Fim Dos Tempos
55 Capítulo 55 - Suspeitas
Notas iniciais
Pov – Katie
–Mais calma? Daryl me pergunta uns minutos depois, faço que sim com a cabeça.
–Foi só que... eu ... – Respiro fundo – Pensar nos dois aqui, se virando sozinhos quando estávamos tão perto, pensar que alguém deliberadamente...
Não termino a frase por que não quero preocupar minhas crianças, mas o fato é que para mim, voltamos à estaca zero, não confio mais em ninguém que tenha vindo de Woodbury, não quero mais meus filhos sem supervisão, mas isso discutiríamos depois.
–Pode ficar aqui com eles, vou ajudar a limpar a sujeira.
–Vai, eu fico aqui, se precisar de ajuda...
–Não vamos precisar, fique aqui! Ele me beija e deixa a cela com Carl, meus pequenos me olhavam e eu os abraço mais uma vez.
–Eu sei Nick, vai dizer que a mamãe é uma chorona! Tento brincar com eles para aliviar a tenção, sem me esquecer que tínhamos mais um homem morto, devorado por zumbis a alguns metros dos meus filhos.
–Só um pouco! Ele responde, então me levanto separo roupas para o banho e arrumo nossa grande cama, recolho bagunças, não conseguia ficar parada, eles me olhavam, depois de uma hora me sento de novo.
–Mamãe! Megan me chama – Eu devia ter ficado triste não é, por que atirei no zumbi?
–Aquele não era mais um homem querida, era um bicho, como costumava chamar, a pessoa já morreu, se não tivesse feito ele teria machucado a Bravinha! Machucar era um grande eufemismo, mas não podia sequer usar a palavra certa, não quando se travava de qualquer um deles.
–É diferente quando são pessoas vivas não é? Ela me pergunta.
–Muito! Respondo.
–Mesmo quando eles querem nos matar? Ela estava num momento importante, todos nós já passamos por aquele momento, era sobre culpa e certo e errado, era sobre nossas escolhas e quem nos tornávamos.
Era o dilema de todo sobrevivente, até onde podíamos ir e se valia mesmo a pena, não sei se Nick chegaria a se preocupar com isso, ou Judith, o mundo deles, nem sequer lembraria o mundo em que eu cresci, ou mesmo Megan, não tenho ideia de para onde essa coisa estava nos levando, mas eu não podia parar, não podia deixar que eles parassem.
–Sim querida, ainda que seja alguém que está tentando nos matar é diferente, principalmente porque zumbis não tem escolhas, eles são só fome, mas pessoas vivas podem escolher e quando escolhem nos ferir é muito triste, mas deve estar pronta também para isso, infelizmente.
–Eu entendo! Ela me responde.
–Mas vamos torcer para nunca ter de lutar contra vivos! Eu rezo internamente por isso.
–Perdemos alguém? Ela me pergunta.
–Se lembra do homem que estava ontem brigando com o outro por que tinha roubado comida?
–O senhor Steve, me lembro dele, era um homem muito bravo, adorava o governador e fazia tudo que ele mandava.
Megan me dá uma pista do que podia ter acontecido.
–Ele não veio junto por que estava doente! Nick se lembra – Quando vieram atacar a prisão, mas ficou torcendo, eu me lembro.
–Mais alguém que está aqui era muito amigo do governador? Pergunto decidida a descobrir quantos traidores ainda tínhamos no grupo.
Eles ficam pensativos, se olham de vez em quando.
–Bob, falava sempre com ele, não sei se era amigo dele, e a senhora Stewart, ela é muito chata! Nick comenta falando baixo – Não gosta daqui!
