Notas iniciais
Depois de muito tempo escrevendo esse capítulo,terminei :3 boa leitura!

Depois de tudo que aconteceu, só me resta jantar e ir dormir. Depois que Luce foi para o chalé, eu e Rayder apostamos corrida até a nossa mesa. Estou na frente, quando ele tenta uma última chance de vitória,ou seja,me derrubar. Mas o plano de Rayder não deu muito certo, já que ele caiu em cima de mim. Percebo que, para o nosso azar, já estamos perto o suficiente das mesas para os campistas nos verem, então começaram os comentários indesejáveis.
“Hey Rayder,que sortudo você hein cara?” “Ui,ele gostou de cair em cima dela” “Larga ele e vem ni mim linda”. Rayder sabe que eu odeio isso. Ele se levanta, e ouve cada palavra do que eles dizem. Me assusto quando ele praticamente voa pra cima dos garotos que estão tagarelando, mais consigo segurá-lo antes que ele nos cause algum problema.
— Rayder, não vale a pena. – digo enquanto enlaço meus braços em seu peito, e faço um certo esforço para segurá-lo.
— É, parece que não vale a pena mesmo, Emma. – ele se vira e me abraça – Vamos jantar na nossa mesa, mana.
— Claro, mano – abro um sorriso, e caminho até a nossa mesa, ainda segurando a mão de Rayder.
— Se eu ouvir mais um comentário, ou se Emma vir reclamar para mim, eu vou castrar cada um de vocês. – ele rosna, de costas para os meninos, e abre um sorriso meio assustador.
Ele se senta e esperamos pela comida. Tudo parece uma delicia, mais não estou com fome, de maneira que jogo boa parte do meu prato no fogo. Posso ouvir alguns dos chalés mais volumosos conversando. Depois do que pareceu uma eternidade, Quiron nos mandou para a cama, e eu me arrasto com Rayder até o chalé.
Entro, tentando não fazer barulho, e encontro Luce esparramada na cama. Ela parece roncar um pouco, então acho que está dormindo bem.
— Vamos tentar não acordá-la, mano. Eu vou tomar um banho para ler meu livro ok? – sussurro para ele, que concorda com a cabeça. Sorrio para ele e caminho até o banheiro.
Tiro as roupas, e entro lentamente debaixo do chuveiro. Derramo lagrimas, que se misturam com a água quente que escorre pelo meu corpo. Penso em Luce. Essa é a minha primeira briga de verdade com ela. Acho que não ficamos com tanta raiva uma da outra, desde os cinco anos, quando brigamos por um motivo que não me lembro. Ficamos brigadas por alguns dias, mas como somos gêmeas, e praticamente a única amiga uma da outra, fizemos as pazes rápido. Torço para que dessa vez seja assim.
Saio do banheiro enrolada numa toalha, pois esqueci as roupas sobre a cama. Abro a porta devagar, e caminho silenciosamente até a minha cama. Passo Rayder, que parece estar dormindo. Minhas roupas estão exatamente como eu havia deixado, um pijama preto limpo e as roupas de baixo. Pego-os, e caminho devagar até o banheiro, quando levo um susto, e abafo um grito esganiçado.
Rayder está parado na porta do banheiro. Me olhando. Só de toalha. Sinto meu rosto corar, e tenho certeza que estou vermelha como um tomate. Tento falar alguma coisa como “Você não estava dormindo?”, mas deve ter saído como “Hum, ahn...”. Ele sorri.
— Te enganei! Fingi que estava dormindo, só para ver o que você ia fazer. – Ouço uma risada discreta sair de seus lábios. — Agora, depois que você se trocar eu vou tomar um banho ok?
— Ahn, ok. – ele sai da porta para eu entrar no banheiro, e me observa. — Hã, o que foi?
— Apenas esperando você, hum, se trocar para eu tomar banho. – Ele dá de ombros.
— Não vai demorar, mano. – Sorrio para ele e fecho a porta para me trocar.
Quando termino, vou direto para a minha cama para ler um pouco, mas em menos de dez minutos eu já apaguei.
Estou em um lugar escuro, como um tipo de caverna, então deduzo que como Quíron havia dito, isso é um sonho. Há um homem de frente para mim. Ele está vestindo um capuz, escondendo sua face, mais eu sei quem é. Ele cheira morte. Acho que ele estava me esperando ou algo assim, pois quando me viu, correu para me abraçar.
— Emma, minha querida! – ele sussurra em meu ouvido, com uma voz afetuosa.
— Hades... Pai? – pergunto.
— Sim... Parece que você não está muito feliz com isso não é?
