Fim Da Justiça

10 É agora que você diz "confie em mim"?


Notas iniciais
Mais um capítulo, galerë! :D Peço desculpas por esse ser ENORME. :) Deixo aqui meus agradecimentos para Munique_Maria, Dimitri e Barbara Cuttita, por favoritar a fic e pelos comentários! *.* Sinestro segue o sinal rastreado pelo anel e vá de encontro ao vilão descrito como "Mentor", mas, afinal, quem é esse cara? Alguém tem outros palpites? É realizada a cirurgia para a retirada da bala de kryptonia em Superman, será que ele ficará bem? Será que Batman finalmente contará para todos da Liga que foi o criador dos planos de ataque? Só posso desejar a vocês, boa leitura!

Sinestro seguia o sinal que rastreou durante a conversa que teve com o tal de “Mentor”. Parou diante de um campo, onde era possível ver alguns contêineres com placas informativas. Tratava-se de uma propriedade privada. Estava cercado por grades altas, portões fechados a correntes e cadeados. Não que isso realmente fosse impedir Sinestro.

Mesmo não sendo mais da Tropa dos Lanternas Verdes, Sinestro agira como um policial espacial à procura de um criminoso. Sondou o lugar, cada centímetro, até se deparar com um contêiner sem fundo. O descobrira pelo anel. Sinestro abriu as portas do equipamento de cargas, sem qualquer dificuldade. Nada era páreo ao seu poder.

Seguiu adiante, descendo, para dentro do contêiner, enquanto sua própria aura amarela iluminava o caminho.

—--

Não estava bem, não podia fazer uma afirmação contrária sobre sua pessoa depois de tudo que aconteceu. Fisicamente, sem nenhum arranhão. Mas, por dentro, seu coração sangrava. Naquele momento, não conseguia sentir remorso por ter atirado no palhaço insano, por mais que tentasse. Ele era um monstro, mereceu esse fim. Pensar dessa forma o ajudava. Porém, o problema maior era a impotência em relação a sua promessa. “Bruce acabará morto. Sentirei-me culpado por não ter evitado o inevitável”, Alfred concluíra.

Não havia, mesmo, algo que pudesse ser feito. Havia de somente aceitar a sina auferida.

Agora, só precisava retirar o corpo daquele assassino dali e...

— N-não... Não... Não é possível... – Alfred sussurrou, temendo o pior, quando não se deparou com o corpo do Coringa em cima do veículo.

—--

Flash, assim como os outros heróis que se direcionavam à Metrópolis, foi instruído por Batman que Superman encontrava-se no apartamento de Lois Lane. O ligeirinho foi o primeiro a chegar. Tentou abrandar uma Lois fragilizada, mas ao ver o “S” ensanguentado no peito do Homem de Aço, ficou difícil para ele mesmo não ficar desesperado.

Zatanna, Caçador de Marte, Mulher Gavião e Lanterna Verde chegaram logo em seguida.

— Gente, ele está mal! – dizia Flash.

— Calma, Flash. Você trouxe o bisturi, certo? – Lanterna tomou a iniciativa.

Com a afirmação de Flash, John Stewart se aproximou do herói baleado.

Quando se tornaram tão vulneráveis? Logo eles, as pessoas mais poderosas do Universo. Bem, depois do que aconteceu se tornara um abissal escárnio descrevê-los dessa forma.

Usando o anel, criou uma espécie de máquina de corte, com um encaixe para o bisturi de kryptonita. Batman e Mulher Maravilha chegaram pouco depois. Todos concentravam-se na cirurgia de emergência que estavam prestes a realizar. Batman ofereceu algumas instruções. Lois ajudou a remover a parte de cima do uniforme do Superman. Após ser magicamente esterilizada por Zatanna, a ferramenta foi entregue ao John que a encaixou na sua máquina de corte. Fez a incisão. J’ohn não tardou para retirar a bala alojada no órgão perfurado, usando sua habilidade de transformar seus dedos em finos tentáculos.

Posteriormente, da bala retirada, a pele de Superman se regenerou. Seus olhos abriram para o alívio de Lois.

—--

— Como isso aconteceu? – indignada, Diana discutiu o ocorrido, mesmo ainda não tendo certeza do que acontecera consigo mesma.

— Lex Luthor – Lois articulou-se. — Aquele desgraçado entrou aqui, fingindo ser o Jimmy.

— Temos que ir atrás de Luthor. Ele deve estar com o Jimmy – Superman dizia, enquanto se recuperava da fraqueza decorrente à pedra nociva.

