Fim Dos Tempos

13 Capítulo 13 - Sem acordo


Notas iniciais
Mais um capitulo, espero que gostem.

Pov – Daryl

Estava sentado lá fora, limpando minha besta enquanto ouvia sem muita atenção os gruídos daqueles infernais comedores de carne. Katie estava com Beth cuidando das coisas lá dentro, era incrível como mulheres pensavam. O mundo estava acabando, tínhamos uma guerra a caminho e elas estavam preocupadas em trocar lençóis, eu rio da ideia, afinal era isso que me fazia amar Katie, sermos diferentes e ao mesmo tempo iguais.

Tínhamos ficado de guarda até o meio da noite depois Michonne e Rick nos substituíram, Merle, não fazia parte do grupo de vigia, se nem eu confiava nele para isso imagine o restante do grupo, fui para minha cela com Katie, e tivemos mais uma noite perfeita como todas que passávamos juntos, eu não entendia como logo quando o mundo decide acabar coisas boas começam a acontecer comigo, nunca diria a ninguém, mas era mais feliz agora.

Eu estava distraído e Merle se aproxima, senta silencioso perto de mim, desde que nos reencontramos era só briga e eu tentando faze-lo calar a maldita boca, por isso estranho seu silêncio, tinha algo que precisava saber e decido que aquele era o momento, estávamos sozinhos, Rick já tinha partido com Carl e Michonne, e todos pareciam ocupados.

−Os caras que estavam com você na floresta... os que... você sabe...

−Dois não chegaram ao fim do dia, morreram devorados e gritando como menininhas, o outro ainda durou mais uma semana.

Fico aliviado, aquela história queimava minha mente, se estivessem em Woodybury eu queria saber quem eram para poder acabar com eles pessoalmente.

−Isso é bom! Eu digo voltando a ficar em silencio.

−Ela lutou bravamente! Ele diz do nada – Fiquei impressionado, quando vi as facas dela voando em Woodybury me lembrei na hora, nunca esperei que ela tivesse sobrevivido.

−Katie é valente! Eu elogio cheio de orgulho – Passou um ano sozinha lá fora, sobreviveu!

−Ele vai matá-la! Merle me diz e eu não o olho, sabia o que ele estava tentando fazer – Se Andrea a reconheceu ele também vai reconhecer e pode apostar a morte dela vai ser tão dolorosa quanto a minha ou a de Michonne.

−Isso não vai acontecer, eu vou mata-lo antes disso.

−Você já vai estar morto agora que resolveu se atirar na frente de tudo que é bala para proteger essa gente! Merle esbraveja eu o olho e vejo seu olhar de desprezo, não por mim, mas pelo que eu era capaz de fazer por todos.

−Essa gente agora é a minha gente, Rick, Glenn e o T voltaram comigo para busca-lo, eu não pedi, eles decidiram, mas você é um imbecil e preferiu cortar a porra da mão e partir! Me irrito.

−Que posso fazer, sou impaciente! Ele ri – Ela seguiria com você, depois da cena de casalzinho apaixonado que assisti na floresta, vamos dar o fora essa briga não é sua, nem dela.

−Está errado, essa briga é minha e da Katie, por que pertencemos a esse lugar, lutamos por ele!

−Vai morrer por eles, ou só para ela te achar corajoso?

−Podemos vencer! Eu respondo querendo desesperadamente acreditar nisso.

−Não tem chance, eles são muitos! Ele me diz e eu paro o que estou fazendo para olhar para ele, sabia que Merle apesar dos pedidos também não fugiria, lutaria do meu lado, até o fim, queria desobriga-lo de ficar, dizer que ele podia ir quando quisesse, que eu não me importava, mas me importava com ele, queria meu irmão por perto com todos os seus defeitos por que sabia que a vida dele não tinha sido melhor que a minha e que se vencêssemos ele também podia aprender a viver com o grupo e quem sabe se sentir em casa.

−Se eu cair, pode cuidar dela, faria isso por mim? Peço a ele e Merle me olha por um tempo tentando decidir sobre isso.

−Parece que agora ela é uma Dixon, se quer ela viva é assim que vai ser! Ele me deixa de novo sozinho.

Fico grato, Katie não gostaria nada disso, Merle podia ser e sempre era insuportável, mas ela acabaria aprendendo, me suportava então podia suportá-lo também, não gosto de pensar nisso, em deixa-la, eu só estava de pé por ela, mas se morresse precisava acreditar que ela continuaria sem mim, o mundo precisava de gente como ela.

Como se estivesse ouvindo meus pensamentos ela se aproxima de mim e se senta no meu colo, me beija de leve e sorri.

−Quando vai me contar? Ela pede e fico surpreso.

−Contar o que? Pergunto.

