Fim Dos Tempos
63 Capítulo 63 - Ratinhos com ciúme
Notas iniciais
Aqui vai mais um capítulo, esperando comentários.
Pov – Daryl
Minha pequena fica abraçada a mim enquanto Megan e Nick brincavam com o bichinho que no fim estava se mostrando um ótimo bichinho de estimação, eu fazia um carinho leve nas costas de Katie, penso em como seriam as coisa de agora em diante, temos muito que conversar, mas tudo pode esperar, por agora ela só precisa saber que estamos juntos que somos uma coisa só.
Glenn aparece na porta da cela para avisar que estavam todos jantando e olho para minha pequena tão quietinha e confortável, queria que ela ficasse ali para sempre, tenho tanto medo de perdê-la, de perder meu bebê, eu sei que coisas assim acontecem.
–Vou descer com os ratinhos e trago seu jantar! Ela me sorri do nada – Que foi? Pergunto.
–Vamos chamá-lo de ratinho também! Ela diz baixinho e faço que sim sorrindo depois beijo seus lábios – Vou descer também preciso dar uma palavrinha com o Hershel! Avisa – Ele deve estar no mínimo curioso sobre como foi o teste!
–Que teste mamãe? Megan pergunta e ficamos sem saber o que responder.
–Depois falamos sobre isso ratinha! Digo ajudando minha pequena a ficar de pé, descemos os quatro e Nick concorda em deixar o bichinho na cela dormindo um pouco, o pobre animal não tinha um minuto de paz.
Hershel sorri quando nos vê chegando, Katie solta minha mão vai até ele o abraça e com certeza conta a ele no ouvido, ele sorri carinhoso quando se afastam, ela seca uma lágrima a volta até mim.
Comemos assistindo a tentativa mal sucedida de Rick e Beth em esconder o que estava rolando, os dois se sentam juntos, conversam e Beth parecia um pimentão de tão vermelha, Maggie e Katie riam descaradamente e eu e Glenn damos de ombro decididos a não nos envolvermos naquela mania que elas tinham de que todos deviam se casar e viver felizes para sempre.
Quando subimos Nick já dormia e eu o coloco na cama com cuidado, minha ratinha estava cansada e se deita sonolenta, mas ela não era boba e nos olha atenta.
–O que está acontecendo? Ela me pergunta – Mamãe está doente papai, por que está cuidando dela assim, ajudando ela até a andar?
–Eu... eu, ela está bem ratinha, está cansada só isso, quero ajudar.
–Estou com cara de doente? Minha pequena pergunta.
Ela nega com a cabeça e decide que por hora devia acreditar em nossas palavras deseja boa noite e se acomoda na cama, fico pensando se nossa cama no chão não era mal acomodada para Katie, quem sabe ela precisasse de um colchão mais macio.
–Amo você! Ela me diz e eu a beijo – Vai ser uma loucura! Constata abraçada a mim e ficamos nos olhando um pouco esperando que estivessem mesmo dormindo para conversarmos.
Katie fazia carinho no meu rosto, delineava meus traços com a ponta dos dedos, delicada e sorrindo, os olhos brilhantes e o rosto corado, linda e perfeita, seria assim com todas elas, sempre ficavam assim ou isso era apenas meus olhos de pai que enxergavam isso?
–Sabe as regras da Megan e do Nick? Eu começo quando meus pequenos dormem – Agora serão as regras da mamãe.
–Amor...
–Vai ser do meu jeito pequena, ou vou ficar maluco! Eu aviso e ela faz que sim com a cabeça.
–Nada de guarda, não vai ficar no portão de um lado para outro de modo algum! Ela concorda, eu sei que ela nunca gostou de fazer isso – Não sai mais para as ruas, eu sei que não quer que saia sem você, mas eu preciso ir, não podemos esperar que os outros se arrisquem por nós, somos cinco agora! Eu digo e só então me dou conta que era apenas eu quando isso começou, como agora somos cinco, nenhuma família cresce assim em tão pouco tempo, sorrio.
–Que foi?