— Acho pouco provável. – No fundo do cômodo, a voz de Batman emitiu uma fidúcia que fez com que seus colegas olhassem-no duvidosos.

— Por que diz isso, Batman? Ele tentou me enganar, fingindo ser o meu amigo, quem garante que Jimmy não está sendo feito de refém?

— Não faz sentido manter um refém, se o herói de Metrópolis estiver morto. Ele usou seu amigo para que a entrada não fosse barrada. E esse relógio não é o mesmo que o verdadeiro Jimmy costuma usar. – Expôs o acessório que pegara do chão. — Você deveria notar a diferença. – Jogou o objeto para o herói à frente.

Superman analisou o relógio e percebeu a distinta tecnologia. Já devia saber...

— E eu? Pensei que o Lanterna estava dentro de uma caixa de vidro, até descobrir, um pouco tarde, que não passava de mais um holograma do Mestre dos Espelhos – contava o velocista escarlate o seu ataque sofrido.

— E pensei que Shayera estivesse...

— Não, John. Não se torture, okay? – Shayera sussurrou para John, enquanto envolvia o pescoço dele com seus braços. Reconfortando-o.

J’ohn, por sua fez, fixara em seus colegas Zatanna e Batman. O marciano consentiu-se violar a conduta, invadir a privacidade de seu colega soturno para descobrir o que se ocultava. Entretanto, foi pego de surpresa.

— Se quer entender o que está ocorrendo, sugiro uma reunião na Torre – Batman dizia a todos, mas observava Caçador de Marte. — “Vá em frente... Tente.”— O cavaleiro das trevas sabia o que aspirava fazer J’ohn J’onzz, que logo desistiu.

Superman, percebendo a tensão entre os amigos, indagou:

— Você sabe de alguma coisa, Batman?

— Todos sofreram ataques e eu sei quem foi o responsável.

— Então, diga quem foi, oras! – impaciente, Flash acelerou.

— É, Batman, conte-nos quem nos atacou que iremos atrás dele agora... – Shayera empunhou a clava. Já imaginava a sua arma cravada na careca de Luthor, pelo o que fez contra John e Superman. Acreditava piamente que o culpado era Lex Luthor. Tinha que ser.

— Ninguém fará nada. Preciso situá-los do que de fato está ocorrendo, primeiro. Vou esperá-los na Torre.

Batman não aguardou – nem pretendia esperar – por ninguém. Sua prioridade era descobrir como entraram na Torre de Vigilância, e localizá-los para contra-atacar.

No caminho, em sua aeronave, deduzira que Mulher-Leopardo tivesse, então, pegado o comunicador de Diana, pois esteve inconsciente para impedir o furto. Consequentemente, o aparelho fora oferecido ao vilão que atacara J’ohn J’onzz. Mas, o mais importante, já obtinha a informação principal: o verdadeiro autor do roubo de seus planos. Por enquanto, não pretendia deixar seus inimigos cientes que todos os heróis sobreviveram. Agora, a Liga precisava ser cautelosa. Pensava no que ouvira mais cedo, “era a hora de retribuir as visitas”.

—--

Descobrira que o contêiner ocultava um recinto subterrâneo. Os equipamentos que foram possíveis de se avistar eram sofisticados. Soubera que havia um telão à frente, quando o mesmo ligou sozinho.

— Bem-vindo, Guardião Flavescente.— Por trás de Sinestro, uma enorme porta de ferro obstruiu o caminho de volta. Inexplicavelmente, Sinestro não se sentira acuado, estava pronto para abolir com a “progênie” do seu opositor.

— Por que não me enfrenta ao invés de se esconder? Devo dizer que foi uma tremenda idiotice me tirar da luta. Agora, aquela mulher poderá salvar o Lanterna e...

— Escondido? Você tentou me rastrear, só estou deixando claro que você está lidando com uma pessoa precavida. E não vou perder meu tempo explicando motivos de tê-lo tirado do porta-aviões. Na verdade, vou aproveitar a oportunidade de te proporcionar uma experiência tão incrível que não acreditará em seus próprios olhos. É por isso que está aqui, certo?

Simultaneamente, ocorreram várias explosões de luzes diante do Lanterna Amarelo. Infelizmente, não houve tempo suficiente para que o mesmo se protegesse dos feixes. Apesar da sua aura protetora amarela natural que lhe cobria, sentiu gotículas pousarem em sua pele exposta. Tentou abrir os olhos, esfregou-os, mas começaram a arder. Com raiva, disparou raios para todos os lados na pífia tentativa de acertar seu oponente, em vão. Estava perdido no meio de uma treva branca, foi então que se descobrira cego.

