Filhos de Gaia – Fic Interativa

3 Capitulo 3 - Lidando com um intruso


Notas iniciais
Olá silvers o/ .. Hoje eu estava me sentindo meio inspirada, então aqui está um capítulo antes do combinado para vocês. Personagens participantes: Kaosu Hikaru e Luana Black White. Espero que tenha representado bem suas personagens, qualquer erro, por favor me digam nos reviews.

Dias de Hoje (Colorado Springs)

Já era noite na cidade, alguns iam dormir, mas para muitos a noite estava apenas começando, sendo que era fim de semana. Depois de anos procurando um lugar para chamar de lar, Colorado Springs era o mais fácil a ser tomado, pois na sua volta havia apenas clãs pacíficos que resolviam conflitos com uma boa lábia.

Wallace optou por intimidar os outros clãs, assim além de não ter conflitos teria aliados. Esse ambiente foi calmo o suficiente para tomar conta de sua filha, mesmo ninguém nunca mais tendo ouvido falar dela, muito menos os próprios membros. Com um ambiente tão tranqüilo assim, outros clãs agressivos e rivais tiveram o mesmo pensamento de Wallace, derrotar o elo mais forte e tomar tudo para si mesmos.

Há semanas os silvers têm tentado afugentar um lobo solitário. Lobos solitários vêm e vão o tempo todo desafiando o alfa e morrendo sem misericórdia, mas eles são um perigo em potencial, pois muitos podem ser antigos alfas exilados em busca de uma nova “família”. Este lobo, que só ronda a cidade e às vezes tem a ousadia de chegar perto do acampamento de Wallace, é um mistério completo. Ele não desafiou Wallace pelo comando da alcatéia, então dois membros foram enviados para erradicar esse intruso.

Kaosu Hikaru ou Kaos, 16 anos, de origem japonesa, pele branca, cabelos negros com as pontas naturalmente roxas, compridos, até o joelho quando soltos, presos num rabo de cavalo alto, olhos laranja, beirando a coloração e brilho do fogo, intensos, camiseta sem mangas roxa, calça legging negra e botas de couro com salto baixo, também pretas e 1,56 cm de altura. Possui um corpo de criança. É o tanque, a defensora, conhecida por sua força extrema que já salvou muitos membros da morte certa.

Luana Black White ou Lu, 17 anos, cabelos castanhos lisos levemente ondulados, olhos azuis claros, pele clara, 1,63 cm. A melhor rastreadora da matilha e possivelmente de todos os clãs, excelente olfato, audição e visão, ágil e veloz. Não somente mais uma na multidão.

Ambas estavam andando pelo a cidade, agindo como humanos normais. Sem chamar muita atenção, ficavam observando ao longe. Desde o começo do dia, e Wallace foi direto, ele não queria ver nenhuma das duas se não fosse com a cabeça do intruso.

–- Uma dúvida, o rastro ainda está quente? – Kaos estava visivelmente cansada, um dia inteiro de caça sem pausa não é fácil.

–- São muitas pessoas.. Me de um minuto. – De dentro do bolso Lu pegou um pedaço de pano, lobisomens rasgam as roupas na transformação, um descuido exclusivo de lobos que não conseguem ter controle. Com o pano em mãos ela cheirou novamente, era a única pista e provável rastro do intruso.

–- Sabe, isso é meio nojento. – O comentário de Kaos foi respondido apenas com um olhar, como se dissesse “não me diga”. – Pensa só, e se por alguma razão esse pedaço de pano poderia ser a cueca de algum estudante tendo uma boa noite. Pode ter acontecido.

–- Respondendo a sua pergunta, sim o rastro está quente, vamos. – A morena ignorou completamente o comentário de sua colega.

Ambas seguiram em frente, mas o rastro estava levando para dentro da cidade. O que quer dizer que o intruso estava tentando disfarçar o cheiro, ou fazer um possível rastro se perder. Luana conhecia as táticas de seus alvos, e sabia como se focar em um alvo. Mais a frente elas pararam em frente a um prédio, um hotel, ela sabia que o intruso estava ali em algum lugar.

