Fim Dos Tempos

30 Capítulo 30 - Pedido


Notas iniciais
Acho que notaram que postei duas vezes o mesmo capítulo né?
Cliquei duas vezes sem perceber, mas não sei cancelar então ficou.
Aqui tem mais um comentem!

Pov – Katie

Acho que foi a saída mais tranquila que tivemos desde que chegamos a prisão, além de ter sido quase um passeio, cheguei a pensar que poderíamos ter levado as crianças, fiquei mesmo pensando em como seria se o mundo não tivesse acabado.

Passear de mãos dadas com Daryl enquanto nossas crianças corriam na frente com sorvetes de chocolate nas mãos. Eu era mesmo uma romântica, sonhadora, mas se não fosse assim eu não teria a família perfeita que tinha, eu amava Daryl e sabia o quanto tinha sido difícil para ele se entregar, mas eu não desisti e um dia ainda o veria se sentir bom o bastante para nós, por que ele era, mais do que isso, ele era perfeito.

Megan e Nick correm para nós no momento que chegamos, eu os abraço cheia de saudades, Megan corre em seguida para Daryl e o abraça eu a vejo dizer que sentiu saudades e ele esconder um sorriso, sim, ele ainda escondia sorrisos, ainda tentava ser o cara durão, mas eles o amoleciam, acho que eu fazia isso também, sorrio, estava muito feliz por poder dar a minha ratinha presentes de aniversário.

Não teríamos uma festa com docinhos, nem mesmo um bolo, mas estava feliz do mesmo jeito, num mundo como o nosso aquilo era um luxo.

−Mamãe comprou um presente para Megan? Nick sussurra.

−Comprar não é bem a palavra, mas mesmo assim temos um presente para ela, mas é segredo!

−Certo! Ele então segue até Daryl e pede colo, Daryl o pega, era um menino grande mas diante de Daryl se comportava como um bebê.

−Demoraram! Ele reclama – Fiquei o tempo todo com saudade esperando!

Pego a sacola com as coisas que havia separado para eles além dos presentes de Megan e entro com meus ratinhos e Daryl, normalmente dividíamos tudo que trazíamos, mas aquele era um momento especial e afinal éramos nós quem nos arriscávamos lá fora.

−Amor você fica aqui um pouquinho com eles? Eu peço por que precisava esconder os presentes de Megan.

Daryl distraia as crianças e subo para nossa cela, depois de esconder os presentes desço e os encontro sentados no pátio contando cada detalhe do dia, cada metódico detalhe, do tipo, então nós caminhamos pela escada e ai eu disse e ai ela respondeu e eu... adorava aquilo, me sento e quase peço para começarem de novo, mas sabia que Daryl me mataria.

O resto do fim do dia caminha tranquilo, deliciosamente tranquilo, depois do jantar as crianças corriam pelo pátio e eu e Daryl as observávamos, ele me abraça, o grupo estava reunido próximo a nós, mas acho que aquele era um momento apenas meu e dele, ficamos quietos, não era preciso falar, então eu me recosto em seu peito ele me envolve, Nick passa correndo e acena, Megan estava mais distante não corria como ele, estava crescendo virando uma mocinha e eu tinha medo, um dia ela teria de sair por ai, em busca de comida, enfrentar zumbis e sobreviventes, estremeço.

−O que foi?

−Sempre imagino o futuro meio cor de rosa, mas quando ele me vem à mente realista me assusta.

−Eu sei, mas apenas vamos seguir em frente, você não desiste, eu não desisto! Ele me abraça forte me dando coragem.

Vejo Beth se aproximar e se sentar, passando as mãos pelos braços com frio, sim o inverno se aproximava mais uma vez.

−Oi! Ela cumprimenta – Posso? Ela aponta o chão do meu lado eu sorrio e ela se senta.

−Como está Beth?

−Cansada de ficar aqui? Ela diz – Quero sair também, preciso ficar pronta como todos vocês! Eu realmente concordava com ela e acho que Daryl também, por que ele sempre me preparara para os zumbis, sua opinião era a de que todos deviam estar prontos.

−Sinto muito Beth! Eu digo – Queria muito te ajudar, ensinar o que sei, mas essa é uma luta sua, precisa convencer o seu pai e... – Eu fico em dúvida, mas decido dizer – E o Rick.