−Que marcaram um encontro com o governador num lugar neutro e que se ainda não me disse é por que vai com Rick e eu não sou bem vinda.

−Como sabe disso? Franzo a testa surpreso por que realmente era esse o plano e eu estava evitando o assunto por que seria difícil convencê-la.

−Elementar! Ela ri – Glenn e Maggie!

−Claro! Eu rio sem muita vontade – Mas está enganada sobre os motivos. Não quero que fique apenas para te proteger, até por que não sei mais se estamos seguros aqui!

Ela me olha surpresa, passa a mão no meu cabelo e me beija.

−Então por que?

−Se for uma emboscada, você precisa ficar e lutar, sem mim e Rick você é uma das mais fortes, junto com Glenn e Maggie.

−Se for uma emboscada acho bom o senhor voltar para casa assim mesmo, ou vai estar encrencado! Ela diz brava e sorrio, queria muito uma vida assim, Katie reclamando de eu chegar tarde do trabalho.

−E preciso que cuide do Merle, ele dá mais trabalho que a Bravinha! Ela balança a cabeça – Acho que se tem alguém aqui que pode controla-lo quando eu não estiver é você, ele te respeita.

−Pode apostar, se ele se comportar mal ponho ele de castigo! Ela se levanta e me puxa – Vamos comer, e depois preciso que faça uma coisa muito importante.

−O que?

−Alguém tem de fazer a Judith dormir, ela está impossível e por alguma razão você é bom nisso!

−Também sou bom em te colocar para dormir! Eu digo trazendo ela para meus braços e beijando seu pescoço.

−Dormir é algo que temos feito muito pouco e não, eu não estou reclamando, muito pelo contrário, fico me perguntando por que demoramos tanto.

−Eu sei! Digo para ela enquanto caminhávamos para dentro, ela me olha com aquele doce sorriso cheio de inocência e eu me derreto – Achava que era uma adolescente, só quando disse sua idade é que comecei a pensar que tínhamos uma chance.

−Adolescente! Ela ri e eu a puxo para mais um beijo.

−Não ria, foram dias torturantes! Eu a repreendo.

−Mas disse que nunca tinha pensado sobre isso? Ela me questiona.

−Menti! Entramos e nos juntamos aos outros, depois do almoço sigo com a Bravinha nos braços para fazê-la dormir com a irritante risada do meu irmão ecoando pela prisão, que se dane ele é um babaca.

A chegada de Rick nos enche de esperanças, ele trazia muitas armas e munição, muito mais do que achávamos que conseguiríamos, e também estava convicto que Michonne era confiável e que lutaria conosco, tanto melhor eu penso, ela era uma grande guerreira, me lembrava um desses personagens de quadrinhos, mas era boa.

Merle e Michonne achavam que deveríamos atacar de surpresa, mas Rick não queria colocar inocentes em risco e tinha esperanças de um acordo, eu sabia que aquilo era só baboseira, eles nunca chegariam a um acordo e acabaríamos lutando cedo ou tarde.

Ficamos discutindo estratégias e testando as armas até anoitecer, na manhã seguinte iriamos ao encontro do tal governador, passo a noite com Katie em meus braços, entre a gente era sempre como uma despedida, ou como a primeira vez, sempre intenso, acordo com ela encolhida em meus braços quando abro os olhos ela geme e me lembro de quando tomamos a prisão.

−Sei que não quer que eu vá!

−Sei que tem que ir! Suspiramos e eu a beijo e depois saímos da cama e sigo ao encontro de Merle, ele queria ir junto mas eu sabia que ele poria tudo a perder.

−Você é um babaca! Ele me diz e eu o ignoro.

Depois de me despedir da Katie pego minha moto, Rick segue de carro com Hershel, ele era sensato e eu sabia que estava inda para segurar minha besta, eu não era um cara paciente.

O lugar estava calmo, um ou dois zumbis mortos e mais nada, fico em alerta, Rick entra num galpão abandonado, fico do lado de fora de olho nele e em Hershel, tinha cuidar do bom velhinho, Katie era louca por ele.

Um carro se aproxima e aponto minha besta, era Andrea e dois homens do governador, ela fica surpresa por saber que o cara já estava lá e isso só deixa claro para mim que aquela conversa era inútil.

Me estranho com o lacaio do governador e seu mordomo, como previsto, Hershel segura minha besta, zumbis se aproximam e acabamos indo juntos pega-los aquele sim nosso verdadeiro inimigo.

Mando o cara na frente por que não lhe daria as costas ele me chama de covarde não ligo ele era um babaca, depois pego o outro e meio que para homenagear minha pequena que não estava lá pego mais um atirando minha faca, estava aprendendo de tanto vê-la fazer isso.