–Somos cinco! Eu lembro – Mas é isso, vai ficar em casa por mais que isso doa, eu prometo tomar muito cuidado, levar sempre a Michonne que eu sei que confia e precisa saber que vou ficar bem.
–Já sabia que seria assim! Ela me diz.
–Mas além disso tem que descansar e comer bem e dormir bastante e sei lá vou perguntar para o Hershel o que mais.
–Já entendi, quer que decore as regras também? Ela provoca e ainda não tinha visto nada.
–Quero! Aviso – AH! Eu lembro – Nada de pegar peso, e nem ficar nervosa demais, não pode brigar comigo! Ela revira os olhos.
–Agora já está se aproveitando senhor Dixon.
–Eu sei senhora Dixon, alguém tem de se divertir! Eu brinco para tranquiliza-la embora eu mesmo estivesse na categoria completamente alucinado e quase entrando em pânico.
–Obrigada! Ela me diz e os olhos voltam a ficar marejados, era bom me acostumar – Por cuidar de mim assim e do nosso bebê! Ela toca a barriga e me afasto olhando para ela, como era possível ter um bebê ali, um pouco inseguro eu toco sua barriga, era um carinho diferente, me sinto meio ridículo quando sinto vontade de beijar seu ventre e conversar com meu filho, então me afasto e volta a envolvê-la.
–Amanhã vamos fazer uma consulta oficial com o Hershel, não quero ficar de fora de coisa nenhuma porque sei que vai aprontar.
–Está bem! Ela me olhava como se eu estivesse meio louco e não quisesse me contrariar, mas tudo bem porque eu estava mesmo e se não fosse do meu jeito eu entraria em surto.
–Agora dormir, e não se preocupe, falei com o Rick mais cedo, vamos ficar em casa um bom tempo, ele fez um balanço na nossa dispensa e estamos bem por enquanto.
–Eu sei muito bem o que ele fez na dispensa hoje e não foi um balanço! Ela ri e fico chocado.
–Estavam na dispensa se encontrando? Pergunto, não costumo me envolver mas achei a ideia estranha – Mas você disse que os viu o que foi fazer lá?
–Eu e Maggie fomos espionar! Ela me responde com a maior naturalidade do mundo.
–O que?
–A Beth sabe, e foi a Maggie que me forçou! Ela se defende rindo eu a beijo, adoro tudo nela, quando está brava, quando está feliz e quando faz aquela carinha de menininha que fez arte –Eu estou com um sono! Ela me diz e me lembro que tinha apagado no meu colo a uns dias atrás, já era meu bebê dando sinal de vida.
–Então vamos dormir.
Arrumo minha pequena em meus braços me certifico que está quentinha assim como meus ratinhos e decido que devemos dormir e que não vou pensar em nenhum problema, nada vai me preocupar a logística da coisa fica para o outro dia.
–Boa noite pequena! Eu a beijo de leve.
–Boa noite amor, é tão melhor assim, ontem eu estava tão assustada, tive tento medo.
–Mas não precisa mais ter medo tudo vai ficar bem.
Ela fecha os olhos e algumas lagrimas escorrem, ela as secava mas elas não paravam de rolar.
–Eu não estou triste e nem nada, é só que não consigo controlar! Ela me avisa – O Nick vai ficar maluco se isso não parar! Ela diz rindo e chorando ao mesmo tempo, acho que eu também ficaria.
Ela adormece e eu simplesmente não conseguia parar de olhar para ela, para usa beleza delicada e pensar no meu filho, no pedacinho de nós dois que crescia dentro dela, nunca pensei que algo assim pudesse acontecer comigo e nunca quis tanto que os mortos voltassem para suas tumbas.
Adormeço vencido pelo cansaço, pela manhã assim que retomo a consciência a primeira coisa que penso é, minha pequena está gravida, e por alguma razão desconhecida sorrio, sem medo, apenas feliz, como posso me sentir assim?
Nick acorda e peço a ele para falar baixo e não acordar ninguém ele faz que sim e vem para meu lado.
