Filhos da Lua e a Ascensão dos Corajosos.
5 Flash Back-parte 2-: A caçada sem armas.
Notas iniciais
Yan pareceu ficar confuso e desorientado com toda a situação. Kan avançou e se voluntariou sorrindo rapidamente para o outro, que retribuiu da mesma forma, pois era uma situação de camaradagem que eles nunca imaginaram.
–Tome cuidado Yan.-orientou Flecher antes de entrar na sala com Kan.
Dukan avançou observando a criatura alienígena de dois metros e poucos de altura entalada na porta e ela sibilou ameaçadoramente pra ele. Andou lentamente até o Difusor garantindo a atenção dela sobre ele. Então, quando estava mais perto do que seria seguro, a garra direita veio em sua direção fincando no chão próximo de seus pés. Kan se afastou rapidamente e da mesma forma usou o pé-de-cabra para atingir a pata presa. O músculo do Difusor era macio e ele o acertou mais três vezes. A criatura berrou irritada com um bafo químico e nauseante e depois se preparou para mordê-lo preparando um bote certeiro. No mesmo instante em que ela avançou Flecher saltou de cima de uma mesa usando sua arma e peso para cortar o pescoço e carne do animal distraído. O difusor ergueu a cabeça soltando um rugido de dor, sangue azul esverdeado escorria pela mandíbula e pelos ferimentos. A criatura virou se para o Flecher para atingi-lo com a garra esquerda livre, mas era uma torção de corpo incomoda e inútil. Por fim ele atingiu a couraça da testa do Difusor, era uma parte mais rígida, mas bastou uma pouco mais de pressão para rasga-la e a criatura desmoronou morta.
Flecher se afastou admirando a vitória com sua arma improvisada pingando o sangue estranho e limpou o suor misturado com sangue que escoria pela testa. Olhou na direção de Dukan que estava se encostando à parede. Ele segurava a lateral da coxa esquerda, onde o jeans azul ganhava a cor vermelha escura. Kan tinha sido atingido pela garra da criatura quando ela se torcia para alcançar Flecher. Então Yan entrou depois de perceber que eles haviam vencido o Difusor.
Ele observou Kan meio manco arrancar o pé-de-cabra da carne do animal.
–Vocês conseguiram! -disse Yan para Flecher mais próximo e voltou a olhar Kan. O pequeno encarou o rastro do sangue de Kan que se aproximava.
–Não cem por cento. -disse Flecher um pouco frustrado. -Pode fazer alguma coisa?
Yan ajudou Kan, meio contra a vontade dele, avaliando os cortes.
Não é tão ruim. Você vai ficar bem. -Murmurou. Depois amarrou uma faixa de tecido cortado manga de sua camisa para diminuir o sangramento.
Eles saíram da sala. Flecher se aproximou de Kan para apoia-lo, pois ele estava andando devagar.
–Eu vi o que aconteceu no pátio. Acho que não temos saída. -comentou Flecher. -Temos que... -suspirou pesadamente sentindo a dor de cabeça causada pelo corte -... combate-los. -começou a descer pela escada ajudando Dukan.
–Como assim?! -Yan indignou-se andando mais rápido para acompanha-los. -É três criaturas como aquela pela escola. E duas estão lá em baixo! Temos que fugir.
O moreno pareceu lembra-se de algo de repente, desapoiou Kan e começou a descer as escadas o mais rápido que podia pulando alguns degraus a cada passo.
Kan negou o apoio do menor, pois percebeu que ia sobrecarrega-lo, e perguntou:
–Aonde ele esta indo?
–Acho que ele vai atrás da Sam... -Yan suspirou desanimado e com medo assistia o amigo desaparecer nos degraus abaixo.
–É a garota ruiva da biblioteca?
Yan concordou com a cabeça:
–Vamos! Temos que ficar juntos.
Começaram a diminuir a distancia com passos rápidos. Eles haviam chegado á mesma porta pela qual haviam entrado. Flecher notou a chegada deles e observava sorrateiramente o melhor momento para passar pelo pátio com as duas criaturas, que continuar a fazer o trabalho delas, e chegar ao outro prédio.
–Agora! -gritou ao sair pela porta e foi seguido pelos dois que tentavam acompanha-lo.
