I-Fim

Pois acreditas em parte,

Que o eterno se julgará perdido

E que tudo continuará

A ser desentendido.

As sobras do meu orgulho

E de teu amor,

Juntas, criaram maravilhas

Ao nosso favor, mas

Destruiu os sonhos

Que um dia perseguimos,

E desejamos.

(...)

Que se o começo termina,

Longo há de ser persuadido

A criatura mais propensa do mundo,

A ser facilmente

Entregue,

E assim continuará fazendo.

O que se acaba aqui

É uma coisa que nunca existiu.

Que nas estrelas escrevem-se os nomes

Das pessoas queridas e perdidas,

Propenso ao meu favor, adoradas

E idolatradas, pelo fervor de minha

Compaixão.

Por tudo o que está certo,

Oh, termine!

Pois meus olhos não vêem mais,

O quão lindo é o azul do céu,

Ou o quão delicada é a textura

Da rosa — flor.

Como delicado é, o brilho

Do imenso mar.

Ou de como é fresco

O sabor do vento.

Oh, termine!

Que pelo fim de tudo e do quisera,

A partir de tudo e sempre.

Meus sinceros agrados pendentes

À tua harmonia.

Que sempre soube velejar,

E com ele pesquisar na terra

O límpido e incansável gosto

Da discórdia.

(...)

Pois faça de sua vida,

Linda canção,

E com ela aprenda.

Pois todas as notas

Complementam o

Doce hálito

Da harmonia.

Pois veja cada fim

Com segurança e felicidade.

Agora mais que nunca.

Acabaste.

Como tudo tem um final

Nossas vidas um dia,

Terminará.

E seremos lembrados

Por nossos atos.

E com eles, o meu orgulho e o seu amor.

Velejarão os mares.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!