–Bom dia papai! Ele diz numa péssima tentativa de falar baixo – Posso pegar o bichinho? Ele revira os olhos me culpa com o olhar – Quer dizer a Lily! Eu rio dele e faço que sim.
Megan também acorda e se espreguiça, assim como Katie ela era manhosa pela manhã, me olha piscando se acostumando com a claridade, depois se senta.
Nick trás o bichinho para perto de nós e tomo cuidado para ele não assustar minha pequena de novo, ela ainda dormia tranquila.
–Mamãe está bem mesmo papai? Megan me pergunta baixinho – Não está me enganando?
–Não ratinha ela está muito bem! Não era mentira.
Eu os ajudo a se arrumar, faço muito esforço para não fazermos muita bagunça e Megan me ajuda a dobrar as roupas que espalhamos, para minha pequena não se esforçar, eu sei que estou sendo protetor no grau mais alto do tipo que precisa de acompanhamento psiquiátrico mas não consigo evitar, não até me acostumar com isso.
–Assim está errado papai! Megan pega a blusa que dobrei e arruma direito – Acho que tem algo errado e não quer me contar! Ela diz.
–Está tudo bem! Eu garanto e Katie acorda ela apalpa a cama procurando por todos depois abre os olhos e se senta.
–Que estão fazendo?
–Acordando! Nick a avisa – Só você que ainda está dormindo e o papai quer deixar tudo arrumado, mas ele nem sabe dobrar nada e a Megan está achando que você está doente e eu estou brincando com a Lily! Ele explica e se ela pedisse ele poderia contar todos os detalhes de pelo menos as últimas duas semanas.
–Nesse caso bom dia para todos! Ela sorri e acho que está perfeita, então largo tudo e vou até ela, ela se levanta e eu a beijo.
–Dormiu bem? Ela faz que sim – Com fome?
–Acho que quero contar depois do café porque preciso dizer a Beth e a Maggie e eles precisam saber antes porque elas vão fazer uma grande confusão quando souberem.
–Combinado, contamos depois do café! Eu a beijo de novo e quando estamos prontos descemos, nos sentamos juntos, Beth se aproxima e se senta conosco e então Rick faz o mesmo e eles trocam um olhar cumplice que entregava tudo, então Carl anda com dificuldade e também se senta, Maggie passa com Glenn.
–É a mesa dos casais? Ela brinca deixando Rick e Beth constrangidos.
–Cala boca Maggie! Beth reclama e ela some rindo. Depois do café Megan nos pede para dar uma volta com Carl eu ia dizer para deixar para depois que tínhamos que conversar, mas minha pequena é mais rápida.
–Claro ratinha! Megan se afasta e eu olho para ela com as sobrancelhas erguidas.
–Pequena covarde! Brinco e ela me abraça se recostando em mim.
–E se ficarem tristes? Ela me pergunta já com os olhos marejados.
–Amam a mamãe! Eu a lembro – Isso não muda, não se preocupe esse é o menor dos nossos problemas.
Hershel caminha até onde estávamos, vem sorrindo parecendo tranquilo.
–Vou estar na minha cela, se quiserem passar por lá! Ele avisa discreto e se retira.
–Jimmy! Eu chamo o garoto que já saia do refeitório, ele volta – Pode levar o Nick com você, eu chego logo para ajudar você!
–Claro! Ele olha para Nick – Ei Nick, vamos montar nosso gerador? Ele concorda – Deixa que levo a Lily! Jimmy pega a gaiola e nos deixa então eu a obrigo a ficar de pé.
–Vamos falar com o Hershel! Ela concorda um pouco ansiosa e seguimos de mãos dadas.
Nos sentamos na cela, o movimento estava todo lá fora e ficamos tranquilos para conversar.
–Mais calma? Ele pergunta a Katie que afirma com a cabeça – Ótimo, estresse não faz bem ao bebê, ele sente o que você sente, tem sentido alguma coisa de diferente, alguma dor? Aquilo começa a me apavorar.