— Eu não posso deixar de ficar revoltada. Você só apareceu agora, depois de todos esses anos! – Grito, pensando na revolta de Luce.
— Filha... Eu sempre estive lá, vocês que não perceberam. Quem você acha que mandou aquela mulher para ajudar você e Luce a fugirem e chegar no Acampamento? – o seu tom de voz continua doce e calmo, como se fossemos uma família feliz em uma discussão normal. – Emma, nas horas mais difíceis eu sempre estive lá com vocês.
— Mas... — tento argumentar, mas ele interrompe
— Não se preocupe. Vou continuar ajudando vocês. – ele sorri carinhosamente, e eu retribuo. — Eu... Quero lhe dar uma coisa, filha.
— O que é? – já estou um pouco desconfortável com a maneira que ele fala.
— É... Uma espada que tem passado por essas gerações há séculos. Quando você acordar ela vai aparecer do seu lado. Ela é especial, e só você vai saber como usá-la corretamente.
— Sim... Obrigada, pai. – digo, e só quando ele abre um sorriso, percebo que o chamei de pai.
— Ah,sim...mais uma coisa, Emma. – seu sorriso desaparece, e ele me encara, sério.
— O que?
— Apenas... Tome cuidado com o que virá ok? Você... É poderosa demais.
— Com o que virá? O que virá?
— Você vai ver, minha querida. Agora vá, nosso tempo se esgotou. – ele beija minha mão.
— Mas...
E então ele some, e eu caio em um profundo abismo.
Acordo assustada, estou suando. Deito novamente na cama e ponho a mão em meu rosto. O que ele quis dizer com “tome cuidado com o que virá”? E quanto à “poderosa demais” ? São muitas perguntas que me afligem. O sol ainda não nasceu completamente, então tento dormir de novo, fecho os olhos e fico pensando em várias coisas, quando sinto alguém sentar do meu lado. Abro os olhos e vejo que é Rayder. Ele está de pijama, igual a mim, então cutuca minha barriga:
— Acordou mana? – ele sorri ao ver que está fazendo cosquinhas em mim.
— Sim – dou uma gargalhada, porque não aguento cosquinhas.

Eu rolo para o outro lado da cama, mas ele me segue, porque está se divertindo torturando a irmã com cócegas. De repente, ele para, eu aproveito para recuperar o folego quando digo:
— O que foi, Rayder? – sento na cama.
Ele me mostra uma caixa que estava debaixo das cobertas. É um embrulho comprido e negro, com os dizeres escritos em uma letra formal “Para minha Emma.” Ele me entrega, e eu o abro. No pacote, tem uma espada negra. Rayder olha para mim e diz:
— Emma, o que é isso? Porque estava debaixo das corbertas? – ele me olha como se eu estivesse escondendo alguma coisa dele.
E então conto meu sonho com Hades para ele. Ao fim da história, ele parece um pouco surpreso.
— O que eu não entendo é porque ele disse “só você vai saber usá-la corretamente” e o lance de que você é especial. Tudo bem que você é a filha do todo-poderoso, mas... – ele diz, pensativo. Então ele pega a espada ainda no embrulho e salta para fora da cama.
— Vamos ver o que essa espada dada pelo papai pode fazer. – ele fala, e quando vai tirá-la do embrulho eu digo “Não!” e pulo em cima dele.
— Vingança porque eu pulei nas suas costas ontem? – ele ri, e eu saio de cima dele.
— Digamos que sim, mas como é minha espada, eu quero tocá-la primeiro, ok? – sorrio pra ele, que ainda está deitado no chão.
A espada caiu alguns metros a nossa frente, e eu me levanto para pega-la. Com cuidado, tiro a espada do embrulho e a pego pela bainha, que parece ser feita de couro negro, e é decorada com algumas caveiras em prateado. Quando eu levanto a espada, um brilho negro exala dela. Juro que vi uma caveira sorrir para mim. Me assusto, e quase derrubo a espada no chão, mais surpreendentemente ela encolhe em minha mão até virar uma caneta preta decorada com fios prateados e caveiras, igual a sua bainha. Olho para Rayder, que está tão surpreso quanto eu.
— Rayder... O que foi isso? – Pergunto.
— Não sei... Ela se transformou em uma caneta? – ele se alegra e vem até mim. – Deixa eu ver!
Entrego a caneta na mão dele com cuidado. Ele analisa com curiosidade, e aponta para um detalhe na caneta, um nome escrito na lâmina. Σχέση Στοργής. Para o meu espanto, entendo perfeitamente.
— Relâmpago Negro? É esse o nome da espada?
