Fim Dos Tempos

24 Capítulo 24 - Todas as lágrimas do mundo


Notas iniciais
Mais um,
Espero que gostem!

Pov – Daryl

Fico Olhando minha pequena, que me olhava com aqueles olhos verdes cheios de doçura, até poucos dias, éramos só nós dois lutando para sobreviver, sem nem imaginar que aquelas duas crianças existiam, e agora eles estavam ali, dormindo entre nós, nos pedindo tudo que tínhamos, eu queria recusar, queria seguir em frente e fingir que eles não existiam, mas assim como Katie eles tinham invadido minha vida de um jeito que não tinha volta, simplesmente me pertenciam, eu não podia fugir.

−Por que tinham de ter a minha história? Pergunto quando percebo que já dormiam – Por que não podia ser a sua, por que a vida fica o tempo todo me testando, não basta os mortos terem se levantado?

−Acho que é um jeito de te dar uma chance de reescrever essas páginas! Ela me diz enquanto fazia um carinho leve em meu rosto.

−Agora eu sei o que sentem, conheço esse medo, essa angustia, sei do que precisam! Eu a puxo para mim, por que precisava dela, precisava da sua coragem – Mas não sei como dar isso a eles, não levo jeito para isso, a vida me fez duro...

−Como pode acreditar nisso? Ela me corta, me olhava com toda aquela força que só minha pequena tinha – É tão melhor do que eu com eles, eu sempre paraliso e hoje, com Megan, fiquei sem reação e foi você que faz o que tinha de fazer, não vê o quanto é bom com eles, comigo?

−Quando ela disse... – Eu me esforçava para falar, para me abrir, por que só conseguia com ela, por que Katie era a única que me conhecia, só com ela podia ser eu, não precisava esconder minhas fraquezas por que ela as conhecia e não se importava – Quando contou sobre o pai, me senti no lugar dela, muitas vezes quis ter alguém para contar, e não tinha, não esperava que ela dissesse que me queria como pai, pensei que estavam aqui por você, assim como eu, fascinados pela minha pequena! Eu a beijo quando ela sorri.

−E por que acha que eu estou aqui? Ela me pergunta e me beija como se não pudesse resistir.

−Por que é maluca! Eu realmente achava isso, mesmo em um mundo sem opções, mas sabia que ela me amava e simplesmente queria estar comigo, e isso não tinha nada a ver com o fato de merecer ou não – Sei que me ama, acredito mesmo nisso, não vai ficar brava!

−Estou aqui por que você é especial, e é meu e Megan tem uma péssima mira por que devia ter acertado o vinho na cara dela! Minha pequena estava mesmo furiosa e acabo rindo.

−Com ciúme senhora Dixon? Brinco começando a me acalmar.

−Com raiva, muita raiva! Ela responde, depois sorri e me beija – será que um dia eles vão poder ter a própria cela? Ela diz os olhando e eu acaricio seu rosto arrumo seus cabelos atrás da orelha ela me beija.

−Seria bom, mas somos muito moles! Simplesmente constato – Acho que vamos mimá-los demais.

−Mergulhados até o pescoço no mundo dos coelhinhos brancos! Ela suspira resignada – Duvido que Sasha iria nos achar assim tão impressionantes se visse o que eles fazem conosco.

−É minha pequena, você como sempre está certa, o que vamos fazer?

−Não tem mais jeito, vai ter que vender a moto e comprar um utilitário! Ela ri da minha cara de assustado.

−Me ameaçar não ajuda sabia? Eu a beijo e ela corresponde, mas nos afastamos, não estávamos sozinhos – Melhor tentarmos dormir, antes que as coisas esquentem demais! Katie faz bico e se recosta no meu peito – Boa noite!

−Eu te amo!

−Eu também te amo!

Acordo ouvindo uma pequena discussão dos irmãos, não abro os olhos, querendo descobrir até onde iriam, estava achando divertido.

−Por que não posso acordá-los, já está de dia? Nick cochicha.

−Fala baixo Nick! Megan reclama.