Fumamos um cigarro juntos, esquecidos de nossas diferenças, o cara tinha perdido tudo, mulher, filhos, me dou conta que tinha sorte, eu tinha uma mulher e meu irmão, e meus amigos, que eram uma família.

−Sua mulher é a que atirou aquelas facas? Martinez, esse era o nome dele, me pergunta.

−Que diferença faz para você? Fico bravo.

−Nenhuma, só ia dizer que ela é boa, a outra também é, não temos mulheres assim em Woodbury.

−Azar o seu, elas vão arrasar com você quando chegar a hora! Eu o ameaço sem resistir, rio e volto para perto de Hershel que conversava com o mordomo do governador.

Logo depois Andrea e Hershel se reúnem, percebo que ela estava arrependida, sinto pena, mas a escolha era dela.

Os dois saem e eu logo vejo que não tinha acordo, era hora de lutar, penso subindo na moto em direção a prisão, estava louco para ver Katie e preocupado com Merle.

Pov – Katie

Me despedir de Daryl era dolorido, estávamos acostumados a fazer tudo junto, mas ele tinha razão eu precisava cuidar das pessoas e manter Merle sob controle.

Arrumávamos nossas armas, preparávamos a prisão para o ataque e então Marle decide começar um problema.

−Sabemos onde ele está podemos ir até lá e acabar com isso, essas armas sim vão ser bem úteis, essa é nossa chance.

−Não, não vamos arriscar, não quero colocar Rick e os outros em perigo, eles podem acabar como reféns ou pior, vamos ficar! Glenn diz, eu ainda estava em silencio esperando que aquilo fosse suficiente para Merle.

−Eu não vou ficar aqui enquanto meu irmão está lá! Ele diz me olhando, me pedindo ajuda, eu nunca trairia a confiança de Daryl, ele me pediu para ficar e era isso que faria.

−Eu vou sozinho se querem assim! Ele começa a arrumar uma mala com armas e munição, Glenn se estressa e parte para a porta para impedi-lo de sair, como dois meninos medindo forças, tento manter a calma.

−Meu pai sabe se cuidar! Carl diz caminhando para deixar o ambiente.

−Seu pai vai ter uma estaca na cabeça logo, logo! Ele esbraveja e Carl sai em silencio.

−Não diga essas coisas para ele! Eu sou firme, tentando deixar claro que as coisas não seriam como ele queria mesmo sem Daryl ali.

Merle me olha e sinto um leve arrependimento, muito leve, mas um começo, continuo a arrumar as armas separando a munição de acordo com a arma, ele pega a mala e caminha para porta, Glenn o impede e quando vejo estão rolando no chão com Maggie e Michonne misturadas na briga, me irrito profundamente e pego uma pistola, ninguém me ouviria atiro para cima e surpresos eles se afastam.

−Se vão ficar rolando no chão como adolescentes numa briga de escola então vou manda-los para diretoria! Eu digo muito séria, envergonhados eles se separam e seguem para lados opostos, bufo e volto a meu trabalho, mas Michonne e Merle seguem na mesma direção e eu sabia que logo, logo eles se engalfinhariam e nesse caso não seria rolando no chão para no máximo sujar as calças eu sigo os dois em silencio.

Escuto a conversa sem ser vista e nem um pouco preocupada se era ou não elegante fazer aquilo, Merle tentava convencer Michonne a seguir com ele e pegar o governador oferece a ela a cabeça do homem e isso me preocupa eu sabia o quanto ela queria pegá-lo, mas para minha surpresa e alegria ela se nega, eu agradeço mentalmente, seria impossível segurar os dois, Michonne se afasta e Merle se vira.

−Pode aparecer, cunhadinha! Ele diz com a voz de deboche que ele adorava – Sei que está ai.

Vou até ele e o olho nos olhos, medindo forças, deixando claro que não era uma marionete e que minha opinião não mudara, depois de um tempo ele me dá as costas e se afasta, eu sigo para outro lado e começo a rezar para o três chegarem.

Eles não demoram e fico grata quando o carro volta e a moto de Daryl entra no nosso pátio ele desce me abraça e seguimos para dentro, pelas caras as coisas estavam péssimas.

−Conversei com o tal governador, ele quer nossa prisão, mais do que isso, ele quer todos nós mortos, vamos lutar!

Era um chamado, um pedido, e estávamos realmente prontos, defenderíamos uns aos outros e lutaríamos, pela nossa casa e pela nossa família.

Abraço Daryl, sim eu tinha medo, medo de morrer e medo de perde-lo esse era meu maior medo, vê-lo cair.

−Você não desiste, eu não desisto! Ele me diz e eu concordo antes de beija-lo e me afastar com ele, precisávamos ficar juntos aproveitar o tempo que nos restava.

Notas finais
Comentem, quero saber o que estão achando!