— Que estranho. Depois veremos se Quíron sabe de alguma coisa. – Ele diz, praticamente se jogando em sua cama. – Ei, maninha, deita aqui que eu vou te contar uma história.
— História? – ele indica para que eu me deite junto a ele. – Ok então. – pulo na cama e fico do lado dele.
— Enfim... Vou te contar como eu ganhei minha espada diva. – ele sorri. – Eu tinha uns 8, 9 anos quando estava andando sozinho pela cidade. Eu acabei entrando em um beco, estava procurando alguma coisa, e lá no fundo, havia uma sombra muito densa, e então achei que estaria ali o que eu estava procurando. Eu entrei na sombra e não havia nada ali, mas de repente algo me puxou para baixo.
— Para baixo? – pergunto, confusa.
— Sim, para baixo. Quando me dei por conta, não estava mais no beco, e sim em uma toca. Dentro dela, havia um cachorro gigante de 3 cabeças...
— Cérbero! Mano... Você desceu no Mundo Inferior e foi parar na toca do Cérbero? Com nove anos?
— Era o que parecia, mas eu não sabia que estava lá. Então, o cachorro se levantou e rosnou para mim. Bom, como eu era pequeno, logo tive medo dele e corri para o fundo da caverna. Ele continuou correndo atrás de mim, e o fim da toca já estava próximo. Acontece que eu vi, lá no fundo, uma espada cravada em uma pedra, então corri até lá e puxei com força a espada. – ele aponta para uma espada em pé no canto do quarto, que parece ser feita de obsidiana e bronze celestial. – Quando o Cérbero viu que eu estava apontando a espada para ele, uivou para o alto. Eu fiquei sem entender o porquê, quando uma sombra negra apareceu ao lado dele, e tomou a forma de um homem. Ele se aproximou, olhou para mim, e disse “Vejo que você conseguiu tirar a espada da pedra. Só um verdadeiro filho de Hades consegue tirar ela dali. Parabéns, garoto”. Ele sorriu para mim e de repente eu estava deitado na minha cama, como se tudo aquilo tivesse sido um sonho. – ele me observa. – O que achou?
— Nossa, uma história e tanto! – Sorrio. – Mas você descobriu que não foi um sonho quando chegou aqui?
— É, Hades me contou por meio de um sonho e me entregou a espada de volta. – diz ele, se levantando. – Agora, vamos nos trocar para ir ao refeitório para o café.
Concordo com a cabeça, e vou a um armário, onde tem algumas roupas básicas. O armário é lindo, feito de madeira negra, com algumas pedras brilhantes. Pego uma camiseta do acampamento, e um jeans qualquer. Me troco no banheiro, quando me lembro da minha irmã... Será que Luce se enfiou na floresta de novo? Não vi ela na sua cama.
Quando saio, Rayder está me esperando para poder se trocar, e pergunto:
— Hey, onde está a Luce? Não vi ela hoje, e não está na cama.
— Antes de você acordar, vi ela saindo correndo do chalé e indo para trás dele. – ele diz, apontando para uma varanda atrás do chalé. Sinceramente, nunca tinha reparado nessa varanda.
— Obrigada maninho. Já vou ao refeitório, se quiser pode ir na frente tá? – dou-lhe um beijo na bochecha, caminho até a varanda.
Luce está ali mesmo, mas está dormindo, quase babando. Pulo as grades e me sento de frente para ela, encostando minhas costas ao ferro gelado das grades. Reparo que por mais que o sol esteja batendo ali, ela está fria. Cutuco Luce de leve com o dedo, depois de umas seis tentativas, ela abre os olhos.
— Hey, vamos lá no refeitório para o café? O dia já amanheceu Luce. – sorrio para ela, esquecendo por um momento, a nossa briga.
— Emma? O que... – ela olha em volta, e depois para mim, abrindo um sorriso. – Claro, vamos tomar café. – Ela se levantou habilidosamente, e me ajudou a levantar também. O sorriso em seu rosto desapareceu subitamente – Emma, o que eu te disse ontem foi...
— Não importa Luce. – Digo, segurando sua mão. — Esqueça isso, somos irmãs gêmeas, Nada vai nos separar certo? – Sorrio.
Ela estica a mão, e me puxa com força para um abraço, já começando a chorar, e deixo algumas lagrimas escorrerem pelo meu rosto também. Vejo uma porta dupla de vidro, que podia jurar que não estava ali um segundo atrás. Luce também não tinha a visto. Rayder ainda está nos esperando na porta, admirando a Casa Grande. Quando ele nos vê abraçadas, sorri em nossa direção e diz:
— Vamos maninhas?
— Claro! – digo, animada.