−Eles não vão mandar a gente embora, até mataram o zumbi!

– Você quer estragar tudo?

−Você que estraga tudo, é uma chorona!

−A Katie também é! Ela se defende.

– Duas choronas! Ele continua e eu preciso fazer um esforço para não rir e sinto Katie fazendo o mesmo – Eu e o Daryl que temos que aguentar! Katie não aguenta e começa a rir, então se senta e eles nos olham.

−A é seu ratinho, quer dizer que sou uma chorona? Ela o puxa para seus braços, fazendo cocegas nele que ria, mas não tentava se livrar – E você ratinha, também me acha uma chorona? Ela a puxa e fico olhando os três rindo e brincando, achando tudo perfeito.

Katie os liberta e cansados eles se sentam.

−Vamos descer? Ela os convida, depois vem para meus braços e me beija – Me acha uma chorona? Pergunta com aqueles olhos inocentes, meu coração ainda acelerava cada vez que ela me olhava daquela maneira.

−Minha chorona, só minha! Eu a abraço, querendo ficar ali para sempre, por que sabia que assim que saíssemos por aquela porta, ou grade, o mundo nos atingiria sem piedade, e estaríamos de novo entre os mortos.

−Podemos brincar lá fora? Nick pede e acabo soltando Katie.

Hershel faz o curativo muito contente, diminui as bandagens e garante que logo ele estaria livre delas, mas Nick ignora, ele evitava olhar para mão, como se quisesse apagar o que tinha lhe acontecido.

Fico pensando que num mundo como o nosso, todos tínhamos alguma mutilação, interna ou externa, ninguém tinha escapado.

Nos reunimos mais uma vez diante do mapa, todo grupo de busca, quem sairia e quem ficaria, sempre precisávamos saber que caminho o grupo tinha seguido, para o caso de termos de sair num resgate.

Depois abro o portão para eles e sigo com Glenn para o trabalho, Maggie e Katie reúnem os grupos e começam suas aulas, Maggie chamava os zumbis para o portão para ensiná-los como matá-los, minha pequena treinava as crianças Megan erra mais uma vez e rio ao me lembrar dela reclamando da mira da ratinha.

Estava distraído quando o velho hipócrita se aproxima.

−Podemos falar? Ele pede.

−Quer matar mais alguma criancinha? Eu pergunto, sim ainda era o mesmo Daryl, ao mesmo com estranhos, vejo um lampejo de algo que não reconheço nos olhos do homem, raiva, cinismo, mas ele esconde a verdade em um sorriso falso.

−Sinto muito, foi imperdoável, demorei para compreender o que estava acontecendo, em Woodbury éramos muito protegidos, a verdade é que meio que continuamos com nossas vidas, como se nada tivesse realmente mudado.

−A custa de muito sangue! Eu o lembro.

−Talvez! Ele diz me irritando, talvez merda nenhuma, sim, muito sangue inocente tinha corrido – O fato é que não nos envolvíamos muito uns com os outros, éramos como vizinhos assistindo a vida alheia pela janela, quando alguém sumia, não nos perguntávamos por que ou como, o fato é que vim me desculpar, sou um homem forte e posso ajudar.

−Vamos ver, tenho muito trabalho agora.

−Eu me virei uns meses antes de chegar em Woodbury, sei como matá-los, e posso ajudar aqui também.

Olho para o homem sem acreditar muito em suas palavras, mas decido que era melhor tê-lo por perto e ficar de olho.

−Pode carregar essas barras de ferro para as cercas, vão ser úteis, para matar zumbis.

−Claro! Ele me diz e se afasta carregando as barras de ferro em direção a cerca me viro e dou de cara com Carl me olhando.

−Não confio nele! Carl me diz sério como de costume.

−Nem eu, vamos ficar de olho! Sabia que ele me ouviria e era bom ter mais alguém para ajudar – Agora me ajuda aqui com essas caixas, Beth precisa de suprimentos.

Só me junto a Katie na hora do almoço, ela me abraça sorridente, as crianças em seus calcanhares, achava aquilo divertido, e a beijo.

