Fim Dos Tempos
26 Capítulo 26 - Selvagens
Notas iniciais
Hoje quero agradecer as duas recomendações que recebi,
Primeiro a Luna, ela foi uma das primeiras a acompanhar minha Fic e sempre comentando e me dando força, quando vi sua recomendação fiquei emocionada, por que sei que o quanto é especial dedicar uns minutinhos do seu tempo para fazer isso, e também agradecer a Caah, ela leu tudo de uma vez e recomendou.
Obrigada às duas e todo mundo que lê e comenta e que lê e não comenta também.
Pov – Katie
Depois do jantar subimos com nossos pequenos, eu não conseguia para de pensar na criança desaparecida, uma menina de dez anos, podia ser a minha menina, até eles nos convencerem de que não podíamos viver sem eles, Megan e Nick tinham ficado jogados, sem atenção ou cuidado, e se algo assim acontecesse talvez ninguém nem ao menos se desse conta.
−Está muito preocupada não é? Daryl me pergunta, faço que sim com a cabeça por que não queria chorar, ele me abraça e me beija, as crianças estavam prontas para dormir e eu sabia que era hora de lidar com Nick.
−Então amanhã os dois homens da família vão tirar os curativos! Eu digo demonstrando muita tranquilidade, por que queria que ele se sentisse tranquilo, mas ele me olha sério, depois seu olhar vai para Daryl.
−Eu também? Ele pergunta.
−Sim ratinho, você está curado, isso é ótimo não acha? Pergunto tentando fazer ele aceitar e começando a achar que precisávamos mesmo de uma conversa franca.
−Mas minha mão... Acho que não quero tirar ainda.
Nick coça os olhos, escondendo as lágrimas e fazendo aquele bico de criança que se prepara para uma longa crise de choro, eu me lembro o quanto ele era pequeno, tinha me espantado que tivesse seis anos por que era alto e forte para idade, mas achava que era ainda um bebê.
Nick vem para meu colo e esconde o rosto em meu pescoço, fico com o coração dolorido.
−Não quero Katie! Ele diz, eu sinto vontade de ouvi-lo me chamar de mãe, penso que seria bom que fosse a mamãe assim como Daryl era o papai, isso talvez me ajudasse a fazê-los não duvidar do meu amor, mas aceitava ser Katie, nunca exigiria isso deles.
−Por que não quer Nick? Eu pergunto o afastando para poder olhá-lo nos olhos, ele precisava saber que tudo estava bem, que nada mudaria entre nós.
−Nick precisa dizer! Daryl pede se sentando ao meu lado, me mostrando que resolveria tudo comigo, como uma família, mesmo num mundo destruído como o nosso.
−Sabe que ainda vai ser nosso ratinho, não é? Pergunto pensando que talvez ele apenas tivesse medo de que achássemos que ele não precisava mais de nós e o deixássemos, Megan estava sempre se torturando sobre isso, eu sabia.
−Mesmo se minha mão ficar igual a de zumbi e ninguém mais quiser chegar perto de mim? Era assustador ser criança no meio daquele inferno, o aperto em meus braços, meu ratinho.
−Sua mão vai continuar linda como todo o resto, não tem nada de mão de zumbi! Eu garanto e beijo o curativo.
−Sabe é uma pena que não queira tirar os curativos, eu pretendia começar amanhã mesmo suas aulas de como usar a besta, mas se não quer aprender com o mestre, tudo bem.
Eu não acreditava no talento que Daryl tinha com crianças, era realmente como aprender com o mestre.
−Aulas? Ele pergunta sério – Só eu e você?
−Era o que eu estava pensando, agora que saramos os dois, mas tudo bem.
−Eu quero! Ele simplesmente para de chorar e sorri, como aquilo era possível?
−Ótimo, então amanhã vamos tirar esses curativos e começar com as aulas, e nada de se preocupar, ninguém vai achar que tem mão de zumbi.
