no meio da cela, como Hershel determinou para ter espaço, a apoio nos travesseiros, ela aperta minha mão, os olhos marejados.
−Fica comigo! Me pede assustada.
−Não vou a lugar nenhum pequena! Eu a beijo, meu coração batendo alucinado, não posso perde-la – Amo você!
−Mamãe! Megan chora eu tinha me esquecido deles, Nick chorava também.
Katie os chama, eles se aproximam e ela os abraça chorando.
−Amo muito vocês! Ela diz, não quero que se despeça, não aceito que faça isso – São meus amores, sempre vão ser!
−Maggie leva eles! Eu peço e nem me importo se estou chorando.
−Vão! Ela os beija mais uma vez, os aperta – Está tudo bem!
Eles nunca desobedecem a mamãe e deixam a cela, Hershel se ajoelha, com Beth a seu lado, começando os preparativos, jogam um lençol sobre suas pernas agora dobradas.
Ela estava de vestido, a semanas só usava vestidos de gravida por que era mais confortável, da primeira vez que vi fiquei alucinado, ela estava mais linda que nunca, fiz a única coisa que podia fazer, eu a roubei para leva-la para nossa torre, no meio da manhã.
−Ele está pronto querida, fique calma! Hershel diz a ela e ela sente mais uma dor, aperta os olhos, não grita, quando diminui ela volta a abri-los, eles se fixam em mim.
Deus não pode me deixar de novo, não agora, minha pequena vai conseguir, eu sei que vai, volto a beijá-la, ela ainda apertava minha mão.
−Quando a dor voltar ajude empurrando! Hershel pede a ela – Chegou a hora Katie, vamos trazer esse bebê ao mundo! Ele diz, não consigo desviar meu olhar dela e quando a dor volta ela faz o que Hershel pediu, empurra, sei que deve ser uma dor alucinante – A respiração que ensinei, não esqueça.
Ela me olha, estava suada, me sinto inútil, quero aplacar sua dor, mas aquele é um momento dela.
−É minha pequena! Eu digo e ela faz que sim.
−Amo, você! Ela me diz – Me salvou de todas as maneiras... – Ela geme – É minha vida! Ela me diz chorando – Eu preciso que você prometa...
−Pare de se despedir de mim! Eu digo chorando, aprendi com minha pequena que posso chorar – Pare com isso, quero que traga meu mini ratinho para o mundo e que ajude a transformá-lo num homem! De algum jeito sei que é um menino, eu a beijo, acaricio seu rosto, a dor volta ela faz força mais uma vez.
−Amor! Ela me chama apertando minha mão, estava cansada, a dor volta mais uma vez, ela faz mais força, Hershel a incentivava, Beth também, embora sua voz estivesse embargada.
−Você não desiste, eu não desisto! Sei o que essa frase faz por nós, que nos liga, que nos faz reagir e lutar – Precisa lutar pequena, por todos nós!
Algo nela se transforma, no seu olhar, não tem mais medo ali, só a coragem da minha pequena atiradora de facas e como sempre ela luta, quando a dor vem estava pronta e faz o que é preciso.
−Ele está vindo Katie! Hershel diz – Não pare! Ela continua a fazer força, os olhos fixos nos meus, apertando minha mão, minhas lágrimas não cansavam de rolar, ela é tudo que tenho, somos uma coisa só, e essa coisa está vindo ao mundo, nosso pedacinho – Nasceu, é um menino!
Riamos e chorávamos enquanto ela se recosta nos travesseiros, ainda apertava minha mão e eu a beijo, meu mini ratinho podia esperar um segundo, ela acaricia meu rosto, o olhar suave.
Nos viramos os dois e Hershel nos entrega nosso bebê, lindo e forte que berrava anunciando que tinha chegado, ele se aconchega nos braços da mãe, ainda sujo de sangue, beijamos sua cabecinha, abro o cobertor, quero ver cada parte dele, decorar.
−Que lindo amor! Ela me diz, nenhum de nós conseguia parar de chorar, eu a beijo de novo, tão linda, delicada – É nosso ratinho, mais um! Ela me diz – Amo você, olhe amor! Ela volta a olhar para ele que reclamava de olhos fechados – Olhe o que me deu!
−Oi mini ratinho! Eu falo com ele, sei que ele me conhece – Como é lindo, é o papai! Olho para ela mais uma vez – Amo você, mais do que todos os outros dias! Ela sorri – Obrigado!