As criaturas estavam de costas pra eles e assim conseguiram chegar ao segundo prédio sem problemas. No corredor interno viraram à direita e correram até o fim chegando à biblioteca.
O lugar foi destruído. As estantes encostadas nas paredes eram as únicas no lugar, as outras tinham sido derrubadas e estraçalhadas com os livros. As mesas de leitura que ficavam em pequeno salão na frente de enormes janelas estavam em pedaços indefiníveis. Folhas de papeis ou paginas de livros faziam um tapete branco no chão.
Flecher foi até a bancada onde a garota Sam ficava e não a encontrou. Olhou em volta, os outros dois vagavam entre os restos de mesa e estante procurando-a. Yan desviou de alguns abajures verdes, feios e inquebráveis no chão e procurou identificar aqueles alunos que encontrava.
–Há! -gritou Kan perto das janelas com um sorriso gozador no rosto. -É a senhora Liana! -apontou para a bibliotecária sentada em uma cadeira com o pescoço dobrado de uma forma muito estranha. — Ela era uma chata comigo. -disse dando de ombros ao perceber os olhares de desdém dos dois.
Depois continuaram as buscas.
–Flecher... -disse Yan hesitante.
Pelo olhar que recebeu Flecher percebeu que a encontraram. Ele correu pulando alguns obstáculos e até tropeçando em outros. Logo estava ao lado de Yan que se afastou deixando-o só com a garota caída. Em baixo do corpo da ruiva de cabelos longos havia uma grande poça vermelha feita de uma quantidade de sangue mortal.
–O que ela é dele? -murmurou Kan a alguns metros da cena para o menor ao seu lado. Ficou curioso ao ver a forma cuidadosa e gentil que o garoto matinha Sam nos braços.
–É a irmã adotiva, mas é bem mais que isso... — sua expressão também era de angústia quando olhou rapidamente para o loiro. Yan gostava dela, mas nunca da mesma forma que reconheceu em Flecher. -Era a única parenta dele por aqui, além do avô. Depois que os pais deles morreram ele dizia ter a obrigação de cuidar dela.
Flecher se levantou após se despedir linda garota mais pálida do que o normal e sem vida.
–Temos que derruba-los. -falou sério e saiu escondendo qualquer sinal de sua dor no coração.
Kan o seguiu sem qualquer hesitação. Ele pensava rápido e nunca foi de medir suas decisões. E naquela situação sabia que não havia outra saída. Logo Yan estava do seu lado andando rápido pelo corredor atrás do moreno de jaqueta.
–Então? Pronto para morrer? -disse Kan com um sorriso sarcástico para Yan que o olhou assustado em resposta.
–Vamos tentar matar todas as criaturas o mais rápido e depois... pensamos em algo para a nave.- disse Flecher parando atrás da porta que dava no pátio.
–M-mas... -gaguejou Yan -...é melhor começar por uma de cada vez. Não ali fora. -olhou angustiado para o pátio onde os dois Difusores estavam.
Flecher pensou e concordou.
De repente ouviram um gorgolejar e o trotar das garras dianteira da criatura sobre o piso nos andar de cima. Subiram as escadas determinados, Kan com um pé-de-cabra e Flecher com o pedaço afiado de armário como armas, e ficaram de frente a um Difusor a três metros de distancia no corredor. Ele pareceu sorrir com a presença dos garotos ao abrir as mandíbulas os encarando. Logo a língua de serpente do animal se aproximou lentamente. Apontou para o garoto de jaqueta e sangue nos cabelos que estava preparado para corta-la se chegasse muito perto, depois apontou para o loiro com uma blusa vermelha simples que estava intrigado com o não ataque, e então apontou Yan que deu um curto passo para trás se arrependendo de não ter pegado uma tesoura ou qualquer coisa como arma. Estranhamente a criatura moveu-se na direção dele e sibilou irritada.
Subitamente o Difusor berrou e se virou bruscamente. Do outro lado do corredor havia um garoto de cabelos escuros e cacheados, uma pele levemente dourada, olhos cinza claros com o grafite e um estilo de roqueiro. Ele havia fincado um cabo de vassoura afiado como uma lança na traseira do animal e se afastava com outra pronta para ser jogada esperando um melhor momento.