−Eu prefiro facas! Megan diz – É mais coisa de menina, não é Katie?
No meio de um apocalipse zumbi acho que sim, facas era agora a nova moda entre as meninas.
−Garotas! Nick balança a cabeça e se encosta de novo em mim – Quero dormir, preciso acordar todo mundo cedo amanhã.
−Aposto que sim! Daryl ri e o pega no colo – Vamos dormir, pequeno caçador!
Era fácil fazê-los dormir, o problema era mantê-los na cama depois que o sol raiava.
Acordo e a primeira coisa que penso é na menina desaparecida, Nick acorda logo depois e me olha manhoso, toca a mão e me abraça sem dizer nada, eu fico assim apenas abraçada a ele, mostrando que tudo estava bem, depois Daryl abre os olhos e se apoia no cotovelo para me olhar nos olhos, acaricia os cabelos de Nick, tínhamos um olhar triste, ele não precisava de mais aquilo, já tinha perdido tanto, toda uma vida de coisas que não faria, não conheceria, e ainda aquilo.
−Bom dia! Nick ouve a voz da irmã e se senta na cama.
−Vamos acordar? Megan nos convida como se estivéssemos dormindo eu aperto aquele narizinho lindo – Podemos brincar lá fora um pouco depois do café?
−Vamos ver! Aviso sabendo que teríamos de deixá-los e eu não sabia como seria até voltarmos.
A hora de tirar os curativos chega, estávamos somente nós no refeitório depois do café, Hershel começa por Daryl e Nick se agarra a mim, estrategicamente Daryl começa a falar das aulas que teriam e ele se acalma, Hershel tira os curativos, eu olho aquela pequena mãozinha e só o que sinto é amor.
−Ficou muito bom mesmo! Hershel diz para animá-lo, mas ele não olha.
−Tão lindo quanto o resto! Eu respondo puxando a mão dele para mim e beijando, ele me olha e sorri sem acreditar, passo sua mão por meu rosto, queria que soubesse que nada tinha mudado, que eu o amava e não me importava e então me lembro de Daryl e do medo que ele tinha de me tocar, de quando achava que era um grosseirão de mãos calejadas, eles tinham todos sido feitos para mim.
−Amo você! Daryl me diz me fazendo olha-lo, ele estava de pé ao lado de Nick e me olhava com muito amor, meu coração salta – E isso só cresce! Ele completa.
−Comigo não é diferente.
−E então ratinho, pronto para aula?
−Vocês podem por favor me dizer por que chamam esses dois de ratinhos? Maggie pergunta entrando no refeitório com Glenn.
−Eu posso! Daryl diz sorrindo – Por que essa linda e pequena matadora de zumbis, morre de medo de ratos! Ele me olha provocador – E um dia ela me acordou, muito delicadamente com uma cotovelada na boca do estômago, diga-se de passagem, para que eu pudesse procurar um rato na nossa cela, e lá estavam eles, os dois ratinhos.
−Entendo! Maggie me olha.
−Ratos! Glenn ri de mim e eu o olho séria.
−Sim, ratos, todos temos um ponto fraco! Eu brinco eles se afastam rindo de mim e Nick ao se dar conta de que ninguém se importara com sua mão decide que tudo estava bem.
O grupo concorda que eu e Daryl saíssemos para procurar Laureen e Michonne se oferece para ficar com as crianças, acho que ela sabia que nos sentíamos mais seguros quando ela estava por perto, Nick e Megan adoram a oportunidade de saber mais sobre a espada mágica.
Volto para minha cela para buscar minhas armas, Megan me acompanha queria seus brinquedos e Nick fica com Daryl tendo sua primeira aula, estava voltando com Megan quando Carol me para impedindo minha passagem, Megan fica atrás de mim, percebendo a tenção.