−Fico pensando se nos acostumaríamos com uma vida como a de antes, com trabalho de oito as cinco e salário no fim do mês! Ela comenta.

−Sem adrenalina? Eu brinco – Entediada pequena?

−Nunca! Ela ri – Apenas acho que depois de tudo, mesmo que eles sumissem todos não saberíamos mais viver de outra maneira.

−Com o que sonhava antes de tudo? Eu pergunto.

−Com uma fazenda cheia de bichos, caçadas em família no fim de semana e crianças! Ela diz e eu podia vê-la numa vida como essa.

−E você?

−Uma fazenda cheia de bichos, caçada no fim de semana, mas nunca achei que um dia teria uma família, não até ver você.

Megan puxa minha blusa e eu a olho, eles estavam sempre ávidos por atenção.

−Quase acertei o alvo hoje! Ela conta orgulhosa.

−Duas atiradoras de facas! Eu brinco – E você Nick, o que fez?

−Também tentei, mas prefiro a besta, Katie diz que é assim que chama, vou crescer um pouco antes.

−Acho uma ótima ideia! Beth estava servindo o almoço, Carol estava de ressaca e vejo um sorriso satisfeito no rosto de Katie, nunca entenderia como ela podia ter ciúme de quem quer que fosse.

Comemos juntos, depois ela me deixa mais uma vez, precisava ajudar Maggie em algo dentro da prisão e as crianças ficam com Beth e a bravinha, volto para fora, Glenn estava numa das celas, organizando nossas armas que agora ficavam quase sempre trancadas, o velho se aproxima, olho em volta quando o vejo caminhar em minha direção, não tinha quase ninguém do lado de fora.

Sem paciência para conversar, volto para meu trabalho. Ouço seus passos muito próximos e quando penso em me virar, sinto uma lamina atravessar minhas costas, ouço um tiro.

Quero fazer algo, me movimentar, entender o que estava acontecendo, mas sinto as pernas enfraquecerem, a vista embaça e fico tonto.

Penso em Katie, seus lindos e doces olhos verdes, caio e escuto gritos, correria, então era isso, eu estava indo para o inferno encontrar meu irmão, não veria de novo Katie − Você não desiste, eu não desisto − As palavras dela me invadem, vindas de algum lugar distante, precisava aguentar, precisava esperar Rick voltar, arrancar dele uma promessa, ele tinha de proteger minha pequena, meus ratinhos, meus filhos, Rick tinha de mantê-los vivos.

Luto com a escuridão, as vozes cada vez mais longe, tento abrir meus olhos, estavam pesados demais, não podia me entregar, queria me despedir.

Quero ver Katie mais uma vez, dizer que a amo, meus ratinhos, agora eles eram meus, não queria deixá-los, meus filhos, a escuridão me engole.

Pov – Katie

Estava caminhando para fora do nosso bloco, para ver Daryl, tinha sentido uma saudade louca dele, uma vontade de estar em seus braços tão grande que simplesmente tive de sair para encontra-lo. Eu sorria, como podia sorrir quando algo assim estava acontecendo, eu o vejo e vejo o homem a meio metro dele, então ele o acerta, fico muda, sem forças, Carl atira derrubando o homem que cai antes mesmo de Daryl.

Enquanto eu corria para ele, Carl fazia o caminho oposto gritando por Hershel, não podia perdê-lo, não podia, me ajoelho a seu lado, desesperada, ele respirava.

−Você não desiste, eu não desisto! Eu grito sobre ele – Não me deixa meu amor, não me deixa!

Hershel se aproxima alguém me segura, ouço o choro das crianças, não podia consolá-los, queria meu amor, minha vida.

−Ele vai viver Hershel, ele vai viver! Eu gritava – Faça ele viver, traz ele de volta!

−Ele está perdendo sangue! Hershel diz, não acho que tenha atingido nenhum órgão – Vamos levá-lo para dentro.

O carro de Rick chega e Daryl é levado para dentro, todos falavam ao mesmo tempo, não ouvia ninguém, nada me interessava, apenas Daryl.