–Nada de dor, tontura eu já senti e foi isso que me despertou e senti enjoo na estrada, mas aquele troço estava com um cheiro insuportável, acho que ficamos todos enjoados! Eu olho para ela tenso só de pensar que ela esteve lá fora sei lá quantas veze carregando nosso filho.
–Enjoo, tonturas tudo isso é normal, mesmo um desmaio de vez em quando...
–Desmaio? Pergunto alarmado, o pânico querendo chegar.
–Sim Daryl, um desmaio ou outro é normal! Ele me acalma depois se volta para Katie – Seu corpo está enfrentando uma grande batalha, tudo em você está mudando se preparando, não se preocupe com isso.
–E o tempo Hershel, como vamos saber? Ela pergunta.
–Não vamos ter certeza por enquanto, mas logo vamos ter uma ideia melhor, está de no mínimo um mês, antes disso os sintomas são quase imperceptíveis então não acho que soubesse.
–O que ela tem de fazer, como cuido dela? Eu pergunto essa conversa estava começando a me assustar, enjoo, desmaio, tontura, como ela vai passar por isso, é ruim e não quero que sinta nada.
–Temos uma alimentação razoável, vai começar a tomar leite todos os dias, e mesmo com essa restrição que vocês tem com o porco essa proteína é importante então vai ter que comer, e repouso, nada demais, apenas ficar aqui e evitar peso e esforço físico em excesso, ao menos por enquanto, o começo é a fase mais crítica.
–O que quer dizer com isso? Eu aperto a mão de Katie, sim o pânico estava próximo.
–Nada demais Daryl, mas as vezes pode acontecer do organismo naturalmente expulsar o feto! Ficamos pálidos os dois e ele sorri, acho meio sádico, estamos tensos – Vamos cuidar de tudo, vai ficar bem, e quando chegar a hora vai ter um lindo e saudável bebê!
–Obrigada Hershel! Ela diz com os olhos marejados, mais uma vez chorando – Eu tenho chorado tanto, e fico meio assustada e as vezes fico triste e feliz...
–Seus hormônios estão confusos, tudo isso é normal, deve passar em alguns meses! Aposto que sim, em nove eu penso, nove meses de lágrimas minha pequena ficaria desidratada – Tome! Ele entrega a ela dois vidros de comprimidos – Temos ainda vitaminas, farão muito bem a você, tome uma todos os dias depois do café, elas serão suficientes e se sentir dor ou tiver um sangramento me procure.
Dor e sangramento, se ela tiver dor ou sangramento eu simplesmente infarto, não quero mais brincar disso, estou tenso e os dois me olham, se Hershel não parar de sorrir não respondo por mim.
–Daryl, até mesmo uma dor ou um sangramento não significa que ela esteja perdendo o bebê ou correndo risco, então só tem uma coisa que podem fazer, seguir em frente com tranquilidade, mulheres viveram assim por séculos, a medicina tem ou tinha nem um século de desenvolvimento.
–Você tem razão tudo vai ficar bem! Katie se levanta e abraça Hershel, ele sorri e aperta minha mão.
–Parabéns! Ele diz acabo sorrindo por que no fundo estou orgulhoso, vou ter um bebê, um pedacinho de nós dois, isso me deixa emocionado.
Saímos e eu a obrigo a voltar para nossa cela por que está muito frio e ela precisa descansar, ela concorda e se deita.
–Vou buscar as crianças para conversarmos! Aviso e ela geme eu acabo rindo – Quando foi que ficou tão covarde, são nossos ratinhos, vamos lidar com isso, e eles vão ficar bem, todos nós vamos! Eu a beijo e deixo a cela.
Megan e Nick estavam com Jimmy que se revezava entre fazer o robô de Megan e o gerador.
–Onde está o Carl? Eu pergunto a Megan.
–Foi se deitar, está sozinho lá então vim ficar com o Nick! Ela avisa, eu sei que não estou sendo muito razoável, que Carl está se recuperando, mas ela conhece as regras nada de ficar sozinha com ele na cela, eu podia abrir uma exceção, mas não consigo é mais forte que eu.