−Se concordarem me ensinam? Ela olha para Daryl e ele acena concordando – Fico me sentindo inútil aqui, vocês por exemplo nunca confiam as crianças a mim, e estão certos, só o que consigo é matar zumbis pelas grades.

−Já falou com Maggie, ela pode ajudá-la com seu pai!

−Maggie só pensa no anel que ganhou e no futuro casamento, Glenn até pediu a mão dela para o papai! Eu sorrio, era uma coisa bonita, um casamento, uma cerimônia.

−Amanhã é aniversário da Megan! Eu conto.

−Ela me disse, está muito contente, trouxe presentes?

−Sim, roupas novas sapatos e um perfume! Eu digo e Daryl me olha sério ele parecia distraído então não entendo seu olhar, Hershel chama Beth e ela nos deixa.

−Perfume? Ele pergunta – E todos aqueles brinquedos?

−Sim meu amor, tem um lindo ursinho de pelúcia para o papai dar, mas já vou avisando que ela vai preferir o presente da mamãe! Ele morde meu ombro e chamamos as crianças para dormir.

Acordo com Nick me cutucando e abro os olhos, ele passa então imediatamente a cutucar Daryl que se senta assustado.

−Temos que acordar primeiro que a Megan! Ele sussurra.

−Claro! Eu me sento.

−Cadê mamãe, os presentes? Eu pego os presentes, um para Nick entregar a irmã, outro para Daryl e o meu – Posso acordá-la agora? Ele pergunta.

−Acho ótimo! Daryl responde.

Megan é acordada pelo irmão e se senta na cama piscando sonolenta.

−Surpresa! Nick diz muito animado e entrega o presente ela beija o irmão e sorri, acho mesmo que não esperava.

−Aqui está meu amor, feliz aniversário! Eu entrego o presente e a abraço longamente desejando de todo coração que ela pudesse crescer e ser muito feliz! Ela se emociona com meu presente, um perfume de adolescente num vidrinho rosa de flores.

−Obrigada mamãe!

Sem esperar convite ela corre para o colo de Daryl ele sorri para ela, estava subitamente tímido, eu sabia o quanto era difícil para ele demonstrar suas emoções, ela se abraça a ele carinhosa.

−Feliz aniversário ratinha! Ele diz e entrega o ursinho branco de lacinhos rosa, os olhos de Megan brilham, ela pisca e vejo lágrimas.

−Como sabia? Ela o olha emocionada – É igual! Ela mostra para o irmão – Olhe Nick, como o que eu tinha e deixei em Woodbury, chorava toda noite querendo ele, até vocês cuidarem da gente – Ela abraça Daryl apertado – Obrigada papai!

Ele estava visivelmente feliz me olha vitorioso e eu adoro aquilo.

Depois do café seguimos para o trabalho, fazemos a ronda do lado de fora e depois Daryl se afasta com Glenn e Tyresse para um concerto nos geradores, sempre me perguntava até quando aquela coisa funcionaria.

Estava ensinando as crianças a atirarem as facas quando vejo Carl chamar Megan, ela corre até ele e eu queria muito ouvir o que diziam, eles estavam corados e conversavam sem se olhar muito, fico assistindo minha ratinha crescer feliz por Daryl estar longe, ele ainda não estava pronto.

Carl tira um embrulho do bolso e fico boquiaberta, ela abre e sorri, apertando o presente na mão, era algo que brilhava e nesse momento me pergunto se devia conversar com ela, se era o certo, se não devia apenas fingir que nada tinha acontecido e esperar que ela se sentisse segura, sempre preferi conversar sobre essas coisas com meu pai, não sabia como lidar com aquilo.

Megan beija o rosto de Carl que sorri e se afasta, ela volta correndo até mim.

−Mamãe, me ajuda a colocar? Ela me pede mostrando um delicado colar, com um pingente em forma de borboleta com uma pedra azul, safira eu penso, embora não conhecesse muito joias e aquilo não fosse muito importante agora, só num mundo como o nosso um menininho de pouco mais de doze anos poderia dar um presente como aquele.

−Claro querida! Eu digo colocando o colar em seu pescoço, ela se vira para mim – Está linda! Eu elogio e penso que aquela era a razão de Carl ter ido junto conosco.

−O Carl me deu de presente de aniversário!

