Fim Dos Tempos

25 Capítulo 25 - Recuperação


Notas iniciais
Mais um capítulo, queria postar mais cedo, mas foi um dia cheio.

Pov – Daryl

Queria abrir os olhos mas pesavam uma tonelada e minha cabeça latejava, belo jeito de começar o dia, me mexo, passando minha mão pelos cabelos de minha pequena e então percebo um pequeno alvoroço, que me obriga a abrir os olhos.

−Daryl! Katie chorava e me beijava ao mesmo tempo – Acordou, eu sabia, você não desiste, eu não desisto! Eu a abraço, sem entender o que se passava.

−Não disse que o papai acordaria logo! Nick me diz e Katie os puxa para nós.

−Sim ratinho, o papai acordou! Katie me olha nos olhos, ela estava pálida e abatida, as coisas começam a clarear e me lembro da facada, de cair e de querer vê-la mais uma vez, como agora, ela chorava e Megan também, olho para os ratinhos, eles não pareciam muito melhor que Katie.

−Tivemos tanto medo papai! Megan confessa.

Eu me lembrava de tudo, apenas uma coisa no meio de tudo não fazia sentido, em que momento eu tinha virado papai?

−Amo você! Minha mulher declara com a voz embargada – Nunca mais faça isso comigo! Eu a puxo para mim e ela tem uma longa crise de choro, fico apertando-a em meus braços, acalmando-a.

−Estou aqui pequena! Eu beijo seus cabelos – Disse que queria umas férias do apocalipse! Brinco e ela soluça.

Os nossos ratinhos faziam carinho nos cabelos dela, querendo ajudar, mas acho que isso só fazia com que ela chorasse ainda mais.

−Papai a Katie estava muito assustada! Megan me conta e eu sabia que sim, nem podia imaginar o que ela tinha passado.

−Amo você minha pequena, não chore! Tento acalma-la, mas acho que era um choro de alivio e que era bom desabafar.

−Eu não posso perder você! Ela me diz – Tive tanto medo, fiquei tão sozinha!

O choro começa a diminuir, o que era bom, por que estava realmente com muita dor, minha camisa estava molhada por suas lágrimas.

−Não chora Katie o papai está aqui! Nick a abraça e os dois sobre mim quase me faz perder o ar, mas eu aguento, era o mínimo depois da minha estupidez, de dar as costas ao inimigo.

−É Katie o papai está aqui! Megan completa.

Por que Katie era Katie e eu era papai? Me pergunto, essa era uma das muitas perguntas que eu tinha.

Minha pequena para de chorar, limpa o rosto e me olha, estava linda, sempre estaria.

−Vou chamar o Hershel, para te ver! Ela me avisa.

−O Glenn já foi, saiu correndo quando o papai acordou! Megan avisa.

Um mundo de pessoas invade nossa cela, Hershel, Carl que sorria como a muito tempo não o via sorrir, Beth, Maggie, Glenn, Rick com a bravinha no colo e Carol, Michonne e sua espada, minha família, vejo Tyresse e Sasha na porta da cela, meio deslocados, e então Katie corre para os braços de Tyresse.

Como assim minha pequena o abraçava assim na minha frente do nada, no momento em que eu não podia caminhar até lá e quebrar a cara dele?

−Obrigada! Ela diz e ele corresponde o abraço sem muito jeito – Muito obrigada, nunca vou poder agradecer o que fez.

−Ele doou sangue para você! Rick me avisa acho que notando meu mau humor, Katie volta para perto de mim, e sou obrigado a concordar que o cara merecia um abraço.

−Obrigado! Digo de onde estava, e faço uma careta quando Hershel mexe no ferimento.

−Onde dói? Ele pergunta.

−Onde não dói? Eu corrijo a pergunta e ele sorri.

−Vai ficar bom! Ele garante – Precisa ficar de repouso uns dias, para não abrir os pontos, evite esforço, descanse.

−Ele vai ficar! Katie garante e imagino que ela me obrigaria a ficar quieto por uns cem anos.

Todos dizem algumas palavras de incentivo e vão saindo, acho que minhas perguntas teriam de esperar até eu melhorar.

−Agora a senhora! Hershel olha para Katie com ar severo – Não come e não dorme a quarenta e oito horas, precisa comer e descansar.

Eu tinha ficado apagado todo esse tempo? Fico chocado, por isso todo aquele choro, minha pequena estava no limite de suas forças e me sinto um pouco culpado.

