Filhos da Lua e a Ascensão dos Corajosos.
27 O princípio...
Notas iniciais
Narração Dukan(17/18 anos):
Era bastante chato ficar no hospital. Não tinha nada para fazer e fazia poucos minutos que Flecher e os outros tinham saído. Já podia dizer que sentia falta de um vídeo game ou qualquer coisa mais divertida do que uma revista. Taz havia sumido e não deu mais noticia. Diana conseguia utilizar melhor de seu tempo conversando com as pessoas acompanhantes e alguns enfermeiros.
–-Dukan, eu descobri uma coisa. –Amenina de cabelos castanhos claros apareceu na minha frente e arcou na minha direção com um sorriso.
–-Então diga de uma vez.
–-O pai do Brian, o menino que estamos acompanhando, esta no hospital. E ele esta bem, teve apenas uma fratura no braço,e procura pelo filho. Na verdade, eu acho que é aquele cara que tá chegando à porta do quarto dele. — ela indicou o homem muito parecido com o Brian, uma versão adulta e séria, que devia ter trinta e poucos anos. O homem chegou obstinado ao quarto e observou rapidamente a numeração antes de entrar.
–-Vamos lá.-disse para Diana.
Assim que entramos o senhor nos olhou estranhando e perguntou o que queríamos. Disse que eramos amigos de Brian e que estávamos com ele desde ontem.
–- John, o irmão dele, me disse que ele saiu para me procurar. -disse o homem observando o filho. -Estava preocupado, pois ontem mesmo recebi alta do hospital e fui mandado para casa, e não o encontrei. — ele nos olhou agradecido. — Que bom que vocês estavam aqui.
Brian Jalaska parecia dormir, mas os aparelhos estavam intranquilos, e todos nós notamos quando começou a apitar. O pai dele, Kevin, o tocou na testa e disse que ele estava quente demais e saiu do quarto atrás de um enfermeiro. Eu entendia pouco do que os aparelhos mostravam e só sabia que ele não estava melhorando.
O medico e enfermeiros apareceram nos retirando do cômodo, também sem entender o que estava acontecendo. Depois de vários minutos saíram e informaram o pai de Jalaska, que estava conosco, de que tiveram que controlar uma convulsão agressiva e que fariam exames para tentar descobrir o problema que não poderia ser causado pelo ferimento. Até que tivessem os resultados ele estaria em observação. O pai de Jalaska chamava-se Kevin e nos dispensou depois dando sua palavra que nos manteria informados. Saímos pelo hospital para achar Taz e a encontramos na frente de uma TV em uma sala de espera mais confortável assistindo um filme.
–-Taz vamos embora.Eu preciso falar com Flecher.- Ela não entendeu e explicamos para ela que encontramos o pai de Jalaska e não tinha a necessidade de ficarmos. Ela reclamou que o filme ainda não tinha acabado. Mas a arrastei quase levando um chute. Não queria ficar mais um minuto naquele lugar.
Narração Marlene(16-anos):
Logo depois que Flecher e Yan sumirem um dos empregados informou a todos que o almoço estava servido.Fomos levados para o salão de jantar. Logo que chegamos encontramos uma mesa longa com o tampo de vidro grosso com um desenho de renda branca coberta por varias opções de pratos e era rodeada por cadeiras almofadadas de metal em um design clássico. Havia dois lustres pendurados sobre ela, em uma das paredes um espelho enorme arcado mostrando toda a mesa de cima e na parede oposta três enormes portas de vidro cobertas com cortinas branca e bege que balançavam com uma brisa leve. Na cabeceira da mesa estava Sr. Leno nos esperando. Todos se espalharam pelas diversas cadeiras e foram servidos.
Quando era hora da sobremesa Leno ficou nos observando, talvez tivesse algum problema com doces. E me parecia que ele queria apenas aproveitava a companhia e sorria por ver a casa mais movimentada.
–-Agora que terminaram. -disse ele. -Vou dizer como as coisas serão. Hoje vamos começar com algumas coisas interessantes para vocês treinarem. Queria que Flecher ensinasse, mas parece que ele... não esta muito feliz. Então eu vou estar com vocês.