A tal senhora Stewart não podia ter nada a ver com o ocorrido, era uma senhora de quase setenta anos, apesar do vigor e do irritante olhar de desprezo que nos dirigia, não poderia ter feito aquilo, restava o tal Steve, que bem poderia ter se aproveitado de nossa distração e feito tudo, mas ele estava morto, tinha sido devorado, nunca teríamos certeza, Bob não parecia alguém de quem se pudesse desconfiar, além disso era um médico, custava a acreditar que pudesse brincar assim com vidas humanas, mas esse mundo estava um caos tudo era possível.
–Certo, vamos esquecer tudo isso, chega por hoje! Eu digo querendo animá-los.
Tento distraí-los, Carl entra na cela meia hora depois, se senta ao lado de Megan e aperta sua mão os dois se olham e sorriem.
Eu queria muito poder dar a eles uns minutinhos a sós, mas Daryl ficaria furioso, então apenas pego Nick no colo e tento distraí-lo, demora um pouco mais para meu amor entrar, ele tinha um ar cansado e se atira no colchão esgotado, me lembro de quando limparam o nosso bloco de celas e do nosso poleiro, como parecia fazer tempo, quase uma eternidade.
–Que foi? Me pergunta deitado com a cabeça no meu colo.
–Me lembrei do poleiro! Ele sorri com a lembrança, eu o beijo.
–Me sinto tão cansado quanto naquele dia!
Ficamos descansando um pouco, depois tomamos banho e comemos alguma coisa, com toda confusão não havia almoço, mais tarde seguimos para o pátio, tudo estava limpo e vejo fumaça subindo e aquele terrível cheiro de corpos sendo queimados.
Nossa família estava reunida as crianças estavam distraídas não muito longe, mesmo Carol estava conosco, me sinto incomodada com sua presença, mas não me afasto.
–Estive conversando com Nick e Megan, eles me disseram que o homem que morreu Steve era muito amigo do governador, só não veio nos atacar por que estava doente, e que Bob também era muito próximo do governador! Aviso e todos se olham.
Jimmy estava conosco, não me importo de falar na frente dele por que confiava no garoto.
–O que acha Jimmy? Hershel pergunta a ele.
–O Steve era mesmo muito próximo, adorava toda aquela coisa de luta na arena, regras e tratava o governador como se ele fosse alguém muito importante.
–E o Bob? Daryl pergunta.
–Bob tem uma coisa diferente, acho que o governador tinha algum poder sobre ele, talvez por conta da bebida, ou pelo jeito educado e atencioso que ele fingia dispensar a todos, mas não sei dizer, ele não veio para o ataque, sempre pareceu contra violência e o governador nunca fez questão que ele se envolvesse.
Era uma questão a se pensar, eu me recosto em Daryl, fico distraída sem prestar atenção na conversa.
–Chaves! Eu me lembro do nada, todos me olham – Como abriram aquelas celas, quem quer que tenha sido, só tem dois molhos de chaves, apenas Rick, Glenn e Daryl se dividem com elas, como abriram as celas?
–A minha esteve o tempo todo comigo, era a que estávamos usando lá dentro! Rick nos lembra e Glenn enfia a mão no bolso e puxa seu molho de chaves.
–Estão comigo desde que o Daryl foi ferido, não saíram daqui!
–Onde está o corpo do Steve? Eu pergunto e todos entendem.
–Claro! Daryl se levanta e segue com Rick e Michonne, eu prefiro me abster de revirar os bolsos do que sobrou do homem, vejo eles caminharem para nosso pequeno cemitério que eu desejava ardentemente que continuasse pequeno, vejo um corpo que esperava para um enterro ser desenrolado e fico assim como todos torcendo para mais um molho de chaves ser encontrado, não quero pensar que nosso inimigo ainda está entre nós, não com as crianças tão livres como estavam agora.
Eles caminham de volta, não pareciam nada contentes, sinto um arrepio pelo corpo, quem teria feito algo assim, com que objetivo?
Bob surge saído do bloco A que agora estava sendo lavado por algumas mulheres, ele caminha para nós, noto sua mão tremer um pouco, seu olhar meio perdido, assim que se aproxima enfia a mão no bolso e retira um molho de chaves chacoalhando para todos.
