Filhos da Lua e a Ascensão dos Corajosos.
61 Perguntas
Notas iniciais
Era cedo, mas nem tanto, quando Flecher abriu a aporta de um dos quarto do subsolo e entrou acompanhado de Aaron, Cadius, Philipe e Taz. Ele acendeu as luzes e as coisas continuaram quietas e sem movimento.
–Ele ainda esta dormindo? — perguntou Taz um pouco indignada.
E vinte estava mesmo. Ele tinha acordado cedo, mas não tinha muito que fazer naquele espaço limitado e fechado, então voltou a se deitar na cama macia e quentinha.
–Posso acordar ele? — perguntou a menina para Flecher, que deu de ombros apenas olhando o calombo de coberta.
Taz se aproximou da cama tentando pensar em uma forma despertar aquele ser, mas não conseguiu nada então o cutucou fortemente. O prisioneiro apenas gemeu e cobriu o rosto com a coberta, ai ela perdeu a paciência e deu um golpe com o punho nas costelas do garoto o mandando acordar que ali não era um hotel. Mas ela assustou Vinte, que era acima de tudo um soldado preparado para as guerras de uma poderosa nave, e o prisioneiro subitamente se livrou da coberta, a segurou pelos ombros e a jogou do outro lado da cama larga, a contendo com um braço em seu pescoço e com um soco com o punho direito pronto, mas parado no ar enquanto a encarava e se situava que não havia ameaça. A seguir Aaron usou seu poder criando uma barreira entre os dois e o jogando Vinte para fora da cama e longe de Taz.
A pequena ficou brava e mal Vinte começava a se levar ao lado da cama e ela o atacou. Ele tentou se afastar apenas e teve que segurar os punhos da menina longe de seu rosto e a menina rosnava irritada por ter as mão presas.
–Taz deixa ele! — disse Flecher.
–É garoto! Você me assustou! Desculpe! -disse Vinte pouco antes de um punho mais raivoso pelo que ele disse deslizar e o acertar.
Depois o soldado a empurrou de cima dele sem muito cuidado e tentou se afastar, indo se proteger perto de Aaron, que não pretendia proteger ele, mas teve que por um abarreira entre eles e a menina que novamente avançava. Só então Taz obedeceu Flecher, que na verdade não queria impedi-la tão cedo; e os deixou ficarem alguns minutos se encarando e então disse:
–Vamos te fazer algumas perguntas. Venha.
Philipe se adiantou e estendeu um pequeno monte de roupas dobradas para o soldado.
–Obrigado. -disse ele para o pequeno Philipe que sorriu. -Estava cansado dessa roupa branca mesmo.
–Elas sujam fácil quando se pinta. Gosto de tinta, mas elas se misturam muito fácil e ficam cinza... Será que a agua da chuva é suja por isso que as nuvens ficam escuras? Dizem que quando chove fraco e o céu esta cinza é porque alguém esta triste. Sabia disso?
Vinte encarou o menino sem entender o que o levou a falar essas coisas. Então seguiu pra se trocar e se preparar pra sair dali.
Em uma sala estreita, com três sofás castanhos encostados e ocupando as paredes claras, o meio-prisioneiro foi posto no centro sentado em um banco que girava, enquanto os que o acompanhava se acomodaram nos sofás, macios e confortáveis. Vinte vestia uma camisa de cor vinho, jeans escuro e as botas que ele usava em combate.
–Onde está aquele senhor meio careca que estava me interrogando da primeira vez?- perguntou Vinte para qualquer um, enquanto eles esperavam Flecher verificar uma câmera que gravaria a sala e o que o soldado dissesse.
Nenhum dos tres garotos, nem Taz sabiam e todos olharam Flecher, pois realmente Leno havia sumido depois que eles voltaram da batalha na casa de Dukan. Mas o menino ficou serio e não respondeu, perguntando diretamente o que queria saber:
–O que você sabe sobre nós?