−Agradeceu? Eu pergunto, acho que as mães diziam coisas assim.

−Muito, prometi nunca mais tirar! Ergo as sobrancelhas e respiro fundo, Daryl teria uma sincope era melhor me preparar.

−Você e o Carl são muito amigos não é? Eu decido ir devagar.

−Eu gosto muito dele, é meu melhor amigo do mundo! Puxa aquilo devia ser muita coisa.

−Isso é bom!

Volto para a aula e depois pego as crianças e sigo para o refeitório, Daryl caminha em nossa direção e me preparo para a cena que teríamos, com meu pobre homem tendo de ser reanimado por Hershel, já que o colar estava bem a mostra.

−Resolveram? Eu pergunto quando ele para diante de nós, ele faz que sim e então olha para Megan, vejo o lampejo de algo que logo desaparece com um sorriso.

−Ficou bonito! Ele me diz e olho para ele surpresa – Eu estava com ele.

Daryl me conta aquilo com a maior naturalidade e fico surpresa.

−Obrigada! Megan responde, Carl nos olhava de longe e percebo alguma cumplicidade no olhar que troca com Daryl.

−Se um dia, no futuro tiver de ser alguém, que seja ele! Daryl me diz e caminhamos para o refeitório.

A tarde passa longa, era sempre assim, sempre tudo ao estremo, ou estávamos correndo e enfrentando perigos sem fim, ou era aquele marasmo, olho para Daryl ele estava estranho, me olhava de longe o tempo todo, as vezes colocava a mão no bolso como se procurasse algo, abria a boca para dizer algo e simplesmente mudava de ideia, aquilo começava a me assustar, tinha medo de perdê-lo, medo de que ele se cansasse de mim, da nossa vida, medo que eu quase sempre sabia que não tinha nenhuma razão de ser, mas eu tinha, ele não era o único inseguro, nosso laço era apenas nosso amor, eu tinha medo que um dia fosse pouco.

De noite nos deitamos abraçados e ele me beija carinhoso, eu olho para ele buscando um sinal de que algo mudara.

−Quer me contar alguma coisa? Pergunto.

−Não! Ele desvia o olhar e eu sabia que estava mentindo, ele era assim como eu um péssimo mentiroso, principalmente por que nunca mentíamos um para o outro, não até aquele momento.

Me encolho em seus braços, fazendo um esforço sobre humano para não chorar.

−Boa noite minha pequena! Ele me diz beijando meus cabelos.

−Boa noite! Respondo e fecho meus olhos apertando-os para que ele não percebesse minha tristeza.

Pela manhã as crianças nos acordam como de costume e eu me esforço para ele não notar nada, ele me olhava carinhoso, nos beijamos e logo depois temos todas aquelas confusões de manhãs com duas crianças. Ele segue para fazer algo com os homens do grupo fico ajudando Maggie em arrumações internas, estávamos montando uma cela para as crianças poderem brincar quando o inverno chegasse.

Almoçamos juntos e ele continuava me olhando como se precisasse me dizer algo e não conseguisse, eu preciso mais uma vez esconder o choro.

Megan e Nick decidem sair para o pátio e ele os acompanha quando dou uma desculpa dizendo que precisava ajudar Beth.

Sigo a caça de Beth e a encontro chorando em sua cela.

−Beth. O que foi? Ela me abraça.

−Falei com meu pai, ele acha que devo continuar como estou! Ela chora – Amo Judith, assim como você ama seus ratinhos! Ela me sorri por entre as lágrimas eu correspondo seu sorriso – Mas você pode defende-los, eu não, só o que posso fazer é me esconder, mas olhe em volta, dormimos em cima de zumbis estamos cercados por eles, cedo ou tarde...

Ela se cala e as duas estremecemos diante da verdade, só o que podia fazer era confortá-la por que aquela era uma luta que ela precisaria vencer sozinha.

−Foi franca assim com ele, com Rick?

−Não! Ela responde – Sabe que já tentei me matar, eles nunca vão esquecer isso, me acham fraca.

−Mostre que não é! Eu a incentivo – Sem fazer loucuras é claro! Brinco com medo de ela simplesmente resolver sair por ai matando zumbis.

−Eu sei, preciso mostrar a eles! Ela me diz e sorri, então me olha – Não vai me dizer por que está triste o dia todo?