–-Eu tenho que falar com meu pai de novo, se eu vou ficar muito tempo. -informou Cadius sentado a duas cadeiras da cabeceira do lado esquerdo de Leno.
–-Tudo bem. -concordou o senhor ao olha-lo. –Alguém mais?
Beatrice disse que era emancipada e que queria saber o que ele poderia lhe ensinar. Kate era órfã e onde estava ninguém iria se importar. Quando o velho de olhos azuis-escuros me olhou eu disse:
–-Eu tenho que avisar minha mãe e meu irmão. Mas não tenho uma boa desculpa.
–-Podemos pensar em algo. -ele observou todos por alguns minutos. -No ultimo ataque você foram bem, mas podem ser melhores.Prefiro que estejam todos por perto para poder prepara-los melhor. Foi o que disse para Flecher agora pouco. Então estarão morando aqui e terão uma rotina.Hoje no resto da tarde vamos para o subsolo. Mas você Beatrice acho melhor se poupar e amanhã você se juntará a todos.
–-Não preciso ser poupada, estou muito bem. E não quero nenhum tratamento diferente. Fui treinada pelo meu pai, que era militar, sou suficientemente forte e resistente.
Leno riu e concordou:
–-Vocês sabem quem está faltando?
–-Existem alguns na casa de Dukan. -disse.
–-Vou mandar traze-los. Vamos fazer uma pausa e nos encontramos no hall. Fique a vontade. E qualquer coisa que precisem perguntem ao um dos funcionários.
Leno se retirou para algum lugar nós deixando na mesa.Não demorou em um homem de terno apareceu e chamou Cadius e eu para falarmos com nossas famílias.
Cadius ficou em um escritório que observei muito rapidamente com a porta aberta e eu fui levada para uma biblioteca. O lugar ela alto com estandes de madeira que cobriam todas as paredes, com direita a altas escadas para chegar ás ultimas prateleiras todas lotadas livros No centro tinha quatro sofás macios com abjures ao lado e uma mesa no centro deles, em volta algumas mesas retangulares com livros abandonados abertos e papeis. O empregado me tirou da minha observação e mostrou em um dos cantos uma escrivaninha com o telefone. Entregou uma folha escrita com uma bela letra o que eu poderia dizer para minha mãe: “Curso de especialização para selecionados bem dotados e aprendizes. Treinamento de melhoramentos de habilidades e aprendizagem de novas técnicas. Por período indefinido que exige a retenção imediata dos alunos na instalação”.
Narração Beatrice:
Era uma casa enorme, bem maior que meu apartamento, mas com a mesma qualidade.Seria como tirar umas férias da minha casa, só que pelo jeito vamos ter que estudar.Mas, quem sabe, também aproveitar desse espaço todo. De repente o menino do meu lado estala os dedos me chamando a atenção e se apresenta como Alec. Depois pergunta o meu nome dizendo que já sabia que a outra era a Kate.
–-Vamos ver a piscina?- convidou Alec ao se levantar da mesa.
–-Aqui tem piscina? Deve ser legal. –Concordei e Kate também se levantou. Saímos pelas portas laterais e seguimos por uma trilha larga de pedrinhas.
Nos fundos da mansão, depois de quase uma caminhada ao fim do mundo, encontramos uma piscina azul e bem grande. Depois dela, indo para casa, tinha um deck de piso de madeira e então uma varanda embutida no térreo da casa com cadeiras e mesas em um ambiente agradável com vista para a piscina. Continuamos andando em volta da piscina e no fim dela, depois de sua cascata de agua, se via um gramado que desaparecia em uma encosta. Fui até lá curiosa e na base do declive pude ver cinco chalés abandonados e em diferentes níveis de destruição, ficavam bem distantes um do outro e quase no meio do que parecia ser uma mata sem fim e sem cuidado. Um lugar um pouco assustador mesmo á luz do dia. Voltei para junto dos outros que se acomodaram na varanda observando a paisagem do fundo da mansão. Era muita coisaverde e quase sem um fim.Alec aos poucos conseguiu sustentar uma conversa entre nos três, com algumas risadas e historias. Ele parecia legal.
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