Tínhamos muita coisa que encontramos na enfermaria, e remédios, ele não podia morrer, eu segurava sua mão, não queria deixá-lo ele precisava saber que eu estava ali, para não desistir de mim, das crianças.

Megan e Nick estavam ao meu lado tão desesperados quanto eu, Hershel começa algum procedimento.

−Katie! Ele diz meu nome – Minha pequena, meus ratinhos, meus filhos, protegê-los.

As palavras eram claras, embora ele parecesse inconsciente, e ele as repetia sem parar.

−Você não desiste, eu não desisto! Eu apertava sua mão, tocava seu rosto, queria senti-lo, queria ver a imensidão de seus olhos azuis me revirando – Precisa lutar! Estava entregue as lágrimas.

−Estanquei o sangramento, acho que foi só uma veia, não parece ter perfurado nenhum órgão, precisamos de sangue, o material para transfusão está em bom estado.

Eles sabiam seu tipo sanguíneo por que quando Carl precisou ele, assim como todos, se ofereceu para doar, queria que fosse o mesmo que o meu, queria poder salvá-lo, mas não era, Tyresse se oferece e ele nunca seria capaz de saber o quanto era grata.

−Ele vai viver, Hershel, prometa! Ele me olha sério.

−Não sei Katie, acho que podemos superar isso, não desista está bem! Ele me pede e eu sinto mais uma vez minhas pernas falharem.

Depois da transfusão ele fica em silêncio, aquilo me deixava fraca, ele não me chamava mais, não pedia para nos protegerem, eu chorava como se fosse dona de todas as lágrimas do mundo.

Não sei quanto tempo se passou, depois da transfusão Hershel se aproximou de mim, tocando meu braço com a gentileza de quem quer dar uma má noticia, não o olho, não queria ouvir.

−Ele vai viver! Eu o desafio, desafio Hershel, Deus e o diabo, ninguém me tiraria Daryl, ele era minha vida, não continuaria sem ele, simplesmente por que eu não podia.

−Katie, não posso fazer nada por enquanto, ele precisa descansar para sabermos como vai ser.

Estávamos numa cela, olho em volta, era o quarto de Michonne, a primeira cela, pisco tentando voltar a realidade.

−Acho que precisa descansar um pouco, leve as crianças para seu quarto eu fico com ele.

−Aqui, ele vai ficar aqui? Eu pergunto – Não, por favor, não posso, não posso ficar lá sem ele, Rick! Eu o olho angustiada – Rick por favor, não poso ficar lá, não sem ele, não como se ele não existisse mais, ele pode descansar lá, onde posso pensar que nada aconteceu.

−Katie! Eu olho em volta, num pedido mudo por ajuda, Carl chorava, e Beth e Maggie abraçada a Glenn – Por favor! Rick pede.

−Leva ele pai! Carl me ajuda.

−Vamos! Glenn me olha se oferecendo e os homens carregam Daryl para nosso canto, eles o colocam no colchão no chão onde poderia ficar com ele e nossos ratinhos que nos seguiam entregues as lágrimas.

Eu me deito com ele, me enrosco em Daryl, sentindo seu cheiro, Megan e Nick fazem o mesmo, me lembro de seu olhar feliz de quando acordamos – Minha chorona, só minha!

−Katie, não fique tão perto! As palavras de Rick são como um soco, e só me fazem envolvê-lo ainda mais.

−Ele não vai me deixar! Eu digo cheia de esperança.

Todos se retiram, ouço uma conversa baixa do lado de fora e Glenn se senta no chão na porta da cela com sua pistola.

−Desculpe Katie! Ele me diz com a voz embargada – Sei que não pode fazer se for preciso! Eu fecho meus olhos, era bom que ele tivesse duas balas eu penso.

Não saio dali, Megan e Nick também não, vejo Hershel voltar a vê-lo duas vezes e Rick trocar de lugar com Glenn, minhas lágrimas corriam, assim como a das crianças, nossos ratinhos.

−Ele disse que somos filhos dele! Megan diz baixinho quando começa a escurecer.