−Eu... Eu... – Começo a chorar, e ela me abraça.

−Meu Deus, somos duas bobas! Beth ri.

−Acho que o Daryl está me escondendo alguma coisa! Eu conto – Tenho tanto medo de ele não me amar mais!

−Do dia para noite? Ela pergunta sorrindo – Pare de ser boba.

−E se a Carol...

−Isso é uma tolice gigante!

Eu a abraço e depois de algumas lágrimas me acalmo e deixo Beth com seus pensamentos.

Caminhava para minha cela quando Daryl vem em minha direção e fico com medo de demonstrar minha tristeza forço um sorriso.

−Estava chorando? Ele me pergunta.

−Beth estava e.. eu... me emocionei, foi só.

−Mente muito mal! Ele me diz sério.

−Não sou a única! Respondo sem conseguir me conter, os olhos marejados, ele me olha sério e me pega pela mão.

Pov – Daryl

Estava a dois dias tentando dar o anel a Katie, mas a verdade é que eu era um grande covarde, estava com medo, medo de parecer tolo, medo de ela recusar, medo de estar exigindo muito dela.

Um dia ela já tinha me dito que adoraria um anel, mas não precisava de um, e se ela se sentisse pressionada, se achasse que eu queria prendê-la a mim, bom eu queria, mas só se ela também quisesse.

Éramos uma família, tínhamos nossos ratinhos que amávamos muito e talvez um anel parecesse a ela que eu não confiava nela, a única vez que Katie me deu as costas foi quando tive uma crise de ciúme e ela achou que eu estava duvidando do seu amor, era tão difícil para mim acreditar que ela era minha.

Eu não era nada, pelo menos não antes do mundo acabar, e se agora era diferente isso só acontecia por que o mundo pertencia aos grosseirões, meu valor estava no fato de ser justamente o que no mundo de antes era um defeito, eu caçava e me virava, era bom nisso e por isso tinha um lugar garantido entre os sobrevivente.

Não que achasse que minha pequena estava comigo por isso, por que ela não precisava de ninguém para viver, era forte, corajosa e capaz, ela nos tinha levado até ali, com suas ideias, seu conhecimento.

Agora estava ali, diante de minha pequena e ela chorava, eu sabia que meu comportamento era a razão de suas lágrimas, desde a noite anterior, quando menti e ela percebeu por que nunca mentíamos e eu não consegui sustentar seu olhar.

Agora meu plano de tentar algo romântico para convencê-la a aceitar o anel tinha ido por água à baixo, se a convencesse a ficar comigo já estava muito feliz.

Puxo minha pequena pela mão, era agora ou nunca.

−Onde vamos? Ela me pergunta confusa – E os ratinhos?

−Brincando com as crianças, Maggie está com eles! Eu aviso meio que a arrastando pelos corredores.

−Maggie é uma péssima babá! Ela declara e eu realmente concordava com isso, mas era o que tínhamos no momento.

−Ela é ótima! Respondo atravessando o pátio com ela sem querer dar a ela muita chance de pensar, chegamos a torre e eu a puxo determinado ela me segue insegura.

Subo com minha pequena ainda meio que a puxando, entramos e ela me olha sem entender o que eu queria, eu a solto, baixo a cabeça procurando as palavras, subitamente sem saber como agir com ela, como se fosse mais uma vez nosso primeiro encontro, não, no primeiro encontro eu sabia exatamente o que fazer.

Já tinha dito a ela que para mim ela era minha mulher, e ela tinha gostado disso, mas agora eu faria um pedido oficial, vi como os olhos dela brilharam quando Beth disse que Glenn tinha pedido ao Hershel. Estávamos juntos a algum tempo e ela poderia ter simplesmente repensado, fico mudo ainda olhando para o chão buscando inspiração.

Ela estava silenciosa, esperando eu dizer algo, era só o que podia acreditar já que eu a tinha arrastado até aqui.

−Eu... – Ensaio algo para dizer, minha voz fica presa, que tolice fazer aquilo estava estragando tudo, por que fui inventar de dar o maldito anel, ainda bem que as alianças estavam escondidas com Carl.

−Por que não diz de uma vez que está cansado de mim e não me quer mais? Ergo meus olhos quando escuto aquela insanidade e vejo minha pequena chorando com aqueles olhos assustados e tristes, ela abraçava o próprio corpo me lembrando de quando a mandei embora na floresta em meio a meu desespero.