−Obrigada vovô! Katie diz a Hershel que sorria ainda na mesma posição.
−Foi a coisa mais bonita que já fiz! Ele diz sorrindo.
−Como ela está? Eu pergunto, agora completamente preocupado – O que eu faço, como vai ser, do que ela precisa?
−Calma! Hershel sorri, eu detesto como ele faz tudo parecer tranquilo e perfeito – Ela precisa de repouso, vamos limpar aqui, e dar um banho no bebê e Katie vai ficar exatamente onde está, à noite deixo você levar ela para cama e depois tudo vai voltar ao normal aos poucos, ela pode andar, e comer e sexo só daqui quarenta dias!
−Certo! Eu concordo um pouco sem graça, mais por que Beth estava conosco, se bem que agora ela sabia bem do que estávamos falando.
Maggie entra para ajudar a limpar e trocar os lençóis, não quero que meus ratinhos vejam todo aquele sangue e se assustem.
−Oi mamãe! Ela beija a testa de Katie – Que coisinha mais linda! Diz com os olhos vermelhos pelas lágrimas da espera.
Beth nos tira nosso bebê, Glenn tinha trazido agua quente e ela dá seu primeiro banho, me afasto um pouco de Katie para assistir, depois quando ele estava limpo e vestido ela nos devolve ele, seco o rosto de minha pequena com uma toalha molhada, quero que meus pequenos vejam a mamãe bem.
−Vai amor, busca logo eles! Ela pede ansiosa, eu a deixo e os encontro abraçados a Jimmy, não sei o que Carl estava achando daquilo, embora a mão de Megan estivesse presa a dele, ela estava encostada em Jimmy que era um péssimo consolador de criancinhas por que estava com cara de quem tinha chorado mais que eles.
−Pronto mamãe está bem e nosso mini ratinho também! Eu os abraço, os dois choravam muito – Vamos ela quer ver vocês! Olho para Jimmy ele sorri aliviado – Vem de uma vez Jimmy! Eu o chamo, o garoto merecia, cuidava da Katie o dos meus pequenos quando eu não estava, tanto que ela chegava a ameaça-lo.
Beth sai quando chegamos, Jimmy e Carl ficam na porta sorrindo depois de acenarem para Katie, ela tinha nosso pedacinho no colo e os dois se aproximam.
−Papai quero colo! Nick me pede assim que vê o bebê, eu o pego imediatamente, sei que vai ser difícil, que agora preciso mostrar que nada mudou, nos aproximamos e Katie sorri.
Megan beija a mãe e depois toca a cabeça do bebê com seus dedinhos delicados.
−É o que? Pergunta.
−Menino! Minha pequena avisa orgulhosa e ela abre um largo sorriso de vitória continuava sendo a única menina.
−Posso beijar ele? Ela pede e Katie faz que sim chorando, ela beija o irmão com delicadeza.
−Oi bebê! Diz suave e se recosta na mãe olhando o bebê feliz e tranquila, achei que ela seria um problema, mas parece que o problema seria meu ratinho que estava no meu colo apertando meu pescoço como se nunca mais fosse largar – Vou ajudar a cuidar dele mamãe! Ela avisa acariciando mais uma vez seu rostinho.
−Vem com a mamãe ratinho, estou com tanta saudade de você! Katie o chama e ele sai do meu colo rapidamente, não olha para o irmão, abraça Katie chorando.
−Mamãe! Ele reclama.
−Não vai dizer oi para o seu irmãozinho? Ela pergunta e só então ele olha para o bebê – Eu estava olhando para ele e achei ele tão parecido com você! Ela diz – O que acha papai? Eu me aproximo, me sento ao lado deles e Nick me olha.
−Verdade! Digo olhando para ele – O que acha?
−Ele parece mesmo! Ele diz se aproximando – Oi! Ele finalmente fala com o bebê que resmunga e se mexe envolvido nas cobertas – Ele quer falar comigo! Diz exultante – Sou eu, o Nick, mamãe já posso pegar ele? Nick se desvencilha dela, está frenético, beija a cabeça do irmão, o pequeno conquistador tinha arrebatado o irmão com um resmungo – Só um pouquinho! Ele pede com as mãos agitadas – Primeiro eu Megan! Já avisa a irmã só por garantia embora ela estivesse calada e encantada olhando para o irmão.
