Notas iniciais
Hurensohn: filho da puta; Mein herr: senhor; Abfall: desperdcio; Hurensohne: plural de hurensohn.

Era uma manhã álgida na capital alemã, o quartel pela primeira vez estava totalmente lotado, os soldados emperdenidos equipados com armas que chegavam a ser maiores que eles mesmos. Uma figura de respeito saiu da sala principal do quartel, na sua boca residia um charuto pelas metades, ele tinha um brasão lavrado no seu pescoço, algo que parecia uma suástica preta. Os cabelos crioulos caíam até os ombros, os olhos exageradamente verdes fixavam-se apenas no papel que carregava em suas mãos e a farda que trajava demonstrava ascendência e supremacia diante dos militares enfileirados, os broches estampados em suas ombreiras eram dos de mais alto porte naquele lugar, virou-se para a fila e tirou o charuto da boca.

— Atenção, SOLDADOS! — Exclamou. Sua voz era egocêntrica e soava como uma ordem áspera, como se os soldados fossem marionetes dele. E isso era verdade. Nenhum soldado ousou falar algo, sequer deixar ruído ser emitido.

— Nós temos uma missão muito importante para fazer. EU tenho uma missão muito importante para fazer. — Se auto-corrigiu, andando de um lado para o outro a frente dos soldados, com a mão no queixo enquanto falava.

— Vocês devem acabar com aqueles hurensöhne. Pela minha nação, vocês irão lutar. Iremos pegar aquelas armas e depois acabar com o abfall dos Estados Unidos. — Comandou.

— Mas, mein herr, não temos potência o suficiente para isso. — Um soldado deixou escapar. O estrépito cometido foi o suficiente para ele olhar com desdém para o soldado.

— Seu lixo, duvida do poder da Alemanha? — Ele cuspiu na roupa do soldado e gesticulou algo. — Matem ele.

— Meu senhor, não, eu só queria... — O homem tremeu. O alemão ao lado dele sacou uma arma que estava presa ao cinto e puxou o gatilho, a bala perfurou o colete verde e o sangue foi manchando a roupa.

— Isso é o que acontece com quem não obedece as regras, que vai contra ou duvida do sistema. Eu tenho o poder, nós temos. Nós somos os filhos da pátria. — Ele disse, caminhando para fora do quartel. — Estejam preparados até o amanhecer.

Só foi ele ter saído, que o estampido começou.

— Ele não se importa com a gente. — Um ruivo falou. — Não temos armamento nem poder para invadir a Rússia ou os Estados Unidos. — Vou tentar me despedir da minha família... Estejam preparados para morrer.

— E você acha que ele se importa? — Um moreno falou em tom de raiva. — Estamos indo para morrer, isso é um fato. Aquele hurensohn só se importa consigo mesmo.

— Calem a boca. — O mais alto deles murmurou. — Estamos fazendo isso por nossa nação. Se ganharmos, a Alemanha ficará em paz e total soberania por anos, talvez séculos. Vamos fazer isso por nossa nação, pela nossa bandeira. Iríamos morrer qualquer dia. A morte sempre vem, você pode até estar em um quarto isolado.

Isso foi o suficiente para todos os outros soldados se calarem e assentirem com a cabeça, cabisbaixos. De uma forma ou de outra, o que ele disse não deixava de ser verdade. Se ganhassem, a Alemanha seria soberana por muito tempo. Eles só precisariam pegar armamentos e depois invadir os EUA. Teria mortes, é inevitável. Mas só podiam esperar a melhor expectativa.

Notas finais
● Caso tenha erros, me avise. Vou consertar quando tiver tempo. ● Repetição de palavras, me avise. O idem dali de cima. ● Se gostou, comente. Incentiva. ● Se gostou muito, favorite e/ou acompanhe. ● Espero que tenham gostado, beijos.