–Vamos ficar com a mamãe um pouquinho? Eu convido e eles concordam, pego a gaiola e me despeço de Jimmy, sigo com eles conversando sobre o robô entro em nossa cela e Katie estava sentada no colchão nos esperando.
–Adoro quando fica todo mundo em casa! Nick diz se sentando com ela.
Megan também se senta e faço o mesmo, olho para ela que me faz um sinal dizendo que eu devia falar, escondo um sorriso, até que gosto de ver minha pequena assim de vez em quando, ela é sempre decidida e corajosa e nunca precisou de mim para coisa alguma, e ver que ela precisa de mim um pouco me deixa feliz.
–Vamos conversar? Eu pergunto e eles me olham, imediatamente sérios.
–Vai nos dizer que a mamãe está doente? Megan pergunta preocupada.
–Não ratinha, não é isso, mamãe não está doente! Eu os olho – Mamãe está gravida.
Eu sorrio, quero mostrar que está tudo bem, mas eles apenas ficam calados, olhando de mim para ela, Katie olhava para Nick e Megan esperando por alguma reação, Megan fica com os olhos marejados, mas Nick parece confuso.
–Do tipo que a barriga cresce e depois sai um bebê como a Bravinha? Nick pergunta.
–Sim, desse tipo! Eu respondo.
–Já está na sua barriga mamãe? Ele faria um milhão de pergunta, eu tinha certeza.
–Já sim, mas ainda é bem pequenininho! Ela diz emocionada, a mão no ventre, olho para Megan e ela ainda estava muda, abraçada ao ursinho.
–E ela vai ser sua igual a bravinha é do Rick? Ele me pergunta.
–Não, ela vai ser igual você é do papai, o que acha? Eu pergunto e ele fica pensativo.
–E quem vai ficar no seu colo? O ciúme surgindo e me arrancando um sorriso.
–Pensei que você podia me deixar segurar os dois, acho que aguento, o que acha?
–Você é forte! Ele diz e depois olha para Katie – E você mamãe, é por isso que não posso mais ficar no seu colo? Ele fica triste.
–Claro que pode, mas só sentada, por que em pé posso machucar seu irmãozinho! Ela diz chorando.
–Vai ser meu irmão? Ele fica muito surpreso – Como a Megan?
–É, o que acha?
–Vai ser dono da Lily também?
–Acho que ele gostaria muito, ou ela, não sabemos se vai ser menina ou menino.
Ela tinha razão, eu fico pensando nisso, um menininho ou uma menininha, não sei se tenho preferência, afinal eu já tenho um de cada.
–De quem vão gostar mais? Ele pergunta e Megan que estava calada soluça.
–Do bebê! Ela responde chorando – Ainda vamos ficar aqui? Ela pergunta e corre para meu colo chorando.
Eu sabia que se tinha alguém que realmente ficaria em pânico era ela, Nick tinha seu lugar e sabia exigi-lo, ela assim como eu tinha seus medos, e eu sei o porquê e a amo ainda mais por isso.
–Não chora ratinha! Eu a abraço e fico sem saber o que fazer porque Katie também chorava e olho para Nick que pisca confuso olhando de uma para outra assim como eu sem saber o que fazer –Quantas vezes tenho de dizer que nunca vai a lugar nenhum, que é nossa ratinha que amamos você! Ela não me olha estava escondida no meu peito numa incontrolável crise de choro – Pequena está tudo bem.
Eu olho para minha pequena que chorava e ela vem para perto de mim e puxa Megan para um abraço.
–É minha filha, eu amo você, e esse bebê é nosso, meu, do papai e seu e do Nick, não precisa ter medo.
–Mas o bebê vai ser de verdade e eu sou de mentira, e se for uma menina?
–Como pode pensar isso? Aquilo doía, porque não posso fazê-la ver que é a mesma coisa, não quero que ela sofra, amo Megan e ela precisa saber disso – Você é de verdade, minha filha, minha ratinha, não importa que não saiu da barriga da mamãe, conheço você, sei do que gosta e do que tem medo, cuido de você e sinto saudade quando fica longe, e tenho medo que fique doente e que goste mais do Carl do que de mim, porque é minha filha.