−Amor ajuda ele! Minha pequena pede, Nick se senta no meu colo e eu pego meu mini ratinho com cuidado sou bom nisso, a Bravinha sempre gostou do meu colo, eu coloco perto de Nick, não solto o bebê, mas Nick acha que está segurando.
−Oi mini... não quero chamar ele assim! Ele reclama – Vai Megan escolhe um nome, me ajuda? Ele pede muito bravo – Papai acho que eu vou deixar ele dormir no meio uns dias! Ele avisa muito generoso – Ele é muito pequeno!
−Que bom! Eu falo para ele – mas é você quem sabe, se achar que ele não merece tudo bem!
−Ele merece! Ele diz e beija o irmão em todos os lugares que encontra até o bebê começar a chorar feito um louco – Ele está com fome, eu acho, vou chamar a Beth, segura ele mamãe, eu já pego!
Eu e Katie nos olhamos rindo, Nick tinha tomado o bebê para ele, disposto a cuidar como se fosse o único capaz.
−Ele mama no peito ratinho, sou eu que dou a comida dele! Ela diz se ajeitando, Hershel já tinha explicado tudo que sabia sobre amamentação e ela se arruma eu a ajudo a se sentar, entrego meu mini ratinho a ela que o coloca no seio e ele suga desesperado e faminto.
Nada tinha me preparado para a emoção de assistir aquela cena, e mais uma vez me vejo assim como minha pequena chorando.
−Coitadinho, isso deve ser muito ruim! Nick faz cara de nojo.
Seco minhas lágrimas, aquilo já estava ficando fora do controle, chega disso, respiro fundo, olho em volta e felizmente só estávamos nós.
Megan parecia encantada, fica fazendo carinho no irmão enquanto ele mama, Nick volta para o colo, esperando o irmão comer, ansioso.
−Eu que vou cuidar dele, como vamos chama-lo! Ele fica olhando para o irmão pensativo – Pode ser Matthew, para ser Matt Dixon! Ele me olha – Vai papai deixa, Matt é bonito!
−O que acha ratinha? Eu pergunto a minha ratinha.
−Oi Matt! Ela diz ao irmão – Que lindo, pode ser.
−E a mamãe o que acha? Eu pergunto a Katie.
−A mamãe acha perfeito! Ela diz beijando a cabecinha do mini ratinho que dormia ainda mamando.
−Ouviu mini ratinho? Eu me aproximo beijando sua cabeça – Vai se chamar Matt Dixon!
Nick decide aproveitar que o bebê estava dormindo e sai para espalhar a notícia, Megan vai encontrar Carl e contar a ele, fico de novo sozinho com minha pequena, o mini ratinho para de mamar, e fica tranquilo dormindo em seus braços enquanto ficávamos ali feito dois bobos, sem conseguir desgrudar os olhos dele.
−Acho que ele parece com você! Ela me diz – E com o Nick, é estranho que ele se pareça com o Nick, mas acho que parece mesmo.
−Mas esse narizinho mandão é da mamãe! Eu digo tocando o nariz do mini ratinho que ressona.
−Não posso me afastar dele! Minha pequena me diz chorando – Tenho tanto medo!
−Vamos vê-lo crescer pequena, não importa, nada vai nos impedir de ver nossos filhos crescer! Prometo a ela, cheio de certezas.
−Aquela horda! Ela me diz estremecendo.
−Você os viu a tempo! Quando chegaram estávamos prontos, minha pequena é sempre a dona do jogo, como podem nos vencer se está sempre um passo à frente deles?
−Agora mais do que nunca! Ela me beija – Obrigada amor, por ele, pelos outros dois, por estar aqui! Ela se recosta em mim, devia estar cansada.
−Amo você, mas agora que ele dormiu quero que durma um pouco vou ficar aqui! Eu pego meu bebê ajudo ela a se deitar e o coloco a seu lado depois me deito perto dele e fico assistindo os dois dormirem, podia ficar ali muito tempo, Nick volta feliz e entra devagar quando faço sinal que não podia fazer barulho.
−Papai, mamãe vai dormir lá com a gente né?
−Vai! Aviso.
−Já está bem de noite! Ele diz encostando em Katie e se enroscando em seus cabelos.
−Muito esperto senhor ratinho, vamos comer depois você dorme.
Eu me levanto e Beth e Maggie caminhavam ao meu encontro.
−Vai alimentar seus filhos que ficamos com ela! Maggie diz e eu obedeço.
