Notas iniciais
5° A saga dos Prisioneiros. Caramba, vocês comentam muito rápido. Nem tenho a oportunidade de apreciar a ansiedade de receber os comentários... Não estou reclamando! Sério. Não queiram me torturar sem deixar um comentário logo, pois eu sou um pouco vingativa... Mas enfim, foram tão rápidos que pensei: já que tenho um capitulo, porque não postar, esses leitores são maravilhosos.*-* Boa leitura! Tem mais coisa na nota final!

Na mansão...

Outro dia tinha chegado, o prisioneiro costumava acordar cedo e mesmo não tendo contato com o lado de fora despertou e viu que o lugar estava vazio. Quando se sentou da cama a cela acendeu as luzes principais automaticamente e ele seguiu para a pia para avaliar o estado de seus ferimentos no espelho embutido.

Algumas horas se passaram até que alguém entrasse na outra metade da sala fazendo as luzes se acenderem. Vinte observou o garoto de cabelos dourados escuro apontados para cima e desalinhados que lhe deu alguns socos no dia anterior, e junto dele estavam duas garotas que ele não conhecia com uma bandeja preenchida com comida. Vendo aquilo o soldado notou que tinha mesmo um incomodo no estomago e sorriu para a ruiva e a outra com roupa colorida e um penteado estranho se aproximando da divisa para vê-lo.

–Trouxemos um café da manha. -disse Diana com um breve sorriso, que sumiu quando os olhos claros do garoto a fitaram. Era a primeira vez que ela o via acordado e bem vivo pelo que notara.

–Eu agradeço. -respondeu ele com uma leve reverencia,e logo encarou a ruiva observando-a. -E quem são vocês?

Elas disseram seus nomes e logo Aaron entregou a bandeja o afastando da passagem que se abria na lateral do grosso vidro. A seguir Vinte foi verificar o que trouxeram para ele.

–Isso é bolo recheado?- disse ele com um sorriso no canto da boca.

–Sim. -respondeu Destiny.

Ele a encarou e sorriu mais com a resposta positiva.

–Foi ela que fez, as irmãs dela gostam muito disso. –comentou Diana.

–Eu sei bem o por quê. Isso é realmente bom, me admira que você tenha feito. -ele experimentou uma colherada e sorriu logo depois. — Já pode casar. – brincou com a ruiva, e ela ficou um pouco sem graça.

Depois elas foram levadas por Aaron e novamente ele foi deixando sozinho.

Na parte da tarde, Vinte estava deitado na cama observando o teto branco entediado. Já havia feito alguns de seus exercícios matinais que ajudavam a manter o bom físico e agora não tinha absolutamente nada para fazer. Então começou a pensar alto inventando uma historia simples e até boba de uma coruja e uma borboleta que são amigas e tentavam conhecer toda a floresta em que elas viviam. De repente parou de falar e ficou apenas imaginando algum final.

–E o que aconteceu depois que elas conseguiram atravessar o rio turbulento?

Vinte se sentou bruscamente com a pergunta que rompeu o silencio e encontrou um menino de cabelos castanhos e desarrumados, sentado no chão logo a frente da divisa o observando claramente curioso.

–O quê?-disse sem entender sobre o que o garoto se referia.

–Você estava contando uma historia.O que acontece depois?- perguntou Philipe.

Vinte o encarou estranhando, não o tinha percebido entrar e observou um pouco se havia mais alguém com ele. Não viu ninguém, então pensou na resposta:

–A borboleta morre, pois sua vida dela é curta, mas agradece ter a companhia e amizade da ave e visto tanta coisa que as outras borboletas que moravam do outro lado do rio não veriam.

Surgiu um brilho diferente nos olhos do menino e um lagrima escorreu sozinha.

–Eu não queria que a borboleta morresse. -disse o menino indignado.

Vinte se levantou da cama e se sentou na frente do garoto.

–A vida é meio assim. Você pode pensar que os outros viverão mais que você, mas ás vezes acontece que seus amigos ou conhecidos partem sem concluírem a missão que você via para eles.

–Mas era uma historia. Podia terminar feliz.