Mentor surgiu próximo ao debilitado Sinestro, carregava uma espécie de adaga medieval prateada. Seu rosto estava protegido pelas sombras que invadiam o recinto, após as explosões cessarem.

— Eu disse que você deveria ir embora. Eu avisei que havia pesquisado a fraqueza de meus ditos aliados. Por que não me ouviu? – Deixou em evidência a arma empunhada. Enquanto falava, fixou os olhos no anel amarelo do Lanterna. — Mas sua prepotência foi demasiadamente estúpida.

O misterioso mandante dos ataques contra a Liga sacou a adaga em direção ao Sinestro. Rapidamente, efetuou o corte. O Lanterna Amarelo, se não estivesse impedido de enxergar, provavelmente, não sentira a falta da própria mão no mesmo instante do corte. Mas, aos poucos, a dor dilacerante foi crescendo e tomando proporções inimagináveis. Sinestro estava sem sua mão esquerda, a qual possuía como principal acessório, a arma mais poderosa da galáxia: o anel alienígena dos Lanternas Amarelos.

— Como é ser poderoso minutos antes e se encontrar, agora, cego e sem a sua mão, por um simples mortal? Você esperava por isso, Sinestro? É claro que não. Pois não sou só um simples mortal. – Segurou a mão do alienígena pelos dedos e retirou o anel, depois, jogou-a no chão. Lanterna se encontrava de joelhos, segurava o antebraço. Mentor se aproximou do vilão e sem mais, apunhalou-o na altura do rim esquerdo. Seu golpe final. Sussurrou. — Não serei mais...

Sinestro agonizou em meio a sua própria poça de sangue, em meio ao breu e suas trevas brancas.

Mentor seguiu em direção a saída, após acionar a porta de ferro.

—--

Diante do painel na Torre, Batman assistia toda a cena do ataque sofrido por J’ohn e o resgate feito por Zatanna. Soubera quem o atacara e o como havia sido a agressão contra John Stewart e Shayera no porta-aviões.

Além do óbvio, o mentor dos ataques fragilizou seus alvos usando, na maioria deles, a confiança depositada nas pessoas que integrava a equipe. O vilão havia acertado as peças e como jogar. Apesar de ter poderes psíquicos, J’ohn não poderia duvidar de que aquela que aparecera na Torre seria mesmo a Mulher Maravilha. Flash não deixaria de salvar a vida de alguém, principalmente, se esse fosse o seu melhor amigo Lanterna. Superman não teria agido diferente se, de fato, Jimmy quisesse se matar. E o próprio Lanterna se sentiria eternamente culpado por não ter agido na hora certa e salvado Shayera há tempo. Mulher Maravilha foi outra exceção, já que ela nunca deixara de amar qualquer ser existente, apesar de lutar contra Mulher-Leopardo, tinha sempre a intenção de trazê-la para o caminho certo.

E o Batman? Exceção de tudo o que foi mencionado.

Tinha em mente que ninguém compreenderia suas razões que o levaram a bolar tais planos, mas os faria entender que era necessário. Infelizmente, o que aconteceu e como se sucedeu, serviu de lição – “há males que vem para o bem!”. Deve-se estar sempre alerta, vigilante.

O restante da Liga chegou à Torre. Perguntou de Zatanna, já que ela não se encontrava entre eles. Batman foi informado que ela resolveu permanecer com Lois, em Metrópolis. Todos se acomodaram em seus respectivos lugares na sala de Reunião.

—--

— A Liga ficou sobe ataque por planos criados por mim.

— O quê!? – Diana sobressaltou. Juntamente com os outros que também foram pegos de surpresa.

Batman já esperava as reações que se seguiram, só precisava convencê-los de que esses planos eram essenciais quando houvesse a necessidade. Superman, apesar de possuir a melhor audição que qualquer um que se encontrava naquela sala, não abrangeu o que foi dito.

— Como é? Você é o mentor de todos esses ataques?

— Eu arquitetei planos para cada um de vocês.

— Como teve coragem? – Shayera pronunciou-se incrédula.

J'ohn J'onzz queria entender os motivos pelos quais levaram Batman a considerar a criação de tais planos contra seus próprios companheiros. Não parecia surpreso.