–Acerte o coração! -gritou Flecher percebendo que o garoto pretendia acertara a cabeça que era encouraçada.
O garoto pareceu surpreso com a presença deles e o difusor se irritou com a conversa chacoalhando a cauda sobre os três tentando atingi-los com o gancho prateado e parafusado na ponta. Antes que eles pudessem se levantar novamente a criatura engasgou em um gorgolejar de ataque, cambaleou alguns passos com um grunhido de dor e caiu bloqueando o caminho. Por alguns minutos eles ficaram ouvindo o som da respiração do Difusor, como se o pulmão da criatura estivesse cheio de liquido até que houve um ultimo engasgos desesperado por ar.
O garoto apareceu sobre o corpo da criatura, com um de seus bastões, para chegar até eles e falava alguns xingamentos dos arranhados que levava dos espinhos da pele do animal.
–Ei! -ele acenou carismático para os três, depois olhou Kan. -Vocês deveriam ter fugidos, não? Quando a criatura quase os atacou.
–Não. Não tem como fugir. -disse Dukan.
Ele estreitou os olhos para o loiro.
–E você esta com medo garoto popular?
Kan se irritou com ele, ninguém o chamava de covarde, mas o garoto se redimiu com um gesto levantando as mãos se rendendo ao ver a expressão dele. Já tinha problemas de mais naquele momento.
–Você é Ônix Leviant do time de futebol.
O garoto sorriu fino e de lado, feliz pelo reconhecimento de Yan, e com concordou.
–Chega de conversinha! -disse Kan. -Você tá com a gente para acabar com esse ataque?
O garoto de olhos cinzentos ficou sério pensando por alguns segundos e depois relaxou concordando. E disse:
–Temos que descer. Tem duas no pátio.
Antes de entrarem no pátio eles observaram. A coloração dos difusores havia mudado para um verde cinzento e infelizmente já acabavam o trabalho.
Ônix olhou Yan próximo.
–Você esta com medo. -afirmou- Normal. -olhou mais um pouco para o pátio. -Acho que vai precisar de alguma coisa... -procurou nos bolsos com a mão esquerda, a direita segurava sua vassoura-lança, estendeu para Yan um canivete cromado grande e pesado de cabo grosso com outros itens ocultos.
–Mas você pode precisar.
Ônix negou:
–Eu tenho outro. -sorriu rapidamente. -Este era da minha irmã. -Ele engoliu em seco encarando o chão lembrando-se de algo.
Resolveram se dividir em duplas e cada uma ia atacar uma criatura tentando manter as lutas afastadas uma da outra.
Kan e Yan chamaram a atenção do menor e mais próximo e correram para o fim do pátio. A segunda criatura ia atrás da irmã, mas percebeu os dois garotos morenos saindo do prédio e indo direto para ela.
Lá do alto o Totem notou a movimentação estranha junto com um bibe estranho na cabine do piloto indicava que a energia para manter o escudo estava se exaurindo, girou levemente se aproximando do prédio da esquerda as escortinhas se abriram lançando seis soldados pelas aberturas no prédio. Para o piloto-comandante a operação de colheita estava demorando mais do que o comum.
Kan notou a entrega enquanto corria em direção ao campo nos fundos da escola. Parou bruscamente para enfrentar a criatura e Yan escorregou pela área de gramado depois de perceber a ação do outro.
–O que você esta fazendo?!-gritou.
–Parece que temos mais inimigos. -ele olhou pelo indicou as janelas das ultimas salas do prédio da esquerda. -Temos que ser rápidos com esse.
Então ele acertou a criatura que estava prestes a abocanha-lo com o pé-de-cabra, como uma jogada de beisebol. A criatura se afastou alguns passos desnorteada e depois controlando os tentáculos de sua coluna atacou os garotos. Facilmente as cravas de espinhos alcançou os garotos.
O primeiro tentáculo que passou pelas rebatidas de Kan acertou-o no ombro e o rapaz grunhiu de dor com a crava de espinhos fincada que estava sendo puxada. No desespero Yan surgiu cortando-a com a faca do canivete. Com a crava-de-espinhos cortada as outras se retorceram de voltar e o difusor grunhiu se afastando, os encarando hesitante.
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