Filhos da Lua e a Ascensão dos Corajosos.

55 Velhos conhecidos –parte3/3


Notas iniciais
Olá, pensei em adiar hoje, rs. Porque eu estava distraída e tava muito mais afim de escrever do que mexer na internet,( que distrai) mas resolvi que não vou adiar a coisa. Rs No capitulo anterior descobrimos a historia da mae de Diana na falas de Vinte, e a tempestade prevista da pequena começou e se encerrou em parte, não sei se Taz deixaria a Savannah ou Destiny tão facilmente em paz. Rs Fiquem agora com mais uma parte dessa saga. Boa leitura!

Pouco depois do grupo se encontrar com Diana no corredor e Yan explicar que estavam indo conter a criatura, Vinte saiu da sala em que ficava sua cela, ele estava agitado olhando os dois lados do corredor tentando saber para onde ir e a roupa branca tinha novas manchas vermelhas do sangue que escorria dos punhos feridos para quebrar o vidro, mas o prisioneiro não ligava. Logo depois de ver o grupo de jovens em um de seus caminhos Vinte decidiu seguir na outra direção apressado. O grupo não teve outra opção se não ir atrás dele.

O soldado corria em um ritmo continuo e rápido, às vezes ficava indeciso de pra ir e quando se via em um corredor sem saída, não tinha problemas de voltar para trás e seguir por outro, pois a distancia entre eles o permitia fazer isso. Por fim Vinte chegou ao corredor com lateral de vidro que dava visão para todo o salão, e só ali diminuiu a velocidade quase caminhando e olhando lá em baixo com atenção. Todos que o perseguiam puderam notar um sorriso rápido em seu rosto ao notar algo que estava lá em baixo, em seguida Vinte notou-os e voltou a correr até encontrar a escadas e desaparecer.

Assim que chegou ao amplo galpão Vinte correu na direção da criatura, que já estava livre e o observou se aproximar estagnada no lugar. O soldado diminuiu os passos e quando estava próximo o suficiente parou encarando a cabeça da criatura metros acima abismado. Então o animal abaixou-se lentamente o farejando.

O grupo de perseguidores do prisioneiro se aproximou hesitante dos dois. Yan e alguns dos outros temeram que a criatura fosse preparar um bote e acabar com o primeiro prisioneiro que eles tinham. E ficaram apenas esperando o que iria acontecer.

–Se afaste dele agora! –Flecher apareceu com uma grande arma apontada para a criatura, com Taz e Brian logo atrás.

–Não!- disse Vinte tomando uma postura de proteção na frente da criatura, que ergueu a cabeça curiosa para ver quem os ameaçava e rosnou. -Não atire nele!

O moreno estava decidido e permaneceu mirando o crânio do animal, mas assim como todos os outros que estavam ali não entendeu o que estava acontecendo.

–Porque não? Isto já esta destruindo mais do que ajuda!- argumentou Flecher que ainda se lembrava dos equipamentos destruídos na primeira fuga.

Vinte o encarou e já tinha tido experiência o suficiente para saber que Flecher não estava de brincadeira. Então o soldado reprimiu seu jeito indiferente para o que os combatentes faziam e suspirou buscando uma forma de convencer seu inimigo a ouvi-lo.

–Por favor. –Vinte disse em tom baixo, palavras que talvez pudesse ajudar, já que ele não tinha muita coisa ao seu favor. -Me deixe cuidar de Phanton, ele não tem muito tempo do jeito que está. E posso até prometer que ele não vai causa problemas depois.

O grupo encarou Vinte com surpresa, pois com certeza não era comum um soldado treinado e do Estado suplicar para cuidar de um animal.

–Quem é Phanton?- perguntou Destiny, que ainda era Savannah.

Vinte permanece imóvel encarando Flecher até que ele abaixasse a arma, então ele se virou para a garota ruiva.

–Phanton é um Mediador usado pelo Estado. Serve para conter os Difusores mais agitados ou destrutivos que vem nas viagens. Mas este é o meu, eu o treinei. E preciso ajuda-lo agora.

–Não. -disse Flecher se aproximando e chamando a atenção do soldado novamente. – Se isso é tão importante para você, vamos fazer um acordo. Você pode cuidar dele se responder as nossas perguntas e nos ajudar. Se não eu atiro agora mesmo e prosseguimos com do meu jeito.