−Disse! Eu respondo, estávamos cada uma de um lado dele, abraças a Daryl, Nick se encostando em mim, o rosto escondido, chorando tanto quanto eu.

−Quando ele acordar podemos chama-lo de papai? Suas palavras me fazem soluçar de medo, de esperança, tudo confuso, zumbis não eram nada diante daquele apocalipse pessoal.

−Acho que ele vai adorar! Sorrio por entre as lágrimas por que sabia que isso o deixaria orgulhoso e envergonhado, e o deixaria com medo de ficar com cara de idiota.

Aperto a mão da minha ratinha, lhe dando esperança e me encolho mais envolvendo-o, Rick nos olhava de longe, Carl entra na cela e fica distante, em seu choro mudo.

Hershel vem nos ver, mais um vez, sorri esperançoso, depois de examiná-lo.

−Ele vai sair dessa Katie! Ele me diz sorrindo – Está se recuperando, vai acordar!

Meu coração se enche de esperança, as lágrimas ainda rolavam, eu beijo Daryl de leve, o dia amanhecia e assim como o céu, meu coração se enchia de luz.

Nick e Megan sorriam sentados na cama, Beth estava com o pai, eu a olho, era a melhor amiga que poderia ter, trazia uma bacia com água quente e toalhas.

−Trouxe para poder limpar todo esse sangue dele, deixá-lo mais confortável, vou levar as crianças para comerem.

Me afasto de Daryl apenas o suficiente para abraça-la e beijar o rosto de Hershel, eles me sorriam.

−Vão com a Beth, só um pouquinho! Eu peço e eles concordam, olho para Rick que se levanta da sua vigia. Ele atende meu pedido mudo e nos deixa.

Pego roupas limpas para ele, depois me ajoelho a seu lado, tomando todo cuidado do mundo, para não machucá-lo.

−Precisa acordar meu amor! Eu pedia enquanto o despia e limpava seu corpo – Não pode me deixar sozinha!

Ele respirava tranquilo, como se dormisse apenas, limpo seu corpo, o corpo que eu conhecia mais do que o meu, e que amava, visto roupas limpas nele, olho o curativo quase em cima de onde a flecha uma vez o atravessara.

−Eu te amo! Eu digo em seu ouvido – Volte para mim! Peço baixinho.

Deixo a bacia e as roupas sujas e rasgadas perto da porta, quando ele acordasse, e só depois disso eu sairia dali, volto para seus braços, me aconchego a ele, só estávamos descansando, nada além disso, aquele era Daryl Dixon, nada o derrubava.

Meus ratinhos voltam, os olhos vermelhos numa mistura de sono e choro, se deitam, Megan ao lado de Daryl, Nick do meu lado, ele enfia o rostinho nas minhas costas, se misturando aos meus cabelos e penso em como era bom tê-los comigo, dividindo minha dor e minhas esperanças.

−O papai vai sarar! Megan me diz fechando os olhos, eles adormecem e continuo em minha vigília, vejo Glenn voltar para seu posto e penso o quanto aquilo nos feria a todos.

−Precisa dormir um pouco Katie! Hershel me diz no fim da tarde quando trocava seu curativo.

−Eu não posso! Simplesmente não podia.

−Não tocou na comida que Beth te trouxe!

−Quando ele acordar! Eu prometo.

Hershel nos deixa, as crianças estavam alimentadas e de novo deitadas em volta de mim.

Pov – Daryl

−Quando o papai acordar vou contar a ele que agora os dois temos curativos! Ouço a voz de Nick muito longe.

Meu corpo doía como se um trem tivesse me atropelado, algo queimava minhas costas, sinto o conforto do corpo de Katie me envolvendo, sua cabeça em meu peito como todas as manhãs, e o perfume de seus cabelos.

−Acha que o papai vai ficar bom logo Katie? Era aquela voz infantil de Megan, agora o som estava mais próximo.

−O papai mata zumbis todos os dias é claro que vai! Nick responde.

Quem era papai e por que diabos eles colocavam aquela palavra em todas as frases?

Notas finais
Comentem!