–Encontrei do lado do corpo do Steve, vi quando ele pegou as chaves do chão assim que entramos no bloco, não achei que faria nada assim! Ele olhava de um para outro, ninguém parecia convencido com sua história.
Rick pega as chaves de sua mão e coloca no bolso, ficamos mudos por um tempo, sem saber em que acreditar, ele se dá conta.
–Qual é pessoal, se tivesse algo a ver com isso eu teria escondido as chaves, nenhum de vocês saberia! Seu argumento era frágil, me dou conta, se quisesse nos iludir faria exatamente isso, nos daria uma falsa sensação de segurança, o inimigo estava morto podíamos relaxar.
–Mais alguém viu isso? Hershel pergunta e negamos.
–Ele parecia muito apavorado! Jimmy nos lembra e fazia sentido, um homem apavorado como ele nunca abriria tantas celas libertando zumbis.
–Ei Jimmy o que é isso, viemos do mesmo lugar, está desconfiando de mim? Bob dá um tapinha no ombro de Jimmy o garoto não parece muito confiante.
–O que sei é que sempre que algo dá errado alguém que veio de Woodbury está envolvido! Jimmy desabafa.
–Se é para acusar porque não pode ser alguém da prisão querendo se livrar dos intrusos! Bob diz e então no segundo seguinte Daryl estava com ele pelos colarinhos.
–Somos uma família seu bêbado dos infernos! Ele rosna a um centímetro do rosto pálido de Bob – Acha que colocaríamos a vida dos nossos filhos em risco?
–Calma Daryl! Rick e Glenn afastam Daryl de Bob que cambaleia um pouco e se apoia em Jimmy – Isso é ridículo Bob, tomamos a decisão de trazê-los, por que agora faríamos algo assim?
–Só estou dizendo que pode ser qualquer um! Ele se defende.
–Mas é você que está carregando as malditas chaves! Daryl grita o empurrando, mais uma vez é separado por Rick e Glenn, eu e Maggie nos olhamos sem muito ânimo de separar os dois, acho mesmo que todas duas adorariam que aquele idiota levasse uns tapas.
–Já entreguei as chaves, não tem mais nada que eu possa fazer.
O homem simplesmente nos deixa e ficamos em silêncio por algum tempo cada um com seus pensamentos.
–Bom vou nessa! Maggie diz de má vontade – Nem contem comigo para ajudar a limpar porcaria nenhuma de bloco, já fiz meu trabalho.
Nos dispersamos, eu procuro meus pequenos eles estavam de longe junto com Beth e Carl assistindo a discussão do pai, pareciam preocupados e Daryl me olha.
–Desculpe pequena não resisti! Daryl me diz e aperto sua mão.
–Amo Daryl Dixon, sei exatamente quem ele é, não me importo que tenha pavio curto, e seus filhos também não, se quisesse um sorriso doce vinte quatro horas por dia teria me apaixonado pela Beth! Eu brinco e ele ri largamente, me puxa para seus braços e posso notar meus pequenos relaxarem imediatamente.
O cheiro estava insuportável, invadindo toda a prisão nos tirando o apetite, entramos e sirvo algo apenas para Megan e Nick comerem, depois caminho com eles para nossa cela, Jimmy nos acompanha.
–Então Jimmy, confia no Bob? Daryl pergunta quando ele se senta no beliche, Jimmy era um bom rapaz, éramos próximos, mas ele nunca vinha até nossa cela então ele devia ter algo a dizer.
–Não sei, vim aqui por que acho que devem ficar de olho, nem todos estão contentes, mas isso não quer dizer que fizessem algo assim, também ouvi por aí que o Steve ficou bem revoltado por ter sido impedido de dar uma lição no John, por conta daquela história das bolachas, eles ficam meio que tentando ganhar alguma liderança aqui dentro.
