Fim De Jogo.
3 A primeira peça retirada.
Notas iniciais
Andy estava na mesa, tentando terminar de tomar seu café, mais seu estomago se embrulhava so de pensar na noite anterior.
- Bom dia querida. – Seu pai surgiu com um sorriso cordial.
- Bom dia. — disse Andy terminando de tomar seu leite quente.
- Esta uma linda manha. Eu vou sair para alguns lugares, quer vim comigo? – Aquilo foi pareceu um pedido desesperado. No fundo Joshep so queria resgatar sua filha daquele poço de escuridão onde estava se enfiando.
- Não. – Disse ela mais fria do que queria ser.
- Andy é sábado. – Ele a encarou com piedade. – Podemos comer algodão doce no parque... – Ele sugeriu ingenuamente.
- Pai eu não sou mais nenhuma criança! – ela foi áspera, mais seu pai precisava ver que ela não estava a fim de ser como uma família feliz.
Mas mesmo assim ela percebeu que foi grossa. Seu pai não tinha culpa de nada disso.
- Desculpa. Eu não quis ser grossa.
- Tudo bem querida. – Disse ele tentado não perceber que estava aborrecido. – Conversei com a diretora da sua escola. – Ele parou por um instante encarando Andy. – Eu pedi para sua diretora permiti que você passe uns dias em casa, você precisa se recuperar da morte... – Ele estava tão mal quando Andy.
Andy suspirou.
- Não. – Suspirou o encarando. – Eu estou bem papai.
Ela se levantou seguindo para o jardim.
Andy não conseguia entende por que esse comportamento tão frio, até mesmo com seu pai ela estava agindo cruelmente. Andy suspirou.
Talvez aquelas pessoas tivessem razão. Você é igual a eles. Não! Andy não era igual a eles, e ela sabia disso.
Andy passou a tarde inteira jogada na grama, pensativa.
Ficava olhando aquele imenso céu azulado. Imaginando que se por alguma sorte as coisas pudessem ser diferentes. Ingenuidade da sua parti ela sabia, não existiam mais esperanças.
- Finalmente, aqui esta você. — Andy abriu os olhos, e por algum motivo, sentiu que o pouco de tranquilidade que ainda lhe restava havia ido embora, no momento que cruzou aquele olhar intimidador.
- O que você quer? Será que até aqui você tem que me perseguir?
Andy se irritou. Aquilo já estava sufocando-a.
- Fique calma. – ordenou Niss, em um tom amigável. — Vim te informa que o jogo já começou a mexer suas peças.
Niss permaneceu serio, com um olhar duvidoso.
- Isso eu sei. — Andy deu de ombros.
- Não, você não entendeu. A primeira vitima.
- O que? Alguém já morreu?
- Sim Andy, foi uma garota de 16 anos que se chama Alicia. Morreu aos 90 km daqui.
- Droga!- Andy levou à mão a cabeça, colocando uma grossa mexe atrás da orelha, seu sangue gelou naquele momento, sentiu seu corpo adormecer e seu mundo estremecer lentamente. — Ele ta mais perto do que eu imaginava. – Murmurou ela, demonstrando pânico.
Niss a fitou, e por algum motivo, tocou seu rosto tentando acalma-la. Andy não se afastou estava em choque para brigar com Niss aquele momento.
- Eu estou indo la, preciso ver qual será sua tática.
Andy o encarou. Estava acontecendo tudo de novo, em menos de seis meses.
- No mínimo esta matando com facas ou armas. – Andy não conseguiu esconder seu nervosismo.
- Não. Creio que dessa vez, ele esta sendo mais calculista e mais frio. – Niss lançou seu olhar penetrando. E por alguns segundos Andy conseguiu encara-lo.
- Como assim?
- Você vem comigo?- disse Niss caminhando para fora do seu quintal dos fundos.
Andy odiava estar nas mãos dele, mais ela sabia que não tinha outra opção.
- Mais o meu pai... – Murmurou apavorada.
- Você é quem sabe. – Niss deu de ombros. Mordendo seus lábios inferiores.
Andy quis dar um murro nele, mais não tinha escolha. Olhou para sua casa novamente, e com um aperto no coração seguiu Niss com passos largos e firmes.
Não tinha como fugir mais, a primeira peça já havia sido descartada. Andy so queria imaginar por algum instante queria imaginar quem estaria jogando com ela ocultamente. Aquele era o maior mistério. Quem era o jogador oculto.
* * *
A viagem seguiu em silencio, Andy pressionou seus dedos esguios contra o banco de couro do carro, estava visivelmente apavorada. Ela suspirou.
Niss a olhava discretamente, de alguma maneira ela mexia com ele.
- Você acha que ela foi à primeira peça do jogo? Ou uma jogadora desistente?- Perguntou Andy tentando tirar o clima estranho, e diminuir a tensão do seu corpo.
- Não sei. — Niss deu de ombro. E continua encarando a estrada.
Havia muitas policia no local, uma multidão de curiosos observava de longe.
Niss parou o carro em um beco mais afastado e desceu com Andy ao seu lado.
Os dois seguiram em direção à multidão que parecia surpresa.
Andy enfio o capuz no seu rosto, desde que tudo aconteceu ela se senti mais segura com aquele negocio preto cobrindo metade do seu rosto.
- Oi, o que aconteceu aqui?- perguntou Niss querendo ficar mais á par com a situação.
- Humm... Pelo que eu sei a filha do pastor Marcos se matou, diz que ela se cortou um caco de vidro... — a mulher que aparentava ter uns 50 anos suspirou, parecia inconformada com a situação. — Ah, a coitada era tão jovem. Eu não entendo como ela fez isso, tinha uma aparência tão bondosa. — Disse a mulher dando de ombro e saindo andando.