−Você o deixa fraco! Ela me diz do nada – Ele quase morreu por sua causa! Ela tinha aquele olhar frio e cheio de magoas, como se eu e tivesse destruído sua vida – Daryl era um homem muito mais forte e focado até você aparecer e querer viver esse conto de fadas.
−Não vivo num conto de fadas, não me escondo atrás dessas grades como você! Eu a lembro.
−Katie! Megan aperta minha mão, sinto seu medo e decido que não arrumaria uma briga diante dela.
−Vamos Megan encontrar o Nick e o papai! Começo a me afastar.
−Eles não ligam para você, você não é importante, Daryl é o papai, você é só a Katie, completamente substituível, se morrer, qualquer um pode tomar seu lugar, devia deixá-los seguir em frente e ter uma chance.
−Me deixe em paz Carol, arrume o que fazer! Me irrito, estava cansada de aguentar todas as insanidades daquela mulher amarga apenas para não criar um problema no grupo.
Saio com Megan no meu encalço e encontro Nick e Daryl sorrindo juntos, Carl estava por perto, o fato é que Daryl gostando ou não Carl agora estava sempre por perto.
−Estamos usando seus alvos! Daryl me diz.
−É uma honra mestre! Eu brinco.
Michonne se aproxima, sempre com a espada mágica, ela era uma figura impressionante e me sentia segura em deixar os ratinhos com ela, mesmo com risco de magoar Beth, na verdade se pudesse deixaria até Beth sob os cuidados dela, minha amiga querida era tão frágil quanto aquelas crianças.
−Vamos! Daryl pega minha mão e depois de beijar meus pequenos sigo com ele para o portão, eu tinha minha besta nas costas, minhas facas, uma pistola e Daryl levava além de tudo isso, um machado, muitos cairiam antes de nos derrubarem eu penso saindo para fora depois de um boa sorte de Rick.
−Passamos alguns dias quase sem zumbis aqui fora, por conta das aulas da Maggie, ela poderia ter saído, talvez curiosidade infantil.
−Mórbida não acha pequena? Ele me pergunta quando chegamos a floresta, eu solto sua mão e pego minhas facas, agora não era mais seguro andarmos pela floresta de mãos dadas, um soltar de mãos podia significar uma mordida.
Tudo estava silencioso, vivíamos num mundo de silencio, Daryl nota pegadas e as seguimos, não era fresca, mas um começo, entramos mais na floresta, em direção ao rio que seguia firme e constante, como se desafiasse o fim do mundo, provando sua força.
Alguém fizera fogo a pouco tempo, notamos e Daryl não esconde sua preocupação.
−Sobreviventes! Ele me diz – Ainda dormem na floresta?
−Parece que sim, acha que ela pode ter sido encontrada, ter dado nossa direção? Me assustava, tinha medo de um novo governador.
−Não sei pequena, espero que não! Ele remexe as marcas do fogo, olhamos em volta e voltamos a seguir as pegadas.
Entramos numa espécie de vale entre dois barrancos, uma pequena depressão no meio da floresta, talvez um rio a alguns milhões de anos atrás eu penso me perguntando para quem ficaria nosso planeta, quanto tempo aquelas coisas ainda caminhariam se não houvesse mais nada.
Eu paraliso quando sinto os zumbis se aproximando, vindos dos dois lados e me preparo assim como Daryl, o primeiro surge, e Daryl o derruba com o machado, depois outro, e outro, dos dois lados da depressão, os mortos acabavam por nos separa, fomos os derrubando enquanto éramos empurrados para lados opostos do barranco, começo a subir por que sabia que eles não conseguiriam subir e vejo Daryl fazer o mesmo.
Eu fico diante dele com um rio de zumbis entre nós, gemendo desesperados enquanto tentavam subir nos barrancos, passando por cima uns dos outros, perdendo partes do corpo podre, como era possível nos acostumarmos com algo assim?