Vinte suspirou irritado:

–Eu já não estou fazendo isso? Ou vocês sabiam o que Phanton é?-disse ironicamente. –Que seja. Concordo.

–Eu posso te ajudar a salvar ele. -disse Yan e Vinte assentiu.

Os outros ficaram apenas assistindo a cena. Depois de resolver o problema o soldado se virou para Phanton, que o encarou com atenção, e levantou o braço abrindo a mão. Um sinal que faz a criatura ficar parada como um estatua perfeita, apenas os olhos se moviam fixos em Vinte que começou a caminhar passando a mão na pelagem espeça dando uma volta pelo animal.

–O que deram para ele continuar vivo? – o soldado parou sério e olhou o grupo.

–Vitaminas e algumas poucas coisas. – respondeu Yan um dos mais próximos.

Vinte observou novamente as partes das costelas e encerrou sua vistoria. Voltando para frente do Mediador.

–Vou precisar de algumas coisas e um recipiente grande. -Yan assentiu. — Uma boa quantidade de vísceras, verduras, legumes e até frutas, vitaminas concentradas e sangue humano.

–O quê? Sangue?- Yan não esperava por isso.

–Sim. Isso é muito difícil de conseguir?- Vinte o observou, mas não esperou muito a resposta. –Posso conseguir um pouco, se tiver uma agulha... Mas acho que vou precisar de mais.

Vinte encarou algumas das pessoas que estavam por lá a maioria olhou para outro lugar.

Yan, Diana, Brian e Cadius saíram para buscar os outros ingredientes. Aaron seguiu para as maquinas que estava mexendo. Marlene seguiu uma instrução de Yan e foi arrumar as coisas para Vinte resolver a questão do ingrediente inusitado. Lucas continuou apenas observando o prisioneiro que estava livre. Flecher cansou de ficar de pé, sentindo as dores de seu ferimento, e se acomodou junto com sua arma sobre um Jeep estacionado próximo e continuou vigiando a criatura e seu treinador. Taz deu uma olhada na ruiva distraída olhando as coisas do galpão antes de se juntar no alto próximo de Flecher.

Philipe apareceu andando tranquilo e em paz com alguma coisa sobre a sua blusa de frio e observava o salão com alguns dos combatentes. Até que viu Vinte livre e próximo do Mediador e caminhou mais curioso para saber o que aconteceu. O soldado o reconheceu e contou o que houve sem problemas, até que Phanton abaixou sua cabeça na direção de Philipe para fareja-lo e o menino quis fugir imediatamente, mas Vinte o segurou pelo braço dizendo que estava tudo bem. A criatura bufou na frente de Phil que segurava a blusa com atenção e então se afastou. Subitamente um chiado iniciado com um miado soou.

–O que você tem ai?- Vinte não perdeu muito tempo para arrancar o gato de seu esconderijo na blusa de Philipe e o olhou de perto. — Isso pode fazer parte da janta de Phanton. –disse com um sorriso para o garoto que não gostou muito.

Uma faca passou na mão do soldado fazendo um corte, e o gato despencou alguns centímetros antes de Vinte conseguir segura-lo novamente.

–Solte o meu gato! — disse uma voz feminina.

–É, solte o gato dela. -disse Beatrice ao lado de Kate. Ela havia acabado de atirar a faca de sua bota no forasteiro.

Vinte olhou a morena e a reconheceu imediatamente. As meninas ainda estavam longe, mas se aproximavam. E ele sentiu um medo crescer, então entregou o gato para Philipe de qualquer jeito.

–Quem é ele? -Beatrice perguntou á Savannah, após ver que não o reconhecia. A ruiva deu de ombros em resposta, também sem saber. Até que um flash na memoria de Bea a fez reconhecer os olhos azuis de Vinte e ela parou séria encarando-o fixamente.

Flecher, Taz e Lucas, que ainda estavam ali, apenas observavam sem nenhuma intenção de interferir.

–As coisa estão prontas em uma sala. –Marlene chegou dizendo para Vinte, que a olhou brevemente e voltou a encarar apreensivo Beatrice que estava no caminho até Lene.

–Você tem algum problema com ele?- perguntou Savannah curiosa pela forma que eles se encaravam.

–Sim. Ele devia ter morrido. – disse ela friamente sem desviar o olhar do soldado.