–- É aqui. – Disse Lu apontando para o hotel.

–- Ótimo, espere aqui.

–- Como é? Você não acha que a gente devia se ajudar? A gente não sabe quem ou que tipo de lobo ele é.

–- É por isso que eu vou entrar como loba. – Kaos já ia tirar a camiseta quando Luana a parou.

–- Você não pode se transformar aqui! Tem pessoas vivendo ai dentro!

–- Como você quer que eu tenha cuidado e pegue o desgraçado ao mesmo tempo?

–- Plano melhor entramos juntas. Esse prédio deve ter uns dois andares, nos separamos e procuramos por ele, é perto você vai sentir o cheiro dele.

–- E se ele fugir quando não tivermos olhando? Eu não estou a fim de passar a noite toda fora.

–- É um risco que temos que correr.

–- Ta bom! – Kaos bufou. – Vamos tentar do seu jeito, eu fico com o 2° andar. Tome cuidado.

E assim se seguiu, entraram com calma, por sorte o porteiro acreditou que elas fossem uma visita.

Luana subiu as escadas que levavam ao 1° andar, o corredor estava deserto, tinham apenas cinco apartamentos em cada andar o que facilitava muito a busca. Ela não perdeu tempo em checar um por um, foi diretamente onde o cheiro era mais forte. Apartamento de número 3 era este.

A morena encostou a orelha na madeira da porta, mas não conseguia ouvir nada. Empurrou a maçaneta, trancada, então com um pouco mais de força ela forçou a porta para trás arrombando-a. Dentro estava tudo escuro, mas ela conseguia enxergar perfeitamente, o cheiro era impregnante. Seu primeiro movimento foi vasculhar cada canto, não havia documentos, identidades, nem mesmo comida, era como se o apartamento fosse de um fantasma.

Um barulho quebra o silêncio, ao se virar ela viu o homem encapuzado e instintivamente acertou-lhe um soco, seguido por uma rasteira. Ele levantou-se rápido, mas novamente foi nocauteado. Luana o olhou por alguns segundos e foi o tempo necessário para o homem reagir atravessando uma faca em sua panturrilha, um pequeno grito foi dado, distraída com a dor, o homem a empurrou no chão e começou a apertar o pescoço da morena.

Kaos ouvindo todos os sons do andar de cima, desceu rapidamente e encontrou Luana naquela situação, sem pensar duas vezes foi em direção ao homem e com chute certeiro em sua face o tirou de cima da colega. Enquanto Luana se recuperava, Kaos continuou com sua investida e uma vez após a outra continuou chutando o homem. Não satisfeita apenas com o seu desmaio, Kaos mudou suas unhas para garras e rasgou a garganta do homem, agora era certeza, ele estava morto. Porém, nem isso a fez parar, sua natureza defensora mantinha seu temperamento mais brutal em combate, então ela continuou mutilando o homem com suas garras.

–- Ka.. Kao.. – Luana tentava acalmar a colega, mesmo não conseguindo se recuperar totalmente. Tomou fôlego e gritou. – Kaosu!

–- O que é?! – Ela se virou gritando de volta, com a voz distorcida, os olhos amarelos vivos brilhavam no apartamento todo, a transformação estava na primeira fase.

–- Você precisa se acalmar.. – A morena tentou levantar-se, mas ao sentir a dor na perna direita caiu novamente, mesmo assim ainda tentava acalmar Kaosu. – Nã-

Ao olharem para atrás ambas viram um menino olhando toda a cena. Luana ia falar algo, mas o menino simplesmente saiu correndo, Kaos perdendo uma parte do controle, por seu instinto de lobo correu atrás do mais novo como uma presa.

–- Kaos! – Luana gritou. Ela se sentia inútil naquela posição, precisava fazer alguma coisa, mas mal podia levantar e muito menos retirar a lâmina, pois teria muito mais sangue. Então ela esperou, estancando o sangue como pode com as mãos.