−Eu vou comer e dormir e fazer tudo que quiser! Ela sorria para ele – Você é meu herói, você o Carl e o Tyresse.

−O Carl? Eu pergunto.

−Sim, ele matou aquele monstro, antes que ele o matasse! Ela me conta e fico mudo.

−Vamos crianças, comer e se arrumar para dormir, a Beth está esperando vocês, deixem o papai descansar um pouco! Hershel diz enfatizando o papai e rindo da minha cara de idiota abertamente, ele tinha salvo minha vida, não era educado socá-lo.

As crianças obedecem prontamente e ficamos eu e Katie apenas, ela me abraça delicada, beija meu pescoço e suspira aliviada.

−Carl atirou no cara? Eu pergunto – Como ele está?

−Acho que bem! Ela responde – Sei do mundo lá fora tanto quanto você, não sai daqui.

−Isso não quer dizer que vou ter de deixá-lo andar por ai de mãos dadas com a minha ratinha quer? Ela ri, sim agora as pessoas riam de mim.

−Só quando ela tiver trinta anos! Ela me diz.

−Como foi que virei papai? Eu pergunto, sabia que ela precisava descansar, mas estava muito curioso sobre isso.

−A culpa foi sua! Ela me conta, então se afasta e se apoia no cotovelo para poder me olhar – Estava meio que delirando, pedindo para cuidarem de mim e dos seus ratinhos, disse meus ratinhos, meus filhos, eles ouviram e acharam uma boa ideia chamá-lo de papai.

−Entendo! Comento sem saber muito o que dizer – Mas como conseguem colocar a palavra em todas as frases, isso é impressionante! Katie me beija.

−Não sei, mas treinaram um pouco enquanto você dormia! Ela me diz.

Eu me olho, estava usando roupas limpas.

−Foi você que me trocou?

−Sim, limpei você e tirei as roupas sujas de sangue.

−Se aproveitando de mim! Eu a provoco.

−Não tanto quanto gostaria! Ela admite – É bom esses pontos fecharem logo!

−Podemos dar um jeito nisso também! Eu a puxo para um beijo longo antes que as crianças voltassem, ela corresponde – Vá encontrá-los, comer um pouco, depois venha ficar comigo e dormir.

−Não vou te deixar sozinho! Ela avisa e aceito, não queria me afastar dela.

Quando as crianças voltam ela sai para fazer o que tinha pedido, leva roupas para um banho, e suas facas a pedido das crianças.

−Vamos ratinhos, me contém tudo! Eu peço quando fico sozinho com eles.

−Ouvimos a Katie gritar e chorar, e o tiro e depois o Hershel ficou te ajudando e nós três choramos muito e a Katie disse que você não ia morrer – Megan contava apressada – Hershel mandou você ficar deitado lá em baixo para melhorar, mas a Katie chorou muito, nessa hora ela chorou muito mesmo.

−Foi mesmo! Nick comenta.

−Pediu para trazer você para cá que ela não podia ficar aqui sem você! Megan conta – Eles te trouxeram... e o Glenn e o Rick – Ela para de falar e me olha – Papai eles ficavam aqui ou um ou outro, com a arma, ficaram com medo de você virar e a Katie não conseguir...

−Eles fizeram o certo! Eu penso em quanto isso deve ter sido difícil, para Rick e Glenn e quanto Katie sofrera.

−Não queriam que a Katie ficassem pertinho de você, mas ela ficou! Nick se lembra – Posso ficar ai no lugar da Katie um pouquinho papai? Ele me pede, estava começando a me acostumar em ser papai.

Abro o braço e ele se deita, estavam sonolentos, Megan se deita do outro lado, ela olhava para o teto, mexia as mãozinhas quando falava.

−Aquele homem era muito mal! Ela fala brava – Queria matar meu irmão, meu pai, todo mundo! Fico tonto, eu era dela, aquilo me deixava apavorado e feliz, como quando Katie disse que me amava.

−É mas felizmente estamos todos aqui! Eu realmente estava feliz por isso.

−Ainda bem que o Carl está sempre por perto! Minha ratinha diz sem um pingo de piedade, eu quase tinha morrido, ela não tinha coração?

−Como disse? Pergunto sem acreditar.

−Ele salvou o Nick lá na cerca e você!