Andy ficou paralisada, olhando pro nada, precisava coloca os fatos em ordem.
- Será que isso tem alguma coisa a ver com o jogo?- Andy estava em duvida.
Niss a encara, e com um meio sorriso, da de ombros.
- Creio que não. Vem vamos, isso aqui foi uma viagem perdida.
Enquanto caminhavam para irem de volta para seu carro, Niss parou.
- O que foi Niss. Vamos?
- Andy. – Niss murmurou tremulo.
- Fala...
- Vamos sair daqui agora... Esse suicídio faz sim parte do jogo. Venha.
- O que? Mais não foi você mesmo que... – Niss segurou o pulso da garota com força interrompendo-a, foi em direção ao carro como um touro em fuga.
- Niss o que esta acontecendo?
Ele não diz nada, apenas procura às chaves a cega no seu bolso, e tentando encaixar na direção, mais parece impossível.
- Para que tanta presa Niss? ...- disse uma voz que suava bem baixo no banco de trás.
Olharam os dois juntos, Niss suspirou pressionando a mandíbula.
Era Megan, a mesma loira de lábios vermelhos com de sangue e roupa preta. Ela sorriu cordialmente.
Pelo retrovisor Andy pode vê seu sorriso diabólico ser formado pouco a pouco.
- Eu não vou fazer mal a sua namoradinha. – Ela ri. Como se aquilo fosse uma piada.
- Não é isso Megan. – Rosna Niss. Parecia que estava se sentindo ameaçado por alguma razão.
- Eu sei. — ela soltou uma gargalhada, como se escondesse algum segredo.
Andy estremeceu, odiava o jeito que Megan a olhava.
- Infelizmente estou de saída. – Prosseguiu Megan com um sorriso doce porem traiçoeiro. — Ah, antes que me esqueça. Prosseguiu ela enquanto abre a porta da BMW. – Isso é pra você vadia!- Estendeu um envelope preto com letras vermelhas com as inicias "E.D". Andy estremeceu isso fez nascer um sorriso nos lábios de Megan que prosseguiu – Boa sorte vadia.
Megan desapareceu segundos depois.
- Você esta legal?- Andy perguntou para Niss que parecia pálido.
Niss não a olhou diretamente nos olhos, ele parecia realmente assustado.
Eu deveria ta assim. Pensou Andy o encarando.
- Vou ficar bem. – Murmurou Niss pisando firme no acelerador.
A viagem foi um silencio profundo, nenhum dos dois disseram uma so palavra.
Andy não tirava os olhos daquele envelope. Ela estava apavorada, mais o que podia fazer? Aquilo era mais uma jogada para sua sobrevivência. Ela não conseguia entender por que tinha que fazer aquelas coisas absurdas. Mas ela so sabia que tinha que fazer se quisesse respirar ainda. Ela suspira internamente. Esse pesadelo nunca mais terá fim Andy. Pensou ela. Seu rosto estava num misto de pânico e compreensão.
Poucos minutos depois eles já estavam de volta. Estava escuro já. Provavelmente o pai de Andy estava terminando o jantar.
Niss parou sua BMW na frente da casa de Andy. A garota não conseguiu encara-lo, estava assustada e com medo. Ela precisava de alguém, estava obvio, com seu pai não poderia contar, e Niss. Bem ela não confia nele.
Andy segurou firme na trava da porta, e abriu.
- Tchau. – Disse a garota, sem olhar para ele.
Niss toca seus braços, percorrendo seus dedos esguios e firmes até seu ombro.
- Andy... Você vai ficar bem?
- Claro. – Diz ela imediatamente, mais sem convicção alguma.
- Andy, seja o que tiver escrito ai, faça! – Aquilo soou como uma ordem. – Isso é um jogo de morte. E se você tiver fora, você estará morta. – Ele parecia preocupado de alguma maneira.
Andy suspirou. Ela sabia de tudo aquilo. Mas mesmo assim não sabia se queria fazer aquele jogo estranho. Você não tem opção. Ela pensou com certo medo.
Andy não conseguiu articular uma frase, ou palavra, então permaneceu muda.
Niss prosseguiu.
- Estou com você.
Ela o encarou, mais permaneceu quieta. Andy ia sair do carro, quando sentiu os lábios carnudos e firmes de Niss contra seus lábios.
Não foi um beijo, mais um selinho caloroso, pelo menos por Niss. Andy não se moveu, mais também não pediu que parasse, Niss segurou sua nuca, e abrindo a boca lentamente, tocou a língua na boca quentinha de Andy. Mais ela recuou, abrindo a porta.
- Melhor não. – Ela bate a porta com força contra Niss, quando já esta do lado de fora da BMW.
Andy entrou em casa, olhando em volta. Tudo muito calma. Foi até a cozinha.
- Pai!?
Joshep surgiu atrás dos armários, com um sorriso disse.
- Querida, estava preocupado, preparei Almôndegas para jantar. – Ele sorriu com simpatia.
Andy sentiu seu estomago revirar. Não estava com apetite, tudo a enjoava inclusive aquele cheiro delicioso que sempre amou.
- Não estou com fome. – Anunciou ela com um sorriso amarelo.
- Você precisa se alimentar Andy. – Advertiu seu pai.
- Eu comi um lanche na rua papai. – Mentiu ela.
Ele não pareceu satisfeito, mais mesmo assim concordou.
- Vou pro meu quarto, preciso estudar.
Andy estava enjoada e precisa se deitar.
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