–Jimmy acha que o Bob faria algo assim? Pergunto tensa – Quer dizer ele é médico.
–É, ele é médico, mas não sei, de qualquer modo ele ficou bem sozinho, eu realmente sempre gostei dele, vou ficar de olho, moramos no mesmo bloco, não vai ser difícil descobrir algo.
–Se tiver algo a ser descoberto! Daryl comenta – Pelo que vi hoje lá dentro se comportou muito bem, parece mais pronto que os outros.
–Espero mesmo que sim, por que não vou ficar mais aqui enquanto saem, quero ir junto e ajudar! Eu sorrio, ele me lembrava um pouco Beth, era jovem, gentil e estava sempre buscando ser útil, eu tinha um carinho especial por Jimmy e sabia que Daryl também.
–Jimmy joga com a gente? Nick pede e ele aceita, passa um bom tempo se divertindo com as crianças, no fim da tarde quando o cheiro some descemos e nos reunimos, algumas pessoas se mudavam para o bloco A, isso ajudava um pouco, mais dispersas as pessoas talvez ficassem mais tranquilas.
Acabamos ajudando, mesmo com o humor irritadiço de Maggie que nos fazia rir, carregamos roupas e móveis de um bloco para o outro e quando anoitece tudo estava pronto, jantamos e ficamos no refeitório, Beth se senta comigo e Daryl, ela estava mais calma.
–Foi muito valente! Eu a abraço – Protegeu meus filhos, estou grata e orgulhosa! Ela sorri muito lisonjeada.
–Felizmente estava armada, e tinha uma faca, um deles chegou tão perto que acabei enfiando uma faca no olho dele, estava tão preocupada com as crianças que nem vi o que estava fazendo.
Quando o dia chega ao fim e nos recolhemos eu estava esgotada e o dia seguinte começaria com um enterro, mais um, isso nunca acabava e eu só podia agradecer não ser ninguém da minha família.
Pov – Daryl
–Papai! Megan me chama assim que descemos para o café, minha pequena estava distraída com Michonne e Maggie – Vamos esperar mais um pouco está bem, hoje tem um enterro e ninguém está muito feliz.
–Certo ratinha, acho uma ideia muito boa! Eu sabia que estava fugindo, mas ninguém podia me condenar de querer esperar, dá última vez que tentei algo assim quase perdi tudo.
Megan se afasta e Carl me olha torto.
–Me colocou numa bela confusão! Ele me acusa – Achei que a língua comprida era privilégio do Glenn e da Maggie.
–Eu defendi você garoto ingrato! Reclamo.
–Era o mínimo já que me meteu nessa, se as alianças fossem minhas já tinha entregado a mil anos!
–Mas não são e vai demorar muito para fazer algo assim, nem se anime muito! Ele bufa e se afasta.
–Amor! Katie para do meu lado.
–Não fiz nada pequena, estávamos só conversando! Ela não acredita, mas também não insiste, depois do café saímos para o pátio, o dia estava gelado e teria preferido mil vezes não aparecer no tal enterro, mas minha pequena achava que devíamos ir, e levar as crianças, que isso de algum jeito prepararia eles para as coisas que ainda tínhamos pela frente, concordo meio de má vontade.
As pessoas fazem um curta oração alguém diz palavras de conforto e depois nos afastamos, o homem era sozinho e não tinha ninguém para receber os pêsames, outra coisa cada vez mais comum nos dias de hoje, penso que até minha pequena entrar na minha vida eu teria um enterro muito parecido com esse, sem ninguém para sentir minha falta, eu a abraço mais num movimento involuntário que ela sente.
–Antes de você...
–Não pense nisso! Ela me corta acariciando meu rosto – Não tem nada antes de nós, esse tempo simplesmente não existiu!
Eu concordo ao menos para mim nunca existiu, o restante do dia segue lento e sem nada de importante, apenas o frio cada vez mais intenso e um certo mal-estar um clima desagradável de desconfiança.