Savannah observou Vinte, que ainda tentava encontrar uma solução para evitar o confronto com a menina que ele sabia muito bem que poder tinha.

–Você, — a ruiva apontou para o soldado que a olhou — vem de uma vez. — Depois ela olhou a morena ao lado nos olhos e disse: – E você vai deixa-lo em paz por enquanto.

O soldado foi até Savannah encarando Beatrice hesitante, e ela o fuzilava com o olhar, mas não se moveu.

Philipe seguiu Vinte, se esquecendo completamente de Kate que logo pegou o gato dela quando ele chegou perto e seguiu para os elevadores. O menino escolheu seguir o prisioneiro em vez de tentar recuperar o bichano.

Flecher pediu que Lucas e Savannah vigiassem o soldado que ainda podia não ser tão confiável. Lucas seguiu sem problemas, Savannah até sorriu concordando. E á Taz ele pediu para acompanhar Beatrice. E ele foi avisar o avô do acordo.

Vinte sabia o que fazia e não demorou muito para ter uma quantidade de seu sangue em um recipiente. Depois pediu para Philipe e os outros da sala se eles podiam ajuda-lo a ter mais.

Savannah riu:

–Eu não vou fazer isso. –disse desdenhando.

O soldado estreitou os olhos a olhando com um fino sorriso, então se aproximou.

–Você tem medos de agulha menina?

–Eu não sou uma menina! São as roupas de Destiny que me dão essa aparência. — e Savannah puxou as laterais do suéter alguns números maiores para ficar mais justo. — E não tenho medo de agulhas.

O soldado concordou e voltando a olhar os olhos verdes cinzentos da ruiva.

–Então eu te desafio a fazer isso. Mostre que não tem medo de uma agulha.

Ele conseguiu convencer a ruiva que foi toda audaciosa se sentar em uma cadeira e deixar Marlene realizar o procedimento.

Vinte se virou para Philipe, querendo a resposta dele e perguntando se ele iria ajudar o Phanton a viver, o menino aceitou facilmente depois do argumento. E logo Vinte tinha uma boa quantidade de sangue, mesmo com os outros dois na sala negando.

Com todos os ingredientes Vinte os misturou em um contêiner no galpão, de uma forma bem descuidada, enquanto a criatura se mantinha distante, após uma ordem dele, e o observava tudo movendo as mandíbulas sentindo a fome que abitava seu estomago. Quando terminou, o soldado chamou Phanton com um assobio e o animal se dedicou a limpar o contêiner com o preparo até estufar sua barriga. Vinte sorriu quando a criatura terminou satisfeita e o encarou agradecendo.

–Ele vai ficar bem?- Yan perguntou e o soldado concordou. -Vamos ter que arrumar tudo isso de novo amanhã?

Vinte o olhou estranhando e quase riu como se fosse uma piada.

–Não, os Mediadores conseguem se manter durante dias sem comer. Basta uma boa refeição e eles ficam bem. Mas Phanton me surpreendeu ficando tanto tempo sobrevivendo com os cuidados de quem não o entendia. Eu já achava que o tinha perdido. -ele apoiou uma mão no ombro de Yan e sorriu. — Obrigado por ter cuidado dele.

A seguir Phanton voo breve para seu lugar na jaula e se acomodou sobre o piso ajeitando–se pra um cochilo.

–Ele vai levar uns dias para absolver as coisas mais necessárias antes de voltar ao estado normal. -disse Vinte á Yan, observando a sua criatura de longe. Ele estava satisfeito de não ter perdido a única coisa que o fez feliz na nave.

Notas finais
E fim. Tenho um serio problema para decidir o que fazer, são ideias fragmentadas alguns personagem complicada de achar um encaixe. :S Enfim. Eu não tenho muito o que falar, a não ser que queiram saber que eu queimei o feijão que tava fervendo ~distração~.Mas isso não é interessante... KKKkk XD No próximo capitulo vamos ter Kan, e coisas podem acontecer...É eu não sei o que vai ter no proximo exatamente, mas com certeza teremos Kan, a Nia Revier e Jess e Até mesmo Alec, eu acho... Aliais, Nia ou Revier? Estou indecisa, os dois são nomes legais pra mim. Escolham seu preferido e me diga. ^.~ Obrigada por ler.