−Sei, ele fez mesmo isso! Ela me abraça, talvez mãos dadas não fosse assim grande coisa, podia aguentar algo assim – Quantos anos tem ratinha? Ela me chamava de pai e eu a amava como se fosse seu pai, mas nem sabia sua idade.

−Vou fazer doze, em uns dias.

Onze anos, não, definitivamente mãos dadas nem pensar.

Me sentar para comer foi uma das coisas mais doloridas do mundo, mas consegui, minha cabeça latejava, depois de comer com Katie me ajudando como se eu fosse um bebê o que me deixa mesmo irritado volto a me deitar, e ela se aninha a mim, as crianças já dormiam e Katie pega no sono quase que imediatamente.

Demoro a dormir, acho que tinha dormido demais e aproveito para pensar, pensar na nova vida que tenho e quero preservar, não estava nos meus planos, mas zumbis também não, e eu tinha aprendido, me acostumado, podia fazer o mesmo, era bom ter pessoas que me amavam, mas isso não podia me deixar descuidado, ou colocaria todos eles em risco, como pude dar as costas como fiz, se Carl não estivesse atento, então agora Katie e as crianças estariam chorando minha morte.

Acabo adormecendo, acordo com três pares de olhos sobre mim, e muitos sorrisos.

−Bom dia! Katie me abraça felizmente mais cuidadosa que na noite anterior – Como se sente?

−Vivo, eu acho!

−Eu tenho certeza! Ela me beija – Com fome?

−Um pouco, vamos descer? Convido e ela me olha com aquela cara de vai ficar deitado cem anos.

−Meu amor...

−Pequena eu não vou ficar aqui feito um inválido!

−Vamos cuidar de você papai! Nick avisa — Eu e a Megan já combinamos tudo, vamos ler para você, te dar comida, e a Katie disse que banho é com ela! Eu olho para minha pequena que ria de mim.

−Senhora Dixon, não cansa de se aproveitar de mim, estou ferido! Ela dá de ombros.

−Alguém tem que se divertir! Brinca se levantando, tento imitá-la e perco o ar.

−Droga! Reclamo e seis mãozinhas me ajudavam, aquilo era o oposto de tudo que já vivi, já tinha me ferido uma vez, e Hershel tinha cuidado de mim, mas eu passei dias infernais deitado e solitário, vez por outra alguém passava no quarto e depois na barraca para saber se eu estava vivo, me davam comida, mas só, agora eles só faltavam respirar por mim – Estou bem! Garanto.

−Pode ao menos esperar o Hershel trocar o curativo? Katie pede e concordo por que não queria que se preocupassem.

Hershel entra na cela, troca o curativo de Nick, agora muito menor, desconfiava mesmo que nem precisava de curativo, que Hershel apenas o fazia por que sabia o quanto ele achava a mão repulsiva agora, precisávamos lidar com isso, em algum momento, depois ele cuida do meu.

−São uma família bem arrebentada! Hershel brinca e ele tinha razão ao menos as garotas estavam inteiras, isso era bom.

−Posso descer, quero tomar banho, caminhar um pouco falar com Rick!

−Pode descer, tomar banho e voltar, é bom manter esse ferimento limpo, fecho o curativo depois do banho.

Olho para Katie vitorioso, ela me mostra a língua, e rimos feito dois bobos.

Katie me ajuda a descer e depois no banho, isso não era grande coisa, a verdade é que ela e eu sempre tomávamos banho juntos e não havia nenhum constrangimento para mim em ser ajudado por ela.

Sentamos no refeitório, Hershel fecha a ferida cheia de pontos e Rick chega com Tyresse, Maggie e Glenn, Carl estava com eles, isso era bom, eu queria agradecê-lo.

−Obrigado Carl, sinto que tenha tido que matar o homem! Ele me olha dando de ombros.

−Fiz o que tinha de fazer!

−Mesmo assim! Eu digo – Pensei sobre o que aconteceu, se estamos mesmo seguros com essas pessoas! Olho para Rick.

−Eu preciso contar uma coisa! Tyresse avisa – John me procurou uns dias atrás – Então esse era o nome do velho hipócrita – Veio com uma conversa de que o governador acabaria voltando, que podíamos dar uma ajuda diminuindo o número de homens aqui! Ele nos olha eu estava começando a me irritar – Achei que era só delírio de um velho maluco, não dei importância, ninguém de Woodbury deu.

−Então ele falou sobre isso com mais gente? Rick pergunta.