Vinte riu baixo.

–Podia. E eu acho que foi. Essa borboleta fez mais do que imaginava para a própria vida, teve a companhia de alguém que foi dedicado e a ajudou. Foi feliz até o ultimo momento. É um bom final.

Philipe estreitou os olhos pensando até que:

–Você gosta de Pudim?

O prisioneiro assentiu depois de estranhar a mudança brusca de assunto e o garoto saiu correndo da sala o deixando sozinho.

Philipe chegou à mansão e foi direto para a cozinha.

Yan não entendeu quando o menino passou por ele apressado, e mesmo assim continuou indo se juntar à Flecher, que tinha acordado depois de um dia em seu quarto e estava deitado no sofá da sala de estar com um humor sério.

–Flecher tem algo que você precisa saber...

O moreno o olhou sem muito interesse, estava pensando em como iria atingir o Estado depois da captura de Kan, estava mais que na hora de atacar e parar de simplesmente se defender.

Yan esperou um pouco sob o olhar dele antes de continuar:

–No ataque... -conquistou a atenção de Flecher e ele desviou o olhar para as mãos, onde os dedos que se esfregavam. -No ataque Kan foi capturado...

–Eu sei disso, você me disse ontem.

Yan suspirou e continuou.

–Mas,o soldado que o capturou é nosso prisioneiro agora.

Flecher se espantou quando seu cérebro terminou de interpretar a frase de Yan. Mesmo Dukan não sendo exatamente alguém que ele gostasse, não podia pensar que o culpado estava lá, tão perto. Saber disso o deixou mais irritado e se levantou exaltado.

–Por que não me disse antes?! –e a seguir ele se curvou sentido a dor do ferimento, que foi afetado com o movimento brusco.

–Para isso não acontecer. –Yan apontou calmo o ferimento de Flecher, onde um traço de sangue escapava para a camiseta.

Flecher suspirou e o encarou suportando mais um pouco da dor e saiu da sala em direção ao elevador para o subsolo perguntando:

–Em que sala ele esta?

–Eu não vou te dizer. -Yan não saiu do lugar e continuava calmo apenas o observando. -Você tem que se acalmar antes. E fazer um novo curativo...

–Yan não me atrapalhe!Diga onde!

Lucas, Brian e Taz apareceram seguindo as vozes altas.

Yan encarava Flecher tentando manter sua posição.

–Taz você sabe onde esta o prisioneiro?- perguntou Flecher ao vê-la e ela negou. -E vocês?

Lucas olhou Yan que acenou levemente para eles negarem, mas no mesmo instante Brian respondeu dizendo o numero da sala sem preocupação e todos o olharam incrédulos. Então Flecher seguiu para o elevador. Taz socou fortemente o ombro de Brian, que até o momento não entendeu o porquê.

–Idiota!- disse a pequena. -Ele está ferido e ainda tem que se recuperar. Não percebeu que ele estava sangrando?! Agora ele esta todo atormentado!- ela saiu correndo para alcançar os outros que seguiram Flecher.

O moreno tinha chegado ao elevador pouco depois de Philipe que carregava um pequeno pote nas mãos. Daria para os dois seguirem sozinhos para o subsolo se Yan não impedisse aporta de fechar e se juntasse a eles junto com Lucas, Taz e Brian que pediu desculpas a Yan por responder Flecher.

Quando chegaram Flecher seguiu o caminho que ele conhecia e estranhou Philipe praticamente andando ao lado dele na mesma direção.

Philipe foi o primeiro a entrar na sala da cela e seguia para perto da divisa quando Flecher o segurou pelo ombro, o parando e o mandou se afastar. O menino só pode obedecer sem entender o motivo.

Flecher se aproximou da divisória encarando Vinte a cada passo. O prisioneiro mudou de expressão para uma tensa, assim que o viu impedir Philipe. Notava pelas ações que Flecher não tinha boas intenções com ele e deu alguns passos para longe da divisória quando o moreno parou próximo do vidro e ficou o observando sério e sem uma expressão.