Luce veio junto, uns passos atrás, de mão dada comigo, até que Rayder a puxou para caminhar abraçada com ele. Obviamente, pela cara que ela fez, ela preferia caminhar sozinha, mais não negou. Rayder não falou nada sobre a briga, e fez todo o possível para ela soltar uma risada, o que levou algum tempo. Eu amo eles. Com todas as minhas forças.
Como de costume, o chalé 1 estava atrasado. Reparo que tudo fica subitamente em silencio com a nossa chegada, talvez por que estávamos abraçados, mais Luce se soltou de Rayder e apenas ficou parada ao seu lado.
— Atrasados novamente. – Ouço a voz de Quiron, séria se dirigindo para nós. – O que tem a dizer sobre isso?
Nos entreolhamos. Não tem nenhum motivo para o atraso, Rayder e eu ficamos deitados conversando e Luce ainda dormia na varanda. Luce abriu a boca para dizer algo, mais Rayder a cortou.
— Elas não se acostumaram ainda com o horário, Quíron. Tive que Levei um bom tempo pra poder acordar as duas, elas são muito lerdas. – ele sorri, nos provocando.
— Ah, claro. – ele diz calmamente, mais posso ver em seus olhos, que sabe que não é isso — Meninas, tentem se acostumar aos horários do Acampamento tudo bem? Podem se sentar a sua mesa.
Sorrio para Quíron e nos sentamos na nossa mesa. Como sempre, a comida estava uma delicia. Torradas com vários tipos de geleia, frutas e alguns cereais. Jogo uma maçã muito vermelha, que provavelmente estaria tão doce quanto açúcar. ‘Para Hades’, penso.
O dia passou rápido. Após o café, fomos as aulas de Arco e Flecha. Eu não havia me saído muito bem, acho que por essa ser a minha primeira vez, eu tinha uma desculpa, mas Luce foi ótima. Ela pegou o arco com facilidade, e atirava flechas bem para uma primeira aula, enquanto eu precisei de um bom tempo até conseguir segurar aquilo. Atirar? Acho que não.
Estou descansando em baixo de uma árvore, esperando até Rayder e Luce acabarem o seu treino. Estou observando algumas formigas carregando folhas na direção oposta a minha (parece que alguns tipos de vida não gostam muito de mim), quando ouço uma flecha passar zunindo pelo meu ouvido. Estupidamente, tendo desviar, mas acontece que eu caio com toda a força e bato com a cabeça em uma pedra. Sinto um cheiro metálico, e um liquido quente escorrendo pela minha cabeça. Sangue. Faço todo o esforço para conseguir respirar e ficar acordada. Vejo Luce correndo desesperadamente até mim, começando a chorar, e Rayder chamando os filhos de Apolo, quando tudo fica escuro.
Acordo ao entardecer na enfermaria. Eu estou com a cabeça enfaixada até a orelha, então, suponho que a flecha passou raspando em minha orelha. Do meu lado, vejo um copo de néctar e uma caixa de lenços. Eu tento me levantar, mas sinto uma tontura e logo caio na cama. Um dos filhos de Apolo vê que eu acordei e vem até mim.
— Não tente se levantar, você está com a cabeça e a orelha machucadas. Repouse um pouco até a hora do jantar,tá? – diz ele, pondo a mão na minha testa.
— Eu... Onde estão meus irmãos? — pergunto, ainda tonta.
— Você diz Luce e Rayder? Ah sim, eles estavam aqui agora pouco, mas foram até o chalé. – Diz ele, olhando pela janela. – Você quer que eu os chame?
— Se você puder, por favor. – Sorrio
Ele vai até a porta, e fala com um garoto, que sai correndo. Deve ser filho de Hermes, deus dos mensageiros. O Filho de Apolo volta a entrar no quarto, e murmura alguma coisa para mim, mais não entendo nada, por causa do meu ouvido enfaixado. Apenas sorrio para ele e fico esperando Luce e Rayder ali, imóvel.
Não demora muito até ouvir um barulho de alguém sendo derrubado. Por instinto, suponho que seja Rayder empurrando as pessoas presentes na enfermaria. Viro a cabeça e o vejo correndo em minha direção. Luce está atrás dele, com os olhos vermelhos. Ele quase derruba outro menino quando chega até mim.
— Emma! Santo Hades, você está bem maninha? – Rayder fala, preocupado, então percebo que ele também está com os olhos um pouco inchados. – Graças aos deuses, você acordou! — Ele me dá um beijo de leve na testa, quando Luce o empurra com força para falar comigo. Delicada, como sempre.