Vinte girou-se com o banco e ficou de frente pra Flecher:
–Um grupo de jovens contra o Estado, de um país caído e de uma cidade até que grande, mas totalmente solitários nesse objetivo. Deixaram com péssimos resultados os primeiros ataques nas escolas dessa região há alguns anos; destruíram Totens, derambaixas á muitos Difusores e á soldados com suas intromissões. Os tenentes investigaram registros da primeira escola e deram um recado destruindo a casa de um de vocês. — Flecher se lembrou de seu apartamento. – Eles acharam que iam parar, mas vocês continuaram e resolveram mandar um Comando para tentar acabar com vocês de uma vez. Eles fizeram uma nova investigação e acharam aquele endereço do loiro que cravei a lança. Foi interessante, pois lá na nave os Comandos só são chamados quando há alguma guerra com os militares de algum país desse planeta, e o meu foi escolhido para vir atrás de vocês. Éramos bons; não sei como vocês conseguiram vencer...
–É bastante coisa. Mas o que especificamente você sabe de cada um?
–A maioria não tem importância, além de seus pequenos dons que os Difusores lhe deram. — Vinte olhou de soslaio Cadius, que se deitou em um sofá exclusivo e vigiava a mente do soldado para saber se o que dizia era verdade.
–E quem são aqueles que têm importância?
Vinte encarou Flecher sério enquanto pensava. Depois desviou o olhar para o piso.
–Responda. – insistiu Flecher. –Se não dizer Cadius ira ajuda mais diretamente.
O soldado voltou a olha-lo e sorriu torto.
–Tem duas peças importantes aqui. Que eu diria que o Estado não gostaria de ver morto ante de poder estuda-los melhor.
Então Vinte levantou a mão e, estendendo o indicador, apontou para Aaron, que estava distraído em algum pensamento até que notou que os outros o olhava.
No shopping Marlene e Yan mal entraram quando um garoto apareceu quase derrubando Lene e assustando Yan. Ela empurrou o garoto, mas logo o cumprimentou o abraçando e bagunçando seus cabelos.
– O que você esta fazendo aqui Ethan? Você não devia estar com a tia?
– E estou Lene, ela veio passear aqui. E você não devia estar estudando em vez de sair por ai com um garoto? – o menino analisou Yan.
– É um colega Ethan. – respondeu Marlene, que depois se virou para o Yan dizendo. — Se você quiser pode ir ver o que precisa pro seu cachorro. Depois...
–Você tem um cachorro?!- Ethan se intrometeu. — Eu sempre quis um cachorro, mas nossa mãe nunca deixou, Não é Lene? Como que é o seu?
Yan explicou um pouco como era Clark e o menino gostou bastante após saber que era um cão grande. Lene insistiu se Yan não queria ir ver as coisas dele, mas o menino respondeu que era só ração e seria melhor deixar para quando estivessem indo embora. Então Ethan voltou a conversar com Yan caminhando ao lado deles pelos corredores.
Logo eles entraram na loja em que a mãe de Lene trabalhava. Yan se separou dizendo que ia ficar olhando as coisas enquanto eles iam procurar a mãe deles. Alguns minutos se passaram quando uma mulher carismática apareceu atrás de Yan perguntando se ele precisava de ajuda.
–Ah. Não, obrigado. Só estou olhando mesmo. — ele respondeu e sorriu.
Quando a mulher ia dar uma resposta do tipo “qualquer coisa é só me chamar” Ethan apareceu exclamando:
–Oi mãe!- eles se abraçaram rapidamente. -Eu e Lene estávamos te procurando. Parece que você encontrou o amigo dela. — e os dois olharam Yan.
–Amigo da Lene?- a mulher continuou olhando-o com curiosidade e Yan se forçou a cumprimenta-la.
Marlene apareceu a seguir e conversou com a mãe ali mesmo. Yan não sabia se continuava ali, no meio da família, ou se ia dar uma volta. Depois de um bom tempo a Tia de Lene, que cuidava de irmão dela, apareceu e levou o Ethan embora.