De noite ficamos mais tempo no refeitório, as crianças jogavam cartas, Jimmy e Beth jogavam com eles, Katie estava em meus braços, encolhida os olhando brincar, vejo Carol sentada com Hershel, sinto seu olhar sobre nós, de certo modo entregar a aliança a Katie, usar eu mesmo um anel que simbolizava nossa união talvez fizesse ela finalmente entender.
Katie ri da cara amarrada de Megan, com mais gente no jogo eles não podiam deixar ela ganhar toda hora, Carl e Nick se olham sem saber o que fazer.
–Nossa ratinha precisa aprender a perder! Minha pequena diz com um sorriso suave.
–Assim como a mamãe? Eu brinco, ela me belisca, reclamo – Isso dói as vezes sabia?
–Essa é a intenção! Ela diz me beijando em seguida – Estou tão feliz que tenha ensinado Megan a atirar, que tenha decidido entregar a ela uma arma.
–Ela se comportou muito bem! Eu me lembro do rostinho assustado dela dentro da cela, do meu pequenino com a bravinha no colo – E a Beth também, podia ter sido...
Não continuo, não gosto de pensar e era incapaz de colocar em palavras as imagens que minha mente traiçoeira criava.
–Eu sei! Ela me diz depois ficamos de novo em silencio, Jimmy ganha mais uma partida, ele às vezes se comportava como as crianças, eles riam de sua comemoração exagerada, Katie ri também – Gosto dele, é um bom garoto! Ela conta, eu sabia que falava do Jimmy – Confio nele.
–Ele parece os ratinhos no começo, sempre atrás da gente! Eu comento – Mas é velho demais para ser adotado, então esqueça! Aviso e ela ri despreocupada.
–Acho que o que ele procura são apenas novos amigos, e o Nick sabe como é, faz isso como ninguém, conhece um por um aqui dentro, isso porque ficamos de olho, se o deixássemos livre ele seria um grande espião, aliás ele já é! Sinto uma leve critica em suas palavras, ignoro, sei que ela não gosta que ele me conte tudo que a irmã faz, mas eu não perguntava se ele queria contar era uma escolha dele, tento me convencer.
–Nem tivemos um tempinho só nosso! Mudo de assunto estrategicamente ela se dá conta e finge que está brava.
–Mudando de assunto seu grande cara de pau, e justo esse assunto?
–Pequena eu já disse que sou louco por você?
–Não sei, preciso pensar um pouco, talvez... quem sabe, mas pode dizer agora se quiser é claro! Ela brinca.
–Agora? Eu a olho muito sério – Não, quem sabe um outro dia, quando tiver mais certeza sobre isso! Ela me mostra a língua feito uma menininha e eu a beijo, o jogo acaba, Nick vem para meu colo sonolento e decidimos que era hora de descansar.
–Vamos dormir? Nick reclama.
–Sim senhor! Katie avisa.
–Está certo, vem mamãe, vamos dar tchau para a Beth! Ele puxa Katie e Megan se aproxima de mim sorridente.
–Vai ser amanhã papai! Ela diz baixinho eu engulo em seco, nervoso ela ri de mim, minha própria filha – Já disse não dá mais para fugir!
Eu concordo e sigo atrás de Katie e Nick, ela fica um pouco mais para se despedir de Carl.
Então amanhã aquele dilema chegaria ao fim, eu não sabia se uma surpresa era mesmo uma boa ideia, meio que não dava a Katie a chance de recusar, esse pensamento me assusta, seria possível que ela recusasse?
Demoro a dormir, fico me revirando na cama apreensivo, com medo de estar fazendo um papel ridículo, afinal a ideia tinha vindo de Megan e minha ratinha tinha doze anos, não sei o quanto ela sabe sobre romance, nem quero que saiba muito, na verdade não quero que saiba nada sobre isso.
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