— Por Apolo, Emma! Não me dê um susto desses guria, nunca mais faça isso ok? – ela me abraça delicadamente, de maneira que mal dá pra acreditar que ela quase derrubou um menino quase duas vezes maior que ela.
— Está... Tudo bem, Luce. – digo, tentando acalmá-la. – Eu estou viva ainda.
Ela se separa de mim e pega um lenço da caixa, e então percebo eles são dela, e que eles tinham ficado aqui comigo. Uma lágrima escorre pelo meu rosto, e eu a limpo rapidamente, porque logo fico tonta de novo. Rayder se assusta e praticamente pula para o outro lado para me segurar, caso eu caia. Dou um sorriso, e toco seu rosto. Ele sorri, e segura minha mão.
— Quando ela vai ficar boa, James? Pode ir ao jantar conosco? – ele chama o filho de Apolo que provavelmente, estava cuidando de mim.
— Eu preferiria que ela ficasse aqui, ahn, porque parece que ainda não está totalmente recuperada. – Diz ele, e Rayder o encara.
— Maninha, consegue se levantar? – Rayder perguntou.
Tento me levantar, mas fico um pouco tonta. Com mais esforço, consigo me sentar na cama.
— Rayder, talvez seja melhor deixar ela aqui mesmo. Ela não está bem, precisa repousar um pouco – Luce diz, olhando para Rayder. – Eu posso ficar com ela.
— Eu consigo Luce, é só... – digo, mais minha voz falha, e fico tonta, quase a ponto de cair da cama, mas Rayder me segura.
Luce me dá um gole de néctar, e imediatamente me sinto um pouco melhor. Tento tomar mais, mas ela me adverte com o olhar, que é melhor não tomar mais nem um gole. Enquanto isso, Rayder discute com James, que diz que eu preciso ficar na enfermaria. Como esperado, ele perde a discussão e vem tirar a faixa da minha cabeça. Ele fica me observando, enquanto tira a faixa bem devagar. Quando acaba, Rayder o empurra, e ele quase cai em cima de Luce.
— Vou te ajudar a levantar, ok? – Rayder diz, e passa o braço pelas minhas costas, e consigo por os pés no chão. Se não fossem os braços fortes dele, eu teria caído. Luce também ajuda, e verdade seja dita, não é uma pessoa fraca. Saímos da enfermaria e caminhamos direto para o refeitório. Eu os abraço, e eles praticamente me arrastam até lá. Atrasados, mais isso já não surpreende mais ninguém.
Dessa vez, Quíron apenas sorri para mim. Os campistas nos observaram, e pude ouvir os comentários estúpidos das filhas de Afrodite. Eu e Rayder ignoramos, mais Luce as encarou com um olhar frio, e elas pararam de falar por um instante. Sento-me entre os dois, e jantamos. Dessa vez, jogo um pedaço de costela para Hades, como agradecimento pela espada ou algo assim. O jantar passou bem rápido, e eu me sentia melhor depois de uma refeição decente.
Quando acabamos, Cantamos, e as chamas estavam vermelhas e incrivelmente altas. Pelo visto, o dia que resolvo ir pra enfermaria foi interessante. O regente da música (provavelmente, o conselheiro chefe do chalé 7) balança os braços alegremente, e canta com os outros. Subitamente, ele para e aponta para uma garota ruiva de olhos verdes, extremamente bonita.
— O Oráculo! – ele grita como se ela fosse a coisa mais perigosa do mundo. Rayder fica na nossa frente, como se a menina fosse nos atacar, e Luce suspira.
A garota caminhava devagar, na nossa direção. Quando ela parou na frente de Rayder. seus olhos ficaram totalmente brancos, ela cuspiu uma fumaça verde e os cabelos compridos voaram ao lado do corpo. Me agarrei ao braço de Luce, que observava a cena com uma cara séria. A garota começou a falar:

“Para cima, três buscarão o tesouro roubado
No local mais alto encontrarão o procurado
Um dom antigo será desencadeado
O rastro da morte indica o caminho correto
Sete dias até o tempo se esgotar
A escolha da menina pode preservar ou arrasar”

Quando a menina acabou, ela caiu com força no chão e dois filhos de Apolo correram para socorrê-la. Quiron olhou sério para Rayder por um instante, mais logo abriu um sorriso um tanto forçado.
— Temos uma missão. – Ela gritou, para ser ouvido por todos. — e o líder será Rayder!

Notas finais
Wee,Rayder ganhou uma missão e pode levar 2 acompanhantes! Quem ele vai escolher? E quanto a briga de Luce e Emma? Será que elas fizeram as pazes? Próximo capítulo :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.