Depois que ficaram sozinhos Lene pergunto se já não estava na hora da mãe ia embora e a mulher respondeu que ficaria até mais tarde naquele dia. Yan logo ofereceu uma carona, o que surpreendeu as duas, e a mãe de Lene aceitou agradecendo a gentileza.
A mulher riu da forma que os dois se encaravam, Marlene se perguntando por que Yan fazia aquilo e ele tentando entender o que fez de errado pra ela ficar o olhando. Então a mãe de Lene se lembrou de algo.
–Ah, tem um ringue de patinação lá embaixo, nos primeiro pisos, posso encontrar vocês lá. Assim não ficam sem se divertir um pouco.
Marlene gostou da ideia, pois ela gostava de patinar e logo levou o garoto.
Era um lugar bem bonito, com luzes coloridas sobre toda a área retangular e holofotes com cores diferentes que percorriam o piso congelado onde muitas pessoas já estavam dando voltas e conversando ao ritmo de um musica alegre.
Quando chegaram juntos para pagar o ingresso e pegar os patins o funcionário do balcão os olhou por um tempo, e devolveu o valor extra que eles estavam pagando dizendo:
–Desconto para casais. Pagam apenas um ingresso.
Eles riram, mas não discordaram.
–Lene eu não sei fazer isso. -disse o menino parado em um dos cantos do ringue distribuindo equilibradamente seu peso nos pés separados.
–É tarde demais para você dizer isso, Yan. — ela andava bem e o esperava á alguns metros dentro do espaço. — Porque trocou o tênis se não ia fazer isso?
–Porque você fez isso. Não achei que soubesse patinar... — disse ele.
Ela riu.
–Quer dizer que só fez isso porque eu fiz? -ele concordou e ela riu de novo. -Yan, minha mãe trabalha aqui, já vim aqui antes. — Marlene foi até ele e segurou seus pulsos. -Você só é inteligente para algumas coisas...
A seguir a menina deu algumas instruções e o acompanhou para começar uma primeira volta.
Yan não deixou de cair ao menos duas vezes nas diversas em que ele não conseguiu se equilibrar, e que Marlene não conseguiu ajuda-lo. Sempre eles acabavam rindo no final e se distraíram mais do que andaram pelo ringue.
Quando deu a hora, eles ouviram a mãe de Marlene e a encontraram no meio da plateia. Ficaram um pouco contrariados, mas nenhum dos dois expôs isso.
Depois de Yan comprar o que precisava, eles foram para o carro. Que foi tema de alguns sussurros da mãe com a filha, que a acompanhava no banco de trás.
Minutos mais tarde o sedan entrou em uma rua onde o asfalto não tinha muitas rachaduras ou buracos e chiava de uma forma estranha sob os pneus. A iluminação dos postes era alaranjada e mais fraca que as do farol do carro, e a luz branca se movendo chamou a atenção dos moradores das casas vizinhas que logo deram espiadas pelas janelas. O carro parou na frente da casa de Marlene e as duas desceram, enquanto Yan ficou e esperou. Algum cão latiu ameaçadoramente na rua e o garoto se sentiu sendo observado, então apagou os faróis para ver se a sensação sumia.
Não demorou muito para Ethan aparecer trazendo junto a tia e o tio, e a família conversava a li na calçada, próxima do carro. Marlene voltou para o carro depois de explicar aos parentes que tinha que ir e inventar um toque de recolher no suposto colégio particular em que estava.
Eles chegaram à mansão e o carro parou dentro da garagem ao lado de outros. Antes que Yan saísse Marlene o segurou levemente pela manga da blusa, fazendo-o a olhar.
–Obrigada Yan. Hoje foi legal e divertido. E parece que minha mãe e meu irmão gostaram de você. — Ela se aproximou e deu um beijo de agradecimento do rosto do menino, que parou e a observou ainda sorrindo. Yan se aproximou devagar, sem pensar muito no que estava fazendo, e buscando alguma reação dela contra um beijo que estava pendente, e ela encurtou a distancia. Porem em poucos segundos Clark apareceu na janela latindo pela chegada do dono.
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