–- Não! – O grito correu pelo prédio, era do porteiro.

Luana precisava intervir, mesmo com dor, ela começou a se apoiar nas paredes e cômodas até ficar em pé. Sucesso, mas ainda precisava andar até o lado de fora do apartamento, uma tentativa de movimento foi o suficiente para ela voltar ao chão. “Mais uma vez”, ela disse a si mesma, ela levantou-se novamente, porem não foi necessária a tentativa de andar, Kaos havia voltado, carregando em um braço o menino morto e em outro o porteiro vivo, mas aterrorizado.

–- Kaos.. Meu Deus, o que você fez?! – Luana entendia que um ser humano não pode ver um lobo em transformação, mas havia outros meios de poupar-lhe a vida.

–- Estou cumprindo minha parte. – Sem qualquer cerimônia, jogou o menino em qualquer lugar do quarto. Seus olhos já haviam voltado ao normal como suas garras. – Agora, senhor porteiro. Por gentileza, pode me dizer quem é aquele bom moço ali? – Ela apontou para o homem mutilado no chão.

–- Ah meu Deus. Meu Deus. Meu Deus.. Por favor, me ajude.. – O porteiro ajoelhou-se no chão e começou a rezar.

–- Kaos, você perdeu a cabeça?! – Luana não sabia bem como reagir.

–- Você queria que eu fizesse o que? Ele tinha nos visto. Você sabe como funciona, eu matei ele sem dor pelo menos.

–- Sem dor?! E isso ameniza tudo?!

–- É por isso que eu digo, mantenha as crianças em casa. – Kaos focou-se novamente no porteiro. – Muito bem, chega de rezas. Responda a pergunta, quem é aquele cara?

–- E-e-eu

–- Vamos fazer assim, não somos bandidas. Somos as mocinhas, se sente mais calmo agora? – Ela encarou o porteiro por uns instantes, Luana já havia se sentado no chão novamente só esperando tudo acabar. O porteiro sem reação continuou quieto. Kaos impaciente acertou um soco no porteiro. – Vou perguntar de novo.. Quem é aquele cara? – O porteiro novamente ficou sem reação, novamente ele iria receber outro golpe, mas rapidamente o porteiro respondeu.

–- Eu não sei, ele veio para o enterro de um amigo, tudo estava pago. Por favor, não me machuque. – O homem disse tudo de uma vez, mas Kaos acompanhou todas as palavras do mais velho.

–- Quem pagou? – Luana perguntou.

–- Não tem nome. – Kaos o bateu novamente. – Não tem nome eu juro! Eu precisava de dinheiro, ele me deu eu aceitei. Não preciso de nomes.

–- Isso é muita burrice. – Kaos começou. – Você pode acabar com gente como eu na sua porta, tome mais cuidado na próxima.

–- Vamos embora, se não se importa. – Luana disse, precisava voltar aos outros e fazer um curativo.

–- Claro.. Amiguinho, você tem um carro por ai? Não quero carregar a minha amiga até em casa sangrando.

O porteiro tirou as chaves do bolso, e entregou com as mãos tremulas.

–- Muito obrigado. – Ao dizer isso, Kaos nocauteou o homem.

Luana continuava quieta, além de cansada, a perda de sangue estava fazendo-a perder suas forças. Kaos estendeu a mão à colega e a ajudou a chegar até o estacionamento, abriu a porta e ajudou a entrar na caminhonete verde.

Antes de saírem, Kaosu pegou a gasolina extra na parte de trás do veiculo, e entrou novamente no hotel. As provas precisam sumir, um incomodo por semana já era mais que o suficiente.

Notas finais
"Noticiário Ontem, pela madrugada um hotel foi incendiado. A policia afirma que foi um incêndio criminoso provocado por gasolina, três corpos foram encontrados no local. Há suspeitas que podem ter sido mendigos descontentes com o tratamento do homem que trabalhava como porteiro Edward Kevins. Ninguém sabe ao certo a identidade do homem decapitado até agora. Mais informação logo após o comercial".