Filhos de Ykovar
2 Capítulo 1 - Reino de Ykovar
Notas iniciais
Monte Throat – Reino de Figtheim – 4E A689
– Esse é seu exército? Vejam só rapazes! (risos)
– Qual o problema? A lei diz que posso escolher até 100 homens para a batalha. E acho que nós cinco damos conta de vocês.
– Tudo bem, se quer morrer sem esperança, a decisão é sua. No amanhecer do sol estaremos em pé pronto para batalha. Espero que estejam também, senão atacaremos sua única barraca. (risos)
– Que Ykovar os proteja!
Na manhã seguinte, uma batalha para decidir o próximo Jarl de Figtheim se romperá no Monte Throat. De um lado, Heiry Notrus com cem soldados, do outro, Stein Jner com quatro soldados. Uma desvantagem e tanto, alguns diriam. Mas não, por baixo do capacete que esses poucos homens usam, olhos amarelos brilham, característica de uma raça á muito esquecida, os GuleØjne’s.
O dia amanhece, os primeiros raios de sol atingem o topo da montanha. Lá embaixo uma escuridão predomina em Figtheim. Ouve-se o som da trombeta de guerra sendo tocada. Os dois combatentes estão frente a frente. Enquanto Heiry e seus homens correm em direção ao pequeno grupo, eles por sua vez ficam parados, esperando o exército oponente. A primeira fila de combate chega. A batalha começa. Os homens mascarados pulam em direção aos soldados. Ágeis derrubam um á um, até dois á dois. São fortes, rápidos, mortais! Em poucos minutos, só cinco homens estão de pé.
Uma águia acompanha a descida deles, como que anunciando a vitória. Em frente ao grande portão que fecha a cidade de Figtheim, vários soldados do reino, inclusive os quatro que subiram com Stein, se ajoelham perante ele. O portão se abre, Stein entra em seu novo reino. A multidão comerciante para e se ajoelha. “O reino dos guerreiros” ganhou um novo Jarl, um GuleØjne!
Anos depois — Begheim — 0E A94
– Senhor Giroud, Senhor... A criança nasceu!
– Oh Ykovar, tardou, mas sua benção chegou a mim. Vamos sobrinho, vamos vê-lo.
Chegando até sua pequena cabana, Giroud, um ferreiro de Begheim, estranha alguns em pranto por ali. Ao chegar a porta, uma parteira sai dali, e o diz:
– Não queria lhe dizer isso senhor, mas sua esposa... sua esposa... faleceu no parto.
Giroud permance alguns segundo em silência, enquanto uma lágrima escorre pelo seu rosto. Então ele pergunta:
– E a criança? Está bem?
– Ao que parece sim. Só que algo nos pertuba. Os olhos do bebe são amarelados. — Nascia ali um GuleØjne (olho amarelo na língua nórdica), na verdade, nascia ali um Herskere GuleØjne!
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