–Quem são seus amigos?- Vinte riu tenso ao perguntar para Philipe, que permanecia junto de Taz, Lucas e Brian.

–Isso não importa. -respondeu Flecher friamente.

Vinte sorriu fino e desafiadoramente desviando o olhar rapidamente para depois o encarar e levantar ligeiramente uma sobrancelha gozadora:

–Eu não teria perguntado se fosse bem assim. -e sorriu sustendo o olhar de Flecher.

Yan havia se separado do grupo para avisar Leno que o plano de contar ao neto não tinha dado tão certo, e também foi buscar algum remédio para acalmar o amigo.

Logo Flecher se afastou e seguiu com passos determinados para uma parede do lado direito que tinha uma tela e um pequeno teclado. Parou na frente, se concentrou rapidamente e pôs a palma da mão com as faixas verdes-neon sobre tudo e o painel se acendeu, uma lista de códigos e comandos passou e a imagem se tornou um cronometro já contando. Então ele voltou para frente do soldado e ficou o encarando-o.

Vinte começou a ouvir o som de contagem em uma voz eletrônica dentro de sua cela e ficou curioso para saber o que seria aquilo.

–Quero sabe o que você sabe?- Flecher falou.

O soldado sorriu debochando e negou com a cabeça, sem o levar muito a sério. Mas Flecher não se abalou e apenas esperou que a contagem terminasse.

Quando a voz disse o zero,Vinte ouviu um apito continuo e fino, que depois variava de frequência irritantemente. Ele tentou impedir o som alto e agudo pondo as mãos nos ouvidos rapidamente e se agachando por instinto, mas o som conseguiu penetrar e o torturava a cada segundo que passava.

–O que você esta fazendo Flecher?- Taz se aproximou sem entender o que estava acontecendo com o prisioneiro. A cela não transmitia o som que Vinte estava ouvindo e era confuso para ela e todos ali velo naquela posição e mesmo quando o soldado gritou, ela não ouviu nada.

–Obtendo as informações. -ele respondeu sem desviar olhar do prisioneiro.

Quando o som finalmente parou Vinte retirou as mãos de sobre os ouvidos doloridos e encarou Flecher de volta.

–O que acontece com quem é capturado?-perguntou o moreno indiferente ao que aconteceu.

Vinte ficou quieto.

–Você quem sabe... -Flecher deu de ombros e em tom mais alto pronunciou: -Fase dois: iniciar.

Dentro da cela a contagem recomeçou. Então Vinte levantou do chão um pouco tenso:

–Não. Espera.

Flecher disse um pare e a contagem obedeceu à ordem.

Vinte observou os outros que estavam na sala se aproximarem com alguns passos.

–Vai dizer o que acontece?- perguntou Taz.

Vinte concordou e respondeu:

–Quem é capturado se torna cobaia pra os mais diversos experimentos e projetos que há na nave.

–Você sabe que essa não é a reposta que queremos.-disse Flecher.

Vinte sorriu.

–Mas essa é a resposta. Eu não sei o que o Estado quer com seus amigos ou com vocês. Só sei que quem é capturado se torna cobaia, mas só se for resistente o suficiente.

–Você disse que sabia coisas sobre nós. -Yan estava na sala e se intrometeu recebendo um olhar rápido de Flecher.

–Sei. Não por que o Estado quisesse, mas por que eu gosto de saber com quem é que vou lidar. -ele limpou a garganta. -Mas não sei de todos. Reconheço alguns dos arquivos, e tem algumas historias que foram bem interessantes de saber.

Vinte olhou cada um na sala com sorriso surgindo vendo que tinha a atenção da pequena platéia.

Notas finais
Olá! Então tentei falar um pouco de grande parte dos combatentes... ou não. Mas é isso. Kkkk Gente! Tenho um presente! Sabem da historia que Vinte criou?! Hihihi~~ Eu a tenho digitada e aqui neste site (one-shot)Uhul!!!! *---* Vai o link para você comentá-la também: http://fanfiction.com.br/historia/521052/Um_sonho_para_quem_tem_asas/ Obrigada por ler. Comentem. Até um próximo o>