−Não... Não, eu... está errada, amo você, sempre vou amar já disse! Me aproximo dela, não a toco, apenas paro diante dela, queria mostrar a ela que estava dizendo a verdade – Eu.. eu sei que temos as crianças que estamos juntos, mas eu queria, eu não sou bom o bastante, ao menos não era naquele mundo que parece que ficou em outra dimensão – Eu sabia que estava atropelando as palavras, mas quem poderia me condenar, estava diante dela, Katie era minha vida e eu iria pedir para ser minha mulher para sempre, aquilo era difícil – Me disse uma vez que queria ser minha mulher, então eu pensei, foi só uma tolice! Começo a perder a coragem.

−Quando vai parar de achar que não é bom o bastante? Ela me pergunta.

Me lembro de Hershel me dizendo para parar de tentar perdê-la, mas era difícil, eu não tinha nada, não era ninguém.

−Sou bom nessa vida de agora, sou bom por que essa sempre foi a minha vida, mato zumbis desde que existo, cada marca que ele deixou no meu corpo é um zumbi que matei, matei mesmo muitos zumbis, depois que eles se materializaram eu só continuei.

Ela se aproxima de mim, me faz olhar para ela, estava de novo com aquele olhar doce, aquele que era só meu, aquele que eu não dividia nem mesmo com meus ratinhos.

−Você é tudo que mais amo, é minha vida, eu nunca achei que seria minha, tirei você daquela cabana por que queria que o mundo continuasse a ter uma coisa assim perfeita como você, se não fugi foi por que nunca fui forte o bastante para isso!

Minha pequena estava chorando e agora eu já não sabia mais se estava brava comigo ou não.

−Eu.. eu e o Carl, eu sabia do colar, por que estava com ele, eu quis te dar um presente, na verdade..

Enfio a mão no bolso e aperto a caixinha sem saber se dava a ela ou não.

−Tudo isso é por que quer me dar um presente? Ela me pergunta meio confusa.

−Não é um presente, na verdade eu quero, eu te amo pequena, quero que seja para sempre! Tomo coragem e tiro a caixinha do bolso e entrego para ela – Quer se casar comigo?

Katie abre a caixinha muda, mas as lágrimas escorriam por seus olhos, ela sorri e depois olha para mim.

−Se achar uma tolice eu...

−Amo você! Ela declara me impedindo de continuar – Amo tanto que as vezes dói, como hoje quando pensei que queria me deixar, Já disse uma vez, você é minha escolha e não a falta de uma, quero você em meio ao apocalipse e iria querer no mundo que tínhamos antes.

Ela me olha com aqueles olhos profundos que me reviravam do avesso.

−Não vê que é justamente por nunca ter sucumbido, por que nunca deixou que a vida te engolisse, por que mata zumbis desde sempre em vez de ter se tornado um, eu te amo, seus filhos te amam, sou sua, sempre vou ser.

−Então você aceita? Eu pergunto com um pouco de medo da resposta.

−Aceito! Ela me abraça e eu beijo minha pequena, tinha passado o dia todo querendo tê-la nos braços e fugindo dela, estava cheio de saudade e a beijo como da primeira vez, buscando seu calor mostrando que a queria para mim inteira que nos pertencíamos ela se entrega, nos afastamos por que infelizmente ainda precisávamos respirar – Eu aceitei, agora precisa colocar o anel no meu dedo como eu sempre sonhei, ao menos depois que você chutou aquela porta.

Eu fico sério, parecia meio bobo fazer aquilo, mas estávamos sozinhos era importante para ela e a verdade é que eu também queria fazer isso.

−Gostou do anel? Pergunto quando o tirava da caixinha meio sem graça.

−É lindo e delicado! Eu coloco no dedo da minha pequena e fica perfeito – Eu te amo! Ela diz depois de olhar a mão admirando o anel.

−Você é linda! Eu conto como se fosse uma novidade.

−Quer dizer que você e o Carl foram juntos às compras? Ela me pergunta rindo.

−Garoto infernal! Eu brinco – Mas ele é valente, gosto disso.

−E eu gosto disso! Ela me diz me puxando para um beijo e quando me dou conta estávamos no colchão entregues um ao outro.

Notas finais
Romance demais para um apocalipse?