−Sim, ao menos Sasha e Kellen, acho que decidiu fazer sozinho!

−Ele veio me procurar para se desculpar, pelo modo que tratou Nick, não acreditei e agora sei que o plano era apenas achar uma maneira de se aproximar.

−Foi por isso que fiquei de olho, você me disse que não confiava nele, me pediu para prestar atenção e foi o que fiz, quando o vi caminhando em sua direção fiquei por perto.

Carl tinha sido muito mais cuidadoso do que eu.

−Ele tinha uma faca, acreditei que nenhum deles andava armado! Lembro.

−Isso é um problema, e se tiver mais seguidores desse governador entre nós, e se estiverem armados? Maggie lembra.

−Cuidamos disso! Tyresse se oferece – Eu e Sasha vamos fazer uma vistoria, conversar por ai, saber o que pensam e enquanto isso, ficam de sobre aviso, preparados!

−Acho isso mais seguro! Rick concorda – Não queremos uma guerra interna, precisamos nos tornar um grupo, não dois!

−Certo! Aceito o plano, mas seria muito cuidadoso com Katie e as crianças, me movo e prendo a respiração, todos me olham.

−Quer ajuda para subir? Rick oferece.

−Não estou bem! Então a reunião chegava ao fim – Vão sair hoje? Pergunto.

−Melhor não, conseguimos bastante coisa, estamos bem por enquanto e com você ferido é melhor ficarmos, acho que merecemos uns dois ou três dias de folga! Ele diz tentando parecer tranquilo, mas eu sabia que não estava, nenhum de nós estava.

Minha pequena me ajuda a subir e a me deitar, os pequenos sempre por perto como eu queria que fosse até me sentir seguro de novo.

−Pequena! Eu a chamo – Precisamos conversar.

−Eu sei, não é seguro! Ela me diz e olha para eles, nossos ratinhos estavam distraídos escolhendo entre seus livros infantis qual a melhor maneira de me torturar.

−Ficamos juntos certo, e de olho neles, nenhum dos dois se afasta, nem mesmo com Beth! Eu proponho.

−Concordo! Ela me abraça e eles se sentam próximos, Megan trazia um livro na mão.

−Pode escolher! Ela me diz orgulhosa – Aqui tem duas histórias, Cinderela e Chapeuzinho vermelho.

Katie nunca mais pararia de rir de mim, olho para os dois sem coragem de magoa-los eu suspiro.

−Chapeuzinho vermelho! Anuncio – E eu quero ser o lobo, um lobo bem mal, por favor!

São mais quatro dias de cama, história infantis, jogos de baralho e risadas, depois já me sentia recuperado, ainda não podia me esforçar muito, mas já não dependia de Katie e podia andar sem ajuda.

−Amanhã vamos sair mais uma vez! Rick anuncia – Prefiro que fique Daryl, pelo menos mais uns dias, sabe que as coisas lá fora não estão boas!

−Eu sei! Respondo enquanto caminhávamos pelas grades – E Tyresse, o que disse sobre o grupo e essa história do governador?

−Ele e a irmã não encontraram armas e acham que o restante do grupo só quer mesmo tentar viver em paz.

−Espero que sim, não gosto de ter de me preocupar com isso, já temos muito que fazer lá fora.

−Eu também! Rick me diz, então me lembro das crianças me dizendo que eles tinham montado guarda na cela, protegendo minha família ainda que eles não entendessem isso.

−Obrigado, por ficar pronto, você e o Glenn, acho que ela não faria, sei que deve ter sido difícil.

−É isso que fazemos! Ele me responde usando uma frase que eu um dia já havia usado com ele – Mas Katie... Daryl eu nunca vi nada assim, tem sorte de tê-la, ela... acho que não teria conseguido superar.

Eu sabia que Katie me amava, mas ouvir isso de outra pessoa me deixava emocionado, como se tornasse tudo mais verdadeiro, e maior, penso que ainda queria dar a ela um anel, um símbolo.

−Eu sei!

−Rick, Daryl! Kellen se aproxima preocupada, nos viramos para esperar por ela que caminha apressada – Laureen, uma das crianças, ela sumiu.

−Como sumiu? Perguntamos juntos.

−Já varri a prisão, não a encontro, desde o café da manhã.

Vamos reunir todos, organizar uma busca, ela deve estar aqui, em algum lugar, afinal onde poderia ter ido?