Olho para meu amor e sabia que ele estava angustiado, eu o vejo pegar o machado numa mão e a faca na outra, me lembro do seu ferimento, do medo de perde-lo da minha angustia, sabia o que ele pretendia, Daryl tentaria chegar até mim, e eu sabia que ele não estava forte o bastante para arriscar algo assim.
−Se der mais um passo me atiro entre eles! Ameaço e ele paralisa, sinto meu coração se encher de angustia quando vejo seu olhar – Posso chegar em casa, sabe que posso! Eu digo e ele olha de novo para os zumbis.
−Pequena! Ele pede.
−Não vou perder você! Eu digo determinada – Nos encontramos em casa em duas horas! Era uma boa folga nenhum dos dois precisaria de todo esse tempo para voltar, mas era mais seguro, poderíamos ter de desviar da rota era melhor garantir – Se eu chegar e não estiver até o fim do prazo volto para busca-lo, então é melhor que esteja lá!
Daryl arma a besta e me aponta e quando me dou conta um zumbi cai a alguns metros atrás de mim.
−Amo você! Ele me diz – Você não desiste, eu não desisto! Faço que sim com a cabeça e lhe dou as costas, aquilo pesa uma tonelada em meu coração, então caminho de volta para casa e sabia que ele faria o mesmo.
A floresta volta a silenciar, eu ouvia o barulho dos gravetos se quebrando sob o peso de minhas botas e era impossível não lembrar do tempo em que caminhava sozinha, sem destino ou esperança, apenas caminhando e esperando, sem nada a perder, me sinto sozinha e angustiada, agora eu tinha tanto a perder, meus pequenos e meu amor, alguns bons amigos e uma vida de esperança.
Vejo as pegadas que antes seguíamos muito mais vivas, algumas pessoas haviam caminhado por ali a muito pouco tempo, arrastando algo, eu penso e decido que podia seguir por alguns minutos aquele caminho, marcar um lugar para voltar depois com Daryl.
Sigo em silêncio, mais silêncio que de costume, meu coração também batia mais assustado que de costume, não era como fugir de zumbis, estava com medo de algo maior.
Penso na pequena Laureen e no fato de não ter ninguém por ela, que se fosse uma das minhas crianças eu gostaria que alguém tentasse, então ouço vozes, não era possível ouvir o que diziam estavam abafadas pela distância e percebo que vinha do barranco que seguia por onde eu subira em todo lado norte, como uma margem de rio, era assustadoramente irresistível e segui em direção ao som, penso nos filmes de terror da minha adolescência, quando o personagem vê uma porta entreaberta e segue para ela e nos perguntamos por que aquele imbecil vai abrir aquilo sozinho?
Me abaixo e escondida entre as folhas olho a depressão, vejo primeiro as pernas de um homem, depois mais um e por fim conto cinco, ainda não via seus rostos, mas percebo que dois usavam uniformes do exército, fico em dúvida se aquilo era bom.
−Aqui está ótimo, uma horda acabou de passar estamos seguros! Então ouço um baque surdo, algo caindo ou sendo jogado e preciso tampar minha boca para não gritar.
Lá estava ela, a pequena Laureen, amordaçada, com uma pequena perfuração na testa, os olhos mortos ainda abertos, me encarando cegos, eu tremia.
Não era como se tivessem encontrado uma criança zumbi e acabado com seu sofrimento, foi assassinada.
Os homens se sentam próximos a seu corpo, selvagens eu penso quando os enxergo, barbudos, sujos, com mãos podres e roupas rasgadas, tinham armas, penduradas pelo corpo, rifles, facas, machados.
Um deles pega uma faca grande e num movimento preciso e repugnante abre o peito de Laureen como quem abre um animal.
−Aquilo é melhor que o Walmart! Um deles diz – E mais fácil! Eles riam e sinto um enjoo forte quando os vejo enfiarem as mãos sujas naquele corpo inocente e se alimentarem dela, tampo a boca, prendo o ar, apavorada, penso na prisão e em todos que amava, uma náusea me domina e fecho os olhos, buscando forças para fugir.