— Precisamos entender seus motivos. Estamos aqui para conversar e—

— Não tem o que conversar, J'ohn! Ele nos TRAIU! – Flash estava indignado demais para entender a real intenção. Esbravejava de um lado para outro.

— Ele estava ARMANDO contra a gente esse TEMPO TODO! – berrava, furiosa, a Mulher Gavião para Superman que não havia dito mais nada. Ela esperava que o líder tomasse uma atitude perante essa situação, senão ela mesma assumiria uma postura mais enérgica e daria uma lição no Morcego. Superman, por sua vez, continuava calado. Talvez, por ainda não acreditar que seu melhor amigo tivesse o traído daquela maneira. "Uma bala de kryptonita para aquele que parariam todas as outras no peito. Como ele pôde ser tão perverso?", pensava.

— Batman, diga... Por quê? – Diana não conseguiu aceitar o fato de que ele havia criado um plano contra ela. O pior de tudo era pensar que ele fosse capaz de ser muito mais maléfico do que qualquer um dos inimigos que já enfrentaram juntos.

— Eram planos de contingência – Morcego concluiu. Neste momento, todos se calaram. Pareciam finalmente querer entender os motivos do cavaleiro das trevas. — A intenção era neutralizá-los, caso fosse necessário. Meus planos foram alterados.

— Somos seus amigos, cara! Eu mesmo nunca tentaria machucar ninguém – expressou John Stewart.

— De modo involuntário, sim, até matariam.

— Qualé, Morcegão!? – Flash se aproximou da mesa para ouvir sua explicação.

— Controle mental ou abuso de poder. Para casos como estes, os planos seriam usados.

— Então, explique-se, como foram roubados? – J'ohn o questionou.

— O assalto que ocorreu em Gotham, no banco Central, foi uma distração. Levei a única evidência que havia no local que se transformou na porta de entrada e saída do Mestre dos Espelhos à batcaverna.

Batman acionou as filmagens das câmeras da batcaverna para mostrar como ocorreu. Até que outra figura, ao lado do Mestre dos Espelhos, surgiu.

— O Coringa também esteve nessa? – Flash começava a esquecer que estava com raiva do morcegão.

— Sim. Meus planos foram roubados e modificados com o intuito de acabar com a Liga. Portanto, eu vou resolver esta situação. – Batman, que se encontrava sentado à mesa, juntamente com os outros na Sala de Reunião da Torre, se levantou. Foi neste momento em que Superman finalmente se pronunciou:

— Batman, espere. Ainda não acabamos. Precisamos decidir—

— Sim, acabamos. E se vocês não são capazes de ver que a LJA é poderosa demais para não ter nenhuma rédea, não preciso esperar por qualquer decisão de vocês. Eu estou fora.

—--

— Já não era hora – disse Shayera que se limitou a cruzar os braços.

Flash ainda se sentia traído, mas tinha sentimentos dúbios. Não queria que chegassem aquele ponto, porém, também não achava certo manter um traidor na Liga, por isso, não hesitou em deixá-lo ir. J'ohn J'onzz permanecia calado. Sentado em seu lado, se encontrava um Superman apático. Lanterna resolveu sair daquela sala. Diana, inesperadamente, bateu na mesa ao se levantar, olhou a todos que ali estavam.

— O que estamos fazendo? Não estamos enxergamos o óbvio!

Superman estava visivelmente sem forças para discutir qualquer coisa. Então, só voltou o olhar para Diana, dando-lhe permissão de continuar.

— Foram nossos inimigos que quiseram nos derrotar... Não o Batman.

— Mas foi com os planos que ele criou, Diana! – lembrou Flash.

— Eu sei, mas nós o conhecemos, também. Sabemos que ele não faria algo para nos matar. Como ele mesmo disse, seus planos foram alterados.

— Está se ouvindo, querida? Mesmo que não fosse a intenção de nos matar, como ele mesmo falou, não o inocenta pelo fato de ter nos analisado esse tempo todo para criar planos contra nós! Não podemos admitir um traidor. – Shayera usou um tom que não agradou a Mulher Maravilha, que disparou um olhar de fúria.

— Se bem me recordo, VOCÊ foi uma TRAIDORA. Traiu a Liga ao nos virar as costas quando a Terra foi invadida pelos Thanagarianos! Quase morremos... Mas nós a perdoamos. Ele te perdoou. E cá está você!

— Mas eu decidi sair da Liga. Voltei, porque vocês precisaram da minha ajuda.