–Ela gosta mais do Carl que de todo mundo! Nick se pronuncia – E quero que seja um menino, menina é muito chorona!
–Papai manda ele parar! Ela pede ainda abraçada a Katie que ainda chorava, o garoto tinha alguma razão ao menos sobre as lágrimas, eu não sei as outras garotas, mas as minhas eram duas grandes choronas.
–Só se disser que é minha ratinha de verdade! Ele peço quando ela se afasta de Katie.
–Eu sou de verdade! Nick avisa.
–Eu também sou! Ela responde para o irmão.
–Você que disse que não era! Ele se defende correndo para meu colo porque queria evitar que eu mais uma vez pegasse Megan – Eu quero um irmão, um bem pequeno! Ele diz – Não chora mamãe!
–Só se minha ratinha parar de chorar! Katie diz e ela abraça Megan.
–Eu não vou embora não é? Megan pergunta – Sou de verdade também?
–Não vai embora e é de verdade! Katie diz e ela concorda com um movimento de cabeça.
–Então eu também quero um irmão! Ela diz e sorri, vejo o alivio no rosto de Katie, eu sabia que as coisas não estavam assim resolvidas que os dois ainda teriam muitas crises de ciúme e que teríamos de ter cuidado, mas só de ver minha pequena mais calma já me sinto melhor.
Katie se deita, acho que relaxando agora que todos sabiam ela podia enfim relaxar.
–Acho que esse bebê é bem pequeno mesmo! Nick diz olhando para barriga de Katie que sorri, ele sai do meu colo e vai até ela, levanta um pouco sua blusa para olhar – Bebê! Ele chama – Ele está me ouvindo?
–Claro! Ela responde e isso me assusta um pouco, aquele mundo novo me assusta um pouco, sinto certa inveja de Nick, eu também queria falar com ele, mas acho meio ridículo.
–OI bebê! Ele fala de novo e Megan que decidi que não ficaria para trás faz o mesmo.
–OI bebê! Ela diz e toca a barriga de Katie – Mamãe ele vai demorar muito?
–Vai parecer que sim, mas são alguns meses.
–Eu vou cuidar dele prometo!
–Posso pegar o bichinho para ver o bebê? Ele pede, agora os dois estavam ansiosos – É Lily papai! Ele reclama comigo.
–Você que falou! Eu responde sem saber onde estava minha culpa.
–Você só chama de bichinho, me esqueço! Ele pega o coelho e leva para perto da barriga de Katie – Olha Lily, seu novo dono tá lá dentro!
Katie ri quando sente as patinhas do bichinho e puxa a blusa depois se senta e os olha, eu estava meio distante assistindo aquele momento encantador.
Me lembrando de como chegamos até ali, de ter encontrado Katie, me apaixonado perdidamente, do esforço que fiz para aceitar, acreditar, de beijá-la pela primeira vez, do nosso encontro na torre, dos ratinhos nos seguindo, de se mudarem para nossa cela de me chamarem de papai e ela de mamãe, de me casar com ela, e de ouvir ela dizer que eu vou ser pai, não quero perder nada daquilo, não posso.
Penso em como fui criado, do ódio que sempre senti, da vergonha de ser como eu era, das marcas, e quando olho para eles não entendo como ele pode fazer aquilo, e me dou conta que sou inocente, não mereci, nunca mereci, era só uma criança, como as minhas são, me sinto livre, ele era um monstro e não tem nada que possa fazer, está morto e enterrado e agora sei que não merecia e mais do que isso eu não sou como ele.
Sinto os olhos arderem um pouco, uma lágrima escorre e seco rápido, minha pequena me sorri, correspondo, ela me curou, me deu uma nova vida e adoro essa vida e tudo que construímos, amo meus filhos e nunca vou deixar que sintam o que eu senti, posso fazer diferente, agora eu sei que posso.
Notas finais
Estou ficando viciada em vocês, então comentem, conversem comigo!!!!!
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