−Não tem como ela descer não é? Ela pergunta preocupada – Digo na prisão, onde ainda não está limpo?

−Impossível, fica tudo trancado, só existem duas cópias, uma comigo e a outra com o Glenn desde que o Daryl se machucou! Rick conta e eu só pensava que podia ser um dos meus ratinhos.

−Vamos parar de conversa e procurar! Peço já caminhando para dentro.

Reunimos todos, eu não conhecia quase ninguém, alguns eu tinha visto uma ou duas vezes no máximo, era como se sempre descobrisse alguém novo.

Nenhuma das pessoas reunidas tinha visto a menina, uma criança não sumia assim dentro de um lugar como aquele e organizamos buscas, Katie fica na cela com os pequenos, achamos mais seguro, já que tudo fica confuso.

Duas horas depois e nenhum sinal, as portas estavam trancadas, mesmo assim resolvemos descer e verificar, Katie detesta a ideia, mas não podíamos deixar uma criança sumida, vamos em duplas, eu e Rick, Glenn e Maggie e Michonne e Tyresse, Katie e Sasha ficariam com Carl cuidando de tudo.

Não havia muito o que procurar, se tivesse descido estava morta isso era um fato, nenhuma criança sobreviveria ali sozinha e desarmada. Mas nenhum de nós encontra qualquer sinal dela.

Anoitece e decidimos voltar a procurá-la na manhã seguinte, quem sabe uma volta do lado de fora, talvez ela tivesse saído da prisão.

−Acha que ela sairia lá fora sozinha? Katie me pergunta antes do jantar, quando estávamos em nossa cela assistindo os pequenos brigarem mais uma vez no jogo de cartas por que assim como Katie, Megan era péssima e Nick sempre ganhava irritando a irmã mais velha.

−Não sei, acho que não! Respondo em dúvida.

−Sabe que se ela saiu apenas eu e você podemos rastrear, não é? Ela me diz e eu sabia onde queria chegar.

−Eu sei, vamos fazer isso, apenas preciso de uma boa babá! Digo e ela concorda – Preferia que fosse você...

−Não faz isso comigo! Ela pede me abraçando – Se sair e me deixar eu...

Katie se cala, penso nas palavras de Rick, no quanto ela tinha sofrido.

−Tudo bem, vamos pedir ao Rick e a Michonne! Eu concordo.

−Você rouba Nick! Megan declara e rimos.

−Você não sabe perder! Ele responde e corre para o colo de Katie – Katie ela brigou comigo! Ele choraminga e minha pequena o abraça carinhosa, depois olha para Megan.

−Querida se te consola, não é a única que sempre perde, e se os ratinhos ficarem brigando eu não vou mais deixar jogarem esse jogo.

Escondo um sorriso, ela sempre era linda, mas quando estava sendo mãe me deixava maluco, adorava aquilo. Megan faz bico e Nick também.

−Que tal um abraço de irmãos, e um pedido de desculpas?

Eles se abraçam e fazem o pedido de desculpas mais falso que já vi na vida, e tenho muita vontade de rir, mas achei que não era boa ideia, Katie podia querem me colocar de castigo.

Descemos para jantar, Hershel se aproxima, as crianças estavam por perto com Beth e a Bravinha, mas não podiam ouvir nossa conversa.

−Amanhã vou tirar seus pontos Daryl, e acho que sabem que Nick não precisa mais de curativos, o que ele precisa agora é aceitar o que houve.

Katie me abraça, eu sabia que ela tinha medo de magoá-lo.

−Sim já sabíamos disso! Eu aviso.

−Pensei em aproveitar o momento e dizer que agora os dois estão bem, talvez isso o ajude.

−Vamos lidar com isso! Eu aviso olhando para Katie.

−Isso vem no pacote, mas se ajuda estão indo muito bem! Ele diz se afastando.

−Vamos fazer ele aceitar pequena, ele é um menino muito esperto! Eu digo ela se recosta em meu peito e sinto saudade de ter um momento com ela, de poder beija-la e tocar seu corpo.

−Sinto tanto sua falta! Ela me diz como se lesse meus pensamentos – Pelo menos amanhã você tira os pontos! Um sorriso cheio de malicia brota em seu rosto me deixando zonzo, aquele desejo que tinha por ela nunca tinha fim.

Notas finais
Espero comentários,
fico contente quando alguém dá um oi.