Depois procuro Hershel, quero saber se tudo está mesmo bem com eles e se posso leva-la para nosso canto.
−Pode falar Hershel, está mesmo tudo bem? Eu pergunto tenso.
−Daryl você tem um lindo bebê, saudável e forte, Katie está ótima, não se preocupe!
−Obrigado! Eu digo aliviado – Posso leva-la para nossa cela, não cabe todo mundo lá em baixo e as crianças não abrem mão de ficar com ela.
−Pode! Ele ri – Essa família remendada e grande é um absurdo de unida, só quero ver esses ratinhos crescendo, onde vai caber todos juntos, vão precisar derrubar algumas paredes! Ele me diz e eu acabo concordando porque somos mesmo muito ligados, mas eu nunca tive nada, nem ninguém agora que tenho não quero ficar longe.
Levo meus pequenos para cima e os arrumo na cama, deixando espaço para minha pequena e o bebê.
−Quer que te ajude a buscar a mamãe? Nick se oferece, sei bem qual é seu plano, acha que o irmão é como o bichinho dele que pode carregar para cima e para baixo sem problemas, vamos ter que ficar de olho.
−Não ratinho fica aqui para me ajudar quando eu chegar! Eu desço, Maggie e Beth estavam em volta de Katie que estava acordada.
−Aposto que acordou ela Maggie! Eu digo quando entro.
−Ganhou a aposta! Ela ri – Queria saber como foi, agora ela pode dormir até amanhã.
−Quem me ajuda! Eu pergunto – Levo a mamãe e uma das duas leva meu mini ratinho com cuidado! Aviso, elas começam uma pequena briga de irmãs e eu e minha pequena rimos, Maggie vence quando ameaça Beth com o segredo da noite passada, daria um bom título de cinema, se o mundo não tivesse acabado.
Minha pequena se aconchega no meu colo, encosta a cabeça no meu peito e aproveito para roubar lhe um beijo.
Subo e a coloco na cama, ela precisava descansar agora teríamos um bebê acordando a noite toda, gosto disso.
−Coloca ele aqui Maggie! Nick indica o local, dono da situação ela faz uma careta para ele depois obedece, beija o bebê a testa de Katie e se retira.
−Pequenos temos que dormir, o mini ratinho vai nos acordar daqui a pouco! Eu os aviso, Megan beija o irmão a mãe e depois vem me abraçar.
−Amo você papai! Ela me diz sorrindo me beija e segue para seu ursinho.
Nick faz o mesmo, se demora no bebê e tenho medo que o acorde, mas ele dormia profundamente, ele se deita e pega os cabelos de Katie se enrosca e só então posso me deitar, meu filho e seu cheirinho de bebê entre mim e minha pequena.
−Está confortável? Pergunto a ela – Quer alguma coisa?
−Não estou bem, a Beth deixou uma mochila ali com fraldas e outras coisas para usarmos na madrugada.
−Me ensina? Eu peço, quero ajudar, posso fazer isso, sei que posso.
−Pode apostar senhor Dixon! Ela sorri, estava abatida, com olheiras, mas ainda assim estava perfeitamente linda.
−Certo senhora Dixon, sei que vai voltar a mandar em todos nós antes do fim da semana! Eu a beijo – Quarenta dia! Me lembro e ela suspira, rimos.
−Quase uma eternidade! Ela me diz tocando meu rosto, nosso bebê se mexe, ela o ajeita de lado, estava cuidadosa como nunca vi – Ainda tenho um pouco de medo, os outros já vieram mais prontos! Ela brinca.
−Vamos aprender, sou bom com bebês, amanhã vou trazer a bravinha para ele já começar a investir, será minha vingança! Eu brinco – Ouviu mini ratinho, vai ter que pedir Judith em namoro, quero ver como o xerife se vira com mãos dadas e beijos!
−Bobo! Ela me diz sorrindo – Vamos dormir amor.
−Vamos! Eu digo beijando mais uma vez minha mulher e meu bebê – Amo você, nem tem ideia do quanto, me deu tudo que a vida me tirou!
−Como pode ser assim tão perfeito!
−Para de me paquerar, torre só daqui a quarenta dias.
−Você é um homem sem imaginação sabia! Ela me diz piscando – Tenho muitas ideias! Ela brinca e acabo rindo.
Minha pequena se aconchega e adormece, eu devia, mas simplesmente não consigo dormir, não paro de olhar para meu pequeno milagre.
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