Saio dali devagar, e preciso de todo auto controle para não correr gritando por socorro, só quando sinto que estava distante o bastante corro de volta, não enxergava nada, passo por um zumbi tão rápido que acho que ele não me vê, aquilo era pior que tudo, pior que mortos caminhando e a insanidade do governador, aquilo era uma doença mais grave, eram monstros, e sabiam onde nos encontrar.
Avisto a prisão e meu coração salta, Daryl estava lá, diante dos portões, armado, assim como Maggie, Glenn, Rick e Michonne, meu grupo de busca eu penso correndo, alguém abria os portões, zumbis se aproximavam de mim, queria Daryl e minhas crianças, precisava ter certeza que estariam seguros.
Acho que de algum jeito eles notam meu completo desespero por que Daryl corre em minha direção enquanto Rick derruba zumbis que se aproximavam demais.
Daryl me abraça e sinto enfim alguma segurança, minhas pernas estavam fracas e eu me deixo cair, ele me ampara, me pega no colo, falava comigo, assustado enquanto eu não conseguia controlar as lágrimas e o pânico, assim que entramos ouço o portão ser fechado e Daryl se sentar num banco comigo em seus braços, procurando por uma ferida, eu estava suja de terra e ele investigava meu corpo.
−O que foi, se machucou, foi atacada! Ele me perguntava e aquela cena grotesca ficava se repetindo na minha frente, hora com Megan, hora com Nick.
Vejo os dois correrem para mim e os abraço assustada e assustando-os, eu chorava.
−Que bom que estão bem, que bom! Eu digo tremula – Meus bebês, meus ratinhos!
−Katie! Beth diz carinhosa – Acho que vou entrar um pouco com eles, precisa se calmar! Eu os aperto, não, aqueles monstros tinham estado ali, levado Laureen, não podia mais deixar as crianças sozinhas, os aperto junto a mim, me negando a entrega-los a ela.
−Não! Eu digo.
−Meu amor! Daryl me abraça eu ainda estava em seu colo – Precisa nos dizer! Ele pede. Michonne para diante de mim e puxa sua espada naquele movimento amplo e elegante que eu tanto admirava e confiava.
−Eles vem comigo! Ela diz determinada, me mostrando com sua postura que ninguém poderia feri-los estando com ela, eu olho para ela e então os liberto dos meus braços.
−Katie! Megan me abraça, sentindo meu desespero.
−Estou bem ratinha, vão com a Michonne! Eles obedecem e penso que obedeceriam qualquer um, até os monstros da floresta, volto a chorar e quando se afastam sinto todos os olhares sobre mim, todo meu grupo reunido.
−O que viu Katie? Hershel me pergunta.
−Laureen, eu a encontrei, estava sendo devorada por... canibais! Estremeço.
−Uma horda, um zumbi, quantos, como? Rick me questiona.
−Não zumbis Rick! Eu olho para Daryl, me recosto em seu peito – Homens, selvagens!
Um silêncio pesado se instala, os rostos pálidos me encarando esperando respostas para o que não tinha resposta.
−Eles mataram a menina, nem mesmo fecharam seus olhos, uma perfuração na testa, não a encontraram na floresta – Minhas palavras saiam entrecortadas por soluços de puro pânico – estiveram aqui! Eu digo e Daryl me aperta junto a ele, olha em direção ao nosso bloco, pensando em nossos pequenos eu constato – É melhor que um Walmart e mais fácil, eu os ouvi dizer!
−Quantos? Glenn pergunta.
−Cinco! Eu respondo – Armados, abriram ela e a devoraram como os zumbis!
−O que vamos fazer? Maggie pergunta – Esperar que voltem, descobrir por onde entraram, persegui-los?
Outra vez silêncio. Nos olhávamos, tanta segurança, tanta vigia e ainda assim nenhuma proteção.
Notas finais
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