— Que foi bem vinda, Shayera. Só não posso conceber que você não possa perdoar aquele que salvou a pessoa que você mais ama aqui... Maldita seja você, Shayera! – Diana se referia a última missão da Liga na qual Batman salvou a vida do Lanterna Verde.

— Engraçado mencionar isso, pois esse mesmo cara tinha a intenção de usar gás do medo para impedir John de agir, caso “fosse necessário”. Me poupe de qualquer argumento que você tem para defendê-lo, Diana. Não quero ouvir.

Shayera saiu da Sala de Reuniões.

— Diana... – Superman, mesmo num tom baixo, conseguiu a atenção de quem queria. — Nós o conhecemos... Ele não vai voltar.

Havia um pesar na voz do Homem do Amanhã, o qual Diana não aceitou. Entendera que mesmo se tentasse convencê-lo de ficar, isso não ocorreria. Foi, também, como se o Superman desistisse de tudo que foi construído por anos até aquele momento; as amizades, os princípios, os propósitos, a Liga.

— É isso? Vão deixá-lo ir assim?

Como não teve resposta de nenhum dos heróis que permaneceram na sala, Diana, imediatamente, foi atrás do Morcego, convicta. Só não sabia ainda se poderia convencê-lo a ficar.

—--

— Estou no hangar 5. Abrem as portas – disse Batman usando seu comunicador, se dirigindo à sua aeronave. Tirou o seu capuz com formato de morcego, arrancou o comunicador dele e jogou-o longe. Foi impedido de colocar sua máscara novamente quando a ouviu chamar seu nome.

— Bruce! – Diana se aproximou, observou a expressão de incômodo dele. — Espera...

— Se está aqui para me convencer a mudar de ideia, está perdendo seu tempo.

— Só quero que saiba que nunca faríamos algo parecido com você. Eu não faria, Bruce.

— Então, todos vocês são uns tolos.

Diana não tinha resposta pra aquilo. Esperou Bruce vestir sua máscara e tentar outra vez elucidá-lo:

— Bruce, entendo que queira ter tudo sobre controle, mas usamos nossos poderes para proteger as pessoas que acreditam em nós. Por que agora isso seria diferente?

— Porque somos poderosos demais. O poder corrompe as pessoas.

— Não a mim! Fazemos parte da Liga há um tempo considerável... Não acredito que possa agir como se fossemos estranhos para você.

— Você é uma boa pessoa, Diana. Até ter uma boa razão para lutar contra qualquer um de nós.

— Tenho uma boa razão para estar aqui. Mas não estou lutando contra você.

— Não, não está... – Houve uma breve pausa por parte dele. — Não era para feri-la, acredite. – Batman voltou-se para aeronave, subiu e entrou no cockpit.

— Acredito em você, Bruce, o problema aqui é a confiança não ser recíproca. Mas, o que fará agora?

— Ir atrás do imbecil que roubou e deturpou meus planos.

— Você já sabe quem foi, vai precisar da nossa ajuda.

— É melhor você sair do hangar, princesa. As portas serão abertas.

A aeronave foi ligada. Diana se afastou o mais rápido do local. Voltou para a ala principal da Torre, havia uma extensão grande para observação, onde era possível enxergar o nosso planeta solitário na vastidão negra que era o espaço, na esperança de ver a aeronave do Morcego entrando em órbita. Não conseguiu. Ao se virar, se surpreendeu ao ver Superman.

— Kal... Ainda está decepcionado?

— Não foi confortável saber que não paro balas de kryptonita, mas...

— Entendo... Mas acredito nele. Ele—

— Provavelmente sabe o que está fazendo. Eu sei, Diana. Ele é o Batman, certo? – Superman soltou um sucinto sorriso ao parafrasear Diana.

Inexplicavelmente, os dois heróis não guardavam rancor. Entendiam o que Batman pretendia fazer. Agora, de certa forma, teriam a condição onerosa de convencer a equipe de que todos os planos eram necessários.

Entretanto, o que mais preocupava o invulnerável Superman era se, fosse quem fosse que roubara os planos do Batman, ficaria inteiro após a visita que teria, para contar história.

Notas finais
Posso garantir a vocês que estamos mais próximo do final do que imaginamos, de fato. O que vimos? Batman se revela criador dos planos, a maioria da equipe taxa-o de "traidor". Mentor acaba com a vida de Sinestro e Alfred não encontra o corpo do Coringa... As revelações posteriores serão sensacionais. Continuem lendo e comentando